Marta Suplicy come pizza com elite paulistana para conquistar eleitores

Jornal GGN – Já nos últimos lances para a entrada no PSB, a senadora Marta Suplicy (SP) está preocupada em articulações para base de apoio. Além de fazer uma triagem por marqueteiros de campanha – o último visado foi Renato Pereira, o mesmo que elegeu Luiz Pezão (PMDB) -, Marta busca fortalecer grupos de eleitores. Para quebrar associação de imagem ao PT, a senadora reuniu trinta casais da elite paulistana para comer pizza. Mas também foi ao Programa do Ratinho, do SBT, para “conversar” com públicos da periferia. 

Da Folha de S. Paulo

Marta Suplicy articula bases para campanha de 2016

De malas prontas para o PSB, a senadora Marta Suplicy (SP) começou a articular as bases de sua equipe para concorrer à prefeitura de São Paulo no ano que vem.

Ao lado do marido, o empresário Márcio Toledo – apontado por petistas como o responsável por ela ter deixado o PT na terça­feira (28), ela tem sondado profissionais e apoiadores e cumpre agenda típica de candidata.

Recentemente, antes mesmo de ter pedido desfiliação do PT, a senadora sondou o marqueteiro Renato Pereira, que esteve à frente da campanha que elegeu o governador do Rio, Luiz Pezão (PMDB).

Segundo pessoas próximas a Pereira, contudo, ele deve assumir a campanha de Pedro Paulo (PMDB) à sucessão do prefeito Eduardo Paes.

A senadora também tem promovido encontros com setores da sociedade, como empresários, advogados, religiosos e blogueiros.

O mais recente aconteceu há cerca de duas semanas, quando Marta e Toledo reuniram trinta casais da elite paulistana para comer pizza. O objetivo foi reinserir a senadora no grupo social onde ela apresenta maior rejeição.

Um convidado ouvido pela Folha relatou que o encontro funcionou para mostrar que Marta atua para se descolar da imagem de petista.

Paralelamente, a senadora estruturou estratégia para reconquistar o seu eleitorado tradicional nos bairros da periferia. Nas próximas semanas, ela pretende fazer um périplo por programas populares de rádio e televisão. 

O primeiro deles é o Programa do Ratinho, do SBT, que deve ir ao ar nesta semana. Ela usará as participações para explicar ao eleitor os motivos de sua saída do PT após 33 anos de militância. 

Segundo relato de um aliado da senadora, no final do mês passado, Toledo comandou uma reunião onde apresentou o organograma do possível comando de pré­campanha eleitoral de Marta.

Ele teria se apresentado como coordenador de marketing e apontado um executivo do mercado financeiro como possível arrecadador.

VEREADORES

A senadora tem se dedicado também à formação de uma chapa de vereadores que viabilizem sua candidatura em todas as regiões da capital paulista. A avaliação de aliados é de que, sem dispor da estrutura de campanha do PT, Marta dependerá da rede de apoio para se consolidar.

Ela também iniciou conversas com possíveis legendas aliadas, como PTB, PDT e PROS. No final de semana passado, o casal ficou em Brasília, onde estreitou laços com lideranças políticas. “[Marta e Toledo] Estão muito antenados. Parecem uma pessoa só”, disse um amigo do casal. 

 

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38 comentários

  1. Biografia desperdiçada

    As atitudes de Marta Suplicy em relação a sua saída do PT e, ainda, as declarações dadas pela imprensa, mostram não apenas uma virada de casaca ou uma simples traição, mas apenas demonstram o quanto o aspecto íntimo da vida das pessoas fala mais alto, principalmente naquelas que não possuem no seu interior uma meta altruísta e atitudes de grandeza, como os grandes líderes possuem.

    Marta, ao sair do lar dos Suplicy e do berço do PT, onde estão sedimentadas as suas melhores lembranças, empreendeu um tardio vôo solitário, com idade avançada, que já acumula mais dois novos maridos e, em breve, um novo partido. Surge assim para ela a necessidade imperiosa de mostrar-se ativa e atraente perante os novos cenários pessoais e políticos que sua personagem mutante vive esporadicamente. Isso é triste, pois, não existe aposentadoria para este tipo de pessoas de vôo tardio.

    Como tubarão – que se parar de nadar afunda; como ave marinha nos rochedos da praia, que se deixar o seu ninho não tem mais onde posar e fica, no ar, batendo assas, chamando a atenção de aves desconhecidas, enquanto espera o inevitável momento de parar de bater assas e cair para sempre, sozinha. Uma pena, pois há grandeza demais no passado da Marta e nem ela nem o PT merecem isso. 

    • Dor de cotovelo

      Moralismo ultrapassado, pitaco de fiscal do comportamento alheio. Para resumir seu comentário. A vida pessoal de Marta não interessa ao eleitor.  É dor de cotovelo de quem perdeu um “puta quadro partidário”. Marta dá de 10 no Haddad e derrota qualquer petista se candidata à Prefeitura ou ao Governo Estadual. Bem, poderiam lançar o Vaccari….mas ele vai estar preso na proxima eleição.

        • E um erro justifica outro?

          O comentário do Alexis foi horrível, moralista e machista. Talvez o Pereira o tenha criticado por puro oportunismo anti-petista, mas isso nao faz com que a crítica nao seja verdadeira. Será que nao dá para defender uma posiçao política com argumentos dignos? 

      • Vôo tardio

        Tarde para carreira solo.

        Como Mike Jagger deixar os “Rolling Stones” depois de 50 anos junto à banda.

        Não tira o mérito do passado da Marta, mas ilustra um inusitado impulso pessoal, que caracteriza gente que teima em sair do palco, depois do show, e tentar algum número solitário para o seu amado na primeira fila, enquanto o público da vida está saindo do teatro.

        Marta utiliza um palco nacional para ilustrar performance pessoal, como política e como mulher.

        Não há dor de cotovelo, há tristeza pelo fato. 

    • Mudança lamentável

      A melhor análise que li da lamentável mudança de comportamento em Marta. Apenas, deixaria de lado a vida conjugal dela. Com ou sem marido, a senadora tinha obrigação patrióta de ter outra conduta em meio aos dificeis dias que o PT e Dilma vivem. Não cuspir no prato que comeu agora, pouco tempo depois de ter sido ministra da Cultura (o que fez?) do governo Dilma. Não se trata de sair do PT, a grande Erundina saiu de forma discreta e continuou sendo , merecidamente, respeitada,. continuou usando a sua vocação monástica para servir a nação. A boa prefeita de SP deixou a desejar como senadora (em que votei), não se preocupou nem em modificar o maldito fator previdenciário deixado por FHC. São Paulo hoje, está pessimamente representado no senado. Quem votou pensando que Marta seria defensora ou aliada do governo Dilma no senado, foi enganado. Portanto, Marta, ponha freios em sua ambição pessoal e devolva o mandato, 

    • Mudança lamentável

      A melhor análise que li da lamentável mudança de comportamento em Marta. Apenas, deixaria de lado a vida conjugal dela. Com ou sem marido, a senadora tinha obrigação patrióta de ter outra conduta em meio aos dificeis dias que o PT e Dilma vivem. Não cuspir no prato que comeu agora, pouco tempo depois de ter sido ministra da Cultura (o que fez?) do governo Dilma. Não se trata de sair do PT, a grande Erundina saiu de forma discreta e continuou sendo , merecidamente, respeitada,. continuou usando a sua vocação monástica para servir a nação. A boa prefeita de SP deixou a desejar como senadora (em que votei), não se preocupou nem em modificar o maldito fator previdenciário deixado por FHC. São Paulo hoje, está pessimamente representado no senado. Quem votou pensando que Marta seria defensora ou aliada do governo Dilma no senado, foi enganado. Portanto, Marta, ponha freios em sua ambição pessoal e devolva o mandato, 

    • Saiu do PT…….não presta mais

      Não vejo lógica nas suas restrições. O eleitor está se lixando para esse tipo de conservadorismo. Afinal de contas ela só pretende se candidatar à Prefeitura ou ao Estado e não está pleiteando o cargo de Provincial de qualquer ordem religiosa ou de Madre Superiora de algum colegio de freiras. Coitada: tem que ser santa, casta e nem pode comer pizza. 

    • Caraca! Haja machismo!

      É o fim da picada avaliar um/uma polí[email protected] pelo número de casamentos ou nao! Claro que se fosse um homem isso nem estaria sendo considerado! Putz grila! Que a Marta seja censurada pelas condutas POLÍTICAS que vem adotando, mas nao por sua vida pessoal. 

      • Contexto

        Estamos falando aqui de uma candidata à prefeitura da maior cidade da América do Sul. Discordo de muitos aqui que tentam levar a minha postura como se fosse apenas o assunto dos maridos da Marta. Estamos aqui discutindo uma perda de rumo, de mudanças fortes no plano pessoal e político, que tornam a sua pessoa vulnerável e com pouco equilibro como para governar a vida de milhões de pessoas. Para cargos tão importantes espera-se maior coerência e equilibro nas pessoas.

        Aécio, por exemplo, é questionado pelas suas atitudes morais, que o inabilitariam para o cargo, qualquer cargo público. No caso de Marta, teme-se que a prefeitura seja apenas uma opção de “muleta” para equilibrar situações pessoais, no passado (raiva por não ter sido Dilma) e no presente, tanto pela sua mudança de partido como pela dispersão da sua vida pessoal.

        Não está em discussão aqui apenas a vida pessoal, da qual cada um sabe, mas sim do desequilíbrio que aflora numa pessoa que almeja cargo tão importante.

        • Só q seu critério de “equilíbrio” é completamente preconceituoso

          Dispersao na vida pessoal? Ora, ora… E a comparaçao com Aécio é de absoluta má fé. Desde quando viver na esbórnia, talvez consumindo drogas proibidas, seguramente bebendo, dirigindo bêbado e sem carteira, etc., é equivalente ao direito que qualquer pessoa tem de refazer sua vida amorosa? 

  2. Será que já não deu …
    Nassif, ainda que seja “notícia”, dia sim e outro também, esta Sra. ocupa espaço. Das duas uma, ou estamos diante de uma promissora liderança com potencial para mudar os rumos da política nacional – ok, paulista – ou há algum fato bombástico a ser revelado em alguns dias sobre a Sra. e está sendo pavimentado o terreno. Como não me parece estejamos diante de nada disso – aliás, muito longe disso, qual seria o motivo?
    Ok, prestou relevantes serviços ao Partido. Mas tem manchado sua contribuição com uma atitude e comportamento adolescente em busca das lamparinas…
    Está parecendo a timeline do FB de dona Marta: bati o pezinho, escrevi cartinha, aprontei e afrontei, bati papo com GM e Nahas no meu niver, desanquei o Governo – aquele que me empregou e me manteve visível – e fui comer pizza… Com a elite paulistana…
    Nao há outros personagens relevantes nesta República?
    Gente que cospe no prato em que comeu… Não tenho a menor condescendência.

  3. Dona Marta traiu o PT, traiu

    Dona Marta traiu o PT, traiu seus eleitores e traiu a si mesma, se no passado de fato foi petista. Pensou só nos próprios interesses e vai pagar por isso. Juntou-se à revista Veja, juntando-se à escória moral desse país. Joaquim Silvério dos Reis, patrono dos traidores nacionais, está em festa com a chegada da nova confreira, coleguinha, companheirinha. Sujou uma bela biografia

  4. Eh, isso lembra que o Haddad

    Eh, isso lembra que o Haddad ja esta chegando ao fim de seu mandato, esta fazendo muita coisa, mas para uma metropole, como Sampa, não é o suficiente, sobretudo com a propaganda negativa todo dia da imprensa paulistana a respeito do prefeito do PT. Isso reforça em mim a ideia de que cinco anos de mandato é melhor para realizações e até evitaria algumas reeleições. 

  5. A manchete é um primor contra

    A manchete é um primor contra o governo. Só em governo dos mais desgraça é que elite come em final de semana no país e ainda pizza. Elite que se preza, todo final de semana come em lugares do exterior onde guarda pequenas furrunas para qualquer eventualidade

  6. Além de ofender o PT

    Agora Marta ousa comer pizza. Que coisa ?

    Daqui a pouco vão descobrir que ela fuma charutos cubanos.

    Benza Deus !

  7. A madrasta da Cinderela

    Desconfio que alguém vai procurar uma capa da Veja, lá dos anos 90, mostrando a Marta Suplicy entrando em uma ópera na Europa, cuja legenda era “La Matrina de Cinenterella”, ou coisa parecida.

    Sempre tive um pé atrás com essa senhora e seu ex marido, que muito se expunha ao ridículo.

  8. Em SP…… Marta é osso duro

    Marta é uma política experimentada e tem peso no cenário paulista. É muito melhor que o ex-marido Eduardo Suplicy. É profissional e tem sede de poder. Tem mais: já foi provada como administradora competente. A saída de Marta é uma grande perda para o PT. Desafio seus desafetos (ou ex-fãs) a apontarem 1 (HUM) nome do PT paulista (fora Lula, claro!) que tenha mais votos que ela. Ela foi queimada pelo Lula que odeia e destrói qualquer petista que lhe faça sombra.

    • Pré-candidata Marta Toledo

      Não se dizer de forma absoluta que o Lula queimou a Marta. Gostem ou não, o fato é que, assim como o Lula, Marta é da geração velha guarda do PT. Findado o seu mandato, um dos grandes desafios de Lula passava pelo engendramento de NOVOS QUADROS de LIDERANÇA dentro do PT. Era necessário apresentar novos nomes. E o Fernando Haddad se insere nesse contexto.

      De um lado, concordo que o PT de São Paulo perde muito com a saída da Marta. Era uma interlocução muito importante junto à elite paulistana. Gostem ou não os petistas, tratava-se de um segmento que não se podia prescindir de interlocução. A propósito, embora minoritários, muitos nomes do high society de São Paulo são eleitores históricos de Lula e do PT, E a Marta era muito relevante para facilitação desse contato. 

      Por outro lado, a maneira com a qual a Marta conduziu a sua saída não foi nada elegante, para dizer o mínimo. Suas últimas declaraões foram excessivamente “blitzkrieg” para uma agremiação que lhe dera sustentação e cobertura durante TODA sua vida política. Para muito de seus eleitores apartidários, a perspectiva que ficou foi a de absoluta confusão. Muito confusa. A propósito, se a Marta quiser romper em definitivo com o PT e iniciar uma nova perspectiva, recomendável seria em ela tirar o Suplicy e, em definitivo, passar a adotar a nome Marta Toledo. 

  9. Dona Marta, a senhora pode

    Dona Marta, a senhora pode comer quantas pizzas quiser, não vai adiantar nada, a única coisa que pode acontecer é a senhora engordar mais.

    As zelites já tem as suas escolhas e preferências.

    Tenho certeza que não trocará um puro sangue por um pangaré, mesmo sendo criado num bom pasto.

     

     

  10. De uma só tacada,
    Por | Alex Antunes – 15 horas atrás

    De uma só tacada, o congresso está atacando direitos de vários tipos: sociais (redução da maioridade penal), trabalhistas (liberação mais ampla de terceirização, afouxamento da lei contra trabalho escravo), alimentares (fim da obrigatoriedade do registro da presença de transgênicos em produtos industriais), de biodiversidade (afrouxamento das regras no marco legal, facilitando para a indústria e o agronegócio a exploração do patrimônio genético e de conhecimentos de comunidades indígenas, quilombolas e tradicionais).

    Sem entrar no mérito de cada área (é possível, por exemplo, alguém considerar positivas algumas formas de terceirização e ao mesmo tempo repudiar o uso sigiloso de transgênicos), dá sim para se enxergar uma “onda de direita” nessas iniciativas. Mas o que leva a isso, se estamos no terceiro mandato de presidentes de um partido (supostamente) de esquerda, e há meros seis meses da última eleição presidencial?

    Ou, em outras palavras, o que levou a presidência a uma paralisia tal em que o congresso pinta e borda uma pauta adversa, impondo seguidas derrotas ao governo? A resposta mais simples é de que esse “é o congresso mais conservador” em muito tempo, dominado pela bancada BBB (bala, boi e bíblia) etc etc. Ora bolas. Mas esse congresso foi eleito pela mesma população que elegeu e reelegeu várias vezes o PT no executivo.

    Na verdade, podia ser até pior. A oposição e a base predadora só não estão aproveitando melhor a brecha política porque estão batendo cabeça. No PMDB o presidente da câmara Eduardo Cunha em choque com o do senado, Renan Calheiros, e o vice-presidente e articulador político do governo Michel Temer tentando se equilibrar entre os dois. No PSDB, Aécio Neves tendo que controlar sua adesão à direita social (que quer o pedido de impeachment) contra Fernando Henrique, Geraldo Alckmin e José Serra que, por razões diversas (de éticas a oportunistas), acham que não há (ou ainda não há) justificativa política para o pedido.

    Esta semana foi peculiar. O choque de Renan contra Cunha, Temer e Dilma se acirrou. O Supremo Tribunal Federal liberou, por 3 votos a 2, os empreiteiros presos (atrapalhando a tática do juiz Moro de forçar delações premiadas) no caso do Petrolão. Uma investigação sobre tráfico internacional de influência chega a Lula (e o senado quer derrubar o sigilo das operações de empréstimos no exterior do BNDES, o que tem tudo a ver com o caso).

    Marta Suplicy abandona oficialmente o PT mas quer manter o mandato acusando o partido de corrupção. O balanço publicado da Petrobrás confirmou e mensurou os valores da corrupção na empresa. E, finalmente, Dilma resolve não falar em tempo real no 1º de maio (contra a opinião do PT). Mas Lula, depois de veicular um vídeo bizarro de ginástica, fala – e faz ameaças, passando recibo não só de que o governo Dilma vai mal, como o de que se sente (finalmente) ameaçado pelas investigações. Não daria para descrever essa conjuntura em poucas palavras, a não ser “todos contra todos”.

    Acontece que vale a pena sim fazer algumas leituras e distinções. E descobrir quem “abriu a porteira” para tal direita no Congresso. Há quem diga que é injusto a maior parte da culpa política cair sobre Dilma, enquanto Eduardo Cunha e Renan Calheiros não deixam esquecer seu histórico de picaretagem, e gente como o governador do Paraná, Beto Richa, do PSDB, massacra professores em greve.

    Mas há uma justiça política, sim, em que o PT leve a maior parte da culpa pela crise. Ao procurar, nesses quatro mandatos, montar uma base com o que há de pior e mais fisiológico na política nacional, para evitar as elites “tradicionais”, o PT criou e empoderou uma elite pior ainda. Lá atrás, antes da primeira presidência petista, dá para lembrar a disposição de Lula em trabalhar com uma bancada evangélica. Aqui há um artigo interessante (insider evangélico, de 2006), explicando como e com quem esses acordos foram costurados, incluindo até Silas Malafaia.

    Esse arco de alianças, que se completou agora com a ida de Katia Abreu para o ministério da Agricultura de Dilma, explica quem gestou esse “congresso mais conservador”. Na verdade, ao abrir mão de negociar com as “elites” mais próximas do PSDB (como tinham mesmo que ser) e procurar sua própria interlocução conservadora, o PT empoderou os setores marginais dessa elite, e abriu a caixa de Pandora que agora o vitima. O PT é o fiador da bancada BBB.

    Evidentemente essa transformação oportunista do PT não se deu sem atrito. Muitos dos intelectuais e militantes éticos que passaram por lá entraram em rota de colisão com a burocracia partidária, principalmente depois que o partido chegou ao poder federal. Mas para cada Plinio de Arruda Sampaio que se perdeu, havia dezenas (ou centenas) de figuras como Delúbio Soares, um picareta sindical conhecido em Brasília por mostrar o conteúdo de sua geladeira aos amigos que o visitavam, para mostrar seu enriquecimento.

    E, por falar em enriquecimento. Uma nota de pé de página, mas sintomática, é da visão “negocial” de quem agora está no poder. Eduardo Cunha, como diz o El País, é o “dono de Jesus na internet”: investe em deter quase 300 endereços virtuais como jesusfacebook.com.br, jesusgmail.com.br, jesusyoutube.com.br e, claro, jesusyahoo.com.br (risos). O ex-deputado André Vargas (foto), expulso do PT e do congresso, foi vender “perfumes alternativos” (falsos) da Up Essence, que tem funcionamento ilegal de pirâmide financeira. E Dilma, é sempre bom lembrar, faliu sua própria loja de 1,99 em 1996.

    Marta Suplicy, com todos os seus defeitos, tem razão quando diz que, como socialite e figura de televisão, teve seu papel em abrir diálogo entre o PT e as “elites” produtivas. Mas Marta, personagem importante em São Paulo (e com uma densidade eleitoral real), foi afastada das disputas eleitorais por Lula, que sempre pensou em si mesmo como um genial marqueteiro político. E que (ao contrário do que disse no discurso de 1º de maio) é o grande responsável por tudo que está acontecendo, e não apenas alguém “quieto em seu canto”.

    Na campanha eleitoral presidencial, outra figura da “elite” mais tradicional, porém ética, a educadora Neca Setúbal, foi usada mentirosamente para atacar a campanha da (ex-petista) Marina Silva. Sempre com o aval e o reforço de Lula. Mas é desse tipo de “representante dos bancos”, como o PT chamou Neca, que precisamos: alguém que usa sua fortuna para atuar, por exemplo, no ambiente de prisões. E não desse Partido dos Toscos, responsável principal pela confusão nacional, em que o PT se transformou.

     Yahoo Notícias  

     

  11. Uma estranha no ninho…

    Sempre estranhei o convívio dessa senhora no PT. Ligada às elites paulistas, sempre me dispertou desconfiança. No PT teve as oportunidades desejadas atendidas. Mas… não foi escolhida para concorrer à Presidência. Daí o comportamento lamentável de “dondoca” ofendida. Não teve a grandeza de afastar-se do partido dignamente como fez Erundina. Disparando para todos os lados, protagonizando comportamento condenável. Muitos dizem que foi boa prefeita, mas esquecem de assinalar que à época, contou com a colaboração de um excelente chefe de gabinete da Secretaria de Finanças cujo saneamento financeiro foi primordial. Esse excelente, dígno e inteligente político, chama-se FERNANDO HADDAD!   Viva HADDAD!!!!! 

  12. Bom, em sp ela consegue um

    Bom, em sp ela consegue um pouquinho mais de votos falando mal do PT. Esse é o negócio. Mas, para nossa sorte, será mais uma heloisa helena, ficará na rabeira.

    • Tem hora que esse blog é um espanto

      Engano seu. Bizarrices também. Ontem saiu o post “Vibrador para viúvas com cinza do falecido”. Não deve ser obra do Nassif (é muito ridículo, estúpido e de mau gosto) mas desconfio que ele terceirizou o blog. Vou denunciar na vara da infancia e da juventude antes que o blog patrocine aqui um video porno-erótico-infanto-juvenil.

  13. Lembrei de uma matéria na

    Lembrei de uma matéria na Folha sobre rolézinhos em Cumbica e fiquei pensando: “Pizza de picanha, será?”

    Fina, essa Marta, né? rs…

  14. Pizza, churrasco, sushi, sashimi e brioches

    O mote da história é Marta reunindo forças para que o poder continue concentrado na elite da qual ela nunca se desligou.

  15. Casando Com Marta, Sem Querer

    Deixemos Marta repaginar-se à vontade, mas sem o contraponto superlativo calculado e desejado por ela, e em 2016 o povo faz o comentário definitivo. Fazer o jogo de Marta é casar com ela, mesmo sem querer.    

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