A corrida presidencial na Colômbia está prestes a entrar em sua reta final. Neste mês de maio, o país viverá as últimas semanas da campanha prévia ao primeiro turno eleitoral, que acontecerá no dia 29 de maio e que tem um claro favorito: Gustavo Petro, representante da aliança progressista Pacto Histórico.
As últimas pesquisas publicadas nesta semana reforçaram um cenário em que o candidato de esquerda aparece com ampla vantagem sobre os adversários de centro e de direita. Em uma delas, realizada pelo centro de estudos CELAG (Centro Estratégico Latino-Americano de Geopolítica), Petro tem 42,6% das intenções de voto, quase o dobro do índice do seu adversário, Federico Gutiérrez, representante da aliança de direita liberal Equipo por Colombia, que aparece com 21,8%.
Essa medição também fez uma estimativa considerando aqueles que seriam apenas os votos válidos (excluindo brancos e nulos) e calculou que, a partir dessas intenções de voto, Petro poderia ter 47,9% dos votos como resultado final, se as eleições fossem hoje. Tomando em conta a margem de erro de 2% para mais ou para menos, ele estaria muito perto de uma vitória ainda no primeiro turno.
Na projeção da CELAG para o segundo turno – que, caso necessário, aconteceria em 19 de junho –, Petro teria 51,7% e Gutiérrez 32,6%.
Em outra pesquisa publicada nesta semana, a diferença entre Petro e Gutiérrez é menor, mas também há boas notícias. Se trata da medição do instituto CNC (Centro Nacional de Consultoria da Colômbia), onde o candidato de esquerda lidera com 38% das intenções, enquanto o adversário da direita liberal tem 23,8%.
Contudo, esta segunda é uma pesquisa que se renova com maior frequência, e os números desta semana mostram um crescimento importante de Petro, que tinha 34,2% na primeira semana de abril – portanto, subiu quase 4% nesse período. Por sua parte, Gutiérrez tinha 23% no começo de mês, o que significa um crescimento de menos de 1% entre uma pesquisa e outra.
No cenário de segundo turno da pesquisa CNC, Gustavo Petro teria 44,8% e Federico Gutiérrez ficaria com 36,9%. A margem de erro dessa segunda pesquisa é de 2,5% para mais ou para menos.
Extrema-direita repudiada
A pesquisa CELAG também mediu a popularidade do atual governo da Colômbia, do presidente Iván Duque, político de extrema-direita e um dos principais aliados de Jair Bolsonaro na região.
Segundo os números, o atual mandatário colombiano tem 82,8% de desaprovação, enquanto apenas 9,9% têm uma imagem positiva da sua gestão – que terminará em julho deste ano, provavelmente como uma das mais rejeitadas da história do país.
A pesquisa também mediu a popularidade do ex-presidente e atual senador Álvaro Uribe, padrinho político de Duque e também aliado de movimentos de extrema direita em toda a América Latina. Segundo a pesquisa CELAG, 41,3% das pessoas na Colômbia querem que Uribe abandone a política, enquanto 30,2% defende que ela seja preso por seu envolvimento em casos de corrupção e vínculos com grupos paramilitares e com atentados armados cometidos por estes. Apenas 13,9% deseja que ele continue na política.
Leia também:
O que está havendo na Colômbia?
América Latina verá protestos novamente após a pandemia, diz Juan Manuel Santos
Deixe um comentário