A duas semanas do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro, o senador Flávio Bolsonaro (PL) lidera as intenções de voto com 52,7% dos votos válidos, enquanto o presidente Lula (PT) registra 47,3%. Os dados constam na pesquisa Ipespe divulgada neste sábado (10), a primeira feita após a votação do primeiro turno.
Considerando a margem de erro do levantamento, que é de 2,6 pontos percentuais para mais ou para menos, a disputa se encontra no limite do empate técnico nos votos válidos. No cenário limite mais favorável ao candidato petista, Flávio teria 50,1% contra 49,9% de Lula.
No cenário estimulado geral, que considera votos brancos, nulos e indecisos, o parlamentar aparece com 49% das intenções de voto e o presidente tem 44%. Votos brancos e nulos somam 5%, e 3% dos entrevistados não souberam ou não responderam.
Divisão entre independentes mobiliza campanha
O levantamento aponta que o fiel da balança no segundo turno deve ser o segmento de eleitores que se declaram independentes. Este grupo representa 37% de todo o eleitorado, a maior categoria de posicionamento ideológico da pesquisa, e registra um empate exato de 44% entre Flávio e Lula. Entre esses eleitores, 8% pretendem votar em branco ou nulo e 4% estão indecisos.
A indefinição no centro contrasta com a forte fidelização nos polos ideológicos. Lula detém 100% da preferência dos eleitores que se declaram lulistas e 96% dos que se definem de esquerda (grupo em que Flávio marca 2%). Por sua vez, Flávio atinge 99% das intenções de voto entre bolsonaristas e 93% no eleitorado de direita (fatia em que Lula alcança 3%).
A disputa do segundo turno reflete a votação do primeiro turno, quando o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou 47,03% dos votos válidos para Flávio Bolsonaro (56,1 milhões de votos) e 45,16% para Lula (53,8 milhões de votos).
Metodologia
A pesquisa Ipespe, feita em parceria com a Associação Brasileira de Pesquisadores Eleitorais (Abrapel), ouviu 1.500 eleitores de todas as regiões do país entre os dias 6 e 8 de outubro, por meio do sistema CATI (entrevistas por telefone conduzidas por pesquisadores). A amostra é representativa da população brasileira com 16 anos ou mais.
O levantamento possui margem de erro máxima de 2,6 pontos percentuais, nível de confiança de 95,45% e foi financiado com recursos próprios do instituto. O registro no Tribunal Superior Eleitoral consta sob o protocolo BR-00933/2026.
Roberto São Paulo
12 de outubro de 2026 12:08 amDuas possibilidades tentar manter os votos com manutenção programas sociais ou fechar o regime
A campanha de Lula no segundo turno, não troquei o certo pelo duvidoso.
Lula e o PT são a certeza de continuidade dos programas sociais o outro nao
Roberto São Paulo
12 de outubro de 2026 12:11 amDa BBC Brasil
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cw23dnmk9v9po
Roberto São Paulo
12 de outubro de 2026 12:11 amEsse empenho de Bolsonaro também se viu no redesenho que seu governo fez no próprio Auxílio Brasil, passando a permitir que cada pessoa fosse contabilizada individualmente como beneficiária do programa. No modelo tradicional do Bolsa Família, que vigorava desde 2003, o pagamento era destinado unicamente à família cadastrada, e não a cada membro.
“A gente começou a ver pai e mãe ganhando R$ 600 cada um. Ou seja, a casa tinha uma renda de R$ 1,2 mil do auxílio. Antes, o piso se destinava à composição familiar”,