4 de junho de 2026

Raciocínio de Marina foge da análise e flerta com a esperança, por Karla Brito

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Por Karla Brito

Ando olhando muito para as entrevistas de Marina, esses dias, e lendo as diversas análises.

Marina não consegue dialogar com um entrevistador arrogante, sem ignora-lo rispidamente (“não está claro para você, maseu  vou deixar claro para o telespectador”), como seria possível dialogar com uma eventual oposição, forças opostas, etc.?

Marina não consegue ouvir um gracejo sobre sua silhueta sem se sentir incomodada, como ela encararia a avalanche de insultos que a mídia e a internet passaram a direcionar-lhe, cedo ou tarde, em um eventual governo?

Marina beira ao delírio ao pressupor que, magicamente, o voto irá resolver a complexidade da política brasileira, exposta neste artigo. Declarações como “os nossos parlamentares serão eleitos pela sociedade brasileira que já fará uma parte da reforma [política], a partir da escolha que fizer”, no debate da Band (muito bem extraída pelo Eduardo Jorge que, aliás, se não for presidente, poderia pensar no ramo da entrevista), não têm base no racional, mas numa espécie de pensamento positivo (bem parecido com a seleção que perdeu de 7×1, se me permitem a comparação futebolística…). No raciocínio de Marina parece não haver a análise, mas a esperança, apenas. Esperança é bom, mas esperar baseado no nada é o que, tradicionalmente, chamamos de preguiça, loucura, irresponsabilidade… Isso não combina com as qualidades que deveriam ter um presidente.

Marina delira ou Marina é uma professora? Conta ótimas estórias para cativar o seus alunos, resgatando a memória afetiva destes para facilitar a aprendizagem do conteúdo. A questão é que bons e maus professores usam essa metodologia pedagógica. Geralmente, como alunos, gostamos de ambos, mas só o bom professor consegue facilitar a aprendizagem. Que conteúdo Marina está ensinando aos eleitores? O do Itaú, o da Natura, o do agronegócio, o do fundamentalismo religioso? A mim, não parece ser o da sustentabilidade…

Lourdes Nassif

Redatora-chefe no GGN

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12 Comentários
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  1. Ana Paula Andrade

    29 de agosto de 2014 2:05 pm

    Esperam o que mesmo de Marina Silva?

    A velha politica do estado minimo para o povão e máximo para Neca do Itaú ou Itaú da Neca…tanto faz

  2. Assis Ribeiro

    29 de agosto de 2014 2:17 pm

    Simples assim.

    Simples assim.

  3. Caio Diana Duarte

    29 de agosto de 2014 2:23 pm

    Marina

     

    Marina é INSUSTENTÁVEL!!!

     

  4. Fernando Lopes

    29 de agosto de 2014 2:32 pm

    O perigo da esperança

    Esperança é bom, mas esperar baseado no nada é o que, tradicionalmente, chamamos de preguiça, loucura, irresponsabilidade… Isso não combina com as qualidades que deveriam ter um presidente.

    Na filosofia do budismo tibetano a esperança é considerada uma coisa ruim. Nas bases da filosofia budista está a compreensão de duas características inerentes a realidade em que vivemos: a impermanência e o carma. A impermanência se deve ao fato que nada é permanente, para sempre, tudo (absolutamente tudo) muda o tempo todo, a realidade é um constante processo de mudança, e é impossível saber quando esta mudança acontecerá e o que virá depois. O carma se deve ao fato que a realidade que vivemos atualmente é pura consequência dos nossos atos, pensamentos e falas do passado. Nós estamos onde estamos porque fizemos no passado as coisas que fizemos. Se você medita a respeito desses dois conceitos (impermanência e carma) você percebe que ter esperança, e realizar atos “na esperança de…” é extremamente perigoso! A situação pode mudar a qualquer momento e você se baseia na esperança de tudo vai permanecer pelo menos “sob controle”. E ai? Tudo muda, para um lado desconhecido e você não pode abandonar a esperança (pois seu carma não permite), a última que morre!

  5. Mario Siqueira

    29 de agosto de 2014 2:45 pm

    Pra ficar igualzinha

    Pra ficar igualzinha, só falta ter tambem “aquilo roxo”. Será ?

    1. PauloBR

      29 de agosto de 2014 8:03 pm

      Roxo, sim

      Tingido com beterrabas cultivadas organicamente. Mas também pode ser maquiagem da Natura.

  6. Calvin

    29 de agosto de 2014 7:21 pm

    “Os melhores” X “Nós contra eles”

    Acho que o quebra-quebra de “crasses” já deu o que tinha que dar, todo mundo se cansou daquele arroto prepotente que se vangloria da ignorância. 

    Anote aí, só Marina sozinha derrubará Marina (como foi com Roseana e Ciro)

  7. Alessandre de Argolo

    29 de agosto de 2014 10:49 pm

    E quem seria o exemplo que a autora indicaria?

    “Marina não consegue dialogar com um entrevistador arrogante, sem ignora-lo rispidamente (“não está claro para você, maseu  vou deixar claro para o telespectador”), como seria possível dialogar com uma eventual oposição, forças opostas, etc.?”

    Eu quero saber quem a autora do post citaria como exemplo de tolerância para com a oposição. O PT da Dona Dilma e do seu Lula??

    Ué, os petistas são os mais intolerantes, arrogantes e autoritários ao contraditório político que existem. Quem não está com eles (entenda-se, quem não ajoelha e não reza na cartilha de São Lula, mártir da Igreja do PT, São Dirceu e outros santos), é “reacionário”, “demotucano” e outros “mimos” rsrsrs

    O PT da Dona Dilma e do Seu Lula, que considera corrupção com recibo “mero” caixa 2 de campanha, é a “alternativa democrática” que a autora citaria como exemplo??

    Piada…

    O PT e seus militantes são tão intolerantes ao contraditório democrático, e basta ver os ataques que fazem contra Marina para constatar isso, que, neste quesito, são praticamente iguais aos fascistas italianos históricos. Só estão faltando os esquadrões que pratiquem violência física. Por enquanto, eles se contentam com violência moral e/ou psicológica. É que falta coragem e eles ficam só na vontade. Nisso, o Duce e seus seguidores eram mais corajosos e eficientes.

    1. João Lucas

      30 de agosto de 2014 12:38 am

      É, claro, somos tão

      É, claro, somos tão intolerantes que até fomos os primeiros a criar um termo para desumanizar nossos oponentes políticos. Não, pera, o termo “petralha” foi cunhado pelos tucanos… Pois é, né? Aliás, quem andou torturando gente em nome do Mercado não faz meio século aqui foi a DIREITA.

      1. Alessandre de Argolo

        1 de setembro de 2014 5:34 am

        Conta outra, pois vitimização vinda de petista é piada ruim

        Os petistas muito antes cunharam tucanalha. Perto disso, petralha é xingamento inofensivo.

    2. Karla Brito

      31 de agosto de 2014 9:41 pm

      Desculpe-me, Alessandre, não

      Desculpe-me, Alessandre, não tinha visto seu comentário. Pesquisava mais matérias no site e vi que foi publicado este meu comentário, agora.

      Pois bem, quanto ao seu questionamento, provavelmente, ninguém na política é capaz de um diálogo na forma que propõe Marina, nem ela mesma. E é essa a essência de meu comentário, em resposta a um post que tratava da personalidade de Marina (https://jornalggn.com.br/noticia/marina-e-o-mito-do-cavaleiro-solitario). É dela a retórica como a mais capaz para agregar, dialogar, unir, consolidar e apaziguar a política brasileira. O que fiz foi observar que o discurso não encontra reflexo na ação, em situações triviais de campanha.

      Quanto a intolerância do PT, eu acho o governo até muito equilibrado, dado o ataque diuturno da oposição e da mídia nos últimos doze anos. Talvez você esteja melindrado com os embates na internet, que são, realmente, insuportáveis. Mas, para mim, estes não representam a vida real, que é o que discuto quando falo de política.

      Alternativa ao discurso que Marina apresenta, realmente, não há. Ele é elevado, repleto de truísmos. Não me convenço com candidatos que se apresentam como gabaritos políticos, etéreos. Talvez, assim, eu nunca perdesse uma discussão na internet. É uma posição cômoda, mas que não me permitiria não me preocupar com os governantes.

  8. altamiro souza

    29 de agosto de 2014 11:35 pm

    a marina só vai de espernaça


    a marina só vai de espernaça porque sabe que as urnas é que decidirão as eleições em favor de dilma.

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