2 de outubro de 2026

Crise no STF fortalece Flávio entre evangélicos

Renato Meirelles avalia que a crise dificilmente fará Lula perder votos de forma significativa, mas pode reanimar eleitores de direita
Reprodução Redes Sociais

Crise no STF entre ministros Moraes e Mendonça pode impulsionar candidatura de Flávio Bolsonaro entre evangélicos bolsonaristas.
Classe C, com 53% do eleitorado, está dividida entre Lula, bolsonarismo e indecisos, influenciando a disputa presidencial.
Economia pior que indicadores oficiais e temas como segurança mobilizam eleitorado de direita, beneficiando Flávio Bolsonaro.

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A crise envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) pode dar novo impulso à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) entre o eleitorado bolsonarista, especialmente entre os evangélicos, segundo avaliação de Renato Meirelles, fundador do Instituto Locomotiva e do Data Favela.

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Para o pesquisador, a disputa envolvendo os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça pode ser transformada em uma espécie de “cruzada” pelo bolsonarismo e recuperar parte do engajamento que Michelle Bolsonaro havia conquistado entre os eleitores evangélicos. Mendonça, que é pastor, recebeu manifestações públicas de apoio de líderes religiosos e da própria Michelle durante a crise.

Meirelles avalia que a crise dificilmente fará Lula perder votos de forma significativa, mas pode reanimar eleitores de direita que já consideravam praticamente definida a eleição presidencial. Segundo ele, a associação entre Moraes e Lula é disseminada entre parte do eleitorado e, diante das denúncias envolvendo o ministro e o empresário Daniel Vorcaro, pode reforçar a percepção de injustiça entre eleitores bolsonaristas.

Na avaliação do pesquisador, o eleitor de centro permanece cansado da polarização, enquanto parte do eleitorado de direita, antes desmobilizada, voltou a se engajar. Nesse cenário, os evangélicos seriam um dos grupos mais importantes para a campanha de Flávio Bolsonaro.

Meirelles também aponta a classe C como um dos principais grupos capazes de definir a eleição. Segundo ele, esse segmento representa cerca de 53% do eleitorado e reúne pessoas com renda familiar média de R$ 3,5 mil. O pesquisador afirma que esse público está dividido entre Lula, o bolsonarismo e eleitores que ainda não decidiram seu voto.

Para ele, a redução da jornada de trabalho na escala 6×1 pode ter forte impacto eleitoral porque beneficia não apenas os trabalhadores diretamente afetados, mas também suas famílias. Ao mesmo tempo, temas como segurança pública e redução da maioridade penal aproximam parte da classe C do bolsonarismo.

Na avaliação de Meirelles, a economia continua sendo um fator importante para a disputa, mas a percepção da população é pior do que os indicadores macroeconômicos sugerem. Endividamento, juros elevados e dificuldades para pagar as contas fazem com que o governo tenha dificuldade para transformar resultados econômicos em ganhos eleitorais.

Sobre a corrida presidencial, o pesquisador afirma que Flávio Bolsonaro vem recuperando parte dos votos que pertenciam ao pai, enquanto Lula permanece relativamente estável. Para Meirelles, as pesquisas de segundo turno devem ser vistas mais como indicação de tendência do que como um retrato definitivo, já que ainda há tempo para mudanças no cenário eleitoral.

*Com informações da BBC Brasil.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

2 Comentários
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  1. Rui Ribeiro

    11 de setembro de 2026 7:51 am

    O Prefeito de São Paulo tenta desprender seu rabo das mãos do Vorcaro e tenta jogar o Haddad na maracutaia em que se envolveu.

    Em nota da Prefeitura de São Paulo consta que: “Atualmente, o custo de manutenção de cada ponto de Wi-Fi é de R$ 1.280,80, valor menor do que os praticados na gestão Haddad, quando cada ponto chegou a custar R$ 8.899,13”.

    Eles ignoram ou fingem ignorar que à medida em que a tecnologia avança, os produtos e serviços baixam seus preços. Querer que a manutenção de uma unidade de wi-fi em 2026 seja a mesma que em 2014 é é má-fé ou burrice, ou ambos juntos.

  2. Carlos

    11 de setembro de 2026 1:15 pm

    Precisa ser extremamente idiota para apoiar um calhorda deste quilate.
    Só mesmo aquelas fakes promessas feitas nas seitas evangélicas para que este recorte religioso apoie um cínico que, assim como toda a famiglia, Micheque inclusa, acredita menos em algum deus que eu que não acredito em nenhum.
    Cara é surreal o momento que vivemos no Brasil. A imprensa encobre o ministro que acochambra o facínora 01 e tenta desqualificar outro que lutou pela manutenção da democracia.
    Se errou precisará responder, mas o ministro Moraes deve estar arrependido pois se deixasse o pilantra pai e asseclas sem punição estaria de boa com vorcaro. Talvez, como a famiglia, cheio de grana no exterior.

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