5 de junho de 2026

Os dilemas da ‘Super Terça’ que sacudiu a política, por Ricardo Cappelli

 
Os dilemas da ‘Super Terça’ que sacudiu a política
 
por Ricardo Cappelli 
 
O quadro político anda tão estranho que fez convergir dois personagens improváveis. O ministro Carlos Marun, da tropa de choque de Eduardo Cunha, disse há cerca de quinze dias que a dificuldade de Joaquim Barbosa seria que a eleição é para presidente, e não para ditador. 
 
Conhecido pelo seu temperamento difícil e pouco afeito aos rituais típicos do jogo político, Barbosa parece ter chegado à mesma conclusão. Pegou seu boné e deixou o PSB sem candidato.
 
A saída do ex-ministro do STF terá dois impactos imediatos. Primeiro, uma festa no comitê de Alckmin. Pesquisas indicavam que a dupla Bolsonaro-Joaquim impunha uma barreira instransponível ao paulista. 

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Os Tucanos voltam a sonhar com sua possibilidade de crescimento. A hipótese de um segundo turno entre Geraldo e Jair passa a ser real.
 
O segundo é a abertura da temporada de caça aos socialistas. Márcio França, com a poderosa caneta do Bandeirantes, entrará em campo com tudo. A bancada do PSB, que sonhava com Barbosa fortalecendo os votos no 40, poderá ficar suscetível aos argumentos do governador paulista.
 
A ala nordestina, mais próxima da esquerda, viverá um dilema. Com Lula preso e com sua provável inabilitação, o que fazer? Lançar um candidato sem expressão que será inevitavelmente cristianizado? Somar num pólo progressista?
 
A declaração do governador Flávio Dino defendendo a unidade do campo progressista, caso Lula seja impedido, em torno do candidato do campo mais bem posicionado nas pesquisas também sacudiu o cenário.
 
Manuela D’Ávila reagiu com elegância, habilidade e inteligência. Afirmou que a unidade do campo é desejada pelos comunistas, que as diferenças com Ciro são pequenas, e que se a unidade não acontecer, que fique claro, não foi por falta de esforço do PCdoB. A gaúcha sai maior do episódio.
 
Um fato de segunda feira a noite acabou de conformar o cenário. A entrevista de Boulos ao programa Roda Viva repercutiu na rede progressista. 
 
A declaração de Dino, a desistência de Barbosa e a entrevista de Boulos deixaram o PT numa situação complexa.
 
Após uma semana de enfrentamento pesado entre o PT e Ciro, com o pedetista sendo tratado injustamente como traidor que não passa “nem com reza brava”, os movimentos da “super terça” tiraram o ex-governador do Ceará do isolamento.
 
Reafirmando a tática do “Lula ou Nada!”, o PT faz uma aposta de risco. Ao flertar com a extrema direita o PSDB acabou tendo parte do seu eleitorado engolido por Bolsonaro. Ao flertar com a extrema esquerda o PT corre o risco de ver parte de seu eleitorado engolido pelo PSOL.
 
Nas redes, a reação às declarações simpáticas a Ciro foi imediata. Vários eleitores lulistas afirmando que, se Lula não for candidato, vão de Boulos.
 
Lula continua sendo o grande eleitor do pleito, não há dúvida. Mas algumas questões se colocam de forma objetiva. Quanto tempo a base lulista não orgânica aguardará por uma definição de rumo que pode acontecer somente em agosto ou setembro? Como reagirá se Lula não sair da cadeia nos próximos 30 dias? 
 
Lula merece toda nossa lealdade e solidariedade. Fica cada vez mais claro que, para tirá-lo da cadeia, o campo popular, nacional e democrático precisa ganhar as eleições. Será preciso virar a conjuntura. Qual a melhor forma? Estreitando ou ampliando? Construindo desde já um pólo democrático capaz de atrair outras forças ou marcando posição isolados?
 
Haddad lançado em setembro conseguirá reunificar a base lulista fragmentada na eterna espera?
 
Um segundo turno entre Alckmin e Bolsonaro ficou mais próximo nesta “super terça”. A esquerda precisa se unir. Ainda há tempo.
 

Lourdes Nassif

Redatora-chefe no GGN

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31 Comentários
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  1. Jorge Luis

    9 de maio de 2018 12:17 pm

    Um segundo turno entre

    Um segundo turno entre Alckmin e Bolsonaro ficou mais próximo nesta “super terça”. A esquerda precisa se unir. Ainda há tempo.

    Então aquela parcela majoritária de eleitores, que colocariam Lula na presidência já no primeiro turno, caso ele pudesse concorrer, simplesmente se dissolveria no ar, levando ao segundo turno  os dois candidatos que, somados, não chegam ao percentual do Lula?

    Em que universo alguém que ia votar no Lula acabaria votando no Alckmin ou no Bolsorano e não no candidato que ele indicasse no primeiro turno?

    1. Gilberto Jorge

      9 de maio de 2018 12:49 pm

      Simples

      Grande parte desse eleitorado do Presidente Lula não tem a consciência política que o eleitor tradicional do PT tem. Muitos declaram voto em Lula por lembrarem da bonança de seu governo. Infelizmente, no entanto, esse grupo poe ser facilmente cooptado, seja pela pela campanha platinada do xuxu, seja pela radicalidade imbecil do boçalnaro, que faz sucesso nesse momento de grande violência e desemprego.

    2. EUGENIO VIEIRA

      9 de maio de 2018 12:49 pm

      em um universo onde as

      em um universo onde as pessoas votam em pessoas, e não em partidos (Brasil). Transferência automática de votos, não existe.

      1. Jorge Luis

        9 de maio de 2018 1:40 pm

        Isso depende da forma como a

        Isso depende da forma como a campanha será feita. Aos esquecidos, é bom sempre lembrar que Lula já transferiu votos para a candidata a presidência em duas eleições.

        1. EUGENIO VIEIRA

          9 de maio de 2018 1:45 pm

          Mas hoje, que perdoem os

          Mas hoje, que perdoem os defensores da ex-presidenta, isso depõe contra o Lula, e não a favor dele… E a situação era completamente diferente do que é hoje, não?

    3. m_o

      9 de maio de 2018 1:01 pm

      Brancos e nulos.

      Lula tem uma grande transferência de votos, sem dúvidas, mas com ele fora, muitos deixam de votar alavancando os índices de brancos e nulos.

      Se na última eleição brancos e nulos se aproximaram de 30%, pode facilmente aumentar esse percentual favorecendo a direita.

      Prefiro a garantia de um Ciro meia boca e mais 4 anos de prazo para respirar, se reorganizar, comandar alguns ministérios e talvez até conseguir um indulto a Lula, que esse tudo ou nada individualista do PT, ao ponto de generalizar e colocar o PDT no mesmo campo que o PMDB e PSDB.

      Claro que minha preferência é Boulos.

      1. Fernando J.

        9 de maio de 2018 1:30 pm

        Cara, tocou no ponto certo

        Cara, vc tocou num ponto que já tinha me ocorrido, nunca manifestei para não levantar a lebre, porque pode ser usado (e será) contra ele na campanha. Considerando que Manu e Boulos sairão da eleição entre 1% e 3% dos votos, no melhor dos delírios, dos candidatos o único que pode vir a conceder um indulto ao Lula é o Ciro,  única medida capaz de tirá-lo da prisão. Não significa e não é nenhuma garantia de que o Ciro fará, mas é o único capaz disso. A menos que se acredite que o Alckmin ou qualquer outro farão isso. Já tinha me ocorrido essa possibilidade. A militância  ensandecida não entende. 

        1. Anarquista Lúcida

          9 de maio de 2018 9:44 pm

          Se Lula quisesse estar livre por favor teria ido p/ uma embaixad

          E ele nao quis. É o cúmulo fazer propaganda de Ciro Gomes “em nome de Lula”. Se Lula quiser Ciro Gomes, ele o indicará. E grande parte dos petistas nao seguirao a indicaçao, caso o indicado seja Ciro.

      2. Juliano Silva

        9 de maio de 2018 1:55 pm

        PDT, PMDB e PSDB estiveram juntos no golpe

        Com base no que você acha que não pode colocar o PDT, PMDB  PSDB no mesmo balaio? Por acaso os deputados e senadores do PDT não votaram em massa no golpe contra a DIlma e posteriormente na PEC do teto dos gastos e Reforma Trabalhista?

        Por acaso não é o PDT que está tentando dividir e desagregar a campo da esquerda (PT, PSOL, PCdo B, PCO) que havia acabado de se unir?

        PDT e PSB foram e são dois partidos golpistas e devem ser tartados como tal, não te moral e nem expressão política para impor qualquer coisa para o campo da esquerda. Na teria havido  o golpe contra a Dilma se estes dois partidos não tivessem traído o povo. Engraçado que os mesmos que acham correto a aliança com o PDT e PSB acham o cúmulo do absurdo aliança com qualquer um do PMDB.

        1. m_o

          9 de maio de 2018 5:35 pm

          Não que o PDT seja santo.

          Juliano,

          Concordo em partes com você também.

          Acho que o PDT fez muita coisa errada, mas por pior que seja, ainda considero mais plausível conseguir algo progressista com PDT e Ciro juntos do PT e demais esquerda, compondo ministérios e base governista, que com PMDB e PSDB no governo.

          Também não creio em uma eleição de centro-esquerda sem o PDT junto. Será inevitável, no primeiro ou no segundo turno terão que fazer aliança.

          Se formos analizar erros como esses do PDT, teríamos que enumerar vários erros da próprio PT, como por exemplo Dilma e sua política econômica de direita, que agora diz se arrepender; a lei de delação premiada que agora diz se arrepender; não regulação das mídias que o PT inteiro se arrepende agora; Márcio Thomaz Bastos ministro da direita; operação Satiagraha abafada em pleno governo do Lula; nomeações completamente erradas a PGR e STF, inclusive com indcações de MTB; etc;

          Enfim, pela sua lógica nem o próprio PT deveria estar na esquerda.

          Pela sua lógica de traição, nem MTST, nem MST, nem PSOL deveriam estar defendendo Lula e o PT. Nem eu, que já fui militante do PT.

          Acho que a demora do PT em apontar uma saída com ilusões de acreditar em reverter o jogo baseado no bom funcionamento, independência e imparcialidade das instituições é muita insistência, para dizer pouco, para um estado de exceção em que vivemos e a ampla gama de derotas que o partido vem sofrendo há anos.

          Se Dima for eleita, não toma posse. Se tomar posse, não governa. Isso te lembra alguma coisa?

          Acha queria diferente com Lula numa situação muito mais delicada, agora?

          É preciso definir logo alguém para ser candidato ou para apoiar antes que a esquerda se pulverize. Afinal, é mais ou menos isso que o artigo diz.

    4. Whatever

      9 de maio de 2018 1:17 pm

      Taí o que eu escrevia no outro post…

      É muita ilusão, não é pouca não! Parem de pensar que o Lula é dono de 30% dos votos, ele tem esses votos hoje, numa pesquisa, daqui a 6 meses, na urna, vai ter gente que respondeu a pesquisa dizendo que ia votar nele, votando no Bolsonaro!
      Não basta o PT ter levado 20 anos para chegar ao poder, tem que acabar com o país de vez com essa tática kamikaze que NÃO vai salvar o Lula. É muito fácil falar que está querendo salvá-lo, difícil é enxergar que enquanto ele vai continuar preso num governo Alckmin ou Bolsonaro, você vai continuar tocando a sua vida do lado de fora… Isso não é solidariedade com ele, é só burrice mesmo.

  2. Bruno Cabral

    9 de maio de 2018 12:31 pm

    Bolsonaro x Alckmin
    Entre o psicopata e o mitomano, realmente opções terriveis que fariam sentirmos saudades de Temer.

    Ja fui eleitor de Ciro mas nao apoio essa estratégia de bater no PT. Lula Boulos e mesmo Manuela sao opções melhores.

  3. Historiador

    9 de maio de 2018 12:48 pm

    Outra ótima análise, e que

    Outra ótima análise, e que ainda por cima toca num ponto central e largamente superestimado: o poder real de transferência de votos por Lula (preso) às vésperas do primeiro turno das eleições. Obrigado!

  4. m_o

    9 de maio de 2018 12:50 pm

    Concordo com tudo.

    Estamos num estado de excesão e, como tal, qual a justiça que tomará as decisões a favor de Lula?

    Lula eleito, corre-se o risco de, diferentemente do ocorrido com Dilma-Temer, a “justiça” caçar inclusive a chapa e entregar o governo ao segundo colocado.

    Concordo com as injustiças da prisão de Lula.

    Agora, acho muito injusto do PT a insistência em uma candidatura tão arriscada, com mínimas chances não de vitória, mas de alçar Lula ao cargo por vias legais.

    Deve-se sim, o PT lutar pela liberdade de seu líder máximo, mas a que risco ao País?

    Ou o PT tem um plano muito bom guardado as 7 chaves, ou vai ferrar tudo de vez apostando pela enézima vez nas instituições. Ou jogando para ver até onde vão as instituições, independente de resultados.

    A mim não interessa correr esse risco.

    Desde o início o PT não entendeu ser parte de uma guerra.

    Não ouzou olhar para a direita e o velho sistema como seus inimigos mortais. Com sangue no olhos – no sentido metafórico.

    Lula governou com um acordo com o sistema financeiro.

    Palocci salvou a Globo.

    Dirceu, foi mais longe e achou que a Globo estava com eles por meros anúncios estatais.

    O PT nunca soube se comunicar e continua sendo assim.

    Lula e Dilma indicaram a PGR e STF todos os representantes da casa grande, na arapuca da lista tríplice, elevando aos cargos o que há de pior para o campo progressista. Ora, se o corporativismo inimigo estão indicando esses três, são justamente os que devemo ser mantido fora.

    Dilma alimentou e continua a alimentar um dos piores quadros do PT: José Eduardo Cardoso.

    Quando a vaca foi pro brejo, descobriu Eugênio Aragão.

    Quando a vaca foi pro brejo, descobriu que quem poderia dar voz ao governo eram esses blogs sujos – lembram da coletiva?

    Quando a vaca foi pro brejo, redescobriram que havia toda uma base militante desarticulada e excluída do governo.

    Será que irão novamente ver a vaca ir para o brejo com a candidatura de Lula, para redescobrirem que estamos em estado de excessão?

    Não sou nenhum especialista, intelectual, quadro de partido ou militante. Sou um mero leigo, eleitor das esquerdas, puto da vida com o centralismo do PT que sempre ajudei com meus votos, muito aflito com os rumos do País e esses infernais impasses criados pelo PT.

    Ps 1: Boulos esta se saindo muito bem! Total desenvoltura e com respostas fundamentadas para tudo.

    Ps 2: Alterei esse comentário de post por se encaixar melhor aqui.

    1. Historiador

      9 de maio de 2018 12:53 pm

      Ótimo!

      Ótimo!

    2. Marcos Videira

      9 de maio de 2018 3:26 pm

      As premissas do comentário são verdadeiras

      Todas as suas colocações são pertinentes e deveriam merecer uma sincera reflexão por todos os que combatem a desigualdade.

  5. emerson57

    9 de maio de 2018 1:02 pm

    Lula

    Desistir de Lula é avalizar o golpe. E a primazia da direita (e dos ricos).

    É o objeto de desejo de todo golpista ver a página Lula virada. O golpe se estabelece e deita na cama. A luta acaba.

    Lá se vão o petróleo, a eletricidade, a pesquisa, a fábrica de aviões, os submarinos, a soberania e as bananas que passaremos a exportar às mancheias.

    Então, de minha parte está resolvido: É Lula ou nada. As exceções são João Pedro Stedile e Rui Costa Pimenta.

    Boulos? Quem sabe, um dia.

    1. Andre Luiz RRR

      9 de maio de 2018 2:23 pm

      Não se trata de avalizar o

      Não se trata de avalizar o golpe, se trata de ser pragmático, de escolher dentre os males o menor. Esse “nada” que você está propondo vai entregar a eleição a Alckmin no promeiro turno,  e como ele tem a Globo como aliada  vai devastar o país, vai ser um Michel Temer 2. E daqui a 4 anos o Brasil já vai ter virado Porto Rico, então nem Lula nem ninguem vai reverter o quadro.

      1. emerson57

        10 de maio de 2018 12:44 am

        já era.

        O PT detinha o poder que lhe foi surripiado. Pergunte no seu circulo de amizades por qual motivo derrubaram a presidenta reconhecidamente honesta. Garanto que a resposta mais comum será “corrupção”.  Ciclismo financeiro provavelmente será o quarto ou quinto motivo alegado.

        Se tiver gente aceitando ir para o inferno desde que consiga um acordo “dos males o menor” com o diabo, boa sorte. Vá pela sombra. Não esqueça o protetor solar.

        e.t. o Brasil está abaixo de Porto Rico, guardadas as proporções. Ainda mais hoje, dia em que resolvemos privadoar a energia elétrica.

        e.t. ²  Ciro é o candidato da DIREITA.

  6. Tiago Oliveira

    9 de maio de 2018 1:10 pm

    Prezado Ricardo Capelli,
    Não

    Prezado Ricardo Capelli,

    Não deveria entrar nessa equação a inabilidade de Ciro Gomes com as palavras? A forma como ele afasta os possíveis apoiadores? Ele até ensaia frases feitas como “é preciso respeitar o tempo do PT”, mas logo cai em todas as pegadinhas de jornalistas. A Gleici não disse publicamente que Ciro não passa nem com reza brava, mas Ciro ao invés de sair pela tangente quando questionado, ou encarado a questão com algo do tipo “não me venha com disse-me-disse”, ele diz ter pena da Gleice e diz que o PT está fazendo burrice. Boulos deu aula de como fazer uma entrevista combativa e agregadora das esquerdas. Criticou o PT com elegância, e partiu para cima da direita. Pena que ainda é tão jovem e tem pouca base eleitoral, mas é uma liderança que surge para marcar posição e, quem sabe, possa ter o apoio (senão mesmo integrar) o PT em futuras eleições. O PT apostar todas as suas fichas no Ciro Gomes é um risco enorme. Com o apoio de Lula ele sobre para 20 pontos no dia seguinte, mas o que ele fala sobre Lula na TV: que Lula nomeava ladrões e que sabia que governava com uma quadrilha. Não poderia usar palavras mais equilibradas para criticar a coalização dos governos petistas? Boulos fez as mesmas críticas, mas com palavras de quem sabe fazer política. A cada dia Ciro prova que não é confiável, que seu ego está acima das possibilidades de uma aliança política, que não mede o uso das palavras e isso em política é gravíssimo. Adoraria que o Ciro tivesse uma postura diferente, que criticasse os governos Lula e Dilma com sobriedade e que partisse para cima dos verdadeiros antagonistas. É Ciro, e qualquer outra candidatura de centro esquerda, que precisa do PT para ir ao segundo turno e não contrário. As pesquisas mostram que qualquer candidato apoiado por Lula sai com 20% dos votos. Qualquer um! Lula é o grande eleitor, mas Ciro se nega a manisfestar solidariedade sem “mas…”, ou “veja bem…”, ou “não sou puxadinho…” (o que ofende todos os outros partidos). Ciro tem boas ideias, tem experiência, mas colocar nele todas a fichas não parece ser uma boa ideia. 

    1. Flavio B Cavalcante

      9 de maio de 2018 2:48 pm

      Concordo. Por mais que Ciro
      Concordo. Por mais que Ciro seja mais preparado do que o Boulos sob diversos prismas, parece ser mais fácil de se perder nas palavras e no jogo político. Ele quase pede para se indispor com petistas o tempo todo. Nem sei se essa aliança duraria. Nem sei qual aliança dele duraria. Não sei se ele não morreria pela boca durante a campanha eleitoral, algo que já ocorreu. Ele está em plena campanha e não sobe. Acredito que por um lado Boulos com apoio e tempo de TV é sim um candidato melhor que Ciro. E é sim um candidato melhor que Haddad. Pq ele é próximo do povo. Haddad parece não ter nem muita tesão com a politica. Boulos até parece Lula. Se ele apoiar Boulos, transfere votos fácil, a chance de vitória é maior do que com Ciro. Acho que Ciro perde pra si próprio. Só ganharia de Bolsonaro. Mas a direita nao vai deixar ir Ciro e Bolsonaro para o segundo turno. Ciro não está conseguindo nem os votoa da esquerda…

  7. Francisco de Assis

    9 de maio de 2018 1:52 pm

    A primeira vez que declarar-se marionete engrandece a pessoa

    A primeira vez que declarar-se marionete engrandece a pessoa

    Ricardo Cappelli é funcionário do governo do Maranhão em Brasília, e está sendo usado como antecipador da voz de Flávio Dino em diversos artigos no Brasil 247. Assim, quando o governador se bandeou para o lado de Ciro Gomes esses dias, apenas cumpriu o que já havia mandado Cappelli antecipar. Importa saber disso porque a presente matéria do Cappelli quer dar a impressão de que ele é um analista isento, um isentão, o que é falso.

    Agora esse trecho do Cappelli é de morrer de rir: “Manuela D’Ávila reagiu com elegância, habilidade e inteligência. Afirmou que a unidade do campo é desejada pelos comunistas, que as diferenças com Ciro são pequenas, e que se a unidade não acontecer, que fique claro, não foi por falta de esforço do PCdoB. A gaúcha sai maior do episódio.”

    É a primeira vez que reconhecer-se como marionete usada para futuras negociatas de candidaturas faz alguém sair “maior do episódio.” Brincadeira.

  8. Fernando J.

    9 de maio de 2018 2:29 pm

    Flávio Riachuelo

    A imagem pode conter: 4 pessoas, pessoas em pé

    1. Marcos Videira

      9 de maio de 2018 3:20 pm

      Servidão Voluntária

      Esse negro da foto revela que na atual escravidão as correntes estão no cérebro.

       

      1. emerson57

        9 de maio de 2018 3:42 pm

        ausentes

        Phaltaram as esporas!

  9. Juliano Santos

    9 de maio de 2018 2:39 pm

    Dei uma estrela amarela mais

    Dei uma estrela amarela mais por desgosto do que por considerar sua analise ruim. Segundo turno entre Alkimin e Bolsonaro é inaceitável. Não voto em Alkimin porque isso não é voto útil nem contra satanás. 

    Nesse caso aí defendo o boicote e sabotagem das eleições e a esquerda ir para a clandestinidade. Não há menor hipótese de eu votar em tucano. E mais além de não votar, faço campanha pelo boicote. A partir de determinado número de votos nulos e branocs e eleição é invalidada.

    PS: Não tenho certeza se a saída do Barbosa é ruim para a esquerda. Vejo esta carismática figura como a unica que tem potencial para crescer, desses outsiders todos, tipo Huk, que apareceram. Ou seja, se ele continuasse acho que um segundo turno Barbosa x Bolsonaro não seria nem pouco improvável.

    1. Sérgio Ouro Preto

      9 de maio de 2018 5:38 pm

      “A partir de determinado
      “A partir de determinado número de votos nulos e branocs e eleição é invalidada.”

      Não, não é! Andaram espalhando essa informação, mas não procede. Se 90% votarem nulo, os 10% restantes é que vão eleger o novo presidente. O que pode ser muito útil ao Bolsonaro.

      Está bem explicadinho no site do TRE- DF:http://www.tre-df.jus.br/imprensa/noticias-tre-df/2014/Agosto/votos-nulos-e-brancos-nao-anulam-o-pleito

  10. Fr@ncisco

    9 de maio de 2018 2:49 pm

    Nos ‘Bons Blogs’ do Ramo: “Em Ondas & Camadas, Ciro, a Solução”

    “Lula merece toda nossa lealdade e solidariedade. Fica cada vez mais claro que, para tirá-lo da cadeia, o campo popular, nacional e democrático precisa ganhar as eleições.” 

    Pois é, então o campo “popular, nacional e democrático” precisa parar de, subreptciamente como nesse post e agressivamente com Wanderley Guilherme, PHA e Cia., “vender Ciro”, sabendo-se que Lula é que detém forças para que isso aconteça e, portanto, remove-lo agora de candidato à eleição, como diz o “safo” Dirceu, é cometer haraquiri político, pelo jeito também desejado por amigos da onça, além da onça (há quatro anos através da lavajateira) e os donos da onça, aboletados mais ao norte.

    Só rindo, com ‘tamanha’ esperteza em ‘ondas & camadas’, achando haver imbecis aos magotes ‘transitando’ no GGN.

  11. Andre Luiz RRR

    9 de maio de 2018 2:50 pm

    Vejam o bom texto de Miguel

    Vejam o bom texto de Miguel do Rosário sobre as falas de Ciro:

    https://www.ocafezinho.com/2018/05/08/ciro-reitera-criticas-a-condenacao-de-lula-e-injusta/

    A imprensa tucana faz uma intrigazinha e a esquerda cai como patinhos, assim fica fácil pro Alckmin, né gente?

  12. ANTONIO ATEU

    9 de maio de 2018 4:50 pm

    OU LULA OU ANULA OU CIRO O CANDIDATO OCULTO DA ELITE GOLPISTA

    ‘Se não apoiar meus valores, eu não posso apoiar’, diz Aleluia sobre DEM com Ciro

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=mpqHY8d2XZY%5D

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=GhMcbRMdUHg%5D

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=DY5HmgIXsuA%5D

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=1DE2W38xpk%5D

    Para evitar uma derrota e o esfacelamento completo do grupo político que hoje se autodenomina de centro, DEM, PP e PR cogitam um acordo com o ex-ministro

    [‘Se não apoiar meus valores, eu não posso apoiar’, diz Aleluia sobre DEM com Ciro]Foto : Divulgação/Liderança do DEM na Câmara

    Por Rodrigo Daniel Silva no dia 08 de Maio de 2018 ⋅ 12:57

     

    Presidente do Democratas na Bahia, o deputado José Carlos Aleluia disse desconhecer a informação de que o comandante da Câmara Federal, Rodrigo Maia (DEM), articula o apoio do partido ao ex-ministro Ciro Gomes (PDT) na corrida presidencial. O democrata baiano ressaltou, no entanto, que pessoalmente teria “dificuldade” de apoiar o pedetista.

    “Nunca participei deste tipo de conversa. Tenho dificuldades de apoiar alguém… Tenho que saber quais valores ele defende. Se não apoiar meus valores, eu não posso apoiar. O candidato do meu partido é o Rodrigo Maia”, afirmou, em entrevista ao Metro1.

    Segundo o jornal Folha de S. Paulo, para evitar uma derrota e o esfacelamento completo do grupo político que hoje se autodenomina de centro, DEM, PP e PR cogitam um acordo com o ex-ministro.

     

  13. Orlando Soares Varêda

    9 de maio de 2018 7:27 pm

    PERGUNTO: DEVEREMOS MESMO

    PERGUNTO: DEVEREMOS MESMO CASSAR A CANDIDATURA DO LULA?  NOS ANTECIPANDO AO  TSE, STF & CIA?

    O desagregador Ciro Gomes, além do mais, é um sujeito muito aperreado. O outro “caga-raiva,”  o tal do justiceiro Joaquim Barbosa. Ainda bem percebeu a tempo, não dispor de inteligência emocional necessária para o embate democrático que se exige de um presidente do país que pretenda ser civilizado. Fez bem em pegar seu cavalo, retirando-o da chuva, e voltar para o tuiter que é um trem mais maneiro.

    Estes indivíduos de bofes esquentados e muito intolerantes, arrogantes e valentões, que nem hienas famintas. Não dá. Via de regra, tais indivíduos ainda bem nem abriram os olhos ao amanhecer, e já acordam caçado briga com quem aparecer pela frente. Imagino o que aguentam as esposas destes senhores. Duvido que votem neles.

    É justamente disso que nós brasileiros não precisamos no atual momento já tão conturbado pelas ações continuadas, na qual, os golpistas enfiaram o país.  Não sei mas, duvido até que o próprio Congresso Nacional, casa de debates, fosse capaz de amortecer a força desagregadora de entes assim, sem sofrer graves sequelas.

    Agora imagine, um caga-raiva dessa ferocidade, presidente. Agenda carregada, tendo que receber pessoas dos mais diversos quadrantes. Sejam: geográfico, político, ideológico, social, étnico, econômico, religiosos ou atéus, LGBT e etc.

    No mais, não vamos enfiar os pés pelas mãos CASSANDO o direito de Lula ser candidato A PRESIDENTE DA REPÚBLICA, antecipando uma provável decisão dos golpistas alojados no TSE. Decisão que, por mais provável que seja, AINDA NÃO FOI PROLATADA. Aliás, mesmo após o Fux cumprir sua tarefa fantasiosa-golpista lá no TSE. Ainda assim, restará subir ao STF.

    Não que se acredite no êxito da providência. Mas, por dever legal e no estrito cumprimento da liturgia, do cerimonial, da etiqueta, da formalidade e do protocolo. Todas esses penduricalhos que nos permitam comprovar a legalidade e lisura da nossa funcionalidade institucional da democratura, digo, vigorosa democracia. (pra iglês ver) diria os mais antigos. 

    Orlando

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