5 de junho de 2026

Como Serra não é candidato, ex-tucanos se tornam pedra no sapato do PSDB

Enviado por Assis Ribeiro

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do Brasil Econômico

Mosaico Político

Ex-tucanos dificultam o jogo eleitoral

Sonia Filgueiras   – Interina ([email protected]
 

 
Muitos destes políticos são próximos de Serra, mas não do tucanato em geral. Foto: Elza Fiúza/Ag. Brasil

Muitos destes políticos são próximos de Serra, mas não do tucanato em geral. Foto: Elza Fiúza/Ag. Brasil

 

Com a possibilidade do ex-governador José Serra não se candidatar à eleição deste ano, antigos aliados tucanos podem se tornar rivais

Walter Feldman sonha em ser candidato do PSB e trabalha contra o apoio do partido ao governador Geraldo Alckmin. O vereador paulistano Gilberto Natalini (PV), também ex-tucano, é outro que pretende disputar o Palácio dos Bandeirantes. O PV cogita, ainda, ter o ex-deputado Eduardo Jorge, que foi secretário de Serra e Gilberto Kassab na Prefeitura paulista, como presidenciável. Os três se juntam ao próprio Kassab, antigo aliado e hoje pré-candidato do PSD. Muitos deles são próximos de Serra, mas não do tucanato em geral. Além de representarem um problema para Alckmin, elevam o cacife de Serra, avaliam alguns.

O PSD está animado com a possibilidade de o PSB não se aliar ao PSDB em São Paulo. O partido quer uma aliança com os socialistas na disputa ao Palácio dos Bandeirantes. “Somos uma alternativa caso eles decidam não se aliar nem ao PT nem ao PSDB. PSD e PSB formaram um bloco na Câmara Municipal durante dois anos, na gestão Kassab”, comenta o vereador José Police Neto.

Caso o PSB resolva ter candidato próprio, além de Feldman, a deputada Luiza Erundina é outra possibilidade considerada. Em caso de uma composição, o PSD trabalha com um segundo nome que pode ser lançado ao governo paulista ou ao Senado: o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles. Outro partido animado com a possibilidade de o PSB buscar uma terceira via é o PDT. O deputado Major Olímpio quer disputar a sucessão de Alckmin e iniciou conversas.

Congresso a reboque do governo

O Congresso até esperneou, mas, na ponta do lápis, o Executivo encerrou 2013 mantendo sua decisiva influência na pauta de votações: dos 183 projetos aprovados no ano, 102 foram enviados pelo governo, contra 65 originários do parlamento. Também mostrou-se eficiente o uso, pelo governo, do pedido de urgência (que dá a um projeto prioridade sobre os demais na fila de votação) como expediente para barrar propostas que não lhe interessavam. Na Câmara, 41,94% das sessões deliberativas de 2013 ficaram trancadas (91 de 217 realizadas) por projetos apontados como “urgentes”, mas sem consenso, levando ao bloqueio de outros temas.

Ideli pode ir para os Direitos Humanos

A ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, deverá ser mesmo acomodada na Secretaria de Direitos Humanos, caso desista de sair candidata a um cargo eletivo em 2014. Seria uma retribuição a sua lealdade no cargo.

Pecuária se destaca em “lista suja”

Os pecuaristas são um destaque na atualização da “lista suja” do trabalho escravo divulgada pelo Ministério do Trabalho. O setor liderou as inclusões, com 45 de um total de 110 novos casos. João Bertin Filho, da família que foi proprietária do frigorífico que leva seu sobrenome, é um dos novos integrantes. Donos do frigorífico Frisam/Agropam, José Lopes e seu filho, José Lopes Filho, entram na lista em função de dois flagrantes diferentes em suas propriedades.

Uma discórdia ainda muito distante do fim

Uma entrevista-bomba do governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, deixou no Planalto a certeza de que a formação do palanque de Dilma no estado ainda exigirá muita negociação. Tasso avisou que, se Dilma optar por um palanque duplo (incorporando o PMDB) no Rio Grande do Sul, desistiria da reeleição. Seria o mesmo que entregar o governo à oposição.

 

Lourdes Nassif

Redatora-chefe no GGN

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3 Comentários
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  1. Ana Cruzzeli

    4 de janeiro de 2014 11:31 am

    A saia justa do Tarso está muito apertada

     Essa é aquela situação que a cabeça dá um nó. Eu acho que Tarso tem   razão  no conteúdo, mas errou na forma. Essa historia de ultimato foi muito pesado.

    Acho que em palanques que tenha o PMDB  e PT,  Dilma , ou melhor o PT-Nacional terá inevitavelmente que optar. Vai ficar ruim para o candidato petista e para Dilma essa multiplicação de palanques.

     Nesse caso acho que Tarso vai ganhar , mas não precisava de ameaça de desistencia não, enfim, sei lá.

    No caso de SP, pelo visto vai ter candidato a rodo esse ano, mas no final das contas a briga vai ser entre um governador incompentemente corrupto e um afilhado do Lula que ganhou a batalha no congresso do programa que muitos diziam no inicio que era tiro no pé e tá ai com mais de 85% de aprovação. Tem o Haddad expondo o PSDB (  ninguém vê Kassab  sem a marca do PSDB na testa) do jeito que todo mundo sabia.

    Acho que pela primeira vez teremos o PT em SP tão  esquerda do jeito que a esquerda gosta.  O Lula está super quieto em tratar de alianças com o centro direita e Skaf, a culpa é sua seu otário. Em novembro a esquerda renderá  homenagens ao Skaf, por ter feito tanta besteira em tão pouco tempo. Todo mundo que enfrentou o Haddad perdeu e o Skaf ainda não aprendeu?

     

  2. Marcelo Mendonça

    4 de janeiro de 2014 6:29 pm

    Jogo de siglas

    De toda essa confusão, só uma frase me chamou atenção:

    “O PSD está animado com a possibilidade de o PSB não se aliar ao PSDB em São Paulo.”

    Com essa disposição, parece frase de piada do Chico Anísio…

  3. E.Jorge

    4 de janeiro de 2014 11:58 pm

    Heloísa Helena, Marina e Erundina…

    Diz a lenda que, deixaram o PT por serem radicalmente contra as alianças ideológicas que o diretório do PT fez e hoje unem-se a quem???

    Sem mais comentários…

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