Como fica o Senado representado pelos estados do Nordeste

Dos 8 parlamentares da região que tentaram se reeleger, apenas três conseguiram: Ciro Nogueira (PP), Humberto Costa (PT) e Renan Calheiros (MDB)
 
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil
 
Jornal GGN – Das 18 vagas abertas no Senado para os estados do Nordeste, referentes às cadeiras cujos mandatos se encerram neste ano, PT e MDB conquistaram três, PDT, PP e REDE, duas e PPS, PROS, PHS, PSB, PSDB e PSD, uma nova vaga cada um. 
 
No Nordeste, 8 senadores tentaram a reeleição, mas apenas três conseguiram: Ciro Nogueira (PP), no Piauí, Humberto Costa (PT), em Pernambuco e Renan Calheiros (MDB), em Alagoas. Cada estado do país tem três vagas no Senado, somando 81 membros ao todo na Casa legislativa. Nesta eleição houve pleito para a escolha de dois novos parlamentares por unidade federativa, totalizando 54 vagas abertas. 
 
Tentaram pela reeleição, em vão, no Nordeste: Eunício Oliveira (MDB), no Ceará, Garibaldi Alves Filho (MDB), do Rio Grande do Norte, Cássio Cunha Lima (PSDB), na Paraíba, Antonio Carlos Valadares (PSB), em Sergipe e Edison Lobão (MDB), no Maranhão. 

 
Com a nova configuração, os partidos com maior número de parlamentares nordestinos na casa são: MDB (5), PSDB (4), PT (4), PDT (2), PP (2), REDE (2) e PDS (2).
 
Maranhão
 
Foram eleitos Weverton Rocha (PDT), com 35,02%, e Eliziane Gama (PPS), com 27% dos votos válidos.  Roberto Rocha (PSDB), continua na Casa porque termina o mandato em 2022, lembrando que um senador cumpre mandato de 8 anos podendo se reeleger indefindamente.
 
Deixam de representar o Maranhão no Senado Edison Lobão (MDB), que tentou se reeleger, e João Alberto Souza (MDB). 
 
Piauí
 
No Piauí Ciro Nogueira (PP) foi reeleito para o Senado com 29,92%, e Marcelo Castro (MDB) eleito com 27,06% dos votos válidos. 
 
A senadora Regina Sousa passará a ser a vice-governadora do estado, vencendo na chapa montada com Wellington Dias (PT), reeleito em primeiro turno com 55,65% dos votos.
 
A representação do Estado no Congresso está completa com José Amauri (PODE) que termina o mandato em 2022.
 
Ceará
 
No Ceará, o irmão de Ciro, Cid Gomes (PDT), assumirá vaga no Senado com 41,62% dos votos. Em segundo lugar se elegeu Eduardo Girão (PROS) com 17,09% dos votos. Tasso Jereissati (PSDB) continuará mandato de senador até 2022. 
 
Saem da casa Eunício Oliveira (MDB), que não conseguiu se reeleger, e José Pimentel (PT). Em agosto, o PT decidiu retirar à candidatura à reeleição de Pimentel em prol de uma articulação com o MDB local apoiando a candidatura de Eunício. Em troca, o petista Camilo Santana, candidato à reeleição ao governo do Ceará, recebeu o apoio do MDB. 
 
Eunício não conseguiu se reeleger, mas Camilo sim, e em primeiro turno com 79,96% dos votos válidos.
 
Rio Grande do Norte 
 
No Rio Grande do Norte, o Capitão Styvenson (REDE) e a Drª Zenaide Maia (PHS), conquistam vaga no Senado com 25,63% e 22,69% dos votos, respectivamente. A terceira vaga do Estado continuará a ser ocupada pela senadora Fátima Bezerra (PT), com mandato até 2022.
 
Desocupam duas das três cadeiras do Estado Garibaldi Alves Filho (MDB) e José Agripino (DEM). O primeiro não conseguiu ser reeleito, o segundo decidiu não participar do pleito deste ano. 
 
Paraíba
 
Na Paraíba venceram para o cargo no SenadoVeneziano Vital do Rêgo (PSB), com 24,63% dos votos, e Daniella Ribeiro (PP), com 24,25%. A terceira vaga no Senado é ocupada por José Maranhão (MDB), com mandato até 2022.
 
Deixam a casa Cássio Cunha Lima (PSDB), que não conseguiu se reeleger, e Raimundo Lira (PSD), que não quis se re-candidatar. 
 
Pernambuco
 
Em Pernambuco venceram para o Senado Humberto Costa (PT), que se reelegeu com 25,46%, e Jarbas Vasconcelos (MDB), com 21,51% dos votos válidos. A terceira vaga do Estado para o Senado, com mandato até 2022, continuará sendo ocupada por Fernando Bezerra Coelho (MDB).
 
Armando Monteiro (PTB), que termina mandato neste ano, concorreu ao governo do Estado, mas perdeu logo no primeiro turno para o atual governador, Paulo Câmara que se reelegeu com 50,70% dos votos. 
 
Alagoas
 
Em Alagoas, Rodrigo Cunha (PSDB) venceu a corrida eleitoral com 34,42% e Renan Calheiros (MDB) foi reeleito com 23,88% dos votos. 
 
Benedito de Lira (PP) que foi Senador até julho cedeu a cadeira para o suplente, Givago Tenório. Apesar disso Lira tentou se eleger novamente, mas não conseguiu. 
 
O Fernando Collor (PTC) é o terceiro a ocupar a vaga de Alagoas no Senado, com mandato até 2022. Collor chegou a cogitar concorrer a presidência e, depois, ao governo de Alagoas, mas não levou a proposta adiante. No último caso, declarou que não houve reciprocidade com os alidados para arriscar candidatura.
 
Sergipe
 
Para o Estado foram eleitos os senadores Delegado Alessandro Vieira (REDE), com 25,95%, e Rogério Carvalho Santos (PT), com 16,42%. 
 
O atual senador Antonio Carlos Valadares (PSB) tentou se reeleger, mas ficou na quinta colocação com 9,58% dos votos. 
 
O outro parlamentar que representa o Senado, Eduardo Amorim (PSDB), se candidatou ao governo do Estado, mas ficou na terceira posição com 20,50% dos votos, então continuará no Senado até 2022.
 
A decisão para o Executivo em Sergipe vai para segundo turno entre Belivaldo (PSD) e Valadares Filho (PSB), que receberam 40,84% e 21,49% dos votos, respectivamente, na primeira fase da disputa.
 
Bahia
 
Na Bahia, onde o petista Rui Costa venceu em primeiro turno com 75,50% dos votos, os senadores eleitos foram Jaques Wagner (PT), com 35,71% dos votos, e Angelo Coronel (PSD), com 32,97%. 
 
Saem do Senado Lídice da Mata (PSB) e Roberto Muniz (PP), se mantendo Otto Alencar (PSD) que terminará mandato em 2022. 
 
Lídice concorreu este ano para deputada federal, vencendo para entrar no cargo. Já Roberto Muniz decidiu ficar fora dessas eleições.
 
 
Veja a seguir, como ficará, a partir de 2019, a representação nordestina no Senado:
 
Maranhão
 
Weverton Rocha (PDT) – até 2026
Eliziane Gama (PPS)  – até 2026
Roberto Rocha (PSDB) – até 2022
 
Piauí
 
Ciro Nogueira (PP) – até 2026
Marcelo Castro (MDB) – até 2026
José Amauri (PODE) – até 2022
 
Ceará 
 
Cid Gomes (PDT) – até 2026
Eduardo Girão (PROS) – até 2026
Tasso Jereissati (PSDB) – até 2022
 
Rio Grande do Norte
 
Capitão Styvenson (REDE) – até 2026
Drª Zenaide Maia (PHS) – até 2026
Fátima Bezerra (PT) – até 2022
 
Paraíba
 
Veneziano Vital do Rêgo (PSB) – até 2026
Daniella Ribeiro (PP) – até 2026
José Maranhão (MDB) – até 2022
 
Pernambuco
 
Humberto Costa (PT) – até 2026
Jarbas Vasconcelos (MDB) – até 2026
Fernando Bezerra Coelho (MDB) – até 2022
 
Alagoas
 
Rodrigo Cunha (PSDB) – até 2026
Renan Calheiros (MDB) – até 2026
Fernando Collor (PTC) – até 2022
 
Sergipe 
 
Delegado Alessandro Vieira (REDE) – até 2026
Rogério Carvalho Santos (PT) – até 2026
Eduardo Amorim (PSDB) – até 2022
 
Bahia 
 
Jaques Wagner (PT) – até 2026
Angelo Coronel (PSD) – até 2026
Otto Alencar (PSD) – até 2022
 
 

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4 comentários

  1. Senado – RN

    No caso do RN, Fátima Bezerra concorre ao segundo turno para governo do estado, com boas chances de vitória e pode não retornar ao senado.

  2. ELEIÇÕES

    Meu Caro Nassif no Rio Grande do Norte, para o bem de nossa população o Senador Agripino Maia, não foi candidato a reeleição, porém  o mesmo foi candidato a Dep. Federal e não se elegeu.

  3. Aqui no Ceará o outsider

    Aqui no Ceará o outsider Eduardo Girão se beneficiou tanto do desgaste enorme de Eunicio Oliveira quando compõs a frente que derrubou Dilma Roussef como da condição de cartola do time do Fortaleza, EC hoje atravessando excelente fase e em vias de acessar a 1ª divisão ostentando o título de campeão, um feito inédito. Sem falar que é um abonado em termos econômicos. 

    Há também o fato do descontamento de parte de petistas com o acordo que escanteou o histórico petista José Pimentel, senador reconhecidamente competente e que inclusive foi ministro nos governos Lula. 

    O lado ruim disso é que provavelmente, quase certo, apoiar explicitamente o “coiso” dado que é um liberal assumido e já está com o mandato na mão. 
     

     

     

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