PMDB estaria de olho em Serra para presidente, diz colunista

Jornal GGN – Nem Eduardo Cunha, nem Paes, prefeito do Rio de Janeiro. O PMDB estaria de olho no senador tucano José Serra para candidato a presidente em 2018, segundo informações da colunista Dora Kramer (Estadão). De acordo com a jornalista, tudo indica que Serra e a cúpula peemedebista pretendem juntar a fome com a vontade de comer: o ex-governador paulista quer desesperadamente uma chapa presidencial para encabeçar e encontra obstáculos com Aécio Neves e Geraldo Alckmin; já o PMDB quer disputar uma eleição presidencial a valer, e precisa de um nome forte para isso.

Se as informações de Kramer não forem mais um balão de ensaio, Serra não encontraria, em tese, dificuldades no PMDB. A cúpula ficaria “unida” em torno do projeto do senador, pois nenhum outro cacique peemedebista teria o recall que Serra acumulou a partir de outras tentativas de chegar ao Planalto. Por outro lado, Serra poderia simplesmente usar dessa especulação para conquistar mais espaço no PSDB. Afinal, se concorresse pelo PMDB, dividiria votos, principalmente, com Aécio ou Alckmin.

No Estadão desta segunda-feira (29), Aécio, presidente nacional do PSDB, disse que o partido sabe que corre o risco de sair derrotado pela quinta vez consecutiva caso entre na eleição de 2018 dividido.

O futuro já começou

Por Dora Kramer

É cedo, mas antes que seja tarde demais os protagonistas da cena política já movem suas peças a fim de garantir posições favoráveis na largada para o jogo eleitoral de 2018.

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Ao que se desenha no horizonte pode vir novidade por aí, quebrando a habitual dobradinha entre PT e PSDB. Há dois movimentos importantes: a articulação do ex-presidente Luiz Inácio da Silva em torno de um novo partido para reunir as forças de esquerda e a decisão do PMDB de deixar de lado o papel de inquilino do poder de turno e tentar eleger um presidente da República.

Pela primeira vez em muitos anos, cerca de 20, o PMDB parece falar sério quando suas lideranças – entre elas o vice-presidente Michel Temer – dizem que o partido terá candidatura própria à Presidência da República.

Tão sério que a cúpula pemedebista tem um nome em vista e já está com o roteiro do desembarque do governo federal pronto. O candidato considerado ideal nessas conversas é o senador tucano José Serra: seria a união de um nome de projeção nacional com o partido mais bem estruturado em todo o País.

Serra, a respeito, não confirma nem desmente. Silencia. Mas o autodenominado “grupo pensante” do PMDB – onde figuram inclusive atuais ministros – fala, e muito, no assunto, apontando as “parcerias” que o tucano vem fazendo com o partido em torno de projetos no Senado como o embrião de uma possível união mais estável.

Os pemedebistas partem do princípio de que a aliança com o PT acabou. Aliás, raciocinam que o próprio PT acabou-se junto à opinião pública e que não será jogador competitivo em 2018. Na avaliação dos ainda parceiros do governo, o ex-presidente Lula não será candidato.

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Acreditam que o PSDB “tem teto” – quer dizer, eleitorado limitado – e que escolherá o candidato a presidente entre o governador Geraldo Alckmin e o senador Aécio Neves; apostam, diga-se, na escolha do paulista. Muito bem, nessa altura da história é que entraria José Serra com sua assumida vontade de presidir o Brasil e a oportunidade se apresentando fora de seu partido atual.

Internamente o que se diz é que não haveria problema de disputa, pois nenhum dos nomes que se especulam (Temer, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, e o deputado Eduardo Cunha) seria páreo para Serra em termos de densidade eleitoral. Se for para competir com chance, a cúpula tem certeza de que o partido se une.

Paralelamente à aproximação com o tucano, os pemedebistas põem em prática o ritual do desembarque.

Começou com as reiteradas afirmações por parte do presidente da Câmara de que a aliança entre PT e PMDB está vivendo seus últimos momentos. O senhor e a senhora podem reparar, não há desmentidos quanto a isso.

O vice-presidente da República e presidente do PMDB, Michel Temer, deixa que falem. Ele mesmo já defende em público a candidatura própria e será, no momento apropriado, o porta-voz do comunicado à presidente Dilma Rousseff, de que a franquia PMDB vai trabalhar em causa e casa próprias.

O partido como um todo vai oficializar essa decisão em setembro num congresso convocado, em tese, para discutir as eleições municipais do ano que vem. Na prática, porém, a ideia é provocar uma manifestação coletiva de desagrado com a aliança e em prol do projeto solo no âmbito nacional.

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Depois disso, momento haverá em que os ministros do partido deverão deixar os cargos. Pragmática, a direção do partido pretende que isso ocorra depois das eleições municipais. Mas não muito depois. Logo em seguida seria o ideal. Afinal, os ministérios sempre são de alguma utilidade na campanha eleitoral. Isso eles não dizem; depreende-se pelo “timing” pretendido.

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11 comentários

    • O PMDB sempre foi governo,

      O PMDB sempre foi governo, desde 1985. Entretanto, tua profecia não se realizará. Não adianta desejares boa sorte contra Lula, nosso próximio presidente. Há dez anos acerto TODOS os prognósticos em relação às eleições presidenciais. Posso errar, mas não será na próxima.

  1. E lá vai a Oposição tomar peia de novo…

    A Oposição terá como candidatos Marina, Aécio, Serra, Bolsonaro, Pastor Everaldo, Levy “Aparelho Excretor” Fidélix, Eduardo “Nada a Ver Com Isso” Jorge, Luciana Genro ou algum outro do PSOL , Zé Maria, Ei-Ei-Eimael, Rui Costa Pimenta e sabe-se lá mais quem.

    E vão perder de novo. 

  2. O PMDB não consegue se unir

    O PMDB não consegue se unir em torno de nomes deles próprios, por que o faria com um nome de fora e recém-chegado ? E outra, mesmo supondo que isso fosse posssível, já que o nome é de fora, por que não fazer como tem sido desde sempre: apoiar como chapa sem se comprometer e depois de sabido o resultado, aderir ao novo governo que se forma, seja ele quem quer tenha ganho a eleição ? Não faz o mínimo sentido isso, pensando como PMDB. Mais provável é que Serra queira um pouco mais de espaço no PSDB e tenha jogado esse balão de ensaio para conseguir alguma coisa mais lá para frente.

  3. Seria ótimo para o Brasil que

    Seria ótimo para o Brasil que isto acontecesse. Pelo mesnos o PMDB seria liquidado completamente e se deixaria de tomá-lo sempre em tão alta conta. Estes idoitas pensam que esta febre coxinha vai durar para sempre. E mesmo se durasse, os coxinhas haverão de lançar seus próprios e novos líderes. Esta armação aí é um caixão de defunto carregado por   uma guarda de esqueletos.

  4. + comentários

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