O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, cancelou novamente uma sessão do Plenário da Corte. O colegiado deveria se reunir na tarde desta quinta-feira (10), mas a Presidência informou que a sessão não será realizada.
Este é o segundo cancelamento consecutivo de uma reunião do Plenário em meio à crise interna que envolve ministros do Supremo e integrantes da cúpula da Polícia Federal. Na quarta-feira (9), Fachin já havia suspendido a sessão que estava prevista para as 14h.
Segundo a Presidência do STF, a sessão desta quinta-feira tinha caráter extraordinário e acabou sendo cancelada porque uma nova reunião extraordinária foi convocada para a próxima terça-feira (15). Fachin, no entanto, confirmou a realização do encontro de terça-feira, marcado para as 10h.
A sessão deverá ser a primeira oportunidade para que os ministros discutam coletivamente a controvérsia envolvendo relatórios produzidos pela Polícia Federal com informações relacionadas ao ministro Alexandre de Moraes e ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
O primeiro cancelamento ocorreu um dia depois de o ministro Flávio Dino determinar a reintegração do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial da corporação, Leandro Almada. Os dois haviam sido afastados por determinação do ministro André Mendonça.
A suspensão da sessão de quarta-feira impediu que os ministros se reunissem publicamente no Plenário em meio ao aumento da tensão interna. Na ocasião, o STF não apresentou uma justificativa oficial para a decisão. Entre os processos que seriam analisados estava uma ação relacionada aos poderes de investigação da própria Polícia Federal.
Ainda na quarta-feira, Fachin tomou medidas para tentar concentrar na Presidência do STF os procedimentos relacionados ao impasse. O ministro suspendeu tanto a decisão de Mendonça que havia afastado os dirigentes da PF quanto a determinação de Dino que ordenava a reintegração dos dois servidores.
Na avaliação de Fachin, a sequência de decisões tomadas em processos diferentes, mas envolvendo fatos e autoridades semelhantes, criou o risco de decisões contraditórias e de sobreposição entre os procedimentos.
O presidente do Supremo também determinou que eventuais procedimentos de investigação contra integrantes da própria Corte sejam submetidos previamente à Presidência do tribunal. Além disso, suspendeu a tramitação da Petição 16.662, relatada por Mendonça, até que o Plenário analise o caso.
O que estará em discussão na terça-feira
Na sessão extraordinária de terça-feira, os ministros deverão avaliar a controvérsia que está no centro da atual crise. Entre os pontos que poderão ser examinados está a decisão de Mendonça que levou ao aprofundamento da análise de dados relacionados a Vorcaro.
O Plenário também deverá discutir a validade das informações produzidas pela Polícia Federal e o pedido da Procuradoria-Geral da República para que o procedimento seja anulado.
Outro ponto será o destino dos elementos relacionados a Alexandre de Moraes. Os ministros deverão avaliar se esse material pode fundamentar uma eventual investigação contra o ministro ou se as informações deverão ser descartadas.
*Com informações do Conjur.
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ed.
11 de setembro de 2026 12:17 amA decisão de Fachin “uhu é nosso!” sobre a reunião plenária atende lamentável e eminentemente Mendonça, porque põe em escrutínio APENAS a votação sobre apuração da acusação ilegal e pública dele a Moraes e não traz para si (como fez com o inquérito da fake-news) ou coloca em (urgente) votação a continuidade da escandalosamente parcial relatoria dos casos Master e INSS. Vamos avaliar um breve histórico de cada um:
ALEXANDRE DE MORAES: foi indicado por Temer (e NÃO por Lula), não é petista, é liberal (ex. privatização da BR), portanto não age politicamente em relação a Lula, mas juridicamente.
Foi essencial na proteção à democracia, sendo duro com o golpe e com golpistas, conduzindo a uma inédita condenação civil de militares de topo pela primeira vez na nossa história; O inquérito das fake-news durou tanto quanto a lava-jato e foi essencial para aplacar golpistas e anarquistas sem controle. Nunca incendiou o STF, sempre mantendo o adequado diálogo com seus pares, ainda que em discordâncias, até a chegada dos ministros terrivelmente bolsonaristas. Com relação ao banco Master, um consórcio de 4 escritórios e dezenas de advogados liderado pelo de sua esposa, fechou um contrato empresarial de consultoria jurídica (não de advocacia processual) com o BANCO (B2B) por um valor despropositado (como os do Cold Play e Andrea Bocelli p/um rápido show) mas sem nenhuma ilegalidade. Serviços prestados (pareceres, reuniões, etc.), notas emitidas e valores declarados. Mensagens parciais recuperadas de Vorcaro, sem resposta do interlocutor e com sua higidez prejudicada pela guarda ilegal de provas por Mendonça induzem terem sido trocadas com Moraes.
ANDRÉ MENDONÇA: Foi indicado por Jair Bolsonaro, pai do candidato à presidência Flavio Bolsonaro. Dito como “terrivelmente evangélico” (o país é laico).
. Assumiu o ministério da Justiça após Bolsonaro declarar que trocaria o ministro anterior para não permitir que “ph.d#$$#m” sua família ou amigos.
. Levantou 84 processos contra jornalistas.
. Investigou ilegalmente quase 600 policiais federais e outros funcionários públicos sobre sua posição política para montar um dossiê ilegal.
. Votou quase sempre a favor de Bolsonaro, familiares e aliados, como na tentativa de golpe, que negou ter existido.
Como relator dos casos INSS e Master:
. Montou em seu próprio gabinete uma equipe particular liderada pelo delegado bolsonarista envolvido na montagem do dossiê ilegal.
. Impõe como deve ser a organização e a comunicação interna da corporação, que não comanda e pertence a outro poder.
. Define investigações que devem ser feitas ou não (é juiz, não delegado).
. Sequestrou as provas levantadas pela PF antes mesmo de serem depuradas, mantendo-as sob a guarda exclusiva de uma secretária que controla seu acesso.
. Enquanto mantém as investigações seus ex-colegas e aliados com fartas evidências de crime em estado de DORMÊNCIA (principalmente um declarado envolvido e candidato à presidência), BUSCA e PERSEGUE desafetos e ïnimigos” tentando pescar provas contra eles. Exs:
… “Lulinha”, cuja ”acusação”” foi uma citação der um acusado sobre um “filho do rapaz” (que rapaz? Jair?). Como base nisso quebrou seu sigilo e vazou publicamente para a míRdia, sem nada encontrar. Ainda assim manteve a investigação, embora ele não tenha foro no STF.
… Jacques Wagner foi trazido para o inquérito do Master por uma privatização de um supermercado e seu cartão numa época em que o banco SEQUER EXISTIA. Se outras suspeitas foram levantadas na pescaria (ex. apto, viagem) isto foi “pescado” e deveria fazer parte de outro inquérito.
. Apesar de não ser investigador nem chefe de delegados, exigiu deles que fizessem um relatório em 72 horas com indícios sobre meias conversas supostamente de Vorcaro com Moraes, pegou o relatório onda consta textualmente que “não servem como provas” e, sem a legal e necessária autorização plenária do STF, abriu o sigilo desta investigação ilegal feita por ele mesmo para a míRdia e o público, causando uma grave crise institucional desnecessária (podia ter feito tudo de forma legal, autorizada e sigilosa), não só conom um colega do STF, mas com a PGR e a PF, jogando m#Rd@ no ventilador e interferindo severamente na CORRIDA ELEITORAL, com algo que certamente poderia esperar algumas semanas para sua realização.Se alguém transformou o STF numa VÁRZEA, foi Mendonça.
. Desrespeitando o prazo dado pelo presidente do STF para esclarecimentos, resolveu neste ínterim, retirar o diretor geral da PF e o de Inteligência, interferindo em outro poder e, pior com tosca fundamentação: “estava sendo monitorado”. Ora, o terrivelmente bozogélico está alucinando e ainda não percebeu que não é mais ministro da Justiça?
. Primeiro que a PF pode (e deve) investigar qualquer suspeita de irregularidade em qualquer nível. Só não pode dar publicidade nem indiciar ninguém sem seguir os trâmites legais. No caso do STF, com a devida autorização e ação da PGR. Além disso tomou uma ação em causa própria: se ele “acha” ou desconfia (a PF e muitos de nós também desconfiamos dele) estar sendo monitorado, precisa levar à PGR e/ou ao STF e não agir por mera “desconfiança”. Só se achar “ungido por Deus”…
. Adicionalmente convocou uma sessão virtual de turma relâmpago para uma manhã após um feriado, para julgar uma liminar ilegal, solicitada por um partido político não parte do processo, onde 2 outros colegas publicamente reconhecidos como bolsonaristas concordaram tão rapidamente que adiantaram seus votos, ignorando vergonhosamente a invalidade jurídica da liminar para afastar diretores da PF sob outro poder.
Enfim, com Moraes até o momento, há indícios de impropriedades não esclarecidas, o que na pior das hipóteses afetarão eminentemente ele próprio.
Com Mendonça, há fartas evidências e fatos públicos que afetam 2 casos bilionários que afetam a sociedade, as instituições e as fundamentais eleições daqui a semanas. Enfim as abrangências e relevâncias nos 2 casos são:
. MORAES: AFETA ELE MESMO.
. MENDONÇA: AFETA O BRASIL.
Por que Fachin, Mendonça e a míRdia estão focados em Moraes?
O que acham?