23 de outubro de 2026

Entidades estudantis cobram do TSE transparência e isonomia nas eleições

A carta expressa preocupação com a moderação de conteúdos políticos nas plataformas digitais, possíveis diferenças de tratamento entre campanhas eleitorais, riscos de interferência externa no processo eleitoral e mudanças nos locais de votação para o segundo turno
© Marcelo Camargo/Agência Brasil

UNE, FENED e 52 entidades estudantis enviam carta ao TSE cobrando integridade e igualdade nas eleições de 2026.
Carta pede fiscalização transparente da moderação de conteúdos e igualdade no tratamento das candidaturas digitais.
Entidades exigem divulgação antecipada de mudanças nos locais de votação para garantir acesso e participação dos eleitores.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

A União Nacional dos Estudantes (UNE), a Federação Nacional dos Estudantes de Direito (FENED) e representações acadêmicas de cursos de Direito de todo o país encaminharam uma carta ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cobrando medidas para garantir a integridade das eleições de 2026, a igualdade de condições entre candidaturas e a soberania popular. O documento, enviado em 20 de outubro, é dirigido ao presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques, ao corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, e aos demais integrantes do tribunal.

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A manifestação reúne 54 organizações signatárias, sendo duas entidades nacionais e 52 representações estudantis de instituições públicas e privadas de diferentes regiões do Brasil. Entre as universidades representadas estão USP, UERJ, UnB, UFMT, UFBA, UFPE, UFSC, UFC, UFAL, UFF, Unesp, PUC-SP, FGV Direito Rio, Unespar e UFPA.

A carta expressa preocupação com a moderação de conteúdos políticos nas plataformas digitais, possíveis diferenças de tratamento entre campanhas eleitorais, riscos de interferência externa no processo eleitoral e mudanças nos locais de votação para o segundo turno.

Moderação

As organizações defendem que a fiscalização eleitoral siga critérios objetivos, com análise individualizada das provas e respeito às liberdades constitucionais. Segundo o documento, o combate à desinformação não deve ser utilizado como justificativa para silenciar críticas, restringir a mobilização social ou impor limitações desproporcionais à atuação de organizações que defendem direitos sociais.

As entidades também pedem que o TSE fiscalize o cumprimento das decisões relacionadas à igualdade de condições entre candidaturas e à transparência dos sistemas de recomendação das plataformas digitais. Outro ponto apresentado é a necessidade de apurar possíveis restrições desiguais à circulação de conteúdos políticos e ao funcionamento de perfis nas redes sociais.

Para as organizações estudantis, a aplicação das regras eleitorais deve ocorrer de maneira transparente e equilibrada, sem favorecer ou prejudicar candidaturas de forma indevida.

Locais de votação

A carta também cobra ampla divulgação de eventuais alterações nos locais de votação para o segundo turno. As entidades defendem que qualquer mudança seja comunicada com antecedência e de forma acessível, para evitar prejuízos ao exercício do voto, especialmente entre eleitores em situação de vulnerabilidade.

O documento destaca que obstáculos ao acesso à informação e às condições de deslocamento podem comprometer a participação política. Por isso, as organizações solicitam que a Justiça Eleitoral adote as providências necessárias para assegurar que todos os cidadãos possam exercer seus direitos sem impedimentos indevidos.

Mobilização nacional

A iniciativa reúne representações acadêmicas de diferentes contextos regionais e institucionais e reforça a participação do movimento estudantil no acompanhamento das instituições democráticas. Para as entidades signatárias, a legitimidade do processo eleitoral depende não apenas da atuação da Justiça Eleitoral, mas também da aplicação transparente, proporcional e isonômica das regras.

As organizações pedem que o TSE tome as medidas cabíveis, em conformidade com a Constituição Federal e a legislação eleitoral, para proteger a integridade do pleito de 2026, a liberdade de expressão e a igualdade entre candidaturas.

A carta é encerrada com a defesa da democracia, da soberania popular e da igualdade no processo eleitoral.

Confira o arquivo e os signatários na íntegra:

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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