Em resposta à operação Make Up, o presidenciável e senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta quinta-feira (10) que a ação da Polícia Federal em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU) tem como finalidade a tentativa de interferência política nas eleições.
Durante uma coletiva de imprensa, republicada nas redes sociais, o filho do ex-presidente atribuiu a operação que investiga repasses de emendas à produtora do filme biográfico de Jair Bolsonaro ao avanço do desempenho dele nas pesquisas de intenção de voto.
“O que tem claramente é uma tentativa de interferência política mais uma vez, agora do ministro Flávio Dino sobre as eleições. Qual é o fundamento dessa operação? Político. Flávio Bolsonaro ultrapassou o Lula nas pesquisas oficiais do próprio Lula”, pontuou.
O senador e candidato ao Planalto voltou a rechaçar ilegalidades no financiamento de Dark Horse. “Não tem absolutamente nada de errado com este filme, não tem um centavo de dinheiro público, como eu já cansei de falar. pode revirar do avesso, de cima para baixo, de trás para frente, de um lado para o outro, de ponta cabeça que não vai ter nada.”
Mas, ao contrário da resposta de Flávio, a PF e a CGU investigam justamente o uso de dinheiro público na produção cinematográfica.
As apurações apontam a existência de uma organização criminosa que direcionava recursos públicos para empresas subcontratadas de forma irregular, sem a comprovação da prestação dos serviços. Segundo a PF, levantamentos identificaram a circulação de centenas de milhões de reais entre os envolvidos, com manobras de ocultação de valores registradas até julho deste ano. A investigação abrange os crimes de peculato, lavagem de dinheiro, falsidade documental, organização criminosa e fraudes em licitações.
Uma auditoria da CGU revelou indícios de irregularidades em uma emenda de R$ 2 milhões indicada por Mario Frias, que atua como roteirista e produtor-executivo de “Dark Horse“. O parlamentar nega que a verba tenha financiado a obra cinematográfica e sustenta que a destinação teve finalidade social.
Caso Master
Existe, ainda, uma investigação em torno das relações entre o senador e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Em delação premiada do empresário Antonio Carlos Freixo Junior, envolvido no caso, foram apontadas as sete transferências entre janeiro e setembro de 2025 para um fundo nos Estados Unidos gerido por um interlocutor do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, cujos aportes somaram US$ 12,3 milhões (cerca de R$ 62,8 milhões).
LEIA TAMBÉM:
Deixe um comentário