4 de junho de 2026

Considerações sobre as eleições em SP e o eleitorado paulista

Por Gunter Zibell – SP

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Esta tabela é a página 16 da pesquisa Datafolha de 02-dezembro:

Nada de especial, apenas diz que numa pesquisa, que foi noticiada por aqui, inclusive, Alckmin teria 43/74 = 58% de votos válidos. Isso irá mudar muito, pois todo candidato pouco conhecido cresce muito nos últimos dois meses (os de campanha propriamente dita.) Padilha crescerá, por suposto, como Dilma, Anastasia, Haddad nas várias oportunidades.

Mas o que me chamou a atenção é o recorte por escolaridade e renda familiar.

Alckmin é mais sólido entre os mais pobres, que em SP são basicamente ‘a nova classe média’. Em ensino fundamental obtinha 50/71 = 70%. Em renda até 2 S.M. obtinha 51/70 = 73%. Muito provavelmente é distribuição parecida que para Dilma no estado… Na outra ponta idem, é onde Alckmin (já) é mais fraco: apenas 29/74 =  39% no ensino superior e 34/75 = 45% na faixa de renda familiar entre 5 e 10 S.M.

Isso pode não querer dizer nada mas pode dizer algo também.

É claro que uma campanha para Padilha precisará abordar os mais pobres, que não o conhecem. Mas isso deverá ser com algum cuidado, posto que há uma predisposição prévia desse grupo a votar em Alckmin (mas essa taxa de 30% de indecisos pode acomodar a atual rejeição e migrará para Padilha quando ele for mais conhecido.) E, por seu turno, é um público propenso a votar em Dilma, logo bem fará Alckmin se não ‘bater’ no governo federal. (Não lembro agora como seria a distribuição para Serra, mas acho que não era assim, com distribuição similar à de Dilma.)

Aí a questão é a classe média. Como só entre 30 e 40% está apoiando Alckmin, e mais conhecido ele não será (e a taxa de indecisos aqui é mais baixa, em torno de 25%), o filão é obter preferências de Skaf e talvez do próprio Alckmin.

Só que há problemas. Um deles é o IPTU de SP. Não adiantará, parece, insistir muito nisso neste ano, pois a classe média sabidamente rejeitou esse IPTU (ainda que por um desastre de desinformação: antes de levar um projeto desses a votação, poderia, acho, ser comunicado e mais debatido com a sociedade.) Se Padilha colar sua imagem à de Haddad, ficará como apoiador do IPTU maior, o que manterá a classe média da capital em torno de Skaf (que ajudará a levar a eleição a 2º turno)

A boa reputação do Mais Médicos ajudará em todas as faixas. Mas isso precisaria ser consolidado, novamente no meu achômetro, com uma postura menos agressiva em relação à classe média (e médica também.) O que se vê em redes sociais, ficar chamando todo mundo de ‘coxinha de jaleco’ e assemelhados não ajuda a ganhar a simpatia do público nessa disputa entre médicos.

Mais uma outra coisa. Paulista é conservador econômico (nem tanto, afinal, proporcionalmente à população elege mais deputados e senadores do PT que a maioria dos estados), mas talvez não seja tão conservador moral como alguns imaginam. Algumas pesquisas apontam para o contrário, que é um dos estados onde há mais popularidade para temas como casamento gay, maconha, aborto, etc. E, com certeza, é um dos estados onde há mais receptividade a discursos pelo meio-ambiente e defesa de animais (isso virou assunto: Tripoli foi o vereador mais votado de 2012.)

Há algo mais que deve ser comentado: muitos estados têm tão poucos deputados federais (8) que é necessário 12% para eleger um. Oras, assim só os partidos tradicionais se elegem mesmo.

Mas, em um estado onde se elegem 70 deputados federais, e só são necessários 1,5% dos votos, é onde justamente surgem bancadas para pensamentos minoritários. Não é por acaso que SP e RJ são os estados de onde vêm a maior parte dos deputados verdes ou do PSoL. E, pelo mesmo mecanismo, poderá ser onde haverá maior aproveitamento do voto evangélico, que não ficará diluído nas coligações.

Isso pode não representar nada mas pode significar algo: talvez discursos sobre ‘valores’ (que não são só sobre religião) venham a ser mais usados nas campanhas de deputados, e as campanhas de governadores devem observar isso para não ficarem desconectadas. Ou pelo menos não desacreditarem as campanhas dos próprios deputados. Um exemplo (que pode não representar nada também): como os deputados do PT dirão que são simpatizantes LGBT (e vários são, a começar por Renato Simões) sem apresentar respostas a várias cobranças que são feitas?

Se religião vier a entrar em campanha deverá ser com cuidado, como na eleição para a capital em 2012. Os partidos mais religiosos são base de Dilma no plano federal, mas geralmente base de Alckmin no plano estadual. E, como dito, a classe média local, com elevado percentual de agnósticos e católicos não-praticantes, pode não apoiar discursos indevidos.

Quem observa redes sociais já percebeu como Mujica é popular, mesmo entre ‘coxinhas’. E como a campanha ‘Fora Feliciano’ circulou. Então, para evitar curto-circuitos com a opinião pública, melhor usar mais pesquisas antes de sair fazendo discursos.

Uma delas já foi comentada aqu (a seguir.) Infelizmente não conheço pesquisa recente específica para SP, mas a realidade estadual soi ser menos conservadora que a nacional.

Brasileiros acreditam que Igreja deve aceitar que padres se casem

E, finalmente, um bom lugar para aparecer e ser visto é a Parada Gay, que este ano foi antecipada para maio, para não coincidir com a Copa.

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38 Comentários
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  1. Daniel Eduardo Miyagi

    25 de janeiro de 2014 12:00 pm

    Se Sao Paulo nao eh tao
    Se Sao Paulo nao eh tao conservador assim por que aumentou as agressoes homofobicas em locais de grandes concentracoes LGBT como a Paulista e Republica segundo a reportagem do igay de 24/01/14?

    1. Daytona

      25 de janeiro de 2014 2:29 pm

      São Paulo é mais plural,

      São Paulo é mais plural, inclusive de maneira negativa. Dado o tamanho da população, são maiores as chences de surgimento desses grupos minoritários de ódio, com seus ataquies contra homosexuais, negros, nordestinos, etc.

      Mas SP, realmente, é bem mais progressivo que os demais estados brasileiros. A questão do machismo parece ser a mais evidente, impressionante o machismo nos demais estados(o RJ, por exemplo, que, ao contrário do mito propragado, é muito mais conservador que SP, em todos os sentidos). Mas nada que se faça de SP um lugar progressivo, é um fazendão atrasado, apenas o restante do Brasil é ainda mais conservador.

  2. Francisco Andrade

    25 de janeiro de 2014 12:02 pm

    pesquisa Datafolha, ?… hummmmm…

    Não acredito na isenção do tal datafolha, …  então devemos olhar direitinho a metodologia usada. Pra mim, não é confiável…

  3. Claudio Augusto

    25 de janeiro de 2014 12:24 pm

    Não há como a popularidade de

    Não há como a popularidade de Haddad se recuperar até as eleições.

    Talvez só com um milagre na copa do mundo… e agora com essa crise Argentina… muita coisa pode mudar.

    De qualquer forma, já seria bom o PT tentar afastar a imagem do prefeito de seu candidato ao governo, se quiser ter alguma chance na capital. No interior ai já seria outra coisa.

    Quanto ao potencial de crescimento o Padillo lógicamente tem mais, assim como tem Scaff e Kassab em boa parte do interior e em algumas camadas da população.

  4. Raí

    25 de janeiro de 2014 12:33 pm

    Conservadorismo X Novos e promissores nomes.

    Gunter, todos sabemos que a maioria dos eleitores paulistas, estão relativamente satisfeitos com a administração Alckimin, porem podem ter suas intenções de votos modificadas, quando e se, o marketing PeTista, começar a mostrar o excelente desempenho do provável candidato do PT,Alexandre Padilha, que no comando do Min.da Saúde, está tirando “leite de pedra”, e tem um currículo respeitável, o que o credencía para ser um nome, que se eleito for, ter ao lado dos paulistas, a “máquina” federal, e a parceria federal, tão necessária.

    Se a intenção de votos dos pesquisados, for pela continuidade de uma administração voltada aos mais necessitados, daí a confiança no Alckimin, quando a campanha mostrar um programa propositivo e viável, do Padilha, certamente poderemos ter uma guinada à direita, e assim como ocorreu quando o então candidato a prefeito da capital, “grudou” o seu desconhecido nome, ao de Lula, e ao da Pres. Dilma.

    Em política, apesar do dinamismo, sempre prevalece a teoria, de que é melhor preservar ou manter o que temos, e tentar melhorar, do que apostar em propostas inviáveis, e nas cidades e Estados, aonde a parceria com a União é ppraticada, a vida tem melhorado, daí a minha confiança, na chegada do Padilha, ao Palácio dos Bandeirantes, contra o Alckimin e sua administração cujo teor, já está esgotado, e contra estas falsas promessas, destes falsos profetas, que estão na disputa. 

  5. drigoeira

    25 de janeiro de 2014 12:40 pm

    Fica tranquilo paulistanos…

    Nesta eleição é Alckimin eleito no primeiro turno.

    O povo paulistano é muito orgulhoso e conservador para mudar alguma coisa.

    1. Gilberto .

      25 de janeiro de 2014 12:48 pm

      Homenagem

      Não podia faltar a tradicional homenagem à cidade em seu aniversário…

      1. Gunter Zibell - SP

        25 de janeiro de 2014 5:35 pm

        Super coincidência

        Nem pensei nisso do aniversário.

        É que nas discussões de ontem sobre cracolândia lembrei de ter visto essa pesquisa e só quis trazer alguns elementos para cá…

        Só hoje de manhã lembrei do aniversário de 460 anos!

        1. Gilberto .

          25 de janeiro de 2014 6:28 pm

          Frase mágica

          Gunter,

          Esta foi para o Drigoeira, por nos trazer a frase clássica, que explica a tudo e a todos (14 ou 15 milhões de paulistanos, por nascimento ou adoção):

          “O povo paulistano é muito orgulhoso e conservador “

           

          1. Gunter Zibell - SP

            26 de janeiro de 2014 3:44 am

            Oh!

            Não tinha percebido.

            x-x-x-x-x-x

            Eu não acho conservador não, mas depende da definição disso, claro.

    2. Maurício Silvério

      25 de janeiro de 2014 2:40 pm

      eleições

      Orgulho é uma condição natural do ser humano, teimosia não, é burrisse, já são passados mais de 20 anos de governo interruptos do PSDB no Estado de São Paulo, já passou da hora de mudar.

      1. drigoeira

        25 de janeiro de 2014 4:22 pm

        Então tá!

        Burrice é relativo.

        Se o PSDB vence as eleições para governador em SP é porque o povo acha que fazem um bom governo.

        Em Minas é a mesma coisa.

  6. Gilberto .

    25 de janeiro de 2014 12:50 pm

    Bom artigo

    Gunter,

    Penso que em nenhum dos seus últimos artigos você se colocou de melhor forma. Há nuances na análise, não presente em seus últimos comentários, que a tornam muito interessante e menos apaixonada. Retoma alguma de suas melhores colaborações aqui e no Portal.

    As pesquisas da última eleição por aqui, bom resumo na Wikipédia, mostram que as coisas podem mudar bastante no decorrer da campanha. A minha opinião, no entanto, é que o “poste” Padilha tem menor consistência e preparo que os anteriores, Dilma e Haddad. Não consigo encontrar em Padilha elementos e passado que possam se revelar durante a campanha. Espero ser desmentido.

    Percebo nos paulistanos uma certa tendência a perdoar aqueles que em eleições passadas foram “castigados” por eles. Maluf é um exemplo disto. Ressuscitou, inúmeras vezes, após ser considerado carta fora do baralho. Sob esta perspectiva, Marta Suplicy poderia ser uma candidata com melhores chances. Sua derrota para Serra, mesmo com sua gestão avaliada por 48% da população como ótima ou boa, é um bom exemplo deste “castigo”.

    Os anos passados permitiriam a população se lembrar de alguns bons pontos de sua administração. Os CEUs e o bilhete único são ótimos exemplos que mereciam este reconhecimento. Nunca a população da periferia teve tanto acesso à cultura, lazer e informação.

    1. Gunter Zibell - SP

      25 de janeiro de 2014 5:55 pm

      Obrigado pelo elogio, Gilberto.

      Só que não vou concordar, ok?

      Eu não tenho estado apaixonado em nenhum post, ao contrário.

      Eu me defronto é com uma situação onde pessoas, estas sim apaixonadas, podem não ver um elefante na sala mesmo se acabou de entrar.

      O que você chama de desapaixonado pode ser o contrário: pode ser a omissão de realidades.

      E pode ser que meus posts, que você talvez considere mais contundentes, sejam, na verdade, os mais realistas.

      x-x-x-x-x

      Na boa, eu acho que com o discurso atual Padilha não se elege em SP, não entendo as torcidas por isso.

      Concordo com você. Eu não vejo nada especial em Padilha (e pessoalmente vejo coisas que me assustam)

      Não sei pra que alguém que votou em Alckmin em 2010 votaria nele agora.

      Acho que será como em outros anos. Ou PSDB ganha no 1º turno por pouco, ou ganha no 2º turno com uns 60% dos válidos.

      E tem uma coisa que é sistematicamente esquecida pelos comentaristas daqui. Alckmin não está preocupado em fzer propostas para ganhar eleição. Isso é trabalho pra quem é oposição. 

      Ele só está ocupado em ganhar a reeleição, tal qual Dilma.

      E faz todos os movimentos certos, queiram os colegas reconhecer ou não isso.

      E ele não afasta ninguém. A rejeição certamente é menor que a de Serra, se Serra se elegeu em 2006, porque Alckmin não se reelegeria em 2014? Se Alckmin se elegeu no auge da popularidade de Lula, porque esperar diferente agora? Hipótese de fadiga? Acho que não houve.

      Não agride evangélicos, LGBTs, médicos, classe média, classe baixa, defensores dos animais, nada.

      É verdade que ele cede ao discurso de recrudecimento policial. Pode-se dizer sim que ele agride Direitos Humanos de populações vulneráveis. Mas nisso ele só está seguindo um desejo de 80% da população. 

      É um desejo errado, sei disso, mas por si só não motiva ninguém a abandoná-lo. Padilha deverá saber lidar com essa situação. Eu não acho que saberá.

      E em outros estados governados pelo PT não há experiências de modernização para mostrar. A violência disparou na Bahia, o aprisionamento disparou no RS (até pensam em privatizar cadeias lá…) 

      Eu até me surpreendo quando Skaf passa Alckmin em alguns segmentos. Mas veremos mais pesquisas.

      Nesse jogo de War que se tornou o Brasil, não acho que PSDB perderá SP.

      Bye.

       

       

       

  7. peregrino

    25 de janeiro de 2014 1:39 pm

    que beleza de análise, Gunter…magnificamente bem detalhada

    como sei de muita gente encucando sobre redes digitais, gostaria de saber se por acaso você já fez algum levantamento sobre local de moradia dos que fazem comentários sobre eleições nas redes sociais

    sacou o motivo da dúvida? porque tudo pode variar de cidade para cidade

    acredito que trazer tendências do que se comenta sem localizar o comentarista fica meio incompleto

     

    sei que deve ser muito difícil localizar e deixo claro que nada tem a ver, em termos de mérito, com sua análise

     

    abraço forte, amigo, e parabéns pelo belo trabalho

    1. peregrino

      25 de janeiro de 2014 1:44 pm

      em tempo…

      considerei incompleto apenas porque acredito que pode variar entre grandes e pequenas cidades ou centro e interior

      1. Gunter Zibell - SP

        25 de janeiro de 2014 3:22 pm

        Não sei.

        Na página seguinte há a tabela que divide em Região Metropolitana e todo interior. Há diferenças nisso sim, Alckmin é relativamente mais forte no interior e litoral, Padilha e Skaf mais na RMSP. 

        Se há diferenças entre grandes e pequenas cidades do interior não sei. Mas há cidades médias do interior de SP que já elegeram petistas, Ribeirão Preto, Campinas, mais recentemente SJC.

    2. Gunter Zibell - SP

      25 de janeiro de 2014 3:19 pm

      Obrigado, peregrino

      Não tenho condições de fazer tal levantamento. (As pessoas não devem perder de vista que eu acompanho esses assuntos como hobby.)

      Isso pode ser algo que partidos deveriam fazer, para pensar como usar redes sociais a seu favor. Nem deveriam inventar a roda, só ir nos EUA fazer um estágio…

      Claro que faz diferença a localização geográfica do comentarista.

      Teve uma época (2010) que havia aqui no blog um preconceito enorme contra paulistas. Foi por isso que passei a colocar ” – SP ” no meu nome, para ‘quebrar’ um pouco esse preconceito.

      Curiosamente, a partir das eleições de 2012, em que Haddad ganhou e que o PT perdeu nas principais capitais do Norte/Nordeste, esse preconceito sumiu…

      x-x-x-x-x-x-

      O único monitoramento que consigo fazer é ver quais amigos meus ‘curtem’ cada página de candidato. A evolução disso me dá uma ideia (bem precária) de para onde as coisas vão.

       

  8. peregrino

    25 de janeiro de 2014 1:50 pm

    realmente tendência dos grupos que estão ligados…

    …é preservar o sistema, repetir

    o que acontece com todos, diferentes níveis para cada classe

    1. peregrino

      25 de janeiro de 2014 1:54 pm

      já estão ocorrendo, pelo menos aqui RJ…

      diferentes níveis de posicionamento dentro de um mesmo grupo, o que mascara quando visto como a tendência do grupo

  9. aliancaliberal

    25 de janeiro de 2014 1:55 pm

    Observe:
    Alckmin pode perder

    Observe:

    Alckmin pode perder para Padilha apesar do favoritismo de Alckmin.

    Campos (Aécio) não pode ganhar de Dilma por causa do favoritismo de Dilma.

    1. Daytona

      25 de janeiro de 2014 2:37 pm

      Pesquisas muito antes das

      Pesquisas muito antes das eleições refletem o conhecimento do eleitor sobre os candidatos, o que explica parte dos votos em Dilma e Alckmin, que são conhecidos do eleitorado.

      No entanto, o desejo de mudança(como foi percebido durante os protestos)prejudica mais a Alckmin que a Dilma. Um porque já há um desgaste do PSDB em SP, o que é perceptível até mesmo entre os conservadores, e os outros candidatos(Padilha, Skaf e mesmo Kassab)são alternativas viáveis em relação a Alckmin, com seus trensalões, pedágio, crise na segurança, etc.

      No caso de Dilma, ela conseguiu a façanha de encarnar o tal “pós-Lula”. Ao mesmo tempo em que manteve um traço de continuidade com o governo anterior, preservando o eleitorado deste, Dilma demonstrou um descolamento com seu perfil técnico, radicalmente diferente do perfil de Lula, que a permitiu cativar eleitores avessos ao PT. Além disso, as alternativas a Dilma são caracerizadas por candidaturas frágeis para aqueles que desejam mudança: Campos sempre fez parte da base governista, assim, seu discurso de mudança não possui credibilidade, e Aécio representa uma mudança que ninguém quer(FHC?).

      1. aliancaliberal

        25 de janeiro de 2014 3:19 pm

        Um governante se elege pela

        Um governante se elege pela sua proposta de governo e o eleitorado decide qual é a melhor para ele e para o país, após a eleição o governo eleito executa o plano de governo e os resulados obtidos determinam  o sucesso deste governo.

        Em nosso país a politica é “amadora” muito passional, feita no grito, com pouca seriedade.

        Eu não sei qual é plano de governo da Dilma, nem do Campos, nem do Aécio fora o bate boca infantil dos militantes.

        O que eu sei é que as mudanças neste país não virá pela mão dos politicos. 

        1. Daytona

          26 de janeiro de 2014 2:39 am

          Para saber o plano de governo

          Para saber o plano de governo de Dilma, Aécio e Campos, basta analisar o que eles fizeram/fazem enquanto governantes.

  10. Daytona

    25 de janeiro de 2014 2:26 pm

    “Há algo mais que deve ser

    “Há algo mais que deve ser comentado: muitos estados têm tão poucos deputados federais (8) que é necessário 12% para eleger um. Oras, assim só os partidos tradicionais se elegem mesmo.”

    E é por isso que os partidos traidcionais defendem o voto distrital.

    1. Gunter Zibell - SP

      25 de janeiro de 2014 3:09 pm

      Mas não tem a menor dúvida

      Os três grandes podem vir a defender por isso mesmo:

      https://jornalggn.com.br/blog/luisnassif/voto-distrital-poderia-levar-ao-dominio-de-tres-partidos

      O que nos aproximaria da situação de Reino Unido e Chile.

      Eu pessoalmente não acho interessante, leva a uma padronização de discursos e a uma demora a que questões apareçam.

       

      1. alexis

        25 de janeiro de 2014 4:52 pm

        Pelo Contrário

        Eu acho boa a existência de menos partidos, com idéias mais claras perante a sociedade. Hoje Brasil parece uma torre de Babel, onde qualquer grupo de intelectuais monta um partido (apenas a Marina não o fez, porque dá muito trabalho manter depois). Nessa situação hipotética, as minorias monotemáticas teriam que submeter os seus programas dentro da estrutura partidária dos grandes partidos, onde ficaria clara a absorção dessas idéias (ou não) dentro de um contexto geral da sociedade e não o inverso, como hoje ocorre, com dezenas de minorias querendo costurar mais um retalho nesta colcha de todos. O líder mundial em democracia, os EUA, vivem a mais de 200 anos competindo com apenas dois partidos: o Caprichoso e o Garantido.

        1. Filipe Rodrigues

          25 de janeiro de 2014 6:43 pm

          Depende

          EUA (2 partidos) e Brasil (20 partidos) são os piores modelos partidários nas democracias existentes.

          O ideal seria um parlamento com 10 partidos.

        2. Daytona

          26 de janeiro de 2014 2:45 am

          Menos partidos não tornam as

          Menos partidos não tornam as ideas mais claras, o antagonismo PT/PSDB, com o discurso “comunista” vs. “entreguista” esclarece alguma coisa?Não, engessa o discurso político nesse maniqueísmo.

          Os EUA, há muito, deixaram de ser referência democrática. W. Bush foi só o caso mais recente de golpe que essa ditadura bipartidária experimentou.

      2. Filipe Rodrigues

        25 de janeiro de 2014 6:40 pm

        Se confirmar, a proibição de

        Se confirmar, a proibição de pessoas jurídicas vai tornar as eleições legislativas mais distritalizadas (num sistema proporcional acho muito bom).

        Com menos dinheiro, aqueles candidatos que gastavam em todo o estado, vão se concentrar nas suas bases e abrirá espaço para regiões com pouquíssima representação.

        1. Gunter Zibell - SP

          25 de janeiro de 2014 11:07 pm

          Aí sim

          Vc teria candidatos próximos ao seu público mas não encaixotados numa matemática que favorece os maiores. Os distritos seriam meio virtuais, unindo as pessoas por interesses, não por proximidade geográfica. Em tese é igua a gora, mas as campanhas caras distorcem as influências.

          E reconhecimento a programas partidários teria mais valor. Acho que foi nessa mesma pesquisa que vi um dado curioso. PV e PSoL são certamente muito pequenos em resultados, acho que elegem só 2 e 1 deputados. Mas quando perguntam quais são os partidos de preferência são listados em 4º e 5º lugar (depois dos 3 óbvios)

          Bom, isso quer dizer que PV e PSoL estão na cabeça de algumas pessoas, mas na hora da eleição, por algum motivo (propaganda maciça?) são suplantados por PR, PRB, PSC, PP, PTB, etc…

           

          1. Filipe Rodrigues

            25 de janeiro de 2014 11:47 pm

            Pois é

            O voto em lista apesar de polêmico seria ainda mais vantajoso para PV, PSOL, PC do B.

            Depende também de qual voto em lista: escolher alguém de preferência na pre-ordenada ou voto apenas no partido (o que limita a liberdade de escolha).

      3. Daytona

        26 de janeiro de 2014 2:42 am

        Leva ao maniqueísm e à

        Leva ao maniqueísm e à eliminação de minorias. Pelo voto proporcional, é possível que um candidato com um discurso de pequena aceitação entre o eleitorado(como já foi/são o ambientalismo ou os direitos LGBT)consiga votos suficientes no todo para se eleger. No voto distrital, seguindo a lógica do vencedor leva tudo, esses candidatos seriam eliminados.

  11. hc.coelho

    25 de janeiro de 2014 3:44 pm

    Incrivel, ainda votam no psdb

    Incrível, ainda votam no alkimim. Mas ele não é péssimo? Uma coisa eu concordo, há coisa pior.

  12. alexis

    25 de janeiro de 2014 4:21 pm

    Pesquisa de 02 de Dezembro 2013?

    Acho ainda prematuro. A votação dos candidatos menos conhecidos é inexpressiva. É muita tortura acima dos números para tentar extrair conclusões acima de faixas etárias, de escolaridade ou de renda, perante números globais tão fracos. Este ano será muito atípico e, ainda, surgirão alterações de voto a partir das repercussões sobre: o Mais Médicos, a luta do Haddad em relação aos moradores de rua, o julgamento tucano do mensalão, assim como falcatruas derivadas das obras do metrô e outras, que afetarão diretamente ao Alckmin. Não existe motivo de pânico para o PT nem muito menos a necessidade de participar da marcha gay, pois a valorização do voto gay está muito inflacionada em relação ao mercado real.

  13. Francisco de Assis

    25 de janeiro de 2014 5:50 pm

    TUCANO ADORA DISCUTIR TABELAS DA FOLHA E SEXO… DOS ANJOS

    TUCANO ADORA DISCUTIR TABELAS DA FOLHA E SEXO… DOS ANJOS

    Esta é a pauta perfeita para os tucanos, assumidos e enrustidos. Que maravilha que é.

    Por que será que tucanos adoram colocar em discussão (quanto mais longas melhor) estas tabelas de “pesquisas” da Folha de São Paulo ?

    Enquanto discutem o sexo dos anjos e dão conselhos marketeiros, os tucanos enganam muita gente escondendo as tabelinhas da vida real, como as que se seguem.

     

  14. Filipe Rodrigues

    25 de janeiro de 2014 5:56 pm

    Marina está se saindo muito melhor….

    Por quê uma pessoa como Eduardo Campos, que sempre deu demonstrações de esperteza política ia permitir o PSB apoiar o PSDB nos estados para fortalecer dois possíveis concorrentes em 2018? (Alckmin e Aécio).

    Com muitos candidatos na disputa (Padilha, Skaf, Kassab, PSB, PSOL), haverá 2º turno com pequena vantagem de Padilha na disputa final aproveitando o cansaço com os tucanos, e ainda não sabemos se Russomano será candidato.

  15. Clever Mendes de Oliveira

    25 de janeiro de 2014 7:52 pm

    Para o PT o bom é não haver segundo turno em São Paulo

     

    Gunter Zibell – SP,

    É muito difícil para a esquerda ganhar eleições em São Paulo. O problema maior para a esquerda em São Paulo, entretanto, é gerenciar a Polícia Civil e a Polícia Militar e conviver com o judiciário conservador paulista.

    Nessa condição e de acordo com os seus quadros, o mais interessante para o PT é que não haja segundo turno na eleição para governador se houver segundo turno na eleição para presidente.

    Clever Mendes de Oliveira

    BH, 25/01/2014

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