Sugestão de Assis Ribeiro
da Rede Brasil Atual
Blog da Helena
PSB encolheu com projeto pessoal de Eduardo Campos
O encolhimento do PSB tem muito a ver com as ambições pessoais de seu principal cacique, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos. Ao direcionar todos os seus movimentos políticos para suas ambições pessoais de candidatar-se a presidente da República ainda em 2014, Campos acabou por prejudicar o conjunto do partido.
Os erros começaram com o apoio a retrocessos nos hábitos políticos, tais como o incentivo à infidelidade partidária, apoiando a chamada portabilidade do horário eleitoral na TV para deputados que migrassem para novas legendas. Campos acreditava que seria o principal beneficiário desde o tempo em que articulava uma união com o PSD de Gilberto Kassab. Depois insistiu em apoiar esta portabilidade casuisticamente para beneficiar o partido de Marina Silva, Rede Sustentabilidade, que acabou não sendo viabilizado a tempo de disputar as eleições do ano que vem. Como resultado da “esperteza”, hoje os novos partidos criados após 2010 serviram para esvaziar o próprio PSB e fazê-lo perder minutos no horário eleitoral gratuito, o que poderá dificultar a reeleição de alguns governadores e parlamentares do partido.
Campos continuou errando ao não apoiar de fato uma reforma política, fazendo “corpo mole”. Com o PSB há alguns anos adquirindo feições de frente partidária, que acomoda em suas fileiras oligarquias políticas regionais as mais diversas, Campos não quis se indispor com estas oligarquias acostumadas a se elegerem e reelegerem segundo as regras atuais. Preferiu dedicar-se a articulações de bastidores para angariar apoios da oligarquia Bornhausen em Santa Catarina e de Heráclito Fortes no Piauí.
Outro problema é se o Supremo Tribunal Federal confirmar a inconstitucionalidade do financiamento empresarial de campanhas. Campos sofrerá outro duro revés, pois ele passou 2013 cortejando banqueiros e grandes empresários, negociando o apoio financeiro para sua campanha, em vez de ouvir a voz das ruas e apoiar com empenho uma reforma política que pelo menos diminuísse a influência deste poder econômico que acaba por corromper a democracia.
Para completar a escalada de erros que compromete o futuro de sua legenda, Campos jogou o PSB na condição delicada de perder sua identidade como alternativa da situação e, ao mesmo tempo, não convencer como oposição.
Até agora, as aventuras de Eduardo Campos custou ao PSB a perda de 29% de sua bancada na Câmara dos Deputados. O receio de seus partidários é que essa perda se repita nas urnas em 2014.

Ed Döer
21 de dezembro de 2013 1:01 pmMas para onde foram esses 10
Mas para onde foram esses 10 que saíram do partido e quando ocorreu essa perda? Teria relação com a “debandada” do Ciro Gomes, que é outro que se moveria por questões pessoais?
Diogo Costa
21 de dezembro de 2013 1:25 pmCoronel Esmeralda paga o preço da traição
Esses parlamentares foram principalmente para o PSD e para o PROS. E isto ocorreu até o dia 05 de outubro, limite legal para as trocas partidárias. Bem feito para o PSB, quem mandou não aprovar o excelente projeto de Fidelidade Partidária que tramitava no Congresso Nacional? Ficaram ao lado dos reacionários, contra a Fidelidade Partidária, e agora sofrem as consequências.
O Coronel Esmeralda se julga muito esperto. Pode ser que a esperteza custe caro aos “socialistas”. Hoje não se sabe mais qual é a diferença existente entre o PSB e o PSDB, afinal de contas estes partidos são unha e carne em centenas e mais centenas de municípios, e também em São Paulo, no Paraná e em Minas Gerais, onde os “socialistas” são base de apoio do PSDB há muito e muito tempo.
Além de pretender destruir o regime de partilha para a exploração do pré-sal (igual ao PSDB) e além de falar durante 24 horas por dia em ‘xóki di jéstaum’, numa cantilena similar a dos neoliberais tucanos fracassados, o que o Coronel Esmeralda tem para mostrar ao povo brasileiro? Nada, absolutamente nada!
O Calabar dos olhos verdes escolheu o caminho da reação e da traição, resta saber o que o povo brasileiro vai achar disto. Como alguém que ficou durante 11 anos na base aliada sai agora de repente e passa a fazer oposição de forma cínica e mentirosa, no melhor estilo do PSDB?
Edward Campriles é uma farsa, seja na base de apoio ou na oposição.
Chico Pedro
21 de dezembro de 2013 1:03 pmAo ver o conjunto das obras
Ao ver o conjunto das obras publicadas neste, em outros sites e nos blogs de esquerda o que se percebe é que não nos resta outra alternativa além do PT, do Lula, da Dilma e mais alí adiante o Haddad.
Porque jamais se vê nem sombra de uma crítica séria sobre o que acontece ou deixa de acontecer em virtude das ações de governo, de partido ou isoladas do grupo que hoje domina o país.
Ora são elogios, ora ufanismos… Na maior parte das vezes críticas ácidas aos adversários.
Nesse maravilhoso país não há aos montes crimes nem armas, doenças, analfabetos.
dinarte22
21 de dezembro de 2013 1:12 pmtambem nao existem
Tambem nao exsitem castas que se aproveitam de suas fortunas, canais de tv, radio, jornais, que se apropriaram ha seculos do poder, e impedem que deixem de existir criminosos, armas, doenças (fim da CPMF), analfabetos (quanto mais ignorantes, melhor). Afinal, o trafico de drogas existe para que, mesmo? Não é para abastecer festinhas de milionarios e suas claques?
Chico Pedro
21 de dezembro de 2013 1:23 pmClaro, irmãozinho… Aqui, aí
Claro, irmãozinho… Aqui, aí e no Maranhão né.
E quem representa e defende redes de comunicação como a Rede Globo pode ser o Vice presidente da república, por exemplo.
Então o que você e a claque de basbaques diz apenas confirma meu argumento.: não há vestais para onde quer se deite as vistas.
Vou repetir então para ver se você entende melhor agora: crítica SÉRIA não existe.
Se existisse seria mais abrangente, menos seletiva, contundente e não superficial.
Sacou.?
ed. não logado
21 de dezembro de 2013 4:03 pmA perfeição é uma meta
Colega Chico, crítica séria existe aos montes, o que “não existe” é crítica completa e definitiva.
Tudo depende.
Desde a hora e o lugar até os objetivos por trás da crítica, passando pelos interesses existentes até os humanos envolvidos e as ações havidas, suas causas e resultados.
Todos imperfeitos.
Cada qual com a sua “seriedade” específica.
E assim se faz política.
MRE
21 de dezembro de 2013 1:26 pmO PT um dia acaba.
Faça você mesmo uma crítica séria e honesta – a oposição anda sem discurso ético, sério, sem ufanismos e sem radicalismos.
O que os contra-petistas são mestres ao se associrem a mídia é maldizer as iniciativas que irão melhorar o povo e o país. O ensino, eternamente renegado, só merece palavras desabonadoras da mídia e dos opsicionistas quando o comparam com outras nações; o desemprego tem a menor taxa entre os países do mundo e só palavras desabonadoras, mesmo que falte mão de obra em vários segmentos evidenciando a empregabilidade.
Existe um eterno Fla-Flu entre os arrogantes elitistas ( DEM, PSDB, STF,GLOBO,BAND, VEJA,FOLHA,MERVAL,LEITOA, CATANHEDES,,,,) e os ditos representantes do povão, PT entre eles.
Se não houver reconhecimento e respeito dos ricos para os mais pobres, este embate vai sempre existir e um dia o PT vai perder – os pobres vão passar a serem ricos e vão se juntar a elite ou só existirão ricos, e aí o PT atual vai deixar de ter razão de existir.
Chico Pedro
21 de dezembro de 2013 1:40 pmAmigão,
Deixa eu ser um pouco
Amigão,
Deixa eu ser um pouco mais direto dessa vez.:
Eu quero que a mídia se foda.!
Podem dinamitar a Globo e a Veja e teriam minha eterna consideração.
Dedico tempo mínimo disponível para Tv e não leio a Veja jamais.
Acontece que existe o que se pode chamar de crítica e aquilo que são ataques.
Um serve para o aperfeiçoamento de questões importantes, o outro é crime ou má-fé.
Se vocês querem falar sobre os crimes e má-fé da mídia o tempo todo, ótimo. Não tem problema.
Mas aí a crítica que faço é a notável incapacidade e covardia do PT, da Dilma, do Lula e mais adiante do Haddad que não buscam incrementar o setor de comunicação no país.
Entendeu.?
MRE
21 de dezembro de 2013 2:51 pmO PT um dia vai acabar ll
sab, 21/12/2013 – 11:26
Inicie você mesmo uma crítica séria, sem ataques. Dê o exemplo de como a Democracia deve ser- os petistas e os não petistas devem ter como metas um Brasil Grande, você não acha? Sem privilégios elitistas recheados de filosofias blasés, você concorda?
Então vamos combinar: enaltecer, ou não desferir ataques, para todas as iniciativas que tenham como meta melhorar a dignidade dos cidadãos. Criticar “positivamente” é da regra do jogo ! Vale muito !
Se não houver reconhecimento e respeito dos ricos para os mais pobres, este embate vai sempre existir e um dia o PT vai perder – os pobres serão ricos e vão se juntar a elite ou só existirão ricos, e aí o PT atual vai deixar de ter razão de existir e tomara que a VEJA, a GLOBO, BANDs, STF, CATANHEDES……e todas as mídias que você diz não dar atenção e não influênciam seus pensamentos, também deixem de existir, já que elas só se especializaram em ataques e não em criticas.
ed. não logado
21 de dezembro de 2013 3:13 pmCoragem, covardia e senso
O perigo nas batalhas é ser corajoso demais e ir de peito aberto ao encontro da ponta das espadas inimigas.
Ou ser covarde demais e ceder os campos ao domínio do inimigo sem luta.
As vezes também me exaspero com a ousadia da oposição e a aparente “inação” do governo (isso porque o avalio como o melhor possível atualmente para o país, não porque sou “petista” ou “monolateralista”)
Mas (felizmente para quem tem esta avaliação acima) sou obrigado a reconhecer que nesta renhida guerra contra os “donos” histórios da nação brasileira, esta tática os tem enfraquecido perante a massa de soldados.
O judô ensina muito sobre isso.
De qualquer forma, embora quem lute sejam os soldados, sabemos que acordos de bastidores com traidores, infiltrados e mesmo terceiros interessados, fazem parte do jogo. Este é o perigo extra-batalhas. oO jogo obscuro pode ser muito mais eficaz do que a coragem e o sangue de milhares de soldados.
Portanto, quem despreza movimentos menos corajosos ou até em aparente desacordo com os objetivos finais está mais para ansioso, ingênuo ou mero torcedor (ou palpiteiro distante da luta, avaliando os que lá estão).
O fato é que o”inimigo” tem perdido terreno consistentemente, mas muitas batalhas ainda serão perdidas e outras ganhas.
Pois esta guerra, infelizmente, ainda está longe de acabar.
Juliano Santos
21 de dezembro de 2013 2:23 pmEu de minha parte lamento
Eu de minha parte lamento muito essa falta de alternativa. Gostaria muito que houvesse uma oposição à esquerda, madura, não infantil como o PSTU e fake como o Psol. O PSB bem poderia preencher essa lacuna.
Mas o que vemos é que o Eduardo deu toda uma nova dimensão ao termo Real politik. Uma ‘hiperealpolitc”, sei lá. É muita “realidade” para nenhuma ideologia. Não foi isso que o mestre Lula ensinou.
Obelix
21 de dezembro de 2013 3:20 pmA hierarquização das críticas: onde nasce o sofisma.
Prezado Senhor Chico Pedro,
O tema levantado por Vossa Senhoria é de crucial importância para enterdermos o jogo politico nacional, as perspectivas de cada grupo em disputa, e em suma, para revelar-nos, a nós mesmos, como nos inserimos neste jogo.
Há muito tempo, tenho lido e ouvido, aqui e ali, de gente mais ou menos importante, a repetição de um jargão: é preciso avançar na dicotomia entre PT e PSDB, ou agora, como o Senhor nos disse, é preciso uma crítica séria, ampla e menos ranheta da política nacional, já que temos, apesar dos pesares, muitos pobres, analfabetos, famélicos e nauseabundos, com esgotos fétidos a inundar-lhes os pés.
Não duvido da seriedade de suas intenções.
Mas não dou a estas intenções mais valor que elas têm, ou seja, são apenas intenções.
O primeiro grave erro na sua proposta não é reivindicar que possamos construir instâncias de convivência política e discursiva onde se busque o bem comum.
O erro consiste em acreditar que a busca pelo bem comum vai estar acima, ou desconsiderar que cada ser humano, cada grupo de seres humanos, cada partido, enfim, cada ajuntamento por alguma afinidade, renunciará a sua visão de busca pelo bem comum em nome de uma instância über alles.
Derivado deste raciocínio vem outro mais autoritário: algumas críticas são sérias, outras não. Mas quem é o juiz? Qual é a referência consensual? Pois é.
Destas premissas surgem outras tolices como corpos técnicos, choques de gestão, e etc. São todas instâncias anti-democráticas porque se justificam dizendo querer corrigir a imperfeição dos processos democráticos, quando é, justamente, a imperfeição da democracia que lhe confere aspectos perfeitos na mediação dos nossos conflitos, que aliás, nunca cessam, nem na natureza (imperfeita), nem na forma (conflituosa).
O máximo que fazemos (ou podemos fazer) é nos conformar que a vontade de grupos majoritários venceram-nos, desde que ainda que como minoria, nossa voz tenha que ser ouvida, e nossos direitos de minoria respeitados.
Esta é a base de pactos constitucionais modernos, mas mesmo assim, é a maioria que decide como encaminhar a busca pelo bem comum.
A cada tempo, em processos políticos permanentes, nova chance nos será dada, e aí, com nossas críticas, apresentamos novas visões de bem comum, ou aquelas antigas, para que o todo decida se é nossa vez.
Não há nada mesquinho ou particularista nisto.
Não há nada menor na crítica feita pelo PSDB ou outros opositores ao governo pelo campo do moralismo, e outros tópicos menores. Hoje, conjunturalmente, é o que sobrou a oposição.
E felizmente, para todos nós, Carlos Lacerda não teria mais tanto impacto em nossas vidas.
Nem a mídia deve nos incomodar, embora seja um tanto perigoso que aja como partido, mas ainda assim prefiro, como disse a presidenta, o ruído da mídia, ao rimbombar dos canhões e o silêncio das ditaduras.
(alguns dirão que o ruído da mídia com o farfalhar das togas também perigoso, mas novamente eu digo: democracia é um troço perigoso e delicado.)
Mas voltando ao tema das críticas, como derivação deste problema aí em cima, há outro: a formulação da crítica nunca afastará o interesse (do crítico) no resultado da crítica formulada.
Neste sentido, o ambiente brasileiro (com a persistência de todos os problemas) não é resultado de um clima pobre de críticas, ou da polarização perene da política.
A História nem a luta de classes acabaram, Senhor Chico. E pelo mundo todo, com variações pequenas, esta é a polêmica: é possível combater a pobreza que o capitalismo gera sem superar o capitalismo?
Se assim fosse, o que justificaria que países tidos e havidos como muito mais maduros institucionalmente, com ambientes acadêmicos “superiores”, câmaras téncinas e corpos técnicos muito mais gabaritados, enfim, imprensa melhor e cidadãos letrados, estejam a sofrer na pele o que sofremos:
Na Inglaterra (de acordo com mais de 20 matérias), a desnutrição afeta do sistema público de saúde (NHS), e tem dirigido a ação a saídas heterodoxas, como supermercados onde os produtos são vendidos mais baratos pois têm defeitos de embalagem ou foram refutados (uma “xepa da Rainha”).
Prefeitos de Madri e Barcelona mandaram acorrentar lixeiras para evitar os “homens vira-latas”, que derramam o lixo em busca de comida. Espetáculo nada animador para quem vive pendurado na última corda do capitalismo local: o turismo).
Bersluconi é o principal nome da política da Itália há 20 anos, no país que, junto com a Grécia, espalhou boa parte dos conceitos de civilização que conhecemos.
E há milhares de outros exemplos.
Em suma, o ambiente que há, é o que é possivel.
A aceleração proposta por alguns (não digo que pelo Senhor) é algo que é dito nos corredores dos tribunais, onde o “apefeiçoamento” da democracia tem que ser pela higienização judicial, ou quando nos salões de cabelereiros das madames do Morumbi ou da Savassi (BH) dizem que o nível do país piora porque o povo não sabe votar.
Mas de tudo, resta-nos um alento:
O grupo político ao qual ao Senhor pertence, nos deu mostras (entre 1995 e 2002), e recentemente em Minas e SP, como ampliar e possibilitar o florescimento de ideias novas e frescas, críticas sérias, etc, com ajuda sempre desinteressada da mídia, que o Senhor muito corretamente desdenha.
Pergunto enfim, honestamente em dúvida: O que ficou de legado ou pensamento tucano para o país?
PS: plano real não vale, ele é coisa do Itamar e um rearranjo da banca para comprar estatais e manter a “casa” em ordem para os juros rentistas.
Daytona
21 de dezembro de 2013 4:08 pmComo assim?Claro que há, você
Como assim?Claro que há, você mesmo, não votar no Aócio, que é o mais preparado?Então.
Sergio de Moraes Paulo
21 de dezembro de 2013 1:13 pmMineirando
Ditado mineiro:
“Esperteza quando é muita, come o dono…”
Juliano Santos
21 de dezembro de 2013 2:27 pmDitado caioca:
“Malandro
Ditado caioca:
“Malandro demais se atrapalha”
Gunter Zibell - SP
21 de dezembro de 2013 1:31 pmGeni da vez? Só que não
Helena Sthephanowitz omite que tempo de TV é algo que os partidos cedem a um discurso oficialista, mas os partidos não controlam as intenções de votos. tanto que Marina Silva teve 20% dos votos com 5% do tempo de TV.
Será bem interessante ver os críticos ao STF apoiarem-no agora só por causa do menor fluxo (relativamente ao PT) de financiamento para a campanha de Campos…
Mas segue uma visão do contraditório. Os negritos são meus.
http://www.reuters.com/article/2013/12/19/us-brazil-election-campos-idUSBRE9BI12420131219
The young, business-savvy pretender to Brazil’s throne
(Reuters) – To some Brazilians, especially in the business world, Eduardo Campos has all the traits of a perfect president.
Handsome, young, and the grandson of a beloved politician. Leftist enough to appeal to Brazil’s poor masses, but eager to please big business and convinced of the merits of free trade. Critical of President Dilma Rousseff’s heavy hand in the economy, but promising no huge changes in policy.
Yet therein lies Campos’ main problem, his critics say – he’s trying to appeal to everyone, and so appealing to very few. And polls ahead of next year’s election, at least so far, suggest they are right.
The 48-year-old governor of the poor but booming state of Pernambuco has sketched out a broad agenda designed to appeal to environmentalists, foreign investors, labor unions and virtually anyone else fed up with slower economic growth under Rousseff in the last three years.
He downplays polls showing him in third place with support of only 10 percent or so, predicting his numbers will grow as the October election draws closer and more people learn about him – a scenario most political analysts agree is likely.
“The most important thing the next president must do is to recover the confidence of the market and the business community,” Campos, the leader of the Brazilian Socialist Party (PSB), told Reuters in a recent interview in his office in Recife, the state capital.
Dressed casually in jeans and a blazer, and fussing constantly with an iPad that he uses to keep his aides on their toes almost around the clock, Campos said he would focus above all on recovering the magic that made Brazil a star performer among emerging markets last decade.
Getting that opportunity will be hard.
Rousseff has high approval ratings and a huge party machine behind her. Polls show that she could win more than 50 percent of votes, allowing her to avoid a runoff against Campos or the other main opposition candidate, Senator Aecio Neves of the centrist Brazilian Social Democracy Party.
Despite an economy that is expected to grow barely 2 percent this year and next, and huge street protests in June that briefly caused her popularity to dive, Rousseff is still buoyed by low unemployment and social welfare programs that have earned her Workers’ Party the loyal support of Brazil’s poorest.
João Augusto de Castro Neves, an analyst for the Eurasia Group think tank, said that running against such a popular president has left Campos hesitant to criticize her directly even as he tries to pull together the broad coalition needed to get elected in Brazil, a country of 200 million people that is roughly the size of the United States.
“That’s why he sounds so vague,” Castro Neves said. “He’s kind of been all over the place so far. People haven’t been able to detect a clear message.”
NOSTALGIA FOR LULA
Senator Neves, who polls show in second place with about 18 percent of the vote, faces similar criticism. But the balance has been especially tricky for Campos because his party was as recently as September part of Rousseff’s ruling coalition.
He was also a minister of science and technology under her predecessor and political mentor, Luiz Inacio Lula da Silva, who ran Brazil from 2003 to 2010 and remains the country’s most popular politician.
Campos says his party left the coalition because Rousseff steered away from the pragmatic policies that characterized Lula’s government, which appealed to unions and other leftists but also kept business leaders happy and could be quite conservative in monetary policy and other areas.
Some analysts have observed that Campos almost seems to be running as a throwback to Lula’s more cautious first term.
Indeed, Campos’ main criticism of Rousseff is over her management style and the way she has alienated the private sector. He cited her government’s quest to force down interest rates in 2011 and cut electricity prices in 2012 as big mistakes – the first hurt banks’ balance sheets and stoked inflation while the second caused huge losses for power companies.
Echoing the complaints of some business leaders who feel Rousseff’s leadership lacks vision, Campos said: “She’s a manager instead of a chairman of the board. That can only turn out badly.”
Still, conveying such nuanced critiques to a wide audience has been challenging, as a TV ad Campos ran in October showed.
In the ad, a narrator asks: “Where is that country that a few years ago awakened the admiration of the world … and now is afraid of inflation again? That one day brought a man of the people” – a clear reference to Lula – “into power, and now feels that those in power don’t speak the language of the people?”
“Is it possible we’re on the wrong path?”
Campos then appears. “We’re not on the wrong path,” he says, “but we have to admit: It’s taken us as far as we can go.”
ADMIRATION IN THE BUSINESS WORLD
Campos may have muddied the ideological waters further in October when he struck an unexpected alliance with Marina Silva, a popular environmentalist who was, like him, also a minister under Lula but has been very critical of Rousseff.
Silva placed a strong third in the last election, in 2010, and enjoys credibility with younger and well-educated voters.
But her support has yet to cause a meaningful jump in Campos’ poll numbers, while his supporters in big business now fear that Silva’s influence could lead him to adopt greener, less pro-development policies than they would like.
Nevertheless, most of the executives who have met Campos on his frequent tours of Sao Paulo, the country’s financial and business hub, seem to admire him.
Many cite his extensive political experience, which began in 1988 at age 21 when he helped with the gubernatorial campaign of his late grandfather, Miguel Arraes, an icon of the pro-democracy campaign as Brazil’s dictatorship ended in the 1980s.
While still in his twenties, Campos was Arraes’ cabinet chief and then won a seat in the state legislature.
Campos also has won plaudits for his professional, private sector-style management of Pernambuco. The state’s economy has grown at an average rate of 5.1 percent since Campos became governor in 2007, compared to the 3.7 percent national average.
While Pernambuco has clearly benefited from federal projects, such as a large new refinery in the Suape port complex, business leaders in the state give him credit for seeking their input and maintaining stable rules.
“He’s had a very favorable situation, but he’s also had the competence to take advantage of it,” said Ricardo Essinger, vice president of FIEPE, an industry association in Pernambuco.
Another sign of the perceived threat posed by Campos is that, over the past three months or so, several officials in Rousseff’s government have begun bashing him in private conversations. They hardly ever mention Neves.
Diplomats are also watching closely. Roberta Jacobson, the U.S. State Department’s top official on Latin America, met with Campos in Brazil earlier this year.
Being from Pernambuco, in Brazil’s northeast, could be a blessing for Campos come election time. His huge popularity could allow him to steal votes from Rousseff in a region that her party easily carried in recent elections, increasing his chances of forcing a runoff.
Finally, Brazil’s economy, which has grown modestly this year after a sharp slowdown in 2012, is expected to post sluggish growth again next year. That could play in Campos’ favor, especially if unemployment starts to rise, though he says he’s not rooting for such a scenario.
“For us, we don’t need the country to get worse to win the election,” he said. “We have our own plan.”
(Editing by Todd Benson, Kieran Murray and Paul Simao)
Obelix
21 de dezembro de 2013 2:01 pmUfa!
Prezados senhores e senhoras do blog,
Agora sim, estamos aliviados! O Senhor Campos encontrou alguém falando inglês que lhe credenciasse a disputa.
Não consideremos a deselegância com os que não conseguem entender a língua dos nossos patróns. Isto é detalhe, um mero lapso para quem se diz militante pró-inclusão, ou pró-DH.
Com todo respeito que devemos ao Senhor Gunter (ainda mais depois que ele se dedica a nos provar que moderno mesmo é o Heráclito e os Bonhausen, principalmente para a causa gay), fica parecendo estranho ele contestar a tese do tempo de TV pela exceção, e não pela regra:
Bem, o fenômeno Marina, embora recente, parece suficientemente explicado desde 2010, onde ela cristalizou-se como opção de um eleitorado conservador, do ponto de vista moral-religioso, simpático a causas ambientais (sem um organicidade militante) e sensível a causas sociais e a figura da candidata de self-made woman.
Se ela é capaz de reproduzir este movimento e consolidar este espaço conquistado? Não sabemos.
Mas sabemos que não foi capaz de montar um partido, ou seja, estamos autorizados a concluir que seu capital político é só seu (tanto é que Eduardo Campos julgou-se herdeiro de seu espólio de intenções de voto, e…nada).
Marina não é um movimento político capaz de ampliar suas perscpetivas, ao menos não do modo conhecido. Quem sabem um golpe judicial?
Mas via de regra, todos os chefes políticos e estrategistas tradicionais, inclusive Eduardo Campos, montam sua estrutura eleitoral ancorados em um tripé: estrutura partidária capilarizada, financiamento e alianças para tempo de TV.
Aí, o nosso Senhor Gunter, fazendo um malabarismo à lá Cirque de Soleil, tenta dizer que Eduardo Campos pode repetir o que fez Marina, sendo Campos que ele diz que é, ou seja, não é a Marina (ou é?).
Eu li o texto todo, mas vou destacar a parte mais engraçada:
“Another sign of the perceived threat posed by Campos is that, over the past three months or so, several officials in Rousseff’s government have begun bashing him in private conversations. They hardly ever mention Neves.
(tradução ruim: outro sinal perceptível de que Campos reprsenta uma ameala é que, nos últimos três meses, aproximadamente, muitos integrantes do governo Dilma começaram a atacá-lo em conversas privadas. Eles dificilmente mencionam Neves (Aécio).
É ou não é um documento sério este com o qual nos brindou o Senhor Zibell?
Juliano Santos
21 de dezembro de 2013 2:54 pmMe inclui fora dessa, Gunter!
Me inclui fora dessa, Gunter! Mantenho minha posição de considerar que o STF não é forum para decidir financiamento de campanha. E se isso vai prejudicar o Dudu ou não, para mim não muda nada.
Tive preguiça de ler o texto em inglês, mas independente disso, o Campos com certeza tem qualidades a serem citadas. Mas o que não fica bem para voce, um debatedor equilibrado, é fazer vista grossa para seus defeitos.
Não sei se voce comentou o post sobre o secretário machista e homofóbico, espero que sim. Mas longe de mim querer patrulha-lo. Só que o que voce critica no PT, as alianças em nome da real politk, o Dudu está se lambusando.
Olha só, Gunter, é seu candidato, direito seu. E talvez o Dudu nada tenha feito até agora contra o secularismo. Mas a julgar pelo seu modus operandi em termos de real politik, tudo leva a crer que ele sacrificasse direitos LGBT numa boa
Filipe Rodrigues
21 de dezembro de 2013 3:53 pmO STF realmente não é, só que
O STF realmente não é, só que o legislativo teve a oportunidade de fazer e não quis, então está correto o STF.
Financiamento empresarial tem que acabar urgente, senão nossa democracia não resistirá. As vezes, medidas que ultrapassam as funções determinadas tem que ser feitas.
Se Getúlio Vargas não tivesse deflagrado o movimento de 1930 até hoje estaríamos na República Velha com pouquíssimos avanços (ou então o Brasil teria uma revolução como a do Mao Tsé Tung e não saberíamos se teria sido positivo ou negativo).
Obelix
21 de dezembro de 2013 4:12 pmO que será mais grave?
Prezado senhor Felipe,
Eu fico assustado com suas considerações:
Então cada vez que um arranjo capitalista-representativo estiver em crise, devemos defender a instauração de um novo arranjo pela força do golpe (como em 30), que como provisório, manteve-se permanente até 45, com toda sorte de torturas, perseguições e exílios?
Reconhecer a habilidade de Vargas e/ou os avanços que ele implementou na construção e modernização capitalista brasieleira é uma coisa, agora defender o golpe como legítimo para tais implementações, por mais “arcaico” que seja o período anterior, é outra bem diferente, ainda mais quando olhamos para o pós 30, e percebemos que o que foi prometido como modernização pelo “revolucionário” Vargas, só foi implantado, quase à força, acuado por SP em 32 e pela própria elite que o sustentava (aí incluídos os tenentes mais radicais).
Por outro lado, sustentar que o protagonismo judicial do STF é algo que resulta da “omissão” do legislativo é desconhecer completamente a dinâmica política e a ação legislativa.
Não digo com isto que, em alguns momentos, possa haver algum divórcio entre a vontade originária popular e os legisladores, não é nada disto.
Digo que ainda assim, é a ação política strictu sensu (voto-mandato) que deve resolver o problema, e não a tutela judicial.
Se o legislador não legisla, isto é problema da sociedade e do eleitor. Não de tribunais.
Nunca demais lembrar que os mandatos eletivos são renováveis por período de tempo, já o dos juízes superiores…bem, deixa para lá, este é outro debate.
O controle de constitucionalidade não é ato positivo legislador, salvo quando previsto em sede própria de remédio constitucional chamada mandado de injunção.
O referido controle é de natureza restabelecedora, ou seja, garantir que ato (administrativo) ou lei não altere a ordem constitucional, mas nunca deve substituir ou impor normas desta natureza.
Quem (grupo ou pessoa) que se sente prejudicado com a omissão parlamentar, mobilize-se, vote e garanta maioria parlamentar qualificada para a mudança pretendida, ou impetre a injunção, se for o caso.
Fora daí, é golpe.
E golpe, seja tomando chimarrão ou vestindo capa preta, é sempre um atentado ao povo.
Jaime Balbino
21 de dezembro de 2013 4:47 pmGolpe é quando a reforma eleitoral não anda
Obelix,
Que pese seu “susto” com o exemplo de Vargas, suas considerações só seriam válidas se vivêssemos num sistema político eleitoral perfeito, onde qualquer mudança só poderia significar sua piora.
Acho que concordamos que não é esse o caso aqui.
Ao contrário de outras judicializações, o STF tem prerrogativa constitucional para decidir sobre o financiamento de campanhas. Faz isso todo o ano em conjunto com o TSE, onde está representado e um de seus ministros preside.
Por outro lado, temos uma aberração no nosso sistema eleitoral que é deixar as mudaças ordinárias do financiamento ao mesmos parlamentares que usufruem do financiamento e que temem peder competitividade com a mudança nas regras.
GOLPE é quando as coisas não andam porque uma instituição se recusa a enxergar afrente e a ouvir os eleitores. Não há golpe quando uma instituição “enche o saco” e resolve assumir protagonismo permitido nas leis.
Obelix
21 de dezembro de 2013 5:44 pmCaro Senhor Jaime.
Prezado, em desculpe por ter me expressado mal.
Acho que ficou subentendido.
Desde sempre sou contrário a legislações “eleitorais”, ou tribunais excepcionais para este fim.
Creio que esta afirmação delimita um pouco mais nossas diferenças.
Países com mais maturidade institucional não têm um conjunto de regras judiciais (editadas não por parlamentares, mas por juízes!!!!!) como estamento normativo da ação política.
Mas por tudo que sempre digo, não faço comparações, e ainda que a ideia de justiça eleitoral(?) me pareça uma aberração, defendo nosso sistema e suas mudanças, mas cada qual, fazendo o que lhe é próprio.
Porém, em perspectiva mais ampla, não deixo de enxergar o perigo perene da ação judicial sobre processos legislativos, até onde estes processos estão ausentes.
Não é preciso repetir que, são os sistemas judiciais as cidadelas do conservadorismo quando tudo mais falhou. EEUU(bush jr), Honduras e Paraguai estão vivos na memória, e repito: o caso do prefeito de Bogotá, Gustavo Preto, recém destituído pelo inspetor-geral da Colômbia (o nosso Procurador Geral) é mais um caso de arrepiar os cabelos.
Ora, se o Congresso, mesmo que em um sistema imperfeito(e qual é o perfeito?) se “omite” a legislar, mas a população que o elege mantém este senso parlamentar intacto, e não empurra seus representantes a legislar, como poderá um juiz ou tribunal dizer que esta inação não é uma escolha política, e resolva substituir o mandato conferido ao parlamentar e sua natureza precípua: a lei?
E todos os avanços legislativos alcançados nos últimos tempos, foi o que, milagre?
A população não reconhece nos seus representantes a legitimidade para conferir-lhes mandatos?
Então nosso sistema é um bando de usurpadores parlamentares eleitos por um bando de idiotas descerebrados?
Creio que não.
Então, não há aberração nenhuma no que foi dito por você: parlamentares mudando regras que “os beneficiarão”, porque via de regra, estes “benefícios” estão incorporados ao sistema representativo escolhido pelos eleitores, ou não?
Outros sistemas representativos funcionam desta forma (EEUU), e o fato de estarem inseridos no mesmo sistema que alteram não quer dizer nada. Ou pior: quer dizer o que já sabemos, que o capital assediará o mandato, mas e aí?
É um juiz que vai tutelar meu deputado?
O que você diz me faz supor que: de um lado, eles (os deputados) só fazem o que lhes beneficiam, e o que os beneficiam é por natureza errado, e apenas se estivessem fora do sistema (constituinte exclusivo ou juízes?), é que poderiam fazer tudo “certo”.
Ora, se eles não vão ser julgados pelos eleitores pelos atos que alteraram, qual o compromisso então? Quem me garante que alguém “de fora” fará o “certo” sem vínculo algum?
Enfim, repetindo, eu não disse que a mudança do sistema político seria um tipo de piora. Eu disse que mudança do sistema político se faz por políticos, e não por juízes.
A não ser que passemos a defender a eleição para juízes de cortes constitucionais. Ainda haveria desequiíbrio, mas já seria alguma aproximação.
Cordial abraço, e grato pelo debate.
Jaime Balbino
21 de dezembro de 2013 10:42 pmSobre ser contra a existência
Sobre ser contra a existência de uma “justiça eleitoral”, mesmo formada por representantes da sociedade, como a nossa, mas subordinada ao STF, eu concordo com você.
Sobre o risco golpista de um judiciário ativista e sem limites, também.
Mas discordo quanto a possibilidade de se fazer maioria parlamentar pró-financiamento público dentro do nosso sistema de eleição proporcional, dado exatamente a influência do financiamento privado e a profissionalização da política parlamentar. Esse dinheiro deturpa o resultado das proporcionais muito mais do que nas majoritárias.
Observe-se que o nosso Congresso se recusou ao plebiscito e até a analisar as propostas da sociedade que chegaram. Ou seja, é um “tema-tabu” demais para eles. Não tem pesquisa de opinião e nem manifestação que os faça mudar de ideia.
Se há preceito legal e disposição política institucional para usá-lo, que se faça. A delimitação da atuação dos poderes se dá também no vácuo do outro. O nosso Congresso está sendo comido pelos seus próprios vícios e não falta quem lhe dê apoio e grite avisos. Mas os caras são tapados!!!
Tenho saldades do Sarney na presidência do Senado… Henrique Alves e Renan Calheiros não sabem nada de República e não conseguem enxergar saídas institucionais que não sejam meramente oportunistas.
Não “comeram” Dilma ainda porque o Executivo não dá brecha. Não deixa a bunda na janela para passarem a mão nela.
Obelix
22 de dezembro de 2013 12:27 amSobre preceitos e vácuos.
Caríssimo,
Há previsão constitucional para pena de morte em tempo de guerra, mas eu não concordo com isto.
A questão é que você considera a omissão parlamentar como um vácuo, e eu como escolha política, e referendada pela população que outorga mandatos.
Todas as questões que mobilizaram a sociedade nos últimos anos foram votadas no Congresso. Para o bem ou para o mal, foram votadas.
Aos trancos e barrancos e com todos os limites impostos pelo poder financeiro, a situação do povo vem melhorando, e as leis também.
Em um sistema capitalista, infelizmente, o dinheiro acossa o voto, seja legal, seja ilegalmente. E hoje, sabemos todos, o dinheiro grosso vem por fora. O declarado é irrisório para fazer frente as campanhas.
É só uma empresa seus empregados,1000 pessoas ou 2000 ou 10000, sei lá, e dar a cada um como bônus, e cada um contribuir com este ou aquele partido.
E aí, como controlar o que a empresa faz com seu dinheiro e seus funcionários?
A regulamentação com proibição do financimento privado só vai aumentar a criminalização da política.
E olha, sinceramente, o fim do financiamento privado para o PT é sopa no mel, tanto porque temos a máquina federal, tanto porque a estrutura partidária sempre respondeu ao chamado para arrecadar fundos junto a militantes e simpatizantes.
Sua visão catastrofista do Congresso como justificativa para que um poder não eleito faça-lhe as vezes é, na minha modesta opinião, um risco, e que se desenhou desde que judicializamos, industrializamos e criminalizamos a política, lá depois de 89, quando a elite decidiu brecar um partido financiado por seus militantes (e não sejamos ingênuos, pelos sindicatos).
Agora que o PT deu a volta, e aprendeu como fazer, dizem NÃO, este doce não é para vocês.
Ok, nada demais, mas eu pergunto: qunado o PT estiver dando as cartas de novo, com o financiamento público, o que virá então? O Golpe?
O problema não é o financiamento, mas o fato de que as campanhas, pelo que prevê a legislação, ficaram caras e dependentes de pesquisas e TV (que custam os olhos da cara dos candidatos e sua alma junto).
Mas ninguém parece disposto a mexer neste negócio, e vai transferir ao erário esta conta: a globo agradece!
Filipe Rodrigues
21 de dezembro de 2013 5:34 pmVocê ia preferir aquela
Você ia preferir aquela democracia de mentira que existia na República Velha? Onde a tentativa de construir um federalismo a semelhança dos EUA serviu foi para fortalecer os poderes regionais (Coronelismo)…
O movimento de 32 foi uma rebelião oligárquica que felizmente não prosperou.
Com os deputados cada vez mais dependentes do poder econômico para se elegerem é impossível imaginar que farão um reforma política decente. A ação da OAB tem base jurídica, se proibir as doações jurídicas o STF está levando em conta:
– Segundo a constituição o poder emana do povo;
– O voto é individual ao cidadão, empresa não vota e então não pode financiar a eleição;
– São pouquíssimas empresas que doam recursos (todas grandes), enquanto as pequenas e média não tem esse hábito (pois tem coisas mais importantes para investir o suado dinheirinho);
O STF está errado na questão do IPTU, mas sobre o financiamento de campanha apenas ocupa espaços não ocupados pelo parlamento:
– Pela quantidade de partidos no Congresso, ninguém consegue formar uma maioria mesmo com alianças (pouco sólidas) e com isso não há uma agenda legislativa no país;
– A quantidade de dispositivos ainda não regulamentados na constituição gera inumeras dúvidas e abre brechas para o ativismo judicial;
Obelix
21 de dezembro de 2013 6:12 pmCom permisso.
Senhor Felipe, não me tome por chato.
Deixe-me recolocar minha posição a partir das suas, acho que é mais produtivo.
Você ia preferir aquela democracia de mentira que existia na República Velha? Onde a tentativa de construir um federalismo a semelhança dos EUA serviu foi para fortalecer os poderes regionais (Coronelismo)…
O movimento de 32 foi uma rebelião oligárquica que felizmente não prosperou.
Resposta: Meu caro, creio que você está a inventar um novo jeito de entender a História, e eu o parabenizo por isto. É o fatalismo de sinal invertido, onde você, de trás para frente, a partir do que é imutável, coloca-nos hipóteses, ou melhor, tenta fazer análises comparativas do que aconteceu, o que poderia ter sido, e o que você, enfim, julga que nunca poderia ter acontecido. Eu não prefiro nada. Eu sei é que não acredito que existe sequer uma República Velha para além da propaganda varguista, e da sua demanda, e de seu grupo político, para reinventarem paradigmas de modernidade, enquanto as estruturas de poder, a exploração e a violência política dos coroneis se mantiveram intactas, inclusive nos recantos regionais que você citou. O que houve foi uma rearrumação para um novo arranjo produtivo global, precipitado pela crise de 1929 e outras circunstâncias históricas, mormente, o período entre guerras, conflitos de relainhamento dos eixos hegemônicos do poder global da época.
Claro que teve a incorporação de segmentos importantes ao ambiente urbano pela demanda da incipiente industrialização, e Vargas soube se antecipar para tutelar direitos que seriam conquistados pela luta e conflito. Mas isto não muda a natureza do que aconteceu, e o seu grau de comprometimento com a preservação das estruturas de dominação, ainda que sob nova roupagem e mais “civilizada”.
Como você se diz jornalista, não peço erudição em História, mas leia a biografia de Vargas do ótimo jornalista Lira Neto, e ali, entre um dos seus, você possa desvendar alguns mitos.
Inclusive o do golpe de 32(que você se trai e chama de “revolução”). De certo que SP rompeu o pacto getulista, e as oligarquias locais paulistas tentaram destituir o déspota, mas lembre-se: havia constitucionalistas (ainda que liberais entre eles) e Getúlio, por piores que fossem os paulistas, era um déspota.
Com os deputados cada vez mais dependentes do poder econômico para se elegerem é impossível imaginar que farão um reforma política decente. A ação da OAB tem base jurídica, se proibir as doações jurídicas o STF está levando em conta:
Resposta: Bem amigo, então vamos abolir por decreto o capitalismo e instaurar o socialismo com assalto ao Palácio Alvorada. Eu não discuto bases jurídicas da OAB, nem do STF. Não de uma OAB que tem enlameado recentemente sua história, e muito o STF pelos motivos que você já deve saber. Eu sei que toda vez que juízes e advogados são chamados a fazer o que o parlamento não fez (porque não quis fazer, e esta é também uma escolha que deve ser respeitada) as coisas não acabam bem.
Eu sou contrário ao financiamento por empresas, já os estadunidenses são favoráveis do jeito deles, e até tem uma lei que garante isto, quando as empresas não podem, mas se reúnem em associações (NRA, por exemplo) para fazerem lobby, mas eu sou absolutamente contra que um JUIZ decida isto por mim.
Se eu, e os outros 140 milhões de eleitores brasileiros achássemos que está na hora de votar isto, teríamos elegido parlamentares com este propósito não? Há outra forma democrática de fazê-lo? Não conheço.
– Segundo a constituição o poder emana do povo;
– O voto é individual ao cidadão, empresa não vota e então não pode financiar a eleição;
– São pouquíssimas empresas que doam recursos (todas grandes), enquanto as pequenas e média não tem esse hábito (pois tem coisas mais importantes para investir o suado dinheirinho);
Resposta: Concordo, só não cabe a um juiz definir isto, ainda que sob a chantagem jurídica da interpretação da Constituição.
O STF está errado na questão do IPTU, mas sobre o financiamento de campanha apenas ocupa espaços não ocupados pelo parlamento:
Resposta: Não há, em democracias, como poder não eleito ocupar espaço de poder eleito. Isto não existe, NUNCA!!!!
Ou melhor: salvo raras exceções também PREVISTAS na LEI MAIOR(CRFB), promulgada pelo parlamento, que é o mandado de injunção. Fora daí, é golpe ou justificativa para tanto!
– Pela quantidade de partidos no Congresso, ninguém consegue formar uma maioria mesmo com alianças (pouco sólidas) e com isso não há uma agenda legislativa no país;
Resposta: Sei, então porque a Itália, recentemente, não consegue fazer uma estabilidadae majoritária entre Grillo Pepe (movimento 5 estrelas), Berlusconi e a esquerda, eles deveriam entregar o comando a um juiz?
E como assim não há agenda legislativa? O Código Ambiental, as mudanças no Código Penal, a destinaçãod e royalties a educação e saúde, os debates sobre marco civil da internet, etc, etc, etc? Você pode até se queixar do resultado, e eu vou até concordar, mas isto é ausência legislativa?
Quantidade de partidos? Ué, os EEUU têm dois, e estão imobilizados, com orçamento pendurado todo ano, e será por que?
– A quantidade de dispositivos ainda não regulamentados na constituição gera inumeras dúvidas e abre brechas para o ativismo judicial;
Resposta: Tolice. Se não forma regulamentados é porque a sociedade não se mobilizou para tanto. A sociedade não é tola ou vítima, nem os deputados são usurpadores.
Quem defende o ativismo judicial acha o contrário.
Creio que a partir daqui, nosso debate está encerrado. Um abraço.
Daytona
21 de dezembro de 2013 4:58 pmNada a ver, o STF está
Nada a ver, o STF está lançando seu maior desafio contra o Legislativo, querem tocar nos bolsos profundos dos parlamentares, principalmente os políticos profissionais do PMDB, vide a reação de Calheiros e Alves. Ainda é cedo pra dizer se o STF já cruzou o Rubicão, ainda acho que eles vão acabar recuando, mas se forem em frente, prevejo forte reação do Legislativo.
Eu ainda não entendi o que pretendem os ministros. O ministro Gilmar Mendes se mostrou coerente com sua posição, ele defende um determinado grupo político que tem no financiamento privado sua razão de ser. Os ministros Barroso e Toffoli também se mostraram coerentes com suas convicções, mas o que pretendem os ministros Barbosa e Fux?
Barbosa e Fux parecem muito mais dispostos em invadir, sempre que possível, as atribuições dos demais poderes. Fux até recomendou que fosse dado um prazo para o Legislativo se adequasse ao entendimento do STF, o que ele já havia feito anteriormente no caso da votação dos royalties do petróleo. Barbosa se pretende o Imperador do Brasil, uma espécie de Poder Moderado contemporâneo, senão ditador mesmo, com poderes absolutos(“o STF não deve satisfações a ninguém”, declaração que ilustra com perfeição a megalomania barbosiana).
Filipe Rodrigues
21 de dezembro de 2013 5:45 pmA Dilma está adorando a
A Dilma está adorando a medida, o PT também, ambos querem se livrar com razão dos chantagistas que sobrevivem “graças” ao poder econômico nas eleições.
Financiamento privado significa corrupção e assalto aos cofres públicos.
Cadê os valentões do Alves e o Calheiros quando Barbosa violou o parlamento ao determinar que os condenados do mensalão deveriam ser imediatamente cassados sem passar pelo plenário?
Gunter Zibell - SP
21 de dezembro de 2013 5:48 pmEu achei aquela matéria
Eu achei aquela matéria campanha anti-Campos.
Não comentei lá e não vou comentar porque eu não acho necessário.
Quando se trata de políticos proeminentes surgem essas diferentes interpretações. O Globo e o Diário de Pernambuco deram enfoque diferente à mesma notícia.
Só é engraçado que a FSP é sempre muito criticada por aqui, mas quando publica algo “anti-Campos” passa a ser “referência”. Saudades coerência.
Um dia antes daquele post já escrevi minha opinião sobre Campos em um post incorporando o caso do secretário. No facebook também.
E não vejo ainda nada a criticar na realpolitik dele, pelo menos não na minha visão. Quem quiser que critique, claro.
Se um dia vier a haver algo que eu não goste, criticarei do mesmo modo que hoje critico Dilma e PT, não terei nenhum problema em fazer críticas a Campos, PSB, PSoL, PPS, PV ou quem quer que seja.
Eu acredito em ideias e tendências, não em pessoas ou partidos.
Só que hoje não é o caso de criticar Campos.
http://www.jornalggn.com.br/blog/gunter-zibell-sp/sera-que-o-gato-subiu-no-telhado
Daytona
21 de dezembro de 2013 4:12 pmQue análise, “handsome”, se
Que análise, “handsome”, se fosse feio, não poderia ser presidente.
Gunter já teve melhores dias.
Jaime Balbino
21 de dezembro de 2013 4:37 pmGunter,
Em primeiro lugar é
Gunter,
Em primeiro lugar é bom não pensar que Eduardo Campos é a Marina Silva. Não faltam em todas as eleições candidatos com pouco tempo de TV, mas quantos conseguem 15% nas urnas? O ponto fora da curva está lá, FORA da curva, não dentro.
E Eduardo Campos sabe tanto disso que não se avecha de fechar aliança nacional com o PPS e regional com o DEM e o PSDB onde der, cedendo cabeça de chapa, senado ou proporcionalidade para ter ele próprio maior visibilidade e cabos eleitorais que prestem. Marina é a contradição máxima numa campanha: só serve se permanecer “pura e casta” nas aliança e também não serve se isso prejudicar uma ampla aliança com setores conservadores e retrógrados.
Penso que o seu desejo que o PT esteja diante de um subfinanciamento nubla sua capacidade de análise. O PT apoia o financiamento público venha de onde vier (do Congresso, das ruas ou do STF) porque sabe que é o único que consgue viver nessa realidade. Tem duas presidências com muita coisa para mostrar, que pautam o debate e geram marketing expontâneo, por exemplo. E tem o Lula.
No mais, não veremos nenhum petista jogando pedra no STF se ele tomar decisões contra a homofobia e a favor das mulheres. Essa dicotomia é muito bobinha e não casa com você.
Não tenho dúvidas que o financiamento privado permança para 2014, independente de qualquer decisão do supremo. É impossível sustentar uma mudança agora, mesmo que a lei permita ao Congresso e ao TSE legislar sobre financiamento até abril. Nesse cenário, quem acredita que Dilma não consiga arrecada o suficiente para sua reeleição?
Mudando a pergunta: Quem acredita que o PSDB e o PSB vão ter mais facilidade para arrecadar das empresas? (lembro que a realidade dos dois últimos pleitos foi sempre desfavorável ao caixa dos adversários do PT).
Gunter Zibell - SP
21 de dezembro de 2013 5:14 pmIsso do financiamento foi
Isso do financiamento foi argumento do artigo de Helena, não meu. Eu não dou importância a essas discussões de financiamento, não acho que são o principal. Eu posso gostar ou não de decisões do STF, mas eu nunca questionei a divisão atual de poderes.
Eu não vi nenhum problema, também, com os apoios de Freire e de Marina a Campos. É muito raro eu criticar ambos. Ou seja, o discurso de chamar alguém de traíra nunca foi meu, não tenho nada com isso.
Eu acho que Dilma conseguirá os recursos e apoios necessários para a reeleição. Mas eu também nunca atribuí essa relevância toda a apenas um cargo eletivo. Acho que devemos prestigiar os discursos de nossa preferência na voz de candidatos presidenciais porque isso influencia também as eleições para deputados, senadores e governadores.
Jaime Balbino
21 de dezembro de 2013 7:19 pmGunter,
Relendo vi que
Gunter,
Relendo vi que interpretei errado sua fala sobre financiamento. Entendi que falava de um baixo financiamento ao PT quando na verdade você supõe que o PT quer o subfinanciamento de Campos através de uma decisão do STF. É uma forma de intepretar o que Helena disse bem nas entrelinhas, mas acho que ela está somente mais uma vez criticando o pragmatismo de Campos.
Também não estou condenando a estratégia de amplo apoio de Eduardo Campos. O PT JAMAIS ganhou eleição sendo conservador nas alianças. Mas há um problema real que envolve a expectativa do eleitorado de Marina Silva alimentado pelo discurso contraditório dela.
A discussão sobre financiamento de campanhas só é fundamental quando falamos de corrupção. No resto de fato é acessória. Ajuda a condenar este ou aquele personagem enquanto se esconde a prática idêntica dos demais.
Como disse, em termos estratégicos o desejo do PT em criminalizar o financiamento privado se justifica. É o partido com maior base social, mais popular, com trajetória exitosa no governo federal, conta com a exposição natural de uma presidente que busca reeleição e de ministros, deputados e senadores bem avaliados para puxar votos.
No mais, o PT também é o mais prejudicado por denúncias de Caixa 2, apesar do PSDB, DEM e PMDB, de longe, terem mais de 16 vezes seus filiados cassados por financiamento irregular, abuso de poder econômico e improbidade. Veja o caso divulgado hoje de Agripino com a governadora do RN. Veja Roberto Arruda. Veja Cachoeira com Perillo…
Por tudo isso, como bem detectou um enciumado Gilmar Mendes, vetar o financiamento privado beneficia em muito o PT. Mas para tranquilizá-lo é previsível que essa regra, se aprovada, não vá valer para 2014.
Gunter Zibell - SP
21 de dezembro de 2013 9:14 pmNão precisa me tranquilizar
Não precisa me tranquilizar de nada, Jaime.
Você deve ter percebido que eu quase não comento nos posts que dicutem financiamento de campanha (com ou sem STF envolvido) ou Reforma Política.
Não estou dando importância a isso. E até deveria dar, porque pequenos partidos que não conseguem doações sairiam relativamente menos desfavorecidos. E ruralistas teriam menor patrocínio de empresas químicas, etc.
Foi uma inferência da autora do post isso tudo:
“Outro problema é se o Supremo Tribunal Federal confirmar a inconstitucionalidade do financiamento empresarial de campanhas. Campos sofrerá outro duro revés, pois ele passou 2013 cortejando banqueiros e grandes empresários, negociando o apoio financeiro para sua campanha, em vez de ouvir a voz das ruas e apoiar com empenho uma reforma política que pelo menos diminuísse a influência deste poder econômico que acaba por corromper a democracia.”
Nem vejo porque tantas preocupações, faltam 9 meses para as eleições.
Jaime Balbino
21 de dezembro de 2013 10:25 pmMeu “tranquilizar” foi para
Meu “tranquilizar” foi para Gilmar Mendes, não para você. Ele está visivelmente mais preocupado com isso do que na época em que fazia looby pelo registro da Rede Sustentabilidade.
A análise da Helena sobre a posição dúbia do PSB na Reforma Política e no fim do Financiamento Privado são muito coerentes. Mesmo a “abnegada” Marina lutou o quanto pôde por dinheiro do fundo e mais tempo de TV, nem que para isso tivesse que tirar de partidos que desde a fundação conquistaram isso pelo voto. E conseguiu (no vácuo do Kassab)! Só faltou apoio popular para que, como os outros beneficiados, tivesse também um partido para usufruir disso tudo.
Mas o dado que eu acho mais intressante trazido pela Helena é que aquela que foi considerada uma surpreendente evolução do PSB na Câmara, elegendo 34 deputados, foi reduzido para 25. MENOS QUE OS 27 QUE O PSB TINHA EM 2006. Com os 8 deputdos do PPS o PSB consegue manter o tempo de TV que tinha no início da legislatura…
Gunter Zibell - SP
22 de dezembro de 2013 2:09 amAh sim, quanto a Gilmar
Ah sim, quanto a Gilmar Mendes entendi agora. Acho que ele pode ficar tranquilo.
Só que nada garante que PSD, Pros ou SDD (os partidos que mais receberam ex-deputados do PSB) serão pró-Dilma em 2014. Ou já se dá tudo como certo?
Jaime Balbino
22 de dezembro de 2013 12:17 pmNão foi por afinidade
Não foi por afinidade ideológica, muito pelo contrário. Talvez se os maus pressagios de Campos se confirmarem antes de junho o entusiasmado apoio venha. Nem o Solidariedade tem conseguido fazer valer sua pré-aliança com o PSDB.
Flavio Martinho
21 de dezembro de 2013 1:47 pmÉ a tal da visão curta típica
É a tal da visão curta típica dos ‘coroneis’ – de todas áreas – do Nordeste. Ele perdeu a bela oportunidade proporcioinada pelo Lula – e…. PT – para que o PSB criasse musculatura e fosse o segundo e talvez, a partir de 2018, o primeiro protagonista da politica brasileira. Pôs tudo a perder. Sairá das eleições menor ainda e por cima derrotado. Mas, com certeza, continuará contando com o apoio do PT para que este tenha condições de contrabalançar o ‘inchaço’ – não crescimento, propriamente – do PMDB. Que a partir das eleições surja uma nova liderança, com melhor visão da politica e do Brasil. Interessante que a Marina veste a fantasia de defesa da Natureza. Mas, parece ser somente fantasia pois aonde vai contamina todo o ambiente. Que o diga os verdes.
luiz valentim
21 de dezembro de 2013 2:28 pmA Maior burrice: Cresceram apesar do PT não,não,foi por causa !
O PSB contribuiu muito , mas, foi estupendamente beneficiado pela aliança histórica agora renegada.
Paulo Paiva
21 de dezembro de 2013 2:29 pmO novo PMDB
Campos está transformando o PSB de uma opção de esquerda além do PT em um novo PMDB. A insatisfação de alguns quadros tradicionais do PSB (Erundina, Roberto Amaral, p. ex.) já começa a aparecer de tempos em tempos quando do abraço nos Heráclitos e Borhaunsens da vida.
Ou ele é um gênio da política, como o Lula, e vê além o que ninguém vê, ou sua ambição pessoal simplesmente obscureceu suas perspectivas com apoio de alguns setores do lulismo para 2018.
Se Lula concretizar sua ameaça de ir morar em Pernambuco o ano que vem, talvez fique mais clara a divisão dos votos pernambuncanos. Como se comportarão os 80% que aprovam o governo Campos quando o Lula for cobrar a fatura? Eu aposto que Campos fica com metade disso e olha lá. A idéia, que muitos sulistas ingênuos (ou coisa pior) têm sobre a “homogeneidade” do voto nordestino não permite ver que Campos é forte em Pernambuco e ponto. No nordeste forte é o Lula.
Daytona
21 de dezembro de 2013 3:11 pmEu acho que a questão reside
Eu acho que a questão reside na maneira de fazer política dos políticos nordestinos. Nas eleições municipais, Eduardo Campos e outros adotaram esse discurso do antagonismo “Norte-Sul”, que o “sul não manda aqui”, tipo de discurso provinciano que tem apelo na cultura do mandonismo local(o coronelismo). No plano nacional, esse discurso se adapta na forma de que seria “a vez do nordeste eleger um presidente”.
Considerando que o grosso do eleitorado se concentra no sul, como alguém com um discurso desses espera ser eleito presidente?
Ciro Gomes, ao narrar seu desentendimento com o PSDB por conta da preterição de Tasso Jereissati em favor de FHC para as eleições presidenciais, ecoa o mesmo tipo de discurso, sobre “a vez do nordeste”.
Em suma, isso é produto de uma cultura política provinciana, com um discurso fragmentado, baseado nas contingências políticas locais, Serra e Alckmin são dois exemplos sulistas desse tipo de provincianismo, e o fracasso de seus pleitos presidenciais é resultado dessa incapacidade de se construir um discurso nacional. Já perceberam como os 4 últimos presidentes brasileiros(Itamar, FHC, Lula, Dilma) nunca haviam sido governadores, e, portanto, não possuiam esse vínculo local, esse discurso estadual?
Outra confusão na política brasileira é esse mito de que ser governador dá experiência e gabarita um político para a Presidência da República. Bobagem, apenas uma pequena fração do eleitorado ainda se impressiona com esse discurso da experiência, na verdade, esse forte vínculo com algum ente da federação mais atrapalha do que ajuda. Governadores de estados importantes, como SP e MG, são competitivos nacionalmente graças ao apoio que conseguem dos expressivos eleitorados de seus respectivos estados, mas os vencedores das últimas eleições nacionais foram aqueles que conseguiram construir um discurso nacional, seja com base em valores e princípios caros aos brasileiros(o caso de Lula, que ainda tinha como respaldo o único partido verdadeiramente nacional, não baseado em caciquismos e controle de máquinas estaduais, vide como o PFL se desintegrou com a derrota de ACM na BH), seja com base na vinculação com projetos de âmbito nacional(FHC e o Plano Real, Dilma e o PAC e demais políticas do governo Lula).
Nesse ponto, acho que foi um dos motivos da pressa de Eduardo Campos, ele percebeu que o futuro, o “pós-Lula”, digamos, pertence a políticos de perfil técnico e nacional, como Dilma, Haddad, etc, e não a lideranças estaduais. A Marina percebeu isso, por isso desponta como a candidata mais competitiva frente a presidenta Dilma. A dificuldade da direita brasileira reside justamente em sua incapacidade de construir lideranças políticas desvinculadas desse padrão hierárquico típico do conservadorismo político dessa elite retrógrada brasileira, dessa verdadeira “República dos Filhinhos de Papai”. Aécio Neves é um bom exemplo disso.
Filipe Rodrigues
21 de dezembro de 2013 3:40 pmCampos vai acabar sendo engolido pela sua “esperteza”.
Uma possível união PSB/PSDB nos estados vai acabar afastando quem estava disposto a votar no governador de Pernambuco beneficiando Dilma.
Acho correto o PT manter uma boa relação com o PSB, o PSB tem perspectiva de crescimento no legislativo (pela candidatura presidencial, pelo aumento de prefeituras) e é um aliado muito melhor que o PMDB, PSD, etc.
Frederico69
21 de dezembro de 2013 4:15 pmcomo se dizia antigamente
esse guri é a cara do pai!!!
mas na verdade como buscou o próprio espaço, agora é tratado como traíra e por aí a fora.
mas se o pai dele der uma forcinha na campanha, ele tem condições de ir pro segundo turno.
já dá quase pra garantir que voto nele no primeiro turno.
Gunter Zibell - SP
21 de dezembro de 2013 5:42 pmTambém acho que não tem
Também acho que não tem cabimento essa pecha de traíra. O discurso de Campos é critico a algumas coisas recentes, não à herança de Lula. E ele foi aliado ao PT em inúmeros momentos de 1990 até agora.
É uma pena que na migração do blog para jornalggn.com tenham se perdido os comentários dos posts de março a setembro.
Mas já em março se imaginava a possibilidade de PPS, Rede e PV (embora isto ainda não concretizado) apoiarem Campos. E ainda tem um ano para as coisas evoluírem.
Minha pergunta básica é: se a oposição do PSDB teve 40% em 2006 e 45% em 2010, porque Campos teria menos? Alguém imagina um eleitor de Serra ou Alckmin votando em Dilma ano que vem?
https://jornalggn.com.br/blog/luisnassif/caminhos-para-campos-e-o-psb
Jaime Balbino
21 de dezembro de 2013 7:36 pmDuas correções nesta análise:
Duas correções nesta análise: 1) O PSDB teve 40% em 2006 e 43% em 2010 no segundo turno. 2) Alckimin teve a proeza de ter menos votos no 2º turno. São 3 milhõe de votos que foram para Lula. Por isso o “crescimento” do PSDB em 2010 não foi tanto assim, apenas 1,5% considerando-se a votação do 1º turno de 2006.
Serra chegou a explorar a imagem do Lula na campanha de 2010 (“Luis e Zé”, lembra?). Eduardo Campos não vai falar mal de Lula e irá defender seu legado como se fosse possível afirmar-se como seu sucessor e continuador. O último discurso de Campos, ontem, aponta para isso, dizendo textualmente que voltará ao caminho de Lula descontinuado por Dilma.
É uma estratégia igual aquela que Campos adotou no 1º trimestre. Apostar no enfaquecimento da economia e na volta da inflação para que a popularidade de Dilma minguace e então o discurso contra a presidenta tivesse chance de prosperar. Vemos que nem mesmo o imprevisível julho ajudou nessa estratégia quando a economia não degringolou como desejado. Campos lança sua candidatura mesmo assim e mantem o mesmo discurso.
Jaime Balbino
21 de dezembro de 2013 8:00 pmCompletando: tínhamos em 2006
Completando: tínhamos em 2006 uma candidatura à reeleição. Em 2010 uma nova candidatura pela situação, inclusive de alguém que nunca disputou eleições. O escândalo do mensalão foi explorado em 2006, 2010 e 2012, e será explorado em 2014. Como sua influência provou-se muito limitada e nunca imprevisível, irei ignorá-lo como variável. Assim como aquelas armações de véspera do Jornal Nacional para forçar um 2º turno.
Bom, Dilma teve em 2010 menos votos que Lula em 2006 (56% x 61%). Se tirarmos da conta de Lula os 3 milhões de votos que Alckimin perdeu para Lula por causa da sua péssima campanha, temos que o índice dos dois é muito, mas muito, próximo. (ou esses 3 milhões só não foram para Lula por causa das notícias vinculadas na véspera do 1º turno?)
Mesmo com Marina na disputa, Dilma teve no 1º turno 1 milhão de votos a mais do que Lula, enquanto Serra teve 7 milhões de votos a menos que Alckimin. Ou seja, pode-se supor que 40% dos 19,5 milhões de votos de Marina vieram de eleitores cujo perfil votou (ou votaria) no PSDB em 2006.
Posto isso tudo e considerando-se que em 2014 teremos novamente uma candiatura à REELEIÇÃO, como em 2006, bem avaliada e com Lula ainda presente transferindo 100% da sua popularidade, é difícil supor que esse teto de 43% (ou 45% mal medidos) seja suplantado pela oposição. Quase METADE dos eleitores de Marina optaram por Dilma no 2º turno de 2010, essa divisão é boa para a oposição, mas é insuficiente para ganhar o pleito.
Dilma tende a ter votação SUPERIOR aquela do 1º turno de 2010, onde também havia duas candidaturas fortes (Serra e Marina). A dúvida é se ela alcançará os 4 pontos mínimos que faltaram para não ter 2º turno.
Daytona
21 de dezembro de 2013 9:59 pmA péssima campanha de Alckmin
A péssima campanha de Alckmin foi incluenciada pela sabotagem interna do grupo serrista.
lenita
21 de dezembro de 2013 8:39 pmOra, sr. Gunter ! Só faltava
Ora, sr. Gunter ! Só faltava o Eduardo Campos ser contra a herança de Lula, se quase tudo o que ele conseguiu foi com ajuda do ex presidente, apesar de ter seus méritos tb.. Talvez ele não tenha confiado que seria o candidato à presidente apoiado pelo PT em 2018, principalmente após a vitória do Haddad em SP. Eu imaginava que na próxima eleição ele apenas quisesse se tornar mais conhecido fora do Nordeste, Mas não é o que estamos vendo com as alianças à direita , PPS incluso e os encontros com banqueiros, empresários que vem fazendo. Além das críticas pesadas contra a presidenta. Por tudo isto, considero estar se tornando o Eduardo mais um da tchurma de sempre e por isto sem condições de fazer “algo mais” e sem ter o meu voto, que já tinha pensado ser dele.
fabio GM
21 de dezembro de 2013 4:30 pmNada
Isto que o senhor esta dizendo é um grande nada, vai dizer que os outros partidos politicos não estão centrados em alquem para o poder:
O PT tem a presidente Dilma e o Lula, o PSDB tem o Aecio ou o Serra, a Rede teria a Marina
O unico partido que não tem um figura central é o PMDB, mais tem uma ancia por poder maior do que os outros.
Obelix
21 de dezembro de 2013 4:44 pmEdward Fields for president!
Prezados, está resolvido:
A julgar pela “importância” do reconhecimento de Edward Fields pela nossa matriz colonial e cultural, estampada no texto da Reuters, trazido pelo nosso intrépido Senhor Zibell, lancemos, em jogada de ousadia, a candidatura do Guararape’s handsome guy a sucessão de Obama.
Com aquela cara de democrata sulista (ambíguo), e o psique-du-rôle que tem, vai ser o novo Bill Clinton.
Só falta arrumar uma Mônica Chupinsky (se é que já não tem).
Desculpem a falta de modos, mas não pude deixar passar esta.
Eu prometo me recompor.
Jaime Balbino
21 de dezembro de 2013 10:52 pmO dado que eu acho mais
O dado que eu acho mais intressante trazido pela Helena é que aquela que foi considerada uma surpreendente (?) evolução do PSB na Câmara, elegendo 34 deputados, foi reduzido para 25. MENOS QUE OS 27 QUE O PSB TINHA EM 2006. Com os 8 deputados do PPS da aliança, o PSB consegue manter o tempo de TV que tinha no início da legislatura…
Com a regra inaugurada pelo PSD de Kassab e mantida com apoio de Eduardo Campos e Marina Silva, numa briga feroz que envolveu bloqueio de atos legítimos da maioria do Congresso via Judiciário e manipulação da opinião pública, o PSB perdeu os deputados e também o tempo de TV. Ou seja, enfraqueceram o parlamento em nome de uma causa que também o prejudicou.
E pior, os partidos mais beneficiados foram o Solidariedade e o outro que esqueci o nome. Ambos retornam á base da Dilma. Ou seja, indiretamente O PSB TAMBÉM CEDEU TEMPO DE TV PARA O PT!
Quando um governador do PSB olha essa realidade deve ficar desesperado! Sem alianças regionais com os tucanos ou qualquer outra coisa eles estão fudidos. Em nome das alianças o PT não se permitiu ter mais governadores e muito mais parlamentares. O PSB terá que fazer a mesmícima opção. A diferença é que o PT já tinha mais de 80 deputados e a presidência.
Obelix
22 de dezembro de 2013 12:14 amPROS.
Prezado, o outro partido é o PROS.
J.Roberto Militão
21 de dezembro de 2013 11:59 pmPrá pTista irado: CAMPOS é o mais brilhante (Ariano Suassuna)
Do Estadão – ARIANO SUASSUNA Depoimento: Ariano Suassuna – 14 de dezembro de 2013 | 17h 35 “Para falar de Eduardo Campos eu precisaria escrever um ensaio, tal a importância que dou a ele em relação a nosso País e ao nosso povo. Teria de começar falando do ponto de vista pessoal, para dizer que o conheço desde o seu nascimento, pois seu pai, Maximiano Campos, e seu tio, Renato Carneiro Campos, eram escritores e meus amigos, e ambos eram já pessoas preocupadas com os mais pobres e com a terrível dilaceração que, no Brasil, separa os despossuídos e os privilegiados. Tenho certeza, então, de que todos dois teriam imenso orgulho ao ver o filho e sobrinho desempenhando agora, na política brasileira, o papel que também a mim está me deixando entusiasmado, ao ver um jovem como Eduardo Campos lançar-se na política, movido por sua grande, lúcida e tranquila coragem e por um imenso desejo de servir. Explico-me. Coragem porque sabe quantas dificuldades e incompreensões vai ter que enfrentar. Ainda assim, mantém seu sonho e seu desejo de servir ao nosso grande País e ao nosso grande povo; porque sabe que, como dizia Aristóteles, praticada como se deve, a política é uma atividade elevada e nobre, porque consiste ‘na arte de bem servir ao bem comum’. Assisti de perto à atuação de Eduardo Campos, como o extraordinário governador, por duas vezes, do Estado de Pernambuco, cujo povo lhe confere a inédita aprovação de 83% – coisa que eu nunca vi acontecer com qualquer outro. Normalmente, no fim de um primeiro mandato, o titular do Executivo sai desgastado. Finalmente resta-me dizer que já passei dos 80 anos e, com toda esta idade (que já vai longa), posso afiançar que Eduardo Campos, além do extraordinário administrador que demonstrou ser, é o político mais brilhante que já conheci. É, portanto, a meu ver, o mais capacitado a levar adiante e aprofundar as reformas que o povo brasileiro está exigindo como indispensáveis para que o Brasil se aproxime cada vez mais do glorioso destino que merece.” * ESCRITOR, DRAMATURGO E INTEGRANTE DA ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS, é Presidente de Honra do PSB – Partido Socialista Brasileiro.
Obelix
22 de dezembro de 2013 12:13 amABL?
Prezado
Perdoe-me, Ariano é colega na tal de ABL daquele que chamam de príncipe? Ah, tem também o do bigode marimbondo. Mas este só passou a ser endemoniado quando deu sustentação ao PT e ao Lula.
Dizem que por lá também passou outro Fields, daquela vez o Bob, e como esquecer, Dr Roberto. os invejosos dizem que os dois ainda assombram o chá do imortais.
Pois é.
Agora um troço me intriga: um dos maiores literatos e dramaturgos deste terra de Santa Cruz atendia pelo nome de Reacionário, apelido: Nélson Rodrigues.
Então, eu sempre me recordo: quando político precisa de alguém para lhe apresentar, é porque está proximo de pedir para que escrevam seu epitáfio, aí aproveita a “viagem e o favor”.
Pobre Ariano, sobrevivendo de jabá a esta altura da vida.
Como é ingrato o mercado cultural deste país.
Flavio Martinho
22 de dezembro de 2013 2:24 amObelix,
não se trata de já
Obelix,
não se trata de já bá. Ariano não precisa e você ofende pois, mesmo se precisasse, ele não faria esse papel. É homem de caráter e integro. Trata-se apenas de ‘compadrio’ e só quem é da região vai entender e compreender. Mesmo sendo difícil, como neste caso.
Gunter Zibell - SP
22 de dezembro de 2013 2:04 amMuito bom!
Suassuna é um intelectual insuspeito (e eu até o acho nacionalista em excesso.)
Jaime Balbino
22 de dezembro de 2013 12:32 pmComo pessoa, não duvido que
Como pessoa, não duvido que seja tão simpático como Suassuna aponta.
Fora o voluntarismo como qualidade, Suassuna não diz que Campos é estrategista, apesar da longa convivência. “Aprisionar” Marina como a um djin, brecar o crescimento do seu partido e dar seus passos mais importantes com base em previsões ou expectativas furadas sao mostras disso.