Da Folha
Grupo de Marina Silva divulga nota defendendo candidatura própria no Estado e ruptura com governo tucano
Bloco também enfrenta desentendimentos em SP, onde aliados da ex-senadora rejeitam apoiar Alckmin
RANIER BRAGON
As divergências entre PSB e Rede na montagem das alianças regionais ganhou novo capítulo ontem. O grupo de Marina Silva em Minas Gerais divulgou nota defendendo candidatura própria no Estado e ruptura com o PSDB do também presidenciável Aécio Neves.
O problema é que o PSB mineiro faz parte do governo tucano –comanda a Secretaria de Educação– e, mesmo após a nota da Rede, afirma que continuará discutindo a possibilidade de apoiar o candidato de Aécio no Estado.
Desde que Marina anunciou em outubro apoio ao projeto presidencial do governador Eduardo Campos (PSB-PE), os dois grupos políticos vêm tendo dificuldade para conciliar pretensões estaduais. O PSB de Campos já se encontrava na ocasião em avançada articulação para apoiar candidaturas como a do governador Geraldo Alckmin (PSDB) em São Paulo.
A Rede, porém, defende a necessidade de nomes próprios nos principais Estados.
“A Rede vem afirmar a necessidade de romper a hegemonia do PSDB em Minas Gerais”, diz a nota divulgada ontem, acrescentando ser preciso “renovar a prática política no Estado, desgastada com o rodízio de velhos grupos no poder”.
Um dos principais expoentes do grupo no Estado é Cassio Martinho, porta-voz nacional da Rede ao lado de Marina. Segundo ele, o debate com o PSB segue de forma “civilizada e propositiva”.
Apesar da posição da Rede, o presidente do PSB-MG, Júlio Delgado, afirmou que continuará a discutir a possibilidade de composição com a chapa tucana.
“Temos que reconhecer a força que o Aécio tem em Minas. Certamente ele será o vencedor aqui, o que impactará na eleição estadual. Minas não pode ser tratada da mesma forma que SP”, diz.
Anteontem a cúpula do PSB se reuniu em Recife para discutir a aliança. Campos disse que deixará o governo em 4 de abril, praticamente o prazo limite para candidatos.
Dudu Cartucho
23 de janeiro de 2014 11:55 amA Marina tá jogando
A Marina tá jogando corretamente, acredito que a ideia seja eleger uma bancada maior possível.
Os desejos pessoais do Campos se colocados em prática , diminuirá o PSB nos estados e no Congresso.
Geraldo Costa
23 de janeiro de 2014 1:00 pmAcho que o Dudu
Já está arrependido de ter feito pacto com a diaba verde…rs
Gilson Raslan
23 de janeiro de 2014 4:02 pmCEM ANOS DE PERDÃO
A Igreja Católica do Acre deu estudo a Marina Silva e arcou com despesas em seu tratamento de saúde. Resultado: Marina mudou de religião.
O PT deu projeção e visibilidade política a Marina Silva. Resultado: Marina mudou de partido.
O PV acolheu Marina Silva, fazendo-a candidata à Presidência da República. Resultado: novamente, Marina trocou de partido.
O PSB acolheu Marina Silva. Resultado: Marina está criando dificuldades para a candidatura de Eduardo Campos, visando fortalecer seu futuro partido, a REDE.
CONSTATAÇÃO: a traição está impregnada na personalidade de Marina Silva.
Como o Eduardo Campos é outro traíra, cabe aqui o dito popular: ladrão que rouba ladrão tem cem anos de perdão.
Gunter Zibell - SP
23 de janeiro de 2014 6:47 pmEu acho boa a ideia de duplas candidaturas
Se em quase todos os estados PT e PMDB lançarão dois candidatos (ainda que apoiando a mesma candidata a presidente) pode ser bom PSB e PSDB também terem dois candidatos, depois fazem o apoio mútuo àquele que puder passar para o 2º turno (se passar.)
CELSO ORRICO
23 de janeiro de 2014 6:59 pmque força..
“Temos que reconhecer a força que o Aécio tem em Minas. Certamente ele será o vencedor aqui, o que impactará na eleição estadual. Minas não pode ser tratada da mesma forma que SP”, diz. que força danada é essa? na última eleição o PT ganhou as Prefeituras das 8 maiores cidades de MG , excetuando BH.. Dudu deu um tiro no pé (seringueira)..
Alexandre Weber - Santos -SP
24 de janeiro de 2014 12:01 amSou contra o apoio ao PSDB em São Paulo
O escândalo da Alston vai respingar sobre o PSB que até agora está livre deste tipo de denuncias.
Ter de apoiar réus confessos é muito duro.