Bolsonaro sob o efeito do #EleNão, por Sergio Saraiva

#EleNão barra a transferência de votos para Bolsonaro e dá vitória a Haddad no 2º turno

#elenão

Bolsonaro sob o efeito do #EleNão, por Sergio Saraiva

A campanha de Bolsonaro para presidente sentiu os efeitos do #EleNão. Seu eleitorado é fiel, mas não é o suficiente para dar-lhe a vitória no 2º turno. Essa é a principal informação que se tira da pesquisa IBOPE de 24 de setembro de 2018.

Bolsonaro bateu no teto e o foguete de Haddad entrou em velocidade de cruzeiro

Bolsonaro bateu no teto – ou seja – faltando duas semanas para o 1º turno das eleições de 2018, com uma exposição midiática que era impensável no início da corrida presidencial, Bolsonaro se estabilizou na casa dos 28% de intenções de voto.

O suficiente para leva-lo ao segundo turno em primeiro lugar.

Haddad continuou crescendo, mas não com um arranque suficiente para passar Bolsonaro. Está com 22% de intenção de votos, cresceu 3 pontos percentuais. Poderá crescer ainda mais um pouco. Mas não em saltos, como na pesquisa anterior.

Ciro não transferiu votos para Haddad, mas também não conquistou novos eleitores. Manteve os 11% de intenções de voto. Assim, o segundo turno dificilmente será diferente de Bolsonaro X Haddad.

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#EleNão

O capitão está apanhando de mulher. Surtiu efeito a campanha #EleNão surgida no movimento feminino e que se espalhou pela sociedade como um todo.

Aumentou a rejeição de Bolsonaro que cresceu 4 pontos percentuais, desde a ultima pesquisa, e atingiu 46%. Poderia se fazer a blague de que Bolsonaro está a 4 pontos percentuais de ser rejeitado já no primeiro turno.

Mas, principalmente, aparentemente o #EleNão barrou a transferência de “votos úteis” de Alckmin para Bolsonaro. Alckmin manteve sua intenção de votos e ainda oscilou positivamente em 1 ponto percentual – dentro da margem de erro. Está agora com 8% de intenções de voto.

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2º Turno – o jacaré abriu a boca

A consequência disso é a inversão das curvas de Haddad e Bolsonaro. E Haddad ganha no segundo turno. Haddad 43% contra Bolsonaro com 37%. Considerando que a margem de erro é de 2%, a dianteira de Haddad ultrapassa as possíveis simulações estatística. O padrão dessa correlação é conhecido como “boca do jacaré”- e dificilmente é revertido. Dilma conseguiu o feito contra Aécio em 2014. Mas ela não tinha um #Ele Não contra si.

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PS: Oficina de Concertos Gerais e Poesia – especializada na manutenção de curvas normais.

3 comentários

  1. Conquista de nulos e brancos

    Como os demais candidatos somados mantiveram o mesmo patamar de votos, o crescimento de haddad se deu dentro dos nulos e brancos. Pessoas que decidiram que ele é a melhor opção.

    No quesito rejeição, pegando a tabela da série histórica (que não está no artigo), um incauto poderia dizer que haddad a teve dobrada, o que não é o caso. Primeiro porque no inicio ele não era tão conhecido, e depois porque a rejeição histórica ao PT sempre esteva na casa dos 30% (que era o percentual de votos do PSDB até então)

    O coiso não capturou todos os votos do PSDB.

     

  2. Repulsa

    Tudo começou com a exposição do seu ferimento ao publico. Depois vieram as patadas do general, o bate cabeça com seu superministro da economia, a ascensão meteorica da dupla gente boa Haddad e Manu e finalmente o temivel Ibope.

    A doidice eleitoral conhecida como Bolsonaro esta a beira de um colapso.

    Falta pouco.

    Boa hora para se retomar a discussão sobre o crescimento fantastico do patrimonio imobiliario do #elenao.

     

  3. Olhos abertos

    Sérgio Saraiva, sei que és um petista dos roxos, por isso mesmo te dou um conselho: não troque a prudência pela euforia.

    Ou poderia também dizer: não troque a realidade pela pesquisa do IBOPE.

    Essa eleição não será um passeio no parque. Será difícil. Ajamos como se fosse muito difícil a esquerda vencer o pleito, para que não cometamos o erro do comodismo. As pesquisas podem dizer qualquer coisa. Quem decide são as urnas. Se Haddad e Bolsonaro estarão no segundo turno, só saberemos na noite de 7 de outubro.

    As urnas frequentemente contradizem pesquisas. Lembre-se: nenhuma pesquisa nos EUA captou a vitória de Trump. Todos davam a vitória de Hillary como certa.

    Por isso reitero: cautela! Prudência!

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