Sugerido por Gunter Zibell – SP
Do Estadão
Evangélicos projetam aumento de 30% da bancada em 2014
MATEUS COUTINHO – O Estado de S.Paulo
A Frente Parlamentar Evangélica da Câmara dos Deputados projeta um crescimento de 30% nas eleições do ano que vem. Espera passar dos atuais 73 parlamentares para até 95 – ocupando algo em torno de 18% das cadeiras disponíveis. Especialistas ouvidos pelo Estado não acham difícil que isso ocorra, pois o grupo nunca teve tanta força. E, em ano de sucessão presidencial, o poder de fogo desse setor da sociedade deve ficar ainda maior. Nas eleições de 2010, por exemplo, temas caros aos evangélicos, como o aborto, pautaram a disputa direta entre Dilma Rousseff e Jose Serra (PSDB).
“A presença dos evangélicos nunca foi tão grande. O debate (pautado pelo grupo) cresceu em eleições e no Legislativo”, afirma a cientista política e professora da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Maria do Socorro Sousa Braga.
Para o único parlamentar assumidamente homossexual do Brasil, o deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ), os partidos ligados aos religiosos já estão se esforçando para pautar as eleições com a temática contra o casamento gay, o aborto e a criminalização das drogas. “Querem, de maneira geral, rebaixar o debate para questões morais e comportamentais”, afirma.
Os evangélicos representam atualmente 22% de toda a população brasileira, segundo o IBGE. Seu voto é marcado pela fidelidade aos seus líderes religiosos. “Há um confronto (dos evangélicos) em relação às questões morais e novos posicionamentos (de grupos LGBT). Nesse debate os evangélicos são reforçados por integrantes de outras religiões também, vários representantes católicos passam a apoiar as teses desses parlamentares”, diz Maria do Socorro.
Estratégia. A professora da UFSCar lembra que, no caso dos candidatos à Presidência, sempre há uma tentativa de aproximação estratégica com os grupos religiosos. Ela ressalta, no entanto, que tal aproximação tem de ser feita de forma moderada a fim de não causar rejeição de outros eleitores.
Além de questões como o aborto e o casamento gay, os representantes dos evangélicos no Congresso têm outras áreas de interesse, como a de concessões de rádio e TV – por causa de programas e canais, comerciais e comunitários ligados a igrejas. Há ainda projetos específicos caros ao setor. Um deles é o que dá poder às igrejas para contestar leis junto ao Supremo Tribunal Federal. O texto já passou pela Comissão de Constituição e Justiça e aguarda mais uma comissão antes de ir a plenário. A aprovação desse projeto será prioridade do grupo em 2014.
O presidente da Frente Parlamentar Evangélica, deputado João Campos (PSDB-GO), afirma que a atuação cada vez maior dos evangélicos no campo da política vai ajudar a impulsionar a expansão da bancada.
Posições. Mesmo evitando falar em um candidato à Presidência com apoio da frente evangélica, Campos afirma que o grupo não deve abrir mão de seus posicionamentos: “Sou do PSDB e meu candidato é o Aécio, mas não vou protegê-lo. Em todos os temas relacionados à defesa da vida, da família natural, à liberdade religiosa, que são valores da sociedade, os candidatos terão que se posicionar”.
O pastor Marcos Feliciano (PSC-SP), que comandou este ano a Comissão de Direitos Humanos na Câmara, se coloca como um dos responsáveis pelo eventual crescimento da bancada religiosa no ano que vem. “Minha participação na comissão despertou católicos, evangélicos e espíritas”, diz Feliciano, segundo quem já há uma forte procura de outros políticos para que ele apareça em parcerias em santinhos no ano que vem.
Feliciano protagonizou, na presidência da Comissão de Direitos Humanos, uma série de polêmicas, foi alvo de protestos constantes e conseguiu aprovar no colegiado até projetos tidos como homofóbicos.
O cientista político e professor da Universidade Federal de Pernambuco Gustavo da Costa Santos lembra que, apesar da alta exposição de Feliciano, sua atuação na Comissão de Direitos Humanos também gerou uma repercussão negativa em parte do eleitorado. “Toda sua exposição explicitou o quão caricatas são essas figuras como ele – que assumiu a comissão para promover a pauta da sua visão de mundo da religião e não dos direitos humanos”, afirma.
ArthurTaguti
8 de janeiro de 2014 1:44 pmBem, se a bancada evangélica
Bem, se a bancada evangélica crescerá ou não, só saberemos depois das urnas abertas.
Como dado objetivo, é uma realidade que este setor do Congresso nunca encontrou terreno tão fértil para florescer, uma vez que o discurso oficial do governo é compor para governar, mesmo que isto signifique dar a faca e o queijo na mão do “inimigo” (?).
E uma projeção desta estirpe deveria ser no mínimo objeto de preocupação por parte dos estrategistas do governo e do PT, já que a justificativa maior da paralisia federal, do ponto de vista das mudanças estruturais, é a da “correlação de forças”.
Ora, estratégia política “jenial” lulista, digna de Maquiavel, seria aturar reacionários e direitistas na sua base por um tempo, enquanto o governo vê meios de aumentar a participação de parlamentares “progressistas” no Congresso.
Se abrigar debaixo das asas governistas estes setores com cargos, verbas e mimos os faz crescer ainda mais, aumentando eleição pós eleição seu poder de barganha em relação ao governo, qual seria a utilidade de tomar um rumo político desses?
A única explicação que posso ver, no horizonte, é que o que importa mesmo é ganhar a eleição, através da coalizão mais gigantesca e bizarra possível, mesmo que isto signifique eleger com os votos do PT um monte de gente que vai passar 4 anos atrapalhando, boicotando e tentando minar o governo (vide “aliados” Feliciano e Eduardo Cunha).
Se as estimativas da bancada evangélica, bem como de outras bancadas temáticas/direitistas se concretizarem, serão mais 4 anos de governo sitiados, paralisados, o que pode tornar uma vitória em 2014 a tal da “vitória de Pirro”, já que corre-se o risco de cair no padrão do “ganhou, mas não governa”.
Diogo Costa
8 de janeiro de 2014 2:23 pmÉ mesmo?
Diga isso para a criacionista pastora Marina Silva, única figura pública de relevo que defendeu abertamente o também pastor Marco Feliciano, dizendo que o mesmo era vítima de preconceito contra si e contra a confissão evangélica.
Aproveite e dê uma passadinha lá em Pernambuco e pergunte porque causa, motivo, razão ou circunstância o teocrático PSC integra as chapas e os governos de Eduardo Campos desde a primeira eleição do mesmo, em 2006.
Ou a crítica fica, como sempre, no campo da seletividade?
Gunter Zibell - SP
9 de janeiro de 2014 1:13 amUai, simples
O PSC apoia Campos em Pernambuco e Alckmin em SP porque quer compartilhar do poder.
Assim como apoia Haddad em SP-capital e Dilma no Planalto.
Mas nem Alckmin ou Campos fazem concessões a antissecularismo, nenhuma lei esquisita é aprovada e nenhum programa bom é abandonado por causa deles. Pelo menos não que eu saiba, os colegas defensores do secularismo e contrários a esses governadores poderiam apresentar os exemplos que os desabonem.
Já no Distrito Federal…
Devemos entender de uma vez por todas:
O PT faz as alianças que quiser e faz os projetos-leis que quiser e tomas as medidas nos ministérios que quiser.
Poderá colher os louros em tempo de TV e votos. Parabéns.
Mas deveria começar a aceitar que as pessoas podem fazer críticas e que oposição também pode existir. Sair um pouco desse discurso autocentrado de defesa.
Se não pra que eleição e pluripartidarismo, não é mesmo?
Filipe Rodrigues
8 de janeiro de 2014 2:29 pmSe for para ficar mais 4 anos
Se for para ficar mais 4 anos de governo sitiado, melhor que a Dilma não seja reeleita, pois fará um governo igual ou pior que o atual com risco de inviabilizar a esquerda no futuro. Se perceber que isso pode acontecer voto no Eduardo Campos.
A estratégia lulista em 2010 foi horrível, quanta ingenuidade, acredito que não ocorrerá de novo na mesma proporção. As manifestações de rua despertaram o país politicamente, a esquerda brasileira (latino-americana) ainda é mais competente que a Européia (apesar da governabilidade parlamentarista).
O PT com candidatos a governador competitivos em estados que elegem muitos parlamentares (SP, MG, RJ, BA, RS, PR) é um sinal importante, ajuda a dar visibilidade ao partido e influencia nas disputas legislativas. Mas é preciso muito mais: se coligar com menos partidos nas proporcionais e mais candidaturas próprias (governador, senador).
Acredito que os evangélicos devem crescer reduzindo espaços da direita liberal, o liberalismo vive uma grave crise no mundo, no Brasil o PSDB, mesmo na oposição sofre de um grande desgaste e deve perder muitos governos estaduais (por não ter oferecido alternativa), até o PSOL (oposição mais a esquerda) tem boas perspectivas em 2014.
Outro fator que será benéfico a política brasileira é a proibição das doações de empresas que deverá ser aprovado pelo STF, a intenção do Joaquim Barbosa é que passe a valer imediatamente. Para a Dilma será excelente, ao reduzir o poder dos chantagistas.
Diogo Costa
8 de janeiro de 2014 2:49 pm?
Para “salvar” a esquerda vossa senhoria vai votar na chapa da nova direita? Mas que belíssima contribuição! Se fosse no PSTU, no PCO ou no PCB, seria perfeitamente compreensível, mas votar na direita para “salvar” a esquerda é uma tese nova… Nova e absurda.
Marly
8 de janeiro de 2014 3:37 pm???
Essa também não entendi!
Filipe Rodrigues
8 de janeiro de 2014 3:38 pmO Lula não quer o PT em
O Lula não quer o PT em Pernambuco apoiando o direitista do Armando Monteiro???
Isso seria a última coisa que eu faria, se o PT omitir-se completamente igual em 2010 (estratégia avestruz).
Melhor o PSB do que o PSDB.
Diogo Costa
8 de janeiro de 2014 3:47 pmAh é?
O PSB está aliado ao PSDB em Pernambuco, no Piauí, na Paraíba, em Minas Gerais, São Paulo, Paraná e em alguns outros estados. Isto sem falar no recente casamento em nível nacional. Não existe diferença alguma entre o posicionamento político atual de Aécio Neves, Eduardo Campos ou de Marina Silva. Todos estão tecendo loas ao mercado financeiro e batendo no regime de partlha do pré-sal e na política nacional de valorização do salário mínimo, para citar apenas os exemplos mais recentes. O PSDB e o PSB hoje são unha e carne, representam a direita e a ‘nova’ direita, devidamente envernizada para enganar os inocentes úteis.
ArthurTaguti
8 de janeiro de 2014 4:01 pmQual a diferença entre o PSDB
Qual a diferença entre o PSDB e o PMDB, PSD, PP, PR, PSC, e outros partidos de direita que o PT sempre alia em âmbito estadual e federal?
Eduardo Campos e Marina, ao tecerem loas ao mercado financeiro, estão fazendo a mesma coisa que Lula fez em 2002, ao editar a “Carta ao povo brasileiro”.
Diogo Costa
8 de janeiro de 2014 5:20 pmO PSB é igual ao PSD atual
Para o PSB não há diferença nenhuma com relação a esses partidos…
Aliás, o PSB em 2014 apenas vai repetir a dose de sua história errática de coadjuvante da esquerda brasileira. Foi assim entre 1945 e 1964, quando era um reles coadjuvante do antigo PTB (e não raras vezes se aliava com a direita contra o próprio PTB) e é assim agora no período de 1989 em diante.
Mais do que isto, em 2014 o PSB vai repetir o mesmo e gigantesco e grosseiro erro que cometeu em 1955, quando apoiou o general Juarez Távora da UDN, contra a candidatura presidencial de Juscelino e de João Goulart, que representavam o antigo PSD, o PTB e o legado de Getúlio Vargas.
Frederico69
9 de janeiro de 2014 2:11 amentão
a aliança do pt-psdb em minas pode???
Anarquista Lúcida
8 de janeiro de 2014 9:18 pmTagutti e esse Filipe sao “quinta colunas”, Diogo
O primeiro é, na minha opiniao, um troll profissional, embora nao pareça troll à primeira vista. É “polido”. Mas apareceu aqui exatamente por ocasiao das manifestaçoes de junho, e só entra em tópicos onde possa puxar a discussao para críticas ao governo. Sistematicamente. No início, até contra o programa Mais Médicos. Depois viu que estava deixando o rabo aparecer, e disfarçou. O segundo se diz até petista, preocupado com as coligaçoes do governo, mas defende posiçoes estranhíssimas. Chegou a defender num tópico que o PT abandonasse a presidência. Com partidários desses, quem precisa de opositores?
Filipe Rodrigues
8 de janeiro de 2014 11:59 pmTanta assombração que vou ter que rezar…
A doutrina “Cândido Vacarezza” está emburrecendo o PT.
Que eu saiba, lugar onde tem quinta-coluna é na base aliada.
Eu e o Tagutti sempre defendemos posturas progressista
ArthurTaguti
9 de janeiro de 2014 2:11 amOmbudsman do blog..
Só para constar, e do Wikipedia:
1. Quinta-Coluna: “o termo é usado para designar todo aquele que atua dentro de um grupo, praticando ação subversiva ou traiçoeira, em favor de um grupo rival”.
Se eu nunca me declarei militante petista ou apoiador do governo, como posso ser um “Quinta-Coluna”? O pior é que nem surpreso eu fico mais com esta limitação de raciocínio lógico por parte da sua pessoa. Dá uma preguiça discutir com você..
2. Troll Profissional por não perder uma oportunidade de criticar o governo. AHN? E os que não perdem uma oportunidade de defender o governo, são o que? Agora o que define alguém como Troll, ou não, é sua posição em relação ao governo federal?
Isto é censura puro e simples, macarthismo, autoritarismo, enfim. Você não ouviu só de mim a palavra “censora” e mesmo assim autocrítica passa longe, né? Já tentou formular suas próprias ideias ao invés de ficar parasitando comentário alheio? Ninguém precisa de você falando se o comentário foi “bom” ou “ruim”, quem que te elegeu ombusdman do blog?
Mas quem sou eu para tentar te convencer, se nem no caso do “Quinta-Coluna” vc admitirá que estava errada, imagina fazer uma autocrítica.
3. Estou começando a ficar preocupado com você. Há muito nosso imbrógio passou da esfera opinativa/política e passou para o campo pessoal. Tenho a impressão que você saliva de ódio ao ver um comentário ou comentar sobre mim.
Eu acho até divertido debater com você, mas justamente pelo pouco de consideração que tenho pela sua pessoa, acho que seria mais saudável que você simplesmente ignorasse minha existência.
Já está virando obsessão..
Juliano Santos
8 de janeiro de 2014 3:48 pmConcordo com voce, Arhur. Não
Concordo com voce, Arhur. Não me canso de dizer que essa história de fazer “a maior coligação governista de todos os tempos” é um tremendo equívoco.
Tem o Feliciano, que obriga o Pt governista ao desgaste de fazer vista grossa para o fundamentalismo. Mas acho o Cunha ainda pior, pois tem mais força política e é do PMDB, sem o qual ninguém governa nessa país. Eu já teria dispensado o PSC
Mas fato é que não há alternativa, pelo menos para mim que sou de esquerda, posto que o EC abriu seu caminho pela direita. Juntou-se ao cabeças de planília muito bem identificados pelo Nassif. Ainda não dá
ArthurTaguti
8 de janeiro de 2014 5:49 pmConcordo Juliano.
Da parte de
Concordo Juliano.
Da parte de um “progressista”, como costumamos nos auto-rotular, não considero absurdo o voto na Dilma em 2014, mas sim o ufanismo acrítico, ainda mais quanto a política paralisadora de alianças do governo federal.
O PT, se quer mesmo alterar a correlação de forças, deveria ter uma dupla preocupação: conquistar o executivo, mas trabalhar estrategicamente para garantir uma paulatina representação maior da esquerda/”progressistas”. O que o Filipe Rodrigues sempre repete, de lançar mais candidatos a governador, faz muito sentido.
Se repetir, ou até aumentar a coligação eleitoral agora em 2014, corre o risco de ver aumentar mesmo tudo quanto é tipo de bancada conservadora.
Gunter Zibell - SP
8 de janeiro de 2014 6:23 pmEu acho claro que é um equívoco
Se antes o PT elegia presidente com 60% ao rememorar com a devida razão os méritos na gestão econômica e dos programas sociais, agora precisa de artifícios (como ceder ao fundamentalismo e a ideias antigas de segurança pública) para obter 55% (eu acho que é por aí que Dilma obterá em algum dos turnos.)
E quando vier uma crise econômica? Como vai ser quando o preço das commodities cair (o que ciclicamente acontece), o poder aquisitivo do brasileiro cair (pela piora de relações de troca) e a inflação aumentar?
Os conservadores estarão reforçados, de tão elogiados pelo PT. E não são fieis a nada a não ser a seus interesses. Garantidos os privilégios nas comunicações, na primeira hora se bandearão para oposição (velha ou nova) e sem fazer exigências anti-LGBT (acho que a mensagem pública de Malafaia a Campos foi exemplar a respeito.)
E os secularistas, que como eu em várias vezes no passado votaram no PT, não retornarão. É mito isso de que a classe média não gosta do PT por ser “classista”. Pode ter isso sim, mas é crescente o inconformismo com esse blábláblá neoconservador todo. É só ver a impopularidade de Feliciano junto às classes médias (conservadoras em economia ou não.)
Mas se eu falo disso é vandalismo! rsrsrs
Ed Döer
8 de janeiro de 2014 4:22 pmSem entrar no mérito se a
Sem entrar no mérito se a estratégia é a melhor ou mesmo se é boa, eu diria que ela poderia funcionar se considerarmos que o teto para o crescimento evangélico é limitado. Abaixo explico porque acho que ele seria limitado.
Não dá para imaginar que os católicos em sua quase totalidade vão virar evangélicos com o tempo, pois o católico, é no geral, um “religioso” (com aspas mesmo) afastado da prática religiosa tradicional, dogmática e cerimonial. O católico hoje é alguém que foi batizado, talvez tenha feito a primeira comunhão e que vai missa quando algum parente ou amigo ainda casa com toda a pompa e cerimônia religiosa …ou quando tem missa de sétimo dia e similares. Não há porque imaginar que esse afastamento da religião, rumo ao secularismo, das últimas décadas, irá se converter em migração para igrejas evangélicas que representam tudo aquilo que afastou o católico da fé. E o católico ainda tem a “praticidade” dos santos, que atendem 24 por dia e em qualquer lugar.
A própria “luta” entre IURD, IMPD e outras siglas e denominações, demonstra que o teto e espaço para crescer é baixo. Talvez o crescimento se sustente por algum tempo, pois tais igrejas tem uma penetração maior nas camadas mais pobres e com menos escolaridade, onde a taxa de natalidade é um pouco maior.
Gunter Zibell - SP
8 de janeiro de 2014 6:14 pmAcho que é por aí.
Eu vou adicionar alguns elementos, já que me interesso mais por antropologia que por política.
A população evangélica cresce à base de conversão de católicos que já eram conservadores. O tipo de pessoa que nos anos 1970 era contra divórcio, anticoncepcionais, contra biquíni, etc. Mesmo sem evangélicos (até 1970 não chegavam a 6%) a população brasileira era muito, mas muito mais homofóbica que hoje.
Logo começará a votar e a se manifestar a primeira geração de evangélicos “natos”. Se os LGBTs de famílias católicas superconservadoras não as acompanharam na conversão, nascerão, contudo, mais e mais LGBTs dentro do evangelismo. Aí as igrejas evangélicas se tornarão “simpatizantes”, afinal, será o direito de seus filhos e netos em jogo.
É visível que há uma reaproximação entre LGBTs e Igreja Católica. Não sabemos a velocidade ou profundidade do processo, mas no geral podemos dizer que Obama e Papa Francisco fazem o discurso ‘Lado Certo da História’.
Bom, a Globo é tida como simpática à ICAR, não? E contra o governo e, apesar do Festival Promessas, não é tão próxima de evangélicos como sua rival Record.
Em algum momento (como na Itália e no Chile) haverá a famosa “criminalização da homofobia”. Afinal, isso já existe em mais de 60 países de população com maioria cristã.
E aí o governo (PT) não terá mais na manga a carta de negociar a obstrução de projetos antihomofobia como pagamento ao tempo de TV em campanhas (ou não-abertura de CPIs….)
Nesse momento as pessoas perceberão que a rixa LGBTs x Evangélicos é forjada e inflada por razões meramente políticas.
Aí somente sobrará o discurso moral de segurança, o da maioridade penal. Único ponto onde o PT atual não está disposto a ceder.
Cederá?
ArthurTaguti
8 de janeiro de 2014 6:54 pmEu acho engraçada essa
Eu acho engraçada essa identificação, quase automática, que existe no nosso país entre protestantismo e ignorância/pobreza. O classe média/alta/elite brasileiro vive babando em cima do estadunidense, mas esquece (ou não sabe) que a vertente cristã deles é a mesma da que ele discrimina no Brasil. Se descobrissem, do jeito que alguns são puxa-saco, veríamos muito brasileiro mais escolarizado se convertendo, hehe.
Nos EEUU e Alemanha, a maioria da população é protestante, inclusive existe um consenso (vide Weber) que protestante é geralmente o povo da bufunfa. Não dá para falar que o pessoal da Metodista e da Presbiteriana aqui no Brasil são um bando de ignorantes desinformados.
Só ver nos States, que se de um lado enfrentaram uma onda radical/protestante/criacionista/etc. nos anos W. Bush, por outro turno existem muitos protestantes liberais e até protestantes não-praticantes, que pouco se importam com temas morais, a exemplo de grande parte dos católicos brasileiros.
Creio que, aqui no Brasil, a onda evangélica pegou porque eles souberam explorar muito bem este caráter financista/materialista dos protestantes, discurso este muito mais permeável as classes mais baixas e menos instruídas.
Tanto que, só ver um destes tele-pastores da madrugada que não raro vai encontrar um papo de ganhar dinheiro, de sujeito que tava na lama, teve fé e hoje está próspero, riquíssimo, e por aí vai.
Gunter Zibell - SP
8 de janeiro de 2014 10:29 pmEm termos
Cristianismo e protestantismo têm tantas variantes como o islamismo. É só ver que já houve guerras civis insufladas com o aproveitamento das diferenças.
Pentecostalismo é parte do protestantismo, mas nos EUA não chega a 25% e na Alemanha e Reino Unido é inexpressivo.
Meu pai, por exemplo, era Luterano. Não se deu ao trabalho sequer de algum dia ter uma Bíblia em casa. Nunca procurou uma igreja. E não se importou em mamãe fazer batizar católicos a mim e a meu irmão.
A quase totalidade dos protestantes na Europa é de não-criacionistas. A maioria dos protestantes nos EUA também. Tanto que despenalização de aborto e casamento gay são quase regra nos países da Europa e estados dos EUA em que as maiorias são de luteranos ou evangélicos tradicionais (como batistas e presbiterianos.)
Já no Brasil as vertentes pentecostais, as que proíbem o consumo de álcool e às vezes acreditam no criacionismo, são mais de 80%, principalmente derivadas da conversão dos católicos tão conservadores quanto.
É de fato preconceito associar neopentecostalismo ou Teologia da Prosperidade à ignorância, mas também é fato que há uma grande correlação entre a população dessas igrejas e a população de baixa renda.
Nos recortes até 2 s.m. são cerca de 35%, acima de 10 s.m. são apenas 2% (menos que espíritas nessa faixa.)
E que renda e escolaridade têm correlação, também já sabemos. Com o aumento de escolaridade e a maior inclusão em ambientes de trabalho multirreligiosos, a tendência é a dos evangélicos (neo)pentecostais brasileiros abandonarem essas ideias de tentar interferir na lei para outros.
Nos EUA já o grupo dos evangélicos ambivalentes, cerca de 25% dos evangélicos. Eles defendem que igrejas não tentem alterar legislações e apoiam o casamento civil para LGBTs. É claro que também defendem que as isenções tributárias etc continuem.
ArthurTaguti
9 de janeiro de 2014 12:21 amInteressantes estes
Interessantes estes apontamentos. De fato, evangélico no Brasil virou sinônimo de obscuridade e ignorância, mas sabemos que a coisa não é bem assim, vide EEUU e Europa.
O protestantismo no Brasil se espalhou seguindo as especificidades locais. Um indivíduo de alta escolaridade e renda dificilmente abandona o catolicismo, enquanto nos mais pobres houve e há terreno fértil para florescer a teologia da prosperidade.
Estas denominações neopentecontais servem quase como um “Estado paralelo”, preenchendo espaços vazios deixados pelo poder formal (que deveria dar estudo, oportunidade e direitos para estas pessoas). Vendo na TV um culto, ou até indo na missa, é nítido perceber que, para acreditar na conversa desses pastores, é preciso estar muito desesperado ou sem perspectiva.
Panorama diverso encontramos nas igrejas metodistas e presbiterianas. E é justamente por isto que não atraem, no Brasil, tantos fiéis igual as outras aí que conhecemos tão bem.
Se certos países de maioria protestante conseguem ser extremamente liberais, vemos que o problema não é o evangélico em si, mas o clássico de sempre da falta de oportunidades, marginalização, ausência de educação básica, e etcétera etcétera.
Democrático
8 de janeiro de 2014 5:31 pmPequena confusão entre governabilidade e eleição
Sem entrar no mérito, vamos lembrar que se a bancada crescer x% é porque o eleitorado voltou mais x%.
Democracia é do povo, pelo povo e para o povo.
Governos deve governar para todos e não para os seus (ou para os “certos”).
Independente da bancada ser de siyuação, oposição ou independente, ela poderá crescer manter-se ou decrescer.
Daqui a pouco vão dizer que a “bancada cresceu por culpa do Lula”.
Gunter Zibell - SP
8 de janeiro de 2014 6:02 pmNão esqueça do principal…
Que você já aventou nisso de “eleger com os os votos do PT”
Concordo com tudo de seu comentário. Será vitória de Pirro e o governo 2015-2018 será tão chato e imobilista quanto o atual, mera administração da macroeconomia.
Se a bancada evangélica crescer, será em cima de qual?
Não será em cima dos “descolados” (Rede, PPS, PV, PSoL e eventualmente até PSB)
Não será em cima dos convictos de direita (PSDB, DEM)
Provavelmente será a partir da base dos partidos de direita do governo (PSD, Pros, PP, PTB) aumentando as bancadas de PR, PSC e PRB.
Mas pode ser também reduzindo deputados do próprio PT.
O discurso atual do PT não fideliza conservadores. Afinal, sempre haverá um candidato ‘de marca” para se escolher no lugar de um “neoconservador genérico”.
E não ajuda nada a recuperar a Classe Média, podendo até assustar os eventuais mais pobres afetados pelo conservadorismo moral.
Mas falar disso é vandalismo…
vera lucia venturini
8 de janeiro de 2014 1:48 pmDeus me livre!!!
Deus me livre!!!
tiao
8 de janeiro de 2014 2:39 pm” Tá amarrado ! “
” Tá amarrado ! “
Fabio (o outro)
8 de janeiro de 2014 2:44 pmFato pouco discutido é a
Fato pouco discutido é a aproximição da GLOBO com o público evangélico.
Há vinte anos , no auge da briga contra Edir Macedo , a GLOBO exibia a minissérie DECADÊNCIA na qual o ator Edson Celulari interpretava um pastor evangélico corrupto e sem escrupulos imorais , que bebia e transava com as fiéis dentro do templo , após o culto .
Hoje , a mesma GLOBO promove festivais de musica gospel no FAUSTÃO e exalta os cultos evangélicos no horário nobre , na novela da AMOR À VIDA .
Franbeze
8 de janeiro de 2014 3:32 pmExcelente observação
Eu também já observei isso. Não vai demorar para a rede de esgoto de televisão fazer a marcha para jesus com os evangélicos para tentar um golpe.
Marly
8 de janeiro de 2014 3:35 pmAproveitando a onda!
A Globo sempre prestigiando os católicos, haja vista o programa diário na rádio com o padre Marcelo, onde o referido padre sempre fez propaganda de seus próprios livros. Agora, espertamente adoça a boca dos evangélicos. Vale qualquer coisa para angariar a simpatia dos incautos que a servirão. Uma vergonha. São hipócritas, pois pouco estão se preocupando com esse povo que cai direitinho em suas malhas. Deveria ser proibido a políticos manifestar suas religiões. A religião deve ser praticada em suas igrejas. Política e religião não devem se misturar. Jamais votaria em alguém que se vale da religião para angariar votos. A religião tem sido motivo de guerras em vários países. O fanatismo religioso é terrível!
Gunter Zibell - SP
8 de janeiro de 2014 10:02 pmEu acho que políticos devem ter direito de manifestar religião
Não vejo problemas em Marina ser Assembleia de Deus, Haddad Cristão Ortodoxo e Chalita Canção Nova.
Eu vejo problemas quando alguém defende projetos antissecularistas no Congresso ou nos Ministérios.
Mas fiquei um pouco curioso quando Padilha apareceu na missa de domingo do Pe. Marcelo. Menos do que ver Lindberg a todo momento ao lado de Malafaia.
Ed Döer
8 de janeiro de 2014 4:04 pmEssa postura da Globo é o
Essa postura da Globo é o típico se não pode vencê-los, junte-se a eles.
Gunter Zibell - SP
8 de janeiro de 2014 8:31 pmDada a audiência declinante ano a ano,
mais acentuada que a de outros programas, é tido como possível que o programa/festival “Promessas” não seja mais realizado.
http://noticias.gospelmais.com.br/fracasso-audiencia-globo-cogita-cancelar-festival-promessas-63838.html
Gunter Zibell - SP
8 de janeiro de 2014 8:44 pmEu acho bacana
Mostrarem em Amor à Vida os cultos evangélicos, a conversão de Gina e seu namoro com o ex-drogado Elias, recuperado pela igreja.
A Igreja mostrada na novela não tem nada a ver com aquelas coisas de ‘exploração’ e ‘exorcismos’. É só um discurso de amor.
Afinal, evangélicos também sofrem preconceitos e também querem ser incluídos na sociedade brasileira.
Do mesmo modo que a novela apresenta como positivo um gay adotar um órfão.
Do mesmo modo, aliás, que a Record mostra no programa do Rodrigo Faro especiais como aquele com Leo Aquila.
Somos todos famílias, todos amor.
O que se considera uma rixa entre LGBTs e evangélicos é artificial e inflado por razões políticas. Fora de Brasília (ou dos círculos políticos nos estados) não existe isso.
Eu e meu companheiro vivemos anos em apartamento com vizinhos casais Assembleia de Deus, ambos os casais ótimos e simpáticos com a gente. Eles também querem ser incluídos na sociedade, respeitam. Quando saiu a decisão do STF nos deram parabéns.
Já com um síndico presumivelmente agnóstico mas certamente homofóbico precisei chamar advogado pra fazer notificação extrajudicial.
Fulvia
8 de janeiro de 2014 10:13 pmPenso que a resposta para
Penso que a resposta para isso é financeira. A globo tá de olho no filão evangélico gospel de música evangélica e “religiosa”, além de fazer exercício de futurologia, vai que o Brasil daqui alguns anos passe a ser de maioria evangélica (que Deus me livre disso), a globo irá abocanhar a fatia de mercado que hoje tanto almeja. É sabido que evangélicos não são unidos, existe os secularistas tradicionais e os neo pentecostais que fazem apologia da teologia da prosperidade, teologia essa que é abominada pelos demais evangélicos tradicionais. Os evangélicos tradicionalistas que estão representados no Brasil há mais de cem anos não se permitem imiscuir-se em política, dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus, essa é a máxima deles levada ao pé da letra, aqueles que estão conspurcados na política são os politiqueiros neo pentecostais que praticam a religião mundana.
Quanto ao crescimento dessa categoria “religiosa”, penso que foi herança de décadas perdidas especialmente na economia do país que facilitou esse crescimento, uma vez que a corrente que mais cresce é a neo-pentecostal. Acredito que com o avanço da economia, e o Estado Brasileiro continuar a fazer o papel que em tempos passados negou a população, ou seja, de prover educação, saúde, transporte, habitação, lazer, etc esse segmento populacional “religioso” tenderá a diminuir e quiçá desaparecer. Os pastores, bispos e assemelhados estão ocupando o espaço que o Estado deixou de encampar. Assim que o Estado tomar o lugar dessas igrejas oferecendo pão e circo, digo lazer, esse segmento religioso vislumbrará que existe o paraíso na terra e os templos ficarão vazios. O único lugar no mundo onde esse segmento religioso não demostrará declínio são os Estados Unidos, muito mais devido a religião está profundamente ligada a sua história como país.
A raposa felpuda da ICAR jamais admitiu dissenção em seu seio, e por isso se tornou una e indivisível através dos séculos, se imiscuindo não apenas na política como em todos os setores onde a laicidade do Estado deveria se fazer representar.
RACS
8 de janeiro de 2014 3:14 pmGente, religião é um cancro
Gente, religião é um cancro para qualquer sociedade , a história da humanidade está cheia de exemplos do que os religiosos são capazes para impor a própria verdade.
Zanchetta
8 de janeiro de 2014 9:11 pmSegundo vc tem mais que
Segundo vc tem mais que implantar uma ditadura e matar tudo!!!!
Zanchetta
8 de janeiro de 2014 3:24 pmGunter,
Se os evangélicos
Gunter,
Se os evangélicos estão projetando um aumento de 30% é porque existe uma projeção que 30% a mais de VOTANTES brasileiros sigam a sua linha.
Se os gays e lésbicas só votarem em gays e lésbicas, eles seriam melhor representados no parlamento.
Nos partidos de esquerda existe até o slogan “TRABALHADOR VOTA EM TRABALHADOR”, porque os evangélicos não podem usar “EVANGÉLICO VOTA EM EVANGÉLICO” e os ateus usarem “ATEU VOTA EM ATEU”
E vamos ver quem ganha nas URNAS!!!
Gunter Zibell - SP
8 de janeiro de 2014 8:12 pmisso é desnecessário na minha opinião
O importante é votar em partidos simpatizantes de direitos civis iguais.
Se esses raciocínios fossem de algum modo válidos, dificilmente haveria gente no Congresso defendendo direitos civis de adolescentes, indígenas, detentos, pessoas com deficiência ou mesmo aposentados.
Mas que evangélico pode votar em evangélico, católico, ateu ou mesmo LGBT pode. Vão votar em quem defender melhores propostas para educação, saúde e segurança.
Mesmo evangélicos sofrem preconceitos e querem ser incluídos. Aqueles mais conscientes não gostam de ser associados ao discurso Feliciano.
Diogo Costa
8 de janeiro de 2014 3:42 pmO que ocorre?
O número de evangélicos aumentou 65% nos últimos 15 anos. Hoje há 01 evangélico para cada 03 católicos no Brasil. E a tendência é que os evangélicos continuem avançando sobre o ‘rebanho’ católico. Se a proporção verificada nos últimos 15 anos se mantiver, já em 2020 os evangélicos representarão algo em torno de 50% do número de católicos em Pindorama.
Este é o fenômeno que está por trás do crescimento das bancadas evangélicas nas câmaras municipais, nas assembleias legislativas e no congresso nacional. É óbvio e evidente que a bancada evangélica cresceu muito (e continuará crescendo) nesta segunda década do século XXI, e até mesmo nas seguintes. Isto é uma questão demográfica.
Existem hoje no país quase 60 milhões de pessoas que professam confissões protestantes (dentre elas o ramo evangélico). Repito, este é o fenômeno que merece e deve ser estudado no Brasil. Negá-lo ou pretender estigmatizá-lo é de uma burrice e de uma ignorância sem fim.
Juliano Santos
8 de janeiro de 2014 3:55 pmO problema Diogo é que os
O problema Diogo é que os evangélicos atuam como uma bancada unida entorno de uma pauta fechada, pouco flexível. E seu modus operandi é o da chantagem e pouco diáolgo.
Se voce pegar todos os parlamentares. com certeza a maioria é católica. Mas estes não atuam como uma bancada coesa. Além dos católicos, ninguém ouve falar de “bancada do candomblé”, “budista” e assim por diante. Por isso os evangélicos são a maior ameaça ao estado laico
Diogo Costa
8 de janeiro de 2014 4:00 pmMe refiro ao fenômeno em si
Sei disso, me refiro ao fenômeno em si.
A pastora Marina Silva é a expressão mais bem acabada deste fenômeno, ela juntou a questão religiosa com a política, de olho neste novo ‘filão’ que emerge no seio da população brasileira. Não foi a toa que ela foi a única figura pública de relevo que defendeu abertamente o pastor Marco Feliciano no início de 2013, ao dizer que ele era vítima de preconceito contra si e contra a sua confissão religiosa. O próprio Eduardo Campos contou desde 2006 (na primeira vez em que venceu em Pernambuco) com o apoio da teocracia do PSC, nas chapas e nos governos que chefiou e chefia até agora.
Marly
8 de janeiro de 2014 4:07 pmGarotinho
O esperto Garotinho, aqui do Rio, também diz-se evangélico. Aproveitou na época, a crescente criação de igrejas evangélicas pelo interior do estado do Rio. Como dizia minha avó, no meu carrinho ele não vai não! Político falso, pegajoso e acredito, capaz de muitas baixarias.
Gunter Zibell - SP
8 de janeiro de 2014 8:26 pmUma dessas “baixarias”…
Foi sancionar em 2000 a lei antihomofobia do Estado do Rio de Janeiro.
Nem por isso ele perdeu o apoio do eleitorado evangélico.
Gunter Zibell - SP
8 de janeiro de 2014 8:23 pmMas…
Marina, Alckmin, Barbosa, Campos e Aécio já fizeram declarações aceitando o casamento gay.
Campos e Alckmin já fizeram declarações falando da importância de combater a homofobia.
Dilma e Padilha não.
Temos que lidar com esse fato que poderá ser usado em propaganda.
Vou até aproveitar pra fazer um pouco de propaganda, né? Adoro quando o assunto aparece porque serve de escada pra comentar 😉 (Sou apartidário mas não apolítico!)
https://jornalggn.com.br/blog/gunter-zibell-sp/os-presidenciaveis-e-o-casamento-lgbt
http://mixbrasil.uol.com.br/pride/eu-sou-a-favor-do-casamento-gay-afirma-geraldo-alckmin-ao-mix.html
http://www.jornalggn.com.br/blog/gunter-zibell-sp/o-psb-buscara-ser-simpatizante
http://www.jornalggn.com.br/blog/gunter-zibell-sp/lgbts-nao-serao-orfaos-politicos-em-2014
Terei o MAIOR PRAZER em fazer propaganda pró-PT no dia que tivermos algum candidato a cargo executivo desse partido fazendo declarações simpatizantes. Basta os colegas informarem.
Enquanto isso, a gente apresenta Campos mesmo
Orlando
8 de janeiro de 2014 4:21 pmAcho que não há nada que
Acho que não há nada que proiba que haja uma bancada LGBTs no Congresso. E que essaa banca gay lute por suas idiossincrasias. A bancada dos religiosos, democraticamente e constitucionalmente, se estabeleceu no Congresso por meio do voto e eleições. Qualquer grupo organizado do país pode fazer o mesmo – inclusive LGBTs. No entanto, ao invés de dar a cara para bater é mais fácil ficar a criticar e choramingar nas redes sociais. Conservadores, ou não, os religiosos do Congresso o fazem dentre do que a sociedade, e leis, permite que eles façam. E só!
aliancaliberal
8 de janeiro de 2014 5:41 pmFrequentemente a retórica
Frequentemente a retórica esquerdista usa a expressão “sociedade civil organizada”, as religiões e seus representantes tb fazem parte da “sociedade civil organizada” e nada de mais em uma sociedade democrática desejar e ter representação politica.
Quem entende o contrário só deixa publico a sua face autoritária, anti democrática, e sectária.
aliancaliberal
8 de janeiro de 2014 6:12 pm(Sem título)
Frederico69
8 de janeiro de 2014 6:59 pmcom a ajuda do pt
eu acho que eles irão aumentar a bancada.
mas espero que a estimativa esteja errada.
senão quem sai perdendo é o Brasil.
ulderico
8 de janeiro de 2014 7:07 pmWillis não será reeleito. A
Willis não será reeleito. A votação, pequenina, que teve na eleição passada se deveu ao BBB. Já foi esquecido.
ArthurTaguti
8 de janeiro de 2014 8:21 pmIsso parece muito mais
Isso parece muito mais “Wishful Thinking” que qualquer outra coisa.
A atuação dele gabaritou-o como o principal deputado brasileiro na defesa das minorias (ou maiorias ditas frágeis).
Como o vasto eleitorado do Rio costuma ser um tanto liberal, creio que suas chances são muito boas.
ulderico
8 de janeiro de 2014 9:15 pmDa votação dos evangélicos
Da votação dos evangélicos ninguém duvida, embora alguns lamentem.
Já a atuação de Willis é desconhecida do grande público. Se seu pequeno partido bolar um bom refrão, torná-lo um Tiririca da esquerda, e colocá-lo como estandarte,talvez.. Ainda assim, muito difícil.
Ele, como Feliciano, faz parte da bancada exótica do congresso. Só que Feliciano tem voto, e como tem.
Os demais evangélicos são bem mais discretos. E cada vez em maior número.
Gunter Zibell - SP
9 de janeiro de 2014 12:13 amQuac quac
Wishful thinking total.
Em 2012 e 2013 foi considerado pelo Congresso em Foco o melhor deputado na preferência popular e em ambos os anos um dos cinco melhores na visão dos jornalistas.
A dúvida é só se a votação será o suficiente para ele se eleger sem coeficiente. Eu acho que sim.
Al Almeida
8 de janeiro de 2014 7:47 pmÉ incrível. São todos
É incrível. São todos democratas mas preferem não conviver con o contraditório. Os evangélicos tentam impor sua agenda bem como os GLTBs a sua. Isso é sociedade, poder e disputa. É assim desde sempre. Por quê um lado é mais legítimo e o outro não? Pra mim ambos padecem da miopia e do estreitamento de idéias que caracteriza esse debate. São opostos que se odeiam e se precisam pra existir.
Gunter Zibell - SP
9 de janeiro de 2014 12:23 amIsso é mito
Evangélicos (a população fiel) e LGBTs não se odeiam.
A convivência sempre foi no geral boa, apesar de conflitos familiares pontuais (que podem às vezer ser bem tristes.)
E até 2009 as questões sobre homofobia e intolerância a religiosos eram tratadas administrativamente ou de modo normal na política.
Como exemplo em 2008 tivemos a 1a. conferência nacional LGBT, com presença de Lula, que não teve impacto midiático nenhum. Tivemos depois o INSS e a Receita Federal reconhecendo os casais LGBT. Em 2009 tivemos a aprovação na Câmara do PLC 122/06, sem alarde algum. E no mesmo ano a ADIN da AL do RJ pedindo a União Civil e a implantação de uma versão compacta do Escola sem Homofobia em SP. Novamente, sem barulho ou incômodo nenhum.
A vida seguia bela, com PT e PSDB simpatizantes de LGBTs e de evangélicos também. Como se deve ser.
Até que um dia…
Alguém inventou de engavetar o PLC 122 no Senado para agradar alguns pastores políticos e confirmar o tempo de tv de alguns partidos (que viria por gravidade de qualquer modo, posto que os programas sociais são de total interesse da população evangélica.)
Depois outro alguém inventou de colocar aborto no discurso de campanha. E depois o primeiro alguém decidiu jogar fora o já pago (e copiado do programa paulista) kit gay para evitar CPIs ou algo assim. E o outro alguém participou da mentira dizendo ser ruim aquilo que foi copiado do kit dele…
Daí pra frente ficou um circo de horrores que infla artificialmente a questão.
A miopia está em quem tenta transformar um processo meramente político (ainda que bem tosco) em antropológico.
Mas, na vida real, e fora de alguns blogs mais inflamados, há evangélicos LGBT, há LGBTs evangélicos (e 60% dos LGBTs professa alguma religião), nada disso tem a ver com esquerda e direita e a vida continua.
Pouca gente conhece, mas na Parada Gay de SP há bloco de gays cristãos (na verdade evangélicos, posto que os católicos se distribuem por todo canto.)
E usam uma bandeira desenhada pela Igreja da Comunidade Metropolitana, que já existe nos EUA desde 1968 e no Brasil desde 2003.
mello
8 de janeiro de 2014 7:48 pmA representação dos
A representação dos evangélicos no Legislativo, faz-se em bloco, independentemente da vinculação partidária, a semelhança dos ruralistas . Ambas veem crescendo, pois visam apenas defenderem seus interesses, acima dos interesses da população em geral.
Se , numa eventual reforma política aprova-se tanto a não obrigatoriedade do voto e o voto distrital, é de cem por cento a chance de as duas bancadas, somadas, terem o total controle do Legislativo brasileiro, tão mais fácil ficará o controle do comparecimento e das escolhas de seus adeptos.
Lucas Migotto
8 de janeiro de 2014 9:07 pmPastores evangélicos
Alguns políticos evangélicos, geralmente, usam de meios estranhos para se elegerem, por exemplo: pedir que os fiéis “orem” por pastores da igreja, distribuir material político para os fiéis etc. O jornal “O Vale” de São José dos Campos noticiou que igrejas estariam afixando propaganda eleitoral em seus bancos afim de eleger um representante na Câmara Municipal; e conseguiram.
http://www.ovale.com.br/universal-prega-voto-em-shakespeare-1.318858
Após isso, tentam legislar em causa própria:
http://www.ovale.com.br/nossa-regi-o/projeto-quer-liberar-culto-nas-pracas-de-s-o-jose-1.380289
Outra questão, são os processos envolvendo os membros da bancada evangélica. Falam tanto dos petistas, mas segundo dados da transparência Brasil, essa bancada é a mais processada:
http://www.deldebbio.com.br/2013/03/25/bancada-evangelica-a-mais-ausente-inexpressiva-e-corrupta-de-todas/
Conheço pessoas evangélicas que não concordam com o envolvimento de pastores em política, portanto o que não estou de acordo é com religiosos que manipulam a vontade do povo para chegarem ao poder.
Gunter Zibell - SP
9 de janeiro de 2014 12:22 amBreve breve vamos ter mais um preconceito a combater no blog
aquele direcionado a evangélicos em geral.
Não se pode confundir do modo que anda sendo feito os milhões de pessoas que apenas professam suas crenças com menos de uma centena de pastores que se elegem, dos quais nem 10 são voz ativa.