do Estadão
Perfil Aécio Neves: ‘Minha felicidade incomoda alguns’
Na futura campanha presidencial, fama de festeiro de Aécio será propagandeada como sinônimo de sua ‘alegria de viver’
O senador Aécio Neves (PSDB-MG) foi presidente da República por três dias e sentiu uma solidão profunda. Foi em 2001, quando comandava a Câmara dos Deputados. O então presidente Fernando Henrique Cardoso e o vice, Marco Maciel, combinaram de viajar no mesmo período para o parlamentar assumir o Palácio do Planalto. O mineiro confidenciou a amigos ser uma cena angustiante ter batedores atrás de seu carro oficial lhe fazendo a segurança para onde quer que fosse e ver pessoas de seu cotidiano cumprirem protocolo para se aproximar. “Quando cheguei lá, não achei que aquilo poderia ser o maior prêmio que alguém pode ter, não. E nem me vejo fazendo política até os últimos dias da minha vida”, contou Aécio ao Estado.

Entretanto, desde que completou o segundo mandato no governo de Minas Gerais, em 2010, o tucano decidiu que realmente queria disputar a Presidência. Conseguiu angariar apoio majoritário de seu partido em torno do próprio nome, especialmente ao assumir o comando nacional do PSDB, em maio deste ano. Ainda não é o candidato oficial do partido, embora seja tratado desta forma pela grande maioria dos tucanos.
‘Cristo dilacerado’. Em mais de 30 anos na vida pública, o economista por formação costuma dizer que nunca foi obcecado pela cadeira presidencial. Por ser de uma família tradicional na política mineira e neto do presidente Tancredo Neves, que morreu em 1985 antes de assumir o cargo, há pelo menos uma década – desde que assumiu o governo de Minas, em 2003 – seu nome passou a ser cotado no PSDB para a disputa pela Presidência. Mas Aécio titubeava. Duvidava se queria renunciar aos prazeres pessoais para ser presidente. “Já me vi muitas vezes como um Cristo dilacerado. Uma parte de mim achando que eu tinha que ir (disputar a Presidência) a qualquer custo, outra achando que não”, confidenciou.
A incerteza do mineiro contaminou correligionários que duvidavam de seu empenho para chegar ao Palácio do Planalto. O prefeito de Manaus e um dos fundadores do PSDB, Arthur Virgílio Neto, resumiu o sentimento, até pouco tempo atrás, de alguns colegas da legenda. “Nunca vimos o Aécio disposto a matar ou morrer, no sentido figurado, para ser presidente e isso nos desanimava. Hoje mudou. Sentimos nele essa disposição.”
Um parlamentar de Minas Gerais, próximo de Aécio e de Serra, relembra uma frase do ex-deputado mineiro José Bonifácio Lafayette de Andrada sobre o avô do senador. “Tancredo é um político capaz de tirar as meias sem tirar os sapatos.” E fez um paralelo: “É isso que o Aécio fez agora que está pronto. Ele tirou o Serra do jogo sem brigar nem com ele nem com ninguém”.
Aécio acredita ter resolvido o dilema do “Cristo dilacerado” com a perspectiva de conseguir conciliar a vida pessoal e a profissional. Aos 53 anos, e com a ajuda de FHC, percebeu que incorporar o papel de homem sério e tentar sufocar a fama de festeiro para se eleger presidente seria um tiro no pé. Decidiu, então, incorporar seu apreço pelo agito em boates na noite carioca, festas com bem-nascidos em Angra dos Reis e passeios a cavalo ou de moto Brasil afora à sua biografia de homem público. Como um veneno que, dosado, vira antídoto, ser festeiro vai virar sinônimo de “alegria de viver”, a ser propagandeada em 2014. “Queremos a campanha dele bem alegre, para cima, como foi a de Juscelino Kubitschek, eles têm um espírito bem humorado”, disse o governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia.
Um discurso importante que deve ser incorporado ao marketing eleitoral do pré-candidato é o de que ele construiu sua trajetória política sendo o que sempre foi, com os mesmos amigos de longa data e gozando dos mesmos prazeres. “Não moldei a minha vida para ser um político convencional. Essa é a minha vida. Eu levo a vida de forma absolutamente normal. Sou uma pessoa feliz e acho que essa minha felicidade incomoda algumas pessoas”, teoriza Aécio.
Por falar em incômodo, a ação penal que trata do mensalão mineiro no Supremo Tribunal Federal e tem como réu o deputado federal e ex-presidente do PSDB Eduardo Azeredo (MG) pode ser julgada em meio à eleição do ano que vem. Segundo denúncia da Procuradoria-Geral da República, tratou-se de um esquema de arrecadação ilegal de recursos para a campanha à reeleição de Azeredo, então governador de Minas, em 1998. Nessa época, Aécio tinha deixado a presidência do PSDB mineiro e dedicava-se à Câmara dos Deputados – ele não é réu na ação. Porém, o tema envolvendo seu partido pode lhe gerar desgaste durante a campanha caso seja explorado pelos adversários. No mínimo, já tem um efeito congelante imediato: em recentes entrevistas, Aécio já avisou não vai usar a prisão dos petistas condenados no mensalão durante a disputa do ano que vem.
Do surfe ao poder. Filho do deputado Aécio da Cunha, Aecinho, como era chamado pelos parentes e colegas de escola, nasceu em 10 de março de 1960, em Belo Horizonte. Viveu lá até os 12 anos. Nessa época, costumava viajar com os pais e as irmãs Andrea e Ângela para a fazenda da família na cidade de Cláudio, no centro-oeste mineiro, onde passava tardes sumido explorando a propriedade no lombo de um cavalo. Também não saíam da histórica São João del Rei, para longos almoços familiares na terra de Tancredo. Na capital do Estado, a brincadeira envolvia política. Antes de toda eleição, esparramava-se no chão com as irmãs e passavam horas brincando de envelopar santinhos para os políticos da casa.
Em 1972, mudou-se para o Rio, quando seu pai foi participar de um curso na Escola Superior de Guerra. Lá, morou nos metros quadrados que estão entre os mais caros do Brasil, como em um amplo apartamento na Avenida Vieira Souto, na zona sul. A praia de Ipanema era como a extensão de sua casa. Dividia seu tempo entre pegar onda com os amigos e estudar na escola católica de São Vicente de Paulo, no bairro do Cosme Velho.
Como aluno, nunca foi muito apegado aos livros. Costumava ir bem em matemática, escolheu estudar Economia e ingressou na PUC-Rio. E assim levava a juventude: estudava, saía para beber e paquerar com os amigos, participava de corridas de motocross, adorava viajar e não saía da praia. Não foi militante estudantil, nem mesmo presidente de grêmio na escola.
Primeira campanha. Mas o destino do futuro economista mudou no Natal de 1981. Tancredo convidou o neto para deixar a capital fluminense e o ajudar na campanha para o governo de Minas Gerais. Aécio riu, levou na brincadeira. Quando viu que era para valer, aceitou e voltou para o Estado natal. Percorreu Minas em comícios com o avô e a eleição foi vitoriosa para os Neves. Aos 23 anos, o jovem surfista foi nomeado secretário particular do gabinete do governador, enquanto equilibrava o curso universitário transferido para a PUC de Minas. Participou da campanha das Diretas Já e passou a ajudar o avô em mais uma campanha – agora, para a presidente da República, cuja vitória veio em janeiro de1985, via voto indireto.
Com Tancredo eleito, Aecinho foi nomeado secretário particular de Assuntos Especiais da Presidência. Como o avô nunca assumiu o posto, ele também não chegou a exercer o cargo. Um dia antes da posse presidencial, marcada para 15 de março de 1985, Tancredo foi internado no hospital de Base de Brasília. Aécio acompanhou os últimos dias do presidente do Brasil. A pedido do avô, Aécio tinha a obrigação de mantê-lo informado sobre o andamento da República e dos primeiros dias de interinidade de seu vice, José Sarney. Com a morte de Tancredo em 21 de abril de 1985, Aécio abdicou do cargo de secretário particular e, dias depois, foi prestigiado por Sarney com a cadeira de diretor de Loterias da Caixa Econômica Federal. Ficou menos de um ano e foi cuidar da própria carreira, disputando pela primeira vez – e elegendo-se – deputado federal em 1986. Com a experiência de anos de estrada, desenvolveu um método para driblar a fala atropelada e a leve gagueira presente nas primeiras sílabas de uma sentença. Quando vai falar em público, o político afasta os pés, mantendo-os paralelos, e balança levemente o corpo, como um pêndulo para frente e para trás. Funciona.
Alianças. Aécio Neves é fruto de um ambiente em que situação e oposição conviviam em harmonia. No casamento de seu pai, o deputado Aécio Ferreira da Cunha, com sua mãe, Inês Maria, por exemplo, compartilharam o mesmo altar os padrinhos e adversários políticos Juscelino Kubitschek, então presidente, e o vice-governador de Minas, Artur Bernardes Filho.
O próprio Tancredo e o genro, Aécio Cunha, foram de partidos opostos, mas compartilharam também por 18 anos o mesmo apartamento em Brasília. Os desencontros políticos na mesma família foram passados geração adiante e o tucano Aécio Neves hoje se entende bem com o primo Francisco Dornelles, do PP, partido aliado da presidente Dilma Rousseff. “Parece coisa do folclore da política mineira, mas é tudo verdade e o Aécio herdou isso. Ele faz adversários na política, nunca inimigos”, afirma um familiar muito próximo do senador.
Na vida de Aécio vale a máxima repetida por Tancredo: “Se é radical, não é mineiro. Se é mineiro, não é radical”. Com seu jeito considerado ponderado e portador de um tempo político muito particular – interpretado às vezes até como lento –, quem se relaciona com o tucano exalta como principal característica a habilidade para fazer alianças.
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, um dos maiores entusiastas da candidatura do mineiro, afirmou ao Estado por e-mail: “Agora, que assumiu a direção do partido, mostrou que sabe compor, e, mais importante, que tem comando. Quem quiser que se iluda: as formas amenas no trato não são contraditórias com o pulso na tomada de decisões e no controle dos processos políticos. É isso que Aécio Neves tem demonstrado”.
Um parlamentar do PSDB que convive há tempos com o mineiro opina: “Ele se parece muito mais com o Lula no carisma e instinto de animal político do que com o perfil intelectual de esquerda de Fernando Henrique e de Serra”. Parecido ou não, Aécio tem uma relação afetuosa com o ex-presidente petista. A amizade começou na época em que ambos eram deputados constituintes, no fim dos anos 1980, e jogavam futebol no mesmo time, formado por parlamentares.
“O Lula era o nosso reserva de luxo. Eu o deixava jogar de vez em quando porque era meu amigo. Ele batia muito”, brinca Aécio, o atacante do grupo, que era considerado bom de bola, mas “muito reclamão”. Já Lula, atuante na defesa, era um “beque grosso”, conforme descreveu uma “vítima” das caneladas dos dois políticos.
Pai herói. O senador aplica a destreza da negociação política à vida familiar. Atribulado em seu gabinete no Senado, há duas semanas interrompeu uma reunião para atender à única filha, Gabriela Falcão Neves da Cunha, de 22 anos, ao telefone. “Fala, filhota. Quantas pessoas estão indo, filha? Tá, depois eu te ligo, mas só me fala mais ou menos quantas pessoas vão? Quantas? Meu Deus do céu! Hahhaha meeeu Deeeeus hahaha. Pensei que fossem umas quatro. Te ligo daqui a pouquinho, deixa eu pensar sobre qual vai ser a operação de guerra que eu vou fazer. Beijo, beijo, tchau.” E explicou: “Ela quer passar o fim de semana na fazenda… com 15 amigos”.
Gabriela é “centradíssima, estudiosa, mas feliz, de bem com a vida, como eu”, descreve o pai, “mas tem horror à política”. O presidenciável revela que a política sempre foi uma coisa dramática na família. A advogada Andrea Falcão, ex-mulher com quem mantém a amizade até hoje, sempre foi avessa ao tema. “É que na política você é cada vez menos seu e mais do mundo”, explica ele.
Fama. Aécio tem fama de namorador por se envolver sempre com mulheres jovens e bonitas. “Acho um absurdo o tanto que pegam no pé dele por isso. Se tinha alguém que podia sair namorando era ele, que era divorciado. Tem muito político que é casado e tem namoradinhas, a imprensa sabe e ninguém abre a boca. É injusto”, resigna-se um parente próximo.
Um familiar que acompanhou de perto os dois mandatos do governo Aécio em Minas também vê a política como culpada por ataques pessoais ao presidente do PSDB. Como por exemplo rumores de que sua equipe tentava blindar o governo contra críticas censurando a imprensa mineira “e também por outros boatos horríveis sobre ele na internet”, afirmou o parente.
Após 15 anos do divórcio, Aécio casou-se em outubro com a ex-modelo Letícia Weber, com quem namorou por mais de cinco anos. Em cerimônia discreta e para poucos, a oficialização significou, para alguns colegas de partido, um sinal de que ele quer se mostrar mais sério há um ano das eleições. Para outros, “foi uma união com antecedência suficiente para não parecer fato político fabricado para a disputa eleitoral”.
O fato é que Aécio se diz romântico. “Sou um eterno apaixonado, gosto de caminhar na praia, ver TV juntinho, pegar um cineminha. Só não sou do tipo que ainda manda flores. Flor dá um azar danado.”
Ivan de Union
15 de dezembro de 2013 11:54 am“fama de festeiro de Aécio
“fama de festeiro de Aécio será propagandeada como sinônimo de sua ‘alegria de viver’”:
O que havia de errado com “alegria de governar”?
PauloBR
15 de dezembro de 2013 1:03 pmPelo mesmo critério, sou mais
Pelo mesmo critério, sou mais a Elke Maravilha. Mais alegre, mais inteligente e mais autêntica que o Aécio. E ética, ao contrário dele.
ruyacquaviva
15 de dezembro de 2013 8:54 pmA fama do Aécio não é de
A fama do Aécio não é de festeiro. É de playboy, bêbado e usuário de certa substância estupefaciente. A fama é essa. Está errada ou é expressão da “alegria de viver”.
Nunca ví nenhum comentário sobre ele ser “festeiro” certo ou errado (não me comprometo com boatos, mas lembro que ele ser preso dirigindo bêbado não é boato, é um FATO) os boatos sobre ele são os acima citados.
Acho que o Aécio deve mesmo dar uma resposta aos boatos. Mas não através dessa campanha de mídia que por sinal não vai adiantar nada e sim abordando o assunto diretamente e dando respostas diretas sobre essa sua fama.
maria rodrigues
15 de dezembro de 2013 12:15 pmUma coisa é certa: uma vez
Uma coisa é certa: uma vez presidente, cabou aquela farra de play boy na Zona Sul carioca.
Por essa reportagem a gente quase chega à conclusão de que tem muita gente achando que Aecinho será o próximo candidato apenas pelos dois motivos: 1. por Serra já ter demonstado ser um fracasso patológico; 2. por Aecinho preferir ser sempre o cara que faz e acontece sem ser visto; até porque, quando foi visto cometendo infração, foi capaz de fugir do bafômetro, dando um belíssimo exemplo.
Mas, o que gostaria mesmo que alguém aqui explicasse: qual foi a real importância de Tancredo na política brasileira? Para mim, além de Tancedo, centenas de outros políticos tiveram relevância incontestável. Ninguém poderia garantir, afirmar, que ele seria um grande gestor; que saberia governar o País com destaque de estadista.
NALDO
15 de dezembro de 2013 12:28 pmMais um sassá mutema que a
Mais um sassá mutema que a midia quer enfiar gola abaixo do povo brasileiro, como se o povo tambem não evoluisse, em tempos de informação cibernetica e no qual o jornalismo predominante está minguando em popularidade será dificil; mas tem tambem uma inprensa dita alternativa que joga no mesmo time, desce a lenha na maioria dos tucanos mas quando chega a vez desse senhor esculpe em ouro cada declaração sem importancia que ele dá; o problema não é esse senhor se eleger, a tragédia é quem se esconde atras dele.
Notívago
15 de dezembro de 2013 1:21 pmPlayboy Estribado
Estribado = pessoa que tem muita grana.
Aécio costuma partilhar com os garçons do Baixo Leblon, Cidade Maravilhosa, esta “alegria de viver”. Numa de suas farras na Zona Sul carioca ele deu de gorjeta 100 reais, depois de ter pago 30 por uma dose de uisque. E o garçom gostou tanto que disse “da próxima vez o Sr. não precisa pagar a conta; basta dar a gorjeta”.
O playboy mineiro é estribado. Eu disse mineiro? Eu acho que ele acha que em BH não tem mulheres bonitas.
alexis
15 de dezembro de 2013 1:31 pmA irmã do Aecim é mesmo muito boa!
De uma tacada faz a exaltação de um político medíocre como Tancredo; descreve ao Aecim Cunha como sendo uma pessoa séria e ingênua e, ainda, consegue humanizar a grife mineira: “Aécio Neves”, na forma de uma pessoa de verdade e até candidata a presidente. Essa moça consegue silenciar a imprensa mineira e, simultaneamente, utilizar o Estadão como palco do show acima descrito.
Carlos Fortes
15 de dezembro de 2013 1:32 pmNunca fui obcecado pela “cadeira presidencial”
O título da matéria “em perfil no Estadão, Aecinho afirma que nunca foi obcecado pela “cadeira presidencial” é uma “suave” declaração de desistência.
Se ele nunca foi obcecado, o Serra nunca pensou em outra coisa. Adeus Aécio em 2014. Dessa vez o Serra o derrotou sem nenhum dossiê aloprado, Bye, bye, Aécio! Vá gastar os seus milhões no Baixo Leblon e deixa o Brasil definitivamente em paz. Bye, bye, baby, bye, bye!
JB Costa
15 de dezembro de 2013 1:33 pmSe querer ser mordaz, mas já
Sem querer ser mordaz, mas já sendo(cacofonia): parece reportagem encomendada, não? Aquela do tipo em que até os eventuais defeitos se transformam em virudes.
Rubensk
15 de dezembro de 2013 1:36 pmSerra publicou hoje, na
Serra publicou hoje, na Folha, uma artigo em que coloca a questão do consumo de cocaína na pauta de 2014. Sutileza de elefante! Só faltou dizer que, em Minas, a cocaína é apelidada de Branca de Neves
Malú
15 de dezembro de 2013 2:03 pmVamos tirar essa cruz das costas do Aécio
Tadinho do Aécio, um rapaz feliz que querem por todo custo crucificar, colocando essa coisa horrorosa e triste que é governar nas suas costas. Quem quer? Parece que governar o país não é um desejo real e legítimo do Aécio, ele passa isso. Então de quem é o desejo? Seria da família, que está exigindo isso dele, do partido? Pobre Aécio, que acha que o comando do país traz infelicidade, que quem governa não é feliz. Por que contrariar esse rapaz livre nas sua cavalgadas, nos seus passeios na praia, na sua liberdade para fazer o que bem entender. Não, não votarei no Aécio. Não vou contribuir para a infelicidade dessa criatura. Aécio, vou contribuir para a sua felicidade, não votarei em você.
evandro condé de lima
15 de dezembro de 2013 3:44 pmSó para complementar, também
Só para complementar, também acredito nele. Sinto falta é de depoimentos de amigos d’outrora em Brasília que poderiam desfilar suas preferências e atividades (esquecidas, abandonadas(?) destes tempos. Seriama ilustrativas para completar um pouco a biografia.
Marco Santo
15 de dezembro de 2013 2:37 pmÉ sério
É sério mesmo?…….realmente ele não foi obcecado. O que lhe interessa é outra obsessão, agora que está em “falta” na praça, essa entrevista veio para “marcar” sua presença. É piada mesmo……..dei-lhes um “trono” que direi quem és…….
Alexandre Augusto Godinho de Oliveira
15 de dezembro de 2013 3:40 pmÓcio Never em brancas nuvens
É o velho discurso sem noção, que de tão velho está coberto de pó. Ui!
chico da dilma
15 de dezembro de 2013 3:53 pmEngraçado,um diz:Não sou
Engraçado,um diz:Não sou obcecado pelo PUDEEEEER!O outro diz:Não sou obcecado por COCAINA!Vai entender esses tucanos.
Saci
15 de dezembro de 2013 4:05 pmO Cristo dilacheirado
O Cristo dilacheirado
Geraldo Galvão Filho
15 de dezembro de 2013 5:59 pmDepois dessa manifesta
Depois dessa manifesta “Alegria de viver”, chego à conclusão de que as noitecias de que ele usa cocaína, são mentirosas. Quem tem “alegria de viver” não se submeteria ao risco de uma overdose.
Solange..
15 de dezembro de 2013 6:36 pmSenador Equivocado
“Quando cheguei lá, não achei que aquilo poderia ser o maior prêmio que alguém pode ter, não. E nem me vejo fazendo política até os últimos dias da minha vida”, contou Aécio ao Estado.
Quem disse ao Aécio que a presidência de um país é PRÊMIO? Prêmio de que e pra que?
A Presidência é um cargo nobre ( pelo menos deveria ser ) e não é prêmio para ninguém. Presidência é para quem quer fazer alguma coisa pelo seu país e pelo povo da nação. Presidência é um cargo conquistado através do VOTO DEMOCRÁTICO. Só deveriam se candidatar a presidente e a qualquer cargo político quem tem um ideal, um projeto, competência e muita vontade de transformar a vida do povo para melhor.
Presidência, não é PRÊMIO, é SACERDÓCIO.
André LB
16 de dezembro de 2013 1:41 amUé, mas pra ele é assim que
Ué, mas pra ele é assim que conta. Igual ser senador: só é legal porque vira e mexe dá motivo/desculpa pra ele ir pro Rio.
Aécio não é flor que se cheire.
C. Acácio
15 de dezembro de 2013 6:58 pm“Aecinho afirma que nunca foi
“Aecinho afirma que nunca foi obcecado paela cadeira presidencial” … aprendeu com o Serra…
Tereza Barros
15 de dezembro de 2013 7:27 pmO Aécio não quer a Presidência, então a irmã é que quer…
Minas nunca foi governada por Aécio, que mais morava no Rio que em Belo Horizonte, e sim pela sua irmã; Então está tudo explicado. Aécio não quer a presidência, mas alguém da famílai quer. E outra coisa, aqui em Minas, nenhum jornal pode sequer fazer algum comentário que possa manchar o nome dele. A irmã não deixa…. Onde está a democracia?
Jofran Oliva
15 de dezembro de 2013 7:37 pmAécio não precisa se preocupar. . .
Aécio Neves disse se preocupar com a solidão do presidente da república, cargo que ele ocupou por uns dias no governo Fernando Henrique Cardoso, quando era presidente da câmara dos deputados. Mas não precisa se preocupar não Aécio, pois você não vai ganhar a eleição mesmo.
Carlos FM
15 de dezembro de 2013 8:01 pmPerguntar não ofende
Por que o serra e a tucanhede escreveram sobre cocaína hoje na foia?
P Pereira
15 de dezembro de 2013 8:32 pmBiografia autorizada √
Daniel Krein
15 de dezembro de 2013 8:36 pmMata o Aécio, Turma
Aécio é político da estirpe Juscelino e Kennedy. Brilhante, bonito, bem humorado, incapaz de rancor e… imbatível nas urnas. A solução clássica tem sido matá-los. Pois que o matem!
André LB
16 de dezembro de 2013 1:39 amDe Kennedy já ouvi coisas,
De Kennedy já ouvi coisas, mas não sabia que Juscelino cheirasse.
Não importa, seu texto até que tá legalzinho. Agora passa lá no caixa pra receber.
ruyacquaviva
15 de dezembro de 2013 8:46 pmQue candidato hein!!! De cara
Que candidato hein!!! De cara eles tem que limpar o nome do indivíduo para esconder as farras e bebedeiras (fora as insinuações nunca comprovadas nem desmentidas sobre o uso de substâncias ilegais) pela zona sul do Rio…
Que [falta de] moral…
maurobrasil
15 de dezembro de 2013 9:52 pmSerra diz que cocaína será tema em 2014
O que pretende Serra ao dizer que cocaína será tema em 2014?
15 de dezembro de 2013 | 17:14 Autor: Miguel do Rosário
(Via Julio Cesar Macedo Amorim)
SERRA APUNHALA AÉCIO (MAIS UMA VEZ)
Por Leandro Fortes, no Facebook
Neste fim de semana, a velha mídia acionou seus mais bem aplicados colunistas da trincheira tucana para iniciar um processo de desestigmatização de Aécio Neves, cuja imagem vinculada ao uso de cocaína tornou-se um fato, sobretudo nas redes sociais.
No eixo UOL-Folha de S.Paulo, a vida loka de Aécio nas noites cariocas, que já lhe valeu uma fuga do bafômetro e um cambaleante vídeo de gorjetas de 100 reais, está sendo vendida como “alegria de viver”.
(pausa para as gargalhadas)
Neste domingo, a colunista Eliane Cantanhede assina um incrível artigo chamado “A cocaína de Lula”, cujo título não tem, literalmente, nada a ver com o texto escrito pela jornalista.
Na verdade, Eliane verbalizou uma reação tardia à fala do ex-presidente na abertura do 5º Congresso do PT.
Lula ousou comparar a desproporcionalidade entre a cobertura da mídia sobre a meia tonelada de cocaína encontrada no helicóptero da família Perrella, ligada a Aécio, e o emprego de José Dirceu em um hotel de Brasília.
Não é loucura minha, leiam aqui:
http://migre.me/po8g
Imagino que o próximo passo dessa lavagem de biografia seja mostrar Aécio colhendo flores no Morumbi e as entregando a pobres zumbis da cracolândia de São Paulo, em reportagem exclusiva do Fantástico.
Mas, aí, vem José Serra, tranquilo e infalível como Bruce Lee.
Porque quando o assunto é detonar Aécio Neves, Serra não falha e anuncia: 2014 vai ser o ano da cocaína!
Podem rir à vontade, agora.
Serra: consumo de cocaína será pauta em 2014
Fulvia
16 de dezembro de 2013 12:55 pmÉ emblemática essa frase do
É emblemática essa frase do Serra.