25 de agosto de 2026

Quaest mostra disputas estaduais em SP, RJ, MG, PE e DF

Levantamento aponta lideranças de Tarcísio em São Paulo, Eduardo Paes no Rio, Cleitinho em Minas, Raquel Lyra em Pernambuco e Celina Leão no Distrito Federal
Foto de Abdias Pinheiro - TSE

Tarcísio lidera em São Paulo com 40%, Eduardo Paes no Rio com 37%, e Cleitinho em Minas com 29% nas intenções de voto.
Raquel Lyra lidera Pernambuco com 44%, Celina Leão está à frente no Distrito Federal com 34%, segundo pesquisas Quaest.
Violência é principal problema em SP; saúde lidera em MG, PE e DF; pesquisas indicam preferência por mudanças e independência.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

Pesquisas Quaest divulgadas nesta terça-feira (25) mostram o cenário das disputas pelos governos de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pernambuco e Distrito Federal nas eleições de 2026. Os levantamentos foram encomendados pela Globo e realizados entre os dias 21 e 24 de agosto, com entrevistas presenciais de eleitores a partir de 16 anos.

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Em São Paulo, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), candidato à reeleição, aparece na liderança com 40% das intenções de voto, seguido pelo ex-ministro Fernando Haddad (PT), que tem 27%. Na sequência aparecem Policial Edjane (Agir), com 2%, e Vera Lúcia (PSTU), Carlos Machado (PCB), Izadora Dias (PCO) e Vivian Mendes (UP), todos com 1%. Brancos, nulos e eleitores que não pretendem votar somam 14%, enquanto 13% ainda estão indecisos.

Na pesquisa espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados, Tarcísio registra 21% e Haddad, 9%. Outros candidatos somam menos de 1%, enquanto 66% dos entrevistados não souberam ou não quiseram indicar um nome.

O levantamento também simulou um eventual segundo turno entre Tarcísio e Haddad. Nesse cenário, o governador aparece com 47% e o petista com 30%. Brancos, nulos ou aqueles que não escolheriam nenhum dos dois somam 12%, enquanto 11% permanecem indecisos.

A pesquisa mostra ainda que 67% dos eleitores paulistas consideram definitiva a escolha do candidato, enquanto 33% admitem que ainda podem mudar de voto até a eleição, marcada para 4 de outubro. Entre os entrevistados, 57% afirmam que Tarcísio merece ser reeleito, enquanto 37% dizem que ele não merece.

A aprovação da administração estadual chega a 56%, enquanto 31% desaprovam a gestão. Na avaliação geral, 42% consideram o governo positivo, 31% o classificam como regular e 21% como negativo.

Sobre os rumos do próximo governo, 40% dos paulistas defendem que o eleito mude apenas o que não está funcionando, enquanto 34% consideram necessária uma mudança completa. Outros 22% preferem a continuidade do trabalho atual.

A pesquisa também investigou o peso de alianças políticas. Para 37%, o próximo governador deveria ser independente. Outros 33% preferem um aliado de Flávio Bolsonaro, enquanto 26% optam por um aliado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O apoio de Lula aumenta a disposição de votar em um candidato para 20% dos entrevistados, não altera a escolha para 41% e reduz essa possibilidade para 37%. Já o apoio de Flávio Bolsonaro aumenta a intenção de voto para 24%, não muda a decisão de 45% e diminui a disposição de votar para 29%.

A violência aparece como o principal problema de São Paulo, citada por 34% dos entrevistados. Saúde vem em seguida, com 22%, enquanto economia e educação foram mencionadas por 8% e 6%, respectivamente.

No índice de conhecimento e rejeição, Haddad apresenta 59% de entrevistados que dizem conhecê-lo e não votar nele, contra 37% de Tarcísio. O governador é conhecido e receberia o voto de 50%, enquanto Haddad tem 34% nesse quesito.

Eduardo Paes lidera no Rio de Janeiro

No Rio de Janeiro, o ex-prefeito Eduardo Paes (PSD) aparece na primeira colocação, com 37% das intenções de voto. O deputado estadual Douglas Ruas (PL) tem 14%, enquanto o ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos) registra 7%. William Siri (PSOL) aparece com 3%, Coronel Busnello (Missão), Cyro Garcia (PSTU) e Juliete (UP) têm 1% cada. Os demais candidatos não alcançam 1%.

Brancos, nulos e eleitores que não pretendem votar representam 16%, enquanto 20% estão indecisos. Na pesquisa espontânea, Paes registra 16%, Ruas 7% e Garotinho 1%. O percentual de indecisos, nesse formato, sobe para 69%.

Paes também lidera nas simulações de segundo turno. Contra Douglas Ruas, aparece com 50%, diante de 20% do adversário. Em um confronto com Garotinho, o ex-prefeito alcança 53%, contra 12% do ex-governador.

O cenário indica, ainda, um eleitorado relativamente aberto a mudanças: 58% dizem que a escolha já é definitiva, enquanto 42% admitem alterar o voto até outubro. Paes lidera em 20 dos 21 recortes analisados pela Quaest, perdendo apenas entre os eleitores que se identificam como bolsonaristas. Nesse grupo, Ruas registra 29%, contra 22% de Paes.

Em relação aos rumos do estado, 54% defendem uma mudança completa, enquanto 32% preferem alterar apenas o que não funciona. Apenas 11% querem a continuidade da atual administração.

Quanto às alianças, 38% preferem um governador independente, 32% optam por um aliado de Flávio Bolsonaro e 25% por um aliado de Lula. O apoio do presidente aumenta a intenção de voto para 17%, não produz efeito para 44% e reduz a disposição de votar para 35%. O apoio de Flávio Bolsonaro, por sua vez, aumenta a intenção de voto para 27%, não muda a escolha para 41% e diminui para 29%.

Garotinho apresenta o maior índice de rejeição entre os principais candidatos: 68% dizem conhecê-lo, mas não votariam nele. Paes tem 41% de rejeição, enquanto Ruas registra 21%.

A pesquisa também avaliou o governo interino de Ricardo Couto. A administração é aprovada por 38% e desaprovada por 20%; 42% não souberam ou não responderam. Na avaliação qualitativa, 20% consideram a gestão positiva, 34% regular e 16% negativa.

Cleitinho abre vantagem em Minas Gerais

Em Minas Gerais, o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) lidera a corrida pelo governo estadual com 29%. O petista Patrus Ananias aparece em segundo, com 11%, seguido por Alexandre Kalil (PDT), com 10%, Mateus Simões (PSD), com 7%, e Gabriel Azevedo (MDB), com 5%. Flávio Roscoe (PL) tem 3%, Ben Mendes (Missão), 2%, enquanto Professor Túlio Lopes (PCB) e Rafael Duda (PSTU) registram 1% cada. Indira Xavier (UP) e Henrique Áreas (PCO) aparecem com 0%.

Indecisos representam 19% e brancos, nulos ou eleitores que não pretendem votar somam 12%. Na pesquisa espontânea, Cleitinho tem 11%, Patrus 3%, Kalil 2%, Gabriel e Mateus Simões 1% cada. Nesse formato, 80% dos eleitores estão indecisos.

A liderança de Cleitinho também se mantém nas seis simulações de segundo turno apresentadas pela pesquisa. Contra Kalil, o senador teria 48%, diante de 27%. Contra Patrus, chega a 51%, contra 26%. Em um eventual confronto com Mateus Simões, marca 49%, contra 17%.

Nos demais cenários, Kalil aparece à frente de Patrus por 42% a 18%, enquanto o confronto entre Kalil e Mateus Simões é o mais equilibrado, com 32% a 30%. Patrus também supera Simões em uma simulação, por 35% a 31%.

A maioria dos mineiros defende algum grau de mudança no governo estadual. Para 43%, o próximo governador deveria mudar apenas o que não está funcionando, enquanto 37% defendem uma mudança completa. Apenas 16% preferem a continuidade.

Em relação às alianças políticas, 34% gostariam de um governador aliado de Lula, 31% preferem um nome independente e 30% optam por um aliado de Flávio Bolsonaro. O apoio de Lula aumenta a chance de voto para 23%, não altera a decisão de 38% e reduz a possibilidade para 36%. No caso de Flávio Bolsonaro, 27% dizem que o apoio aumenta a chance de voto, 40% afirmam que não muda nada e 28% dizem que diminui.

O apoio do governador Romeu Zema também foi testado: 26% afirmam que ele aumentaria a chance de votar no candidato apoiado, 49% dizem que não faria diferença e 21% apontam efeito negativo.

A saúde é o principal problema de Minas Gerais, citada por 28% dos entrevistados. Violência aparece em segundo lugar, com 13%, seguida por economia, com 10%, e educação, com 9%.

No índice de rejeição, Alexandre Kalil aparece com 41%, seguido por Patrus Ananias, com 40%. Cleitinho tem 20% de rejeição, enquanto Mateus Simões registra 16%.

A aprovação do governo Zema é de 37%, contra 27% de desaprovação. Na avaliação geral, 30% consideram a gestão positiva, 30% regular e 16% negativa. Outros 24% não souberam ou não responderam. Questionados se Zema merece eleger um sucessor, 40% disseram que sim e 47% responderam que não.

Raquel Lyra lidera em Pernambuco

Em Pernambuco, a governadora Raquel Lyra (PSD) aparece com 44% das intenções de voto, oito pontos à frente do prefeito do Recife, João Campos (PSB), que tem 36%. Ivan Moraes (PSOL) registra 1%, enquanto os demais candidatos não chegam a 1%.

Brancos, nulos e eleitores que não pretendem votar somam 7%, e 12% estão indecisos. Na pesquisa espontânea, Raquel aparece com 33%, João Campos com 22%, enquanto 40% não souberam indicar um candidato.

Em um eventual segundo turno, Raquel Lyra mantém a vantagem, com 47% contra 37% de João Campos. Outros 9% estão indecisos e 7% afirmam que votariam em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos.

A pesquisa indica que 72% dos eleitores pernambucanos consideram definitiva sua escolha, enquanto 27% ainda podem mudar de voto até outubro.

O cenário eleitoral aparece associado à avaliação positiva da governadora. A administração de Raquel Lyra é aprovada por 68% dos entrevistados e desaprovada por 24%. Na avaliação geral, 46% consideram o governo positivo, 33% regular e 16% negativo. Para 61%, Raquel merece ser reeleita; 33% discordam.

O diretor da Quaest, Felipe Nunes, afirmou que os números indicam uma relação entre a aprovação do governo e a intenção de voto. Segundo ele, a governadora teria conseguido transformar a avaliação positiva de sua gestão em vantagem eleitoral no momento atual.

Em relação aos rumos do estado, 41% defendem a continuidade do trabalho realizado, 31% preferem mudanças pontuais e 23% consideram necessária uma mudança completa.

Pernambuco também apresenta o maior percentual, entre os estados pesquisados, de preferência por um governador aliado de Lula: 50% dos entrevistados escolheriam essa opção. Outros 29% preferem um governador independente e 17% um aliado de Flávio Bolsonaro.

O apoio de Lula aumenta a chance de voto em um candidato para 34%, não altera a escolha para 44% e reduz a possibilidade para 18%. Já o apoio de Flávio Bolsonaro aumenta a intenção de voto para 15%, não produz efeito para 47% e diminui a disposição de votar para 34%.

A saúde é apontada como principal problema de Pernambuco por 33% dos entrevistados, seguida pela violência, com 21%. Corrupção, desemprego e educação aparecem com 5% cada.

João Campos apresenta rejeição de 40%, enquanto Raquel Lyra tem 34%. Apesar da vantagem eleitoral, ambos são os candidatos mais conhecidos e avaliados no levantamento.

Celina Leão lidera no Distrito Federal

No Distrito Federal, Celina Leão (PP) aparece na liderança da corrida pelo governo, com 34% das intenções de voto. Arruda (PSD) tem 20% e Leandro Grass (PT), 13%. Paula Belmonte (PSDB) e Cappelli (PSB) registram 3% cada, enquanto Kiko Caputo (Novo) tem 2%. Professora Samara Mineiro (UP) aparece com 1%, e os demais candidatos não chegam a 1%.

Brancos, nulos e eleitores que não pretendem votar somam 10%, enquanto 14% estão indecisos. Na pesquisa espontânea, Celina tem 15%, Arruda 8% e Grass 7%. O percentual de indecisos chega a 63%.

Celina também lidera as três simulações de segundo turno. Contra Arruda, registra 42%, contra 32%. Diante de Leandro Grass, chega a 52%, contra 24%. Em um confronto entre Arruda e Grass, o primeiro teria 44%, enquanto o petista ficaria com 26%.

Apesar da liderança, o eleitorado do Distrito Federal é o que apresenta maior disposição para mudar de voto entre os cinco levantamentos. Apenas 47% consideram definitiva a escolha, enquanto 53% afirmam que ainda podem alterar a decisão até outubro.

A pesquisa mostra ainda uma forte demanda por mudança: 51% defendem uma transformação completa na administração distrital, enquanto 36% preferem mudanças apenas nos pontos considerados insatisfatórios. Somente 11% desejam continuidade.

Quanto às alianças políticas, 42% preferem um governador independente, 29% querem um aliado de Flávio Bolsonaro e 25% optam por um aliado de Lula. O apoio do presidente aumenta a chance de voto para 21%, não altera a escolha para 42% e diminui a possibilidade para 35%. No caso de Flávio Bolsonaro, 23% apontam efeito positivo, 39% dizem que não muda nada e 36% afirmam que reduz a chance de voto.

A saúde aparece de maneira disparada como principal problema do Distrito Federal, mencionada por 58% dos entrevistados. Corrupção vem em seguida, com 14%, e violência, com 10%.

Arruda apresenta o maior índice de rejeição entre os principais candidatos, com 50% dos entrevistados dizendo que o conhecem, mas não votariam nele. Celina tem 44% de rejeição, enquanto Leandro Grass registra 29%.

A administração de Celina Leão é aprovada por 54% dos entrevistados e desaprovada por 32%. Na avaliação qualitativa, 36% consideram o governo positivo, 30% regular e 24% negativo.

Pesquisas apontam cenários distintos nos cinco estados

Os levantamentos da Quaest mostram cenários eleitorais bastante diferentes entre as unidades da Federação. Em São Paulo, Tarcísio de Freitas aparece 13 pontos à frente de Fernando Haddad e mantém vantagem também em um eventual segundo turno. No Rio de Janeiro, Eduardo Paes lidera com 23 pontos de vantagem sobre Douglas Ruas e vence as simulações de segundo turno.

Em Minas Gerais, Cleitinho é o principal nome da disputa, com 18 pontos de vantagem sobre Patrus Ananias, enquanto Raquel Lyra lidera Pernambuco por oito pontos diante de João Campos. No Distrito Federal, Celina Leão tem 14 pontos de vantagem sobre Arruda.

Os levantamentos também mostram diferenças importantes na relação dos eleitores com as atuais administrações e com as alianças nacionais. Pernambuco registra a maior preferência por um governador aliado de Lula, com 50%, enquanto São Paulo apresenta o maior percentual de preferência por um aliado de Flávio Bolsonaro, com 33%. No Distrito Federal, a opção por um governador independente é majoritária, com 42%.

As pesquisas foram realizadas entre 21 e 24 de agosto. Em São Paulo, foram entrevistadas 1.800 pessoas, com margem de erro de dois pontos percentuais e registro SP-06946/2026. No Rio de Janeiro, foram 1.302 entrevistados, com margem de erro de três pontos e registro RJ-08748/2026. Em Minas Gerais, a Quaest ouviu 1.506 pessoas, também com margem de erro de três pontos, e registro MG-04060/2026. Em Pernambuco, foram 1.302 entrevistas, com margem de erro de três pontos e registro PE-07828/2026. No Distrito Federal, participaram 1.104 eleitores, com margem de erro de três pontos e registro DF-06256/2026. Todos os levantamentos têm nível de confiança de 95%.

*Com informações do g1.

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