13 de agosto de 2026

TSE adia reunião sobre possível proibição de deepfakes nas eleições

Encontro de ministros discutiria limites para o uso de inteligência artificial e possíveis punições durante a campanha de 2026
Crédito: Reprodução/ Youtube

TSE adiou reunião sobre ampliação da proibição de deepfakes nas eleições de 2026, sem nova data definida.
Discussão inclui proibição total ou restrição de deepfakes que enganem eleitores ou prejudiquem candidatos.
Debate ocorre após ação do PT contra vídeo com IA na convenção de Flávio Bolsonaro, caso ainda em análise no TSE.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) adiou a reunião prevista para esta quinta-feira (13) que discutiria a possibilidade de ampliar a proibição do uso de deepfakes nas campanhas eleitorais de 2026. O encontro também trataria das punições para candidatos e partidos que descumprirem as regras.

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A reunião havia sido convocada pelo presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, e deveria ocorrer após a sessão de julgamentos do plenário. Uma nova data ainda não foi definida.

Segundo ministros, o adiamento ocorreu devido ao prolongamento da sessão desta quinta-feira. A intenção era discutir os limites para o uso de inteligência artificial durante a campanha e avaliar se as regras atuais precisam ser ampliadas.

Discussão

Uma das propostas que seriam analisadas é a proibição total de deepfakes durante o período eleitoral. Outra possibilidade seria restringir a vedação aos casos em que a tecnologia fosse usada para enganar eleitores ou prejudicar candidatos.

Deepfake é uma técnica baseada em inteligência artificial que permite modificar imagens, vídeos ou áudios. A tecnologia pode, por exemplo, substituir o rosto de uma pessoa ou alterar sua voz e suas falas para criar um conteúdo que não corresponde à realidade.

Antes do adiamento, ministros indicavam que havia uma tendência de discutir uma restrição mais abrangente. A ideia seria reduzir a quantidade de disputas judiciais envolvendo o uso de conteúdos produzidos ou modificados por inteligência artificial durante as eleições.

Também estavam previstas discussões sobre as penalidades aplicáveis em caso de violação das regras, incluindo advertências e multas.

Flávio Bolsonaro

O debate ocorre em meio a uma ação apresentada pelo PT contra a utilização de um vídeo produzido com inteligência artificial e com a imagem do ex-presidente Jair Bolsonaro durante a convenção que oficializou Flávio Bolsonaro (PL) como candidato à Presidência da República.

O caso ainda será analisado pelo TSE. O PT argumenta que a exibição do vídeo violou as normas eleitorais relacionadas ao uso de conteúdos sintéticos.

A defesa de Flávio Bolsonaro, por outro lado, afirma que o público foi informado de que o material era uma simulação produzida por inteligência artificial e que não houve intenção de induzir os eleitores ao erro.

Regras para 2026

A regulamentação aprovada pelo TSE para as eleições de 2026 já estabelece restrições ao uso de conteúdos sintéticos em áudio e vídeo quando a tecnologia é empregada para beneficiar ou prejudicar candidaturas por meio da substituição ou alteração digital de imagem e voz.

O tribunal, porém, ainda avalia como essas regras devem ser aplicadas e quais situações envolvendo inteligência artificial devem ser permitidas ou proibidas durante a campanha eleitoral.

A eventual ampliação das restrições poderá definir parâmetros mais específicos para o uso de deepfakes e de outras ferramentas de inteligência artificial na disputa eleitoral deste ano.

*Com informações do g1.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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