4 de junho de 2026

Cristovam se convida para ser Ministro de Marina e impõe condições

Jornal GGN – Sem Marina ter sido eleita e ainda sem ter sido citado como provável ministro em caso de vitória da candidata, Cristovam Buarque concede entrevista ao El País e impõe condições caso ela o queira em sua equipe na pasta da Educação. Buarque, que é senador, já foi governador do Distrito Federal e também foi Ministro da Educação no governo Lula por um ano, é um entusiasta do tema. Ele faz as críticas ao atual governo, no quesito, e também aponta o que deve ser feito. Acompanhe a matéria a seguir.

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do El País

“Para ser ministro de Marina Silva, imponho minhas condições”

Para o senador, a população brasileira se divide entre descontentes e desesperados

ANTONIO JIMÉNEZ BARCA São Paulo 24 SEP 2014 – 21:33 BRT

O senador Cristovam Buarque (Recife, 1944), ex-governador do Distrito Federal e durante um ano ministro da Educação de Lula, tem um plano educacional para o Brasil e o conhece de memória. Tanto que é capaz em qualquer lugar, em uma cafeteria, por exemplo, de explicá-lo a qualquer um com meia dúzia de folhas de caderno e uma caneta. Enquanto faz isso, é interrompido por várias pessoas que se aproximam dele para felicitá-lo, incentivá-lo a prosseguir com sua atividade política ou simplesmente cumprimentá-lo. Sua obsessão é fazer com que o nível educacional do país, sobretudo o ensino primário e secundário, se eleve. Ele apoia Marina Silva nessas eleições. Seu nome aparece como possível ministro da Educação. Se assim for, poderá passar seu plano das folhas do caderno à realidade de um país de 200 milhões de habitantes.

Pergunta. Segundo os últimos estudos, o país não alcançou as metas educacionais propostas pelo Governo. O que acha desses dados?

R. E isso considerando que as metas eram modestas. É um autêntico fracasso.

P. E o que é preciso fazer?

R. Primeiro, reconhecer as causas. A primeira é que o Brasil está socialmente dividido. No Brasil, não temos classes sociais. Temos um autêntico apartheid social. E atualmente não se trabalha para solucionar os problemas dos de baixo: a saúde, o transporte, a educação… A segunda causa é cultural: aqui não se dá importância à educação, ela não é respeitada. Se alguém quer ser respeitado no Brasil, tem que possuir um carro, uma casa grande, uma conta bancária… Mas vamos supor que se supere isso. O que fazer? Ora, transformar o sistema para que seja um autêntico sistema nacional de educação, para que não dependa dos municípios, que são muito desiguais e não têm dinheiro. E criar, por exemplo, a carreira nacional do Magistério.

P. É um problema de orçamento?

R. Se for colocado agora mais dinheiro no atual sistema não haverá resultado. É preciso mudar a estrutura.

P. E por que o Governo não faz isso?

R. Porque o Governo atual (e os anteriores, de Lula) não dá importância à educação básica. O Governo de Lula era muito sensível ao voto. E a população se preocupa, sobretudo, com a universidade.

Se alguém quer ser respeitado no Brasil, tem que possuir um carro,

uma casa grande, uma conta bancária…

P. Para chegar à universidade é preciso passar antes pela escola.

R. Sim, mas o brasileiro acha que pode saltar tudo. Embora não seja assim.

P. Há especialistas que dizem que o nível da universidade pública é bom, mas muitos estudantes da classe baixa não chegam até ela porque não possuem os conhecimentos necessários.

R. Isso mesmo. Além disso, somente 40% dos estudantes de escolas públicas terminam o ciclo de ensino. Nas escolas privadas todos concluem. Logo, os que vão para as escolas privadas passam para a universidade pública e os das escolas públicas acabam nas universidades privadas, porque não têm nível, e estudam à base de bolsas do Estado, por iniciativa do PT.

P. Esse sistema é perverso.

R. Sim, a solução seria que o ensino básico e secundário, público e privado, tivesse a mesma qualidade. Mas a qualidade está caindo. Sou professor universitário e vejo isso.

P. E como, então, se eleva o nível?

R. Voltando ao meu plano: é preciso criar uma carreira nacional do Magistério, com salários altos, seleções rigorosas e uma constante avaliação dos professores. No Brasil, se você é professor, nunca vão te demitir, a não ser que você seja ladrão ou pedófilo. Eu lhes daria um salário de 9.500 reais, mas com controles constantes. O segundo ponto seria a construção de escolas. E que sejam dotadas de equipamentos. Viaje ao Nordeste do país e me diga como estão as escolas por lá. Terceiro, que tenham horário integral. Aqui o aluno só fica quatro horas por dia na sala de aula. Nacionalizando tudo isso, acabaríamos com um problema crucial do Brasil: dependendo de onde você nasça e em que família, está marcado para toda a vida. Faltariam 200.000 escolas e dois milhões de professores. Se forem feitas em 250 cidades por ano, e com mais 100.000 professores a cada ano, em 20 anos se consegue. E o investimento não superaria 10% do que, por lei, é obrigatório investir em educação.

P. E o senhor não mostrou esse plano a Lula quando foi ministro?

R. Saí frustradíssimo do Governo de Lula. Ele nunca tinha tempo para falar disso. Nunca se interessou. Eu queria que o Ministério da Educação se ocupasse do ensino primário e médio, sem as universidades. Mas Lula não aceitou. Os sindicatos não queriam. E Lula é um político genial, mas ligado às suas origens, aos sindicatos. E as crianças são as únicas no Brasil que não têm sindicato. Ninguém se preocupa com elas, porque, além disso, tampouco votam.

P. Os pais se preocupam.

R. Veja: a escola agora é muito ruim, sim, só 40% dos alunos terminam o ensino médio. Mas há 30 anos, apenas 20% terminavam. As crianças de hoje estão muito melhor do que seus pais, que em sua grande maioria não foram ao colégio.

P. E o pai se conforma…

R. Nas pesquisas de opinião, os pais avaliam bem a escola brasileira. E é verdade que ela melhorou. Mas apenas em termos relativos, porque atualmente duas brechas aumentaram: a que separa o Brasil de outros países, já que a escola desses países melhora mais do que no Brasil; e a que separa a escola dos ricos da escola dos pobres. Além disso, agora há uma exigência maior. O problema é que a educação não é uma prioridade do povo, porque somos muito imediatistas, queremos as coisas para já, e isso não se consegue de um dia para o outro. No Brasil, só os ricos economizam para a escola de seus filhos. Na Europa não é assim. E isso que na Europa há uma boa escola pública. Lembro de um jogador de futebol brasileiro que jogava em Paris, que quando lhe perguntaram qual era a diferença entre o Brasil e a França, respondeu: “Que os filhos do meu motorista vão à mesma escola que os meus”.

P. A educação é uma prioridade da campanha?

R. Eduardo Campos [do Partido Socialista Brasileiro, morto em um acidente aéreo em agosto] foi o único candidato a dizer que o “Brasil não será um país decente até que o filho do trabalhador estude na escola do filho do patrão”. Marina Silva está demorando a dizer o mesmo.

P. O senhor está sendo cogitado como ministro da Educação se ela for eleita.

R. Bom, em primeiro lugar penso que Marina Silva vai precisar mais de mim no Senado. Segundo, já fui ministro e agora só aceitaria com certas condições: seria ministro da educação básica e média, sem as universidades. Já saí frustrado na outra vez.

P. O senhor acredita que Marina é a candidata dessa gente que saiu em massa às ruas há um ano e meio?

R. É a que está mais próxima deles. Se o senhor me perguntar se ela vai solucionar todos os problemas dessa gente, diria que não estou seguro disso. Mas tenho certeza que ela é a que dá mais esperança.

P. Por que aconteceram esses movimentos de protesto?

R. Durante os últimos vinte anos, o Brasil gozou, pela primeira vez, de estabilidade monetária e crescimento econômico. Mas, paralelamente, a democracia entrou em crise por causa das mentiras das campanhas, a desmoralização e a corrupção. O crescimento econômico foi estancado e a estabilidade monetária se esfumou pela inflação. O povo se cansou do ciclo do PT e do PSDB, de que as coisas não funcionem, e foi para a rua. O transporte público não funciona porque a prioridade foi aumentar as ventas de carros. A saúde não funciona porque a prioridade foi dar o Bolsa Família às famílias e não investir em saúde. A segurança também está mal. O povo talvez não faça essas análises, mas sente esses problemas. Entretanto, quem foi à rua foi apenas a classe média. Quando as classes mais pobres vão para as ruas, o fazem com violência. A população brasileira se divide entre descontentes e desesperados.

Lourdes Nassif

Redatora-chefe no GGN

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30 Comentários
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  1. Ricardo Pinheiro

    25 de setembro de 2014 7:07 pm

    O Cristóvam Buarque anda

    O Cristóvam Buarque anda oferecido, hein?

    1. Atila

      25 de setembro de 2014 8:35 pm

      A foto diz tudo…

      As mãos indicam o tamanho que ele vai levar após as eleições. Não confio nele, é cheio de prosopopéias no período de eleições e depois some. Foi justamente  demitido no governo Lula.

  2. Vhalldez

    25 de setembro de 2014 7:09 pm

    citação

    “Se 10% do PIB for para a educação, o Brasil quebra”.. Guido Mantega

  3. DanielQuireza

    25 de setembro de 2014 7:12 pm

    É uma pena, Cristóvam está se

    É uma pena, Cristóvam está se tornando cada vez mais uma figura patética.

    Fala como se tivesse realizado muita coisa pela educação. Deve ter feito menos de 1/10 do que fez o Haddad.

    Pelo visto aquele ministério que soltaram que a Marina indicaria com nomes como Cristóvam, Suplicy, Freire ( na justiça, rsrsrs), Simom, Serra e outros acabou dando azar para a candidata.

    1. Moraes

      25 de setembro de 2014 7:40 pm

      1/10??? Nao fez absolutamente

      1/10??? Nao fez absolutamente nada. E essa estoria de que o LUla nao tinha tempo.. Cristovam só tinha tempo para lustrar seu ego e fazer palestras mundo afora. Alis, salvo engano, foi demitido durante uma dessas excursões auto-mostrantes. Eles vivem falando em diminuir ministérios. Cristovam está propondo criar mais um, desdobrando o ministério da educação básica e o minist´rio das unviersidades. E ainda quer inventar uma ‘nacionalização’ curiosa. Vai ter que mudar a constituição e reformar todo o regime de cooperação estados-união. Tá concorrendo com o Simon na categoria parlapatão.

      1. bh

        26 de setembro de 2014 2:14 am

        Suponha que a ideia da
        Suponha que a ideia da federalizsção seja boa e que deva ser levada a sério. O que faltaria a CB para emplacar esse golaço? Construir as condições para a sua concretização.
        Qual o maior obstáculo para a federalização? Até onde consigo ver, é encontrar uma solução para o problema do que fazer com centenas de milhares de professores dos 5.597 sistemas municipais e estaduais de educação, agora e no futuro. Serão demitidos? Quem bancará suas aposentadorias?
        Mas essas perguntas, e outras mais simples, não merecem sequer menção em sua proposta. E então CB fica por aí se lamentando, Dom Quixote de si mesmo, afirmando que nem o Governo Federal nem a sociedade ligam para a educação nem para suas “ideias geniais”.
        Cansei dessa gente.
        Enquanto isso, o GF faz o que pode, transformando amontoados de crianças em escolas de tempo integral para os filhos de beneficiários do Bolsa Família. Para a Marina Silva chegar e dizer que vai fazer o que já está sendo feito…

  4. Pedro Luiz

    25 de setembro de 2014 7:12 pm

    Que PICARETA !!!

    Que picaretão esse Crsitóvão!!!

  5. Jérsão

    25 de setembro de 2014 7:15 pm

    São propostas

    que julgo bastante interessantes (sem ser da área da educação). E condição é simples, só quer separar os ensinos básico e fundamental do universitário, nada de excepcional. 

  6. Assis Ribeiro

    25 de setembro de 2014 7:21 pm

    Agora entendi a dor de

    Agora entendi a dor de Cristovam com o PT

  7. Fernando J.

    25 de setembro de 2014 7:24 pm

    A REDE/PSB morreu pela boca

    De repente, obscuros assessores e irrelevantes colunistas da velha mídia se viram alçados ao centro dos acontecimentos. E deitaram falatório destrambelhado (Neca, Gianetti, Lara Rezende, o Alexandre Quem?, Malafaia, e agora o Cristovam), todos tagarelas, inebriados com a própria voz. O que conseguiram com isso? apavorar meio mundo. Marina não se preparou para isso, não centralizou o discurso num núcleo ponderado equilibrado, cada um saiu atirando para qualquer lado. E todos já falando como ministros. Típica fazenda de viúva, ninguém sabe quem manda. 

  8. Alessandro

    25 de setembro de 2014 7:25 pm

    hehehe

    Conheço o Cristovam. Foi meu professor.

    É uma pessoa bem intencionada, não tenho dúvidas. Tem sonhos, e isso é fundamental. É uma simpatia, incapaz de agredir verbalmente. É cativante. 

    Gosta de um debate, mas gosta também de se colocar como injustiçado, principalmente quando as duas letras mágicas, P e T, surgem na conversa. Sua passagem pelo MEC foi torta e hesitante. Contradisse todo o dinamismo de seu discurso.

    Compare-se o período Haddad com o período Cristovam e teremos uma pequena dimensão das coisas. Há no MEC um antes e depois do Haddad. Em relação ao Cristovam, há no MEC a sensação de um período em branco. Na época dizia-se: a bomba foi cair no colo do Tarso Genro, seu substituto.

    Cristovam é um político engajado em uma causa, bastante adequado às exigências do poder legislativo. 

    Sua fala sobre educação, sobre corrupção e sobre a atuação do PT no poder, no entanto, soam como oportunismos baixos. Ele tem um pouco desta falsa modéstia de se colocar acima do bem e do mal. Lembra neste aspecto a… vcs sabem quem… rsrsrs

    Oferecer-se para ministro reforça este oportunismo. 

    Eis a questão: no atual estágio das coisas, isso é que é governar com ‘OS BONS’????

     

     

     

    1. DanielQuireza

      25 de setembro de 2014 7:35 pm

      Até concordo com a ideia dele

      Até concordo com a ideia dele de federalizar a educação.

      Mas creio que isso passaria por uma reforma maior do Estado.

      É o que eu ja disse aqui várias vezes. Enquanto escriturários, sejam do executivo, legislativo ou judiciário e mp, de nivel médio ganharam mais que um Professor, não tem o que se discutir. A coisa tem que começar daí, não há outra lógica. Tem que fazer reforma do Estado para federalizar educação e além, ir equalizando tudo com estados e municipios, que hoje são os gestores educacionais.

    2. Charles Leonel Bakalarczyk

      25 de setembro de 2014 7:36 pm

      Alessandro, acho que a Marina

      Alessandro, acho que a Marina não vai mais precisar designar aquele tal comitê de seleção dos “homens de bem”, afinal, eles já estão se auto selecionando…

  9. Galvão

    25 de setembro de 2014 7:26 pm

    Bem fez…

    o Lula que o demitiu (por telefone), do cargo de ministro da educação, com hum ano e 26 dias no cargo. 

  10. Pedro Pereira

    25 de setembro de 2014 7:27 pm

    ALIADOS DE ARRUDA ADEREM À

    ALIADOS DE ARRUDA ADEREM À CAMPANHA DE ROLLEMBERG

     

    Candidato do PSB ao governo do Distrito Federal recebeu ontem o apoio de dois importantes aliados do ex-governador José Roberto Arruda (PR) e do atual concorrente pelo mesmo partido, Jofran Frejat; o ex-senador Adelmir Santana e o ex-secretário-geral do PR Antônio Gomes anunciaram desfiliação do partido para apoiar Rollemberg, que lidera a disputa pelo Palácio do Buriti com 31% das intenções de voto; em segundo lugar, com 21%, Frejat perde apoio em alguns setores, mas recebe adesão de um grupo de 25 candidatos proporcionais do PSDC

    25 DE SETEMBRO DE 2014 ÀS 12:20

    Brasília 247 – A dez dias das eleições, a dança das cadeiras dos aliados políticos começa a se intensificar à medida em que as pesquisas ditam o calor da disputa.

    Como informam Helena Mader e Almiro Marcos, do Correio Braziliense, o candidato do PSB ao governo do Distrito Federal Rodrigo Rollemberg recebeu ontem o apoio de dois importantes aliados do ex-governador José Roberto Arruda (PR) e do atual concorrente pelo mesmo partido, Jofran Frejat. O ex-senador Adelmir Santana e Antônio Gomes anunciaram ontem desfiliação do PR, a fim de apoiar Rollemberg. O encontro ocorreu na casa de Adelmir, no Lago Sul, e atraiu cerca de 100 representantes do setor produtivo e líderes comunitários, entre os quais dirigentes do Sindicato da Construção Civil (Sinduscon), da Câmara de Dirigente Lojistas (CDL) e da Associação Comercial do DF (ACDF).

    A desfiliação de Antônio Gomes foi considerada uma surpresa no meio político, uma vez que o procurador de Justiça aposentado tem uma forte ligação política com Arruda e, até o anúncio de apoio a Rollemberg, exercia a função de secretário-geral do PR, partido do ex-governador.

    Líder na disputa pelo Palácio do Buriti com 31% das intenções de voto, segundo a última pesquisa Ibope divulgada ontem (24), Rollemberg é apontado como favorito nas simulações de segundo turno.

    Jofran Frejat (PR) está em segundo lugar na pesquisa do Ibope, com 21% – 17 pontos percentuais a menos do que era apontado quando Arruda deixou a disputa. O candidato perdeu apoio em alguns setores, mas recebe adesão de um grupo de 25 candidatos proporcionais do PSDC — 19 a deputado distrital e seis a federal. O partido estava coligado ao PSDB, que tem Luiz Pitiman como candidato próprio. Além do apoio declarado, Frejat conta com aliados na campanha de Pitiman. O deputado Izalci Lucas (PSDB) e a distrital Eliana Pedrosa (PPS) têm pedido votos para o candidato do PR.

    http://www.brasil247.com/pt/247/brasilia247/154719/Aliados-de-Arruda-aderem-%C3%A0-campanha-de-Rollemberg.htm

    Na atual legislatura a base aliada dele tem 2 deputados do PDT de 24 que compõem a CLDF, e nenhum do PSB. (Na última eleição o PSB elegeu um senador, mas não elegeu um Deputado Distrital?????)

    Ou seja, o futuro governador tinha tudo pra fazer um excelente governo sem ter que beijar a mão da máfia que manda na cidade, pois será eleito sem ter de fazer um monte de aliança. Contudo, dificilmente elegerá uma boa bancada.

    Isto é, se não fizer alianças “programaticas” não conseguirá governar. O problema é com quem ele fará tais alianças?

  11. Charles Leonel Bakalarczyk

    25 de setembro de 2014 7:31 pm

    O dizer e o fazer

    “Eduardo Campos [do Partido Socialista Brasileiro, morto em um acidente aéreo em agosto] foi o único candidato a dizer que o “Brasil não será um país decente até que o filho do trabalhador estude na escola do filho do patrão”.

    Mas será que lá nas escolas públicas de Pernambuco essa meta foi cumprida? E no DF, quando o entrevistado foi gestor?

    Não basta tecer planos grandiloqüentes, tem de saber executar e mobilizar para a causa. 

  12. DanielQuireza

    25 de setembro de 2014 7:31 pm

    Até considero as propostas

    Até considero as propostas dele boas, só que meio inexequíveis.

    Será que ele tem a ordem de grandeza disso que está dizendo ? Como iria se dar a transição do modelo atual ?

    Lembrando que o modelo hoje prevê educação básica por ordem de governos estaduais e municipais. E no que se refere a recursos, ele iria minguar os fundos para as prefeituras e investir nesse novo concurso dele e na construção de novas escolas ? Será que ele tem ideia do que são construir tantas escolas assim ? Será que ele tem ideia do custo que seria isso ? Do tempo que levaria ?

    Sem contar as escolas já existentes e todos os profissionais já contratados de prefeituras e governos estaduais, o que faríamos com eles ? Demitiríamos todos ?

    E os funcionários do Cristóvam, os que vão ganhar R$ 9.500,00 reais, eles não teriam estabilidade no emprego ? Seriam demitidos se não trabalhassem direito ensinando as crianças ? Sei não, acho que os advogados é que ganhariam com isso, pelas ações judiciais contra as demissões do ministro Cristóvam.

    Cristóvam é sonhador. Concordo com a ideia dele de federalizar a educação, mas tem que ser um plano muito bem fundamentado e exequivel. Não conversa mole de buteco para boi dormir.

  13. Marco Antonio L.

    25 de setembro de 2014 7:32 pm

    Isso dá voto ou tira ???

    Isso dá voto ou tira ???

  14. João Maria Fernandes de Sousa

    25 de setembro de 2014 7:32 pm

    “a democracia entrou em crise

    “a democracia entrou em crise por causa das mentiras das campanhas, a desmoralização e a corrupção.”

    Hipócrita e mentiroso.

     

    “quem foi à rua foi apenas a classe média. Quando as classes mais pobres vão para as ruas, o fazem com violência.”

    Agora também um elitista de carteirinha, defensor da “eternamente injustiçada” classe média.

     

    “A população brasileira se divide entre descontentes e desesperados.”

    Oportunista comprando de grátis do discurso fajuto do PIG, de Aécio e de Marina.

    Mire-se em Heloísa Helena caro Cristovam, pois esse será teu futurinho, invisível,  inóspito e inexpressivo.

  15. Ruy P F Neto

    25 de setembro de 2014 7:46 pm

    Diga que

    Opa! Isso me lembra o governo não realizado de Tancredo Neves, em que quando um candidato ia até ele para pedir para ser nomeado para ministro Tancredo saía com essa: Diga que eu lhe convidei e você não aceitou.

  16. wanildo alves

    25 de setembro de 2014 7:47 pm

    A RAPOSA E AS UVAS/CRISTOVAM O MAGOADO

    O nosso ex-ministro da Educação, demitido igual Leão na Seleção Brasileira, ou seja, por telefone, está se comportando igual a fábula da “raposa e as uvas”, coisa que parece acontecer com todos que saem do Partido dos Trabalhadores. A Marina Silva, atualmente destila ódio ao Partido dos Trabalhadores, por ter sido preterida por Lula para ser a candidata do partido em 2010,  que preferiu indicar a sua Ministra de Energia, a Dilma Roussef. Essa semana o Lula falou que ama a Marina Silva e que política não é caso de amor, que se assim fosse, teria escolhido a Marisa (Esposa) como candidata em 2010. O mesmo falou que escolheu Dilma Roussef, pelo seu excelente preparo e competência para o cargo maior da nossa República, coisa que o ódio que Marina destila ao Partido dos Trabalhadores, faz com que ela não consiga, ou não queira  entender sobre a escolha do Lula. 

  17. Arthemísia

    25 de setembro de 2014 8:22 pm

    Certamente ele está no lado

    Certamente ele está no lado dos desesperados, porque descontente ele sempre foi.

  18. Alan Souza

    25 de setembro de 2014 8:24 pm

    O Cristovam é o típico reducionista

    Ele coligou e participou da campanha do Agnelo aqui no DF, ocasião em que ele e o Rollemberg elegeram-se senadores.

    Eleito senador, Cristovam achava que seria dele a prerrogativa de indicar o secretário de educação do DF. Ouvi de pessoas do PT/DF que não haviam combinado isso com ele, que isso era o que ele achava. E, tendo em vista a nota acima, parece que ele é dado a tomar como verdades as coisas que só existem na cabeça dele…

    Pois bem: quando não conseguiu indicar o secretário de educação o Cristovam virou oposição. Não só ao Agnelo, mas ao PT em geral. Inclusive foi fazer fosquilhas a um derrotado José Serra (http://migre.me/lTnf2). E pra justificar ainda se humilhou perante o Serra e desmereceu a votação que teve aqui no DF…

    Em suma: por náo ter indicado o secretário de educação do Agnelo, o Cristovam resolveu que todo o resto do país além do umbigo dele está horrível, e que a solução é tirar o PT do governo…

  19. Francy Lisboa

    25 de setembro de 2014 8:43 pm

    Talvez não haja político mais

    Talvez não haja político mais adequado para entrar na onda Marina do que o Cristovam Buarque. Afinal, o discurso dele é a mesma platitude e lugares comuns que une todo o espectro político. Ser incisivo não faz parte do script dessa turma.

  20. Moraes

    25 de setembro de 2014 9:11 pm

    Tem um plano maravilhoso, que

    Tem um plano maravilhoso, que sabe de cor e explica claramente para todo mundo. Que coisa, hein? E passou um ano no ministério sem fazer rigorosamente nada a não ser propaganda de si mesmo. Um zero à esquerda. Cristovam disputa com Pedro Simon o trofeu parlapatão do senado. 

  21. altamiro souza

    25 de setembro de 2014 9:58 pm

    respeito o buarque, mas em

    respeito o buarque, mas em suma,

    como já foi dito por alguns comentaristas,

    cristóvão é um ressentido.

    dizem que por ter sido demitido nogoverno lula por telefone….

    sei lá… aí desandou a criticar o pt….

  22. JB Costa

    25 de setembro de 2014 11:04 pm

    Se Marina fosse Tancredo

    Se Marina fosse Tancredo Neves:

    Cristovão Buarque: Marina, o que é que respondo para a imprensa e para os amigos? Estão todos dizendo que serei certamente o ministro da Educação se fores eleita. E aí? 

    Marina: Fácil, Cristovão: diga a eles que tu foste convidado, mas não aceitou. 

    Moral da estória: quem se oferece perde valor. 

     

     

  23. lenita

    26 de setembro de 2014 12:59 am

    Há algo que aprendi na vida:

    Há algo que aprendi na vida: raramente se encontra em uma mesma pessoa as qualidades do discurso com as da ação. O sr. Christovão e o Pedro Simon apenas e tão somente a bela (nem sempre) oratória. Ambos foram governadores e não fizeram nada do que tanto  pregam em suas bonitas palavras.

  24. Alessandroaf

    26 de setembro de 2014 11:23 am

    Zacarias

    Zacarias sempre foi um trapalhão muito engraçado.

  25. Charles Leonel Bakalarczyk

    26 de setembro de 2014 1:34 pm

    Ruima para a campanha

    Fico pensando no desespero do comitê de camapanha da Marina quando um apoiador seu sai convesando assim…

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