‘PSDB será protagonista na união do país’, afirma Alckmin

Após repercussão negativa da declaração de FHC, governador e presidenciável diz que PSDB será protagonista na união do País e, ainda que, ao contrário dos outros dois nomes apoiados pelo Planalto, não é fruto “nem da dinastia política, e nem de riqueza pessoal”

Governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) - José Cruz/Agência Brasil

Jornal GGN – O governador Geraldo Alckmin, que disputa o apoio do Planalto nas eleições ao lado do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou durante coletiva de imprensa no Palácio dos Bandeirantes, nesta quinta-feira (04), que o PSDB “será protagonista” no trabalho de unir o país. 
 
A fala divulgada pelo Estadão foi dada dois dias depois que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em entrevista ao mesmo jornal,  dizer que pode apoiar outro nome na disputa presidencial se Alckmin não conseguir unir o centro. Logo em seguida a divulgação da matéria, FHC soltou uma nota reforçando o apoio a Alckmin, por conta da repercussão negativa que a notícia teve entre os tucanos. 

Na coletiva desta quinta, o governador que também é presidente do PSDB iniciou a fala concordando com FHC de que o país estaria cansado da divisão e em seguida, que o partido procura reverter o cenário:
 
“Vamos trabalhar para unir o País. Unir em torno de um projeto, de uma proposta, é isso que o presidente Fernando Henrique defende e nós também defendemos. Vamos unir o Brasil e o PSDB será protagonista nesse trabalho de poder unir o País, para poder retomar o crescimento”, declarou. 
 
A tarefa de Alckmin não será fácil, e o governador destacou na coletiva que reconhece isso. Além dele, o Planalto poderá apoiar Henrique Meirelles ou Rodrigo Maia. Em entrevista para a Folha de S. Paulo, o ministro Gilberto Kassab e presidente afastado do PSD declarou que seu partido fará de tudo para que a candidatura de Meirelles a presidência aconteça e, ainda, repetiu o mesmo discurso de união entre políticos que apoiam as reformas propostas pelo governo Temer, mas sobretudo em torno de um candidato único nessas eleições. 
 
 
Ainda, segundo o Estadão, ao ser questionado se teria o perfil de candidato em comparação com os outros nomes possíveis do centro, Alckmin respondeu que não é fruto “nem da dinastia política, e nem de riqueza pessoal”:
 
“Sou fruto do povo. Com 25 anos de idade, estava na periferia da minha cidade natal trabalhando junto com a população, junto com o povo”, citando também em seu favor que nas últimas eleições estaduais venceu em 644 dos 645 municípios paulistas.  

 

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