Xadrez do golpe do impeachment em Minas Gerais, por Luis Nassif

O golpe tentado contra o governador Fernando Pimentel é da mesma natureza do que foi aplicado contra a presidente Dilma Rousseff. Os motivos são os mesmos, os personagens, os mesmos, e os álibis são os mesmos.

O golpe está sendo articulado a partir de Brasília, com a coordenação de Michel Temer e Romero Jucá, em cima da tecnologia de golpe desenvolvida por Eduardo Cunha, avalizada pelo Supremo Tribunal Federal, incorporada pelo PMDB, comprovando que a Lava Jato conseguiu entronizar no poder o maior sistema de corrupção política da história.

Para entender:

Peça 1 – o PMDB mineiro

Até agora, o PMDB mineiro estava dividido em duas turmas, uma apoiando o governo Pimentel, outra tentando o golpe. A primeira era liderada pelo presidente da Assembleia Legislativa, Adalclever Lopes; a segunda, pelo vice-governador Antônio Andrade, o Michel Temer de Fernando Pimentel. O PMDB era mantido sob relativo controle graças às divergências entre ambos.

O que levou à aproximação, foram três pontos de interesse:

Interesse 1 – a candidatura ao Senado Federal. Haverá duas vagas em votação. A ideia do PMDB era ter Dilma Rousseff como candidata a deputado federal, aumentando a votação da coligação PT-PMDB e abrindo espaço para a eleição do próprio Adalclever pelo PMDB. As pesquisas dão 20% de preferência a Dilma no Senado. Aparentemente, não se chegou a um acordo e Dilma se candidatará à vaga de senadora.

Interesse 2 – Abriu-se uma vaga no Tribunal de Contas do Estado (TCE), com a morte da conselheira Adriene Andrade. O PMDB pretende ocupar a vaga.

Interesse 3 – dos próprios cardeais do PMDB, Temer e Jucá, apostaram no rompimento da aliança com o PT em Minas para fortalecer a própria bancada. A decisão do impeachment foi tomada por Adalclever após um encontro com Romero Jucá.

Peça 2 – a tecnologia do golpe

A partir daí consolidou-se a tentativa de golpe, em tudo similar à estratégia posta em prática por Eduardo Cunha.

Monta-se a comissão do impeachment. Cada bancada indicará seus representantes para votar a admissibilidade do impeachment. Depois, o caso irá a plenário.

Aprovando a admissibilidade, Pimentel será obrigado a se afastar e o PMDB ficará com o controle da máquina pelo tempo que falta até as eleições. E aí pretende se impor contando com os impolutos de Brasilia associados aos impolutos de Belo Horizonte. E o Ministro Luís Roberto Barroso entendendo que tudo foi dentro dos parâmetros da democracia.

Peça 3 – a chantagem do legislativo

O álibi para o impeachment são os atrasos nos pagamentos do Estado, imerso em grave crise fiscal herdada do governo Anastasia (leia aqui), agravada pela crise da economia brasileira.

Anos atrás, a Câmara de Vereadores tentou golpe semelhante com o então prefeito Márcio Lacerda, devido a atrasos nos repasses. Este reagiu ameaçando divulgar os gastos dos vereadores – cada gabinete custa cerca de R$ 5,5 milhões anuais. A Câmara recuou.

Agora, se levanta novamente a questão orçamentária para tentar repetir o golpe de Eduardo Cunha e Antonio Anastasia, o relator do impeachment no Senado.

O sucesso ou não do jogo dependerá dos grupos independentes da Assembleia, já que o PMDB rompe com o governo.

Peça 4 – a questão fiscal

Pimentel herdou o Estado com um rombo orçamentário da ordem de R$ 7,5 bilhões, deixado por Anastasia – que, na comissão do impeachment, procurou de todas as maneiras criminalizar meros atrasos nos pagamentos do governo.

Segundo levantamento no artigo “O Xadrez de Anastasia, o conseglieri do poderoso chefão”, desde 2013 Anastasia reocrreu a um jogo pesado de adulteração das contas fiscais do Estado, antes mesmo do desaquecimento da economia em 2014.

A maneira de Dilma enfrentar a crise foi atrasando os repasses para os bancos públicos e editando decretos de remanejamento de despesas, que não implicaram no aumento de um centavo em relação à LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias).

As manobras de Anastasia foram um verdadeiro estupro na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF):

  • Ampliação da folha em R$ 2,7 bilhões anuais no último ano de governo, 2014.
  • Proposta orçamentária inflada com previsão de R$ 4,8 bilhões de dividendos da Cemig, contra média de R$ 2 bi dos anos anteriores.
  • Financiou gastos da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, com recursos obrigatórios da saúde.
  • Liquidou com o Fundo Previdenciário, que tinha saldo de R$ 3,5 bilhões e garantiria o equilíbrio para 60 mil servidores novos do Estado. Os servidores foram incorporados à folha, arrebentando de vez com o equilíbrio fiscal precário do Estado. Minas ficou inadimplente junto ao INSS. E só não foi declarado insolvente devido a uma medida liminar do Supremo Tribunal Federal, em um quadro precário.
  • Esvaziou o caixa do Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais, R$ 350 milhões que impediram o custeio dos hospitais,

O resultado foi um déficit da ordem de R$ 7,3 bilhões no primeiro ano do governo Pimentel, e um inchaço na folha de aposentadoria, liquidando o fundo criado na gestão Itamar Franco. Em condições normais de temperatura e de funcionamento do Judiciário, provavelmente Anastasia seria expulso da vida pública pelas irresponsabilidades fiscais cometidas.

A bomba ficou para seu sucessor. Em vez de denunciar o estado de calamidade fiscal recebido, Pimentel preferiu contemporizar, seguindo o manual de republicanismo ingênuo do próprio Lula e de Dilma. Agora, a bomba explodiu.

Mas, por outro lado, o aecismo – que governou o Estado até 2014 – está em seus estertores. Por aí se explica a ofensiva do PMDB contra Pimentel.

Peça 5 – a questão política

O pano de fundo são as próximas eleições.

Desde o golpe o governo Temer tem atuado para desestabilizar a gestão Pimentel. As razões são óbvias. Trata-se do maior estado brasileiro em mãos da oposição, em termos de economia, população e localização.

Nas últimas eleições, Minas teve papel decisivo, praticamente decidindo as eleições, inclusive em 2014, tendo Aécio como candidato.

Com o fim do aecismo, a situação do PSDB ficou periclitante nos dois maiores colégios eleitorais do país. Geraldo Alckmin está fraco em São Paulo, e Aécio tende a desaparecer em Minas, O movimento visa, em última instância, impedir uma derrota arrasadora para o PSDB, principal partido aliado do PMDB de Temer.

De qualquer modo, o jogo ainda não está jogado. Nos próximos dias, haverá uma ofensiva do governo Pimentel em cima dos independentes e do próprio PMDB.

Luis Nassif

69 Comentários

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  1. Incompetência ou burrice?

    Pimentel é o 2º maior exemplo, depois da Dilma, da mais completa incompetência política desses “novos” quadros do executivo do PT. Pegou Minas Gerais completamente falida e até a pedras das ruas sabiam que a bomba iria estourar em suas mãos, mas mesmo assim praticou o tal do “republicanismo” e não fez uma única denúncia ou apuração dos governos anteriores. Passou quase seu mandato inteiro se segurando para não ser derrubado do governo e muito provavelmente será esfolado tanto pelos adversários quanto pelas urnas. Esperamos que os candidatos da esquerda pelo menos aprendam alguma lição com os casos da Dilma, Primentel e Haddad. Se quer entrar na briga de foices da política, não venha querer disputar com tapas de luvas de seda.

    1. acho que não é nem

      acho que não é nem incompetência, nem burrice..

      .. é um zé cardozismo que dominou o PT, mas isso vem desde o início do governo Lula..

      .. é um povo que não está a fim de lutar..

      .. até porque lutar é chato mesmo..

      .. eles querem reformar por dentro..

      .. e até hoje não entenderam que a justiça brasileria é – na verdade – garantia de privilégios.

      1. Distânciamento das bases.

        Concordo jruiz.

        Essa semana critiquei a carta de Lula ao MST e fui considerado quase um esquerdista traidor he he he.

        Vejo três grandes problemas no PT:

        1 – Após virar governo, o PT se afastou radicalmente de suas bases de militância e apoio popular. Com a militância sempre junto, jamais haveria golpe de Dilma, Pimentel ou qualquer que seja.

        2 – O PT governo, ficou cego pelo republicanismo e parece até agora não entender que vivemos uma guerra, sim, uma guerra, de classes. Enquanto deveria estar com sengue nos olhos e indo pra cima e jogando o mesmo jogo, vem o republicanismo explícito em nomear o primeiro negro para o STF, ampossar o primeiro da lista tríplice a PGR, acreditar na independência dos poderes, acreditar nas instituições…

        3 – A comunicação do PT é um lixo! Primeiro, por não atuar ativamente na educação das massas populares que sempre e continuamos vivendo uma violente guerra de classes – maoísmo – o que se deve ao distanciamento das suas bases; nunca soube divulgar com eficiência seus programas sociais; nunca soube explicar claramente o papel da Petrobrás e o Pré-Sal, assim como das demais estatais estratégicas como Embraer, Eletrobrás e outras; acreditou que pagar anúncios na velha mídia golpista pouparia o governo de ateques – Dirceu, Lula e Palocci salvaram a Globo no primeiro ano de mandato; ignoraram a blogosfera até o iminente impeachment de Dilma – quando procuraram já era tarde de mais; continua sem saber comunicar ao povo por que a prisão de Lula é política e fica na retórica é injusta, é injusta, é injusta, é injusta… é injusta por que, diabos?!!!

        Deixamos a militância quando elegemos Lula pela primeira vez, por já ter entendido uma guinada muito ao centro.

        Mas mesmo com todas as críticas, sempre votamos Lula/Dilma, nas esquerdas – meu deputado é Ivan Valente – e sempre defendemos as políticas acertivas.

        Defendemos Lula livre, não necessariamente candidato pelo risco de não poder assumir governo algum.

        Infelizmente parte da esquerda não suporta ser criticada. Acha que devido ao momento é preciso pôr uma pedra no passado. Não, temos que lutar sim, defender os acertos, mas jamais deixar de sermos críticos a quem quer que seja.

    2. Na prefeitura de SP,

      Na prefeitura de SP, aconteceu o contrário. Haddad entregou a prefeitura com as contas arrumadas, dentro do quadro terrível da economia, pro Dória e na primeira que o fdp não conseguiu cumprir ele não pensou duas vezes em dizer que o Haddad tinha entregue a prefeitura com as contas estouradas. 

      Essa tentativa de impeachment em Minas será a prova dos nove pra Pimentel. Se ele conseguir se livrar dessa, talvez comece a mostrar que a esquerda não vai aceitar bovinamente os golpes da direita. 

  2. Repete-se: “com supremo, com

    Repete-se: “com supremo, com tudo”.

    E os ministrecos, ó, né dona carmencita, contentes com suas erudições e falastronices.

    O país? Ora, o país que se exploda.

  3. A Caravana do Lula em Minas Gerais reuniu dezenas de milhares de

    A Caravana do Lula em Minas Gerais reuniu dezenas de milhares de apoiadores. A Dilma, junto com outras lideranças do PT e da Cut poderiam refazer a caravana feita por Lula em minas denunciando o novo golpe, assim como intensificar a campanha pela liberdade do Lula. Seria uma forma de unificar as bandeiras associando o golpe do impeachment da Dilma, com o impeachment do Pimentel e a prisão e o impedimento da candidatura do Lula.

    O PT precisa sair da sua postura defensiva e começar a intensificar as mobilizações convocando sua militância para defender o legado presidente Lula. A Caravana do Lula em Minas deixou uma quantidade enorme de manifestantes mobilizados que podem ser convocados. Nesse contexto a Dilma teria um papel determinante nessas mobilizações.

  4. Ingenuidade só do PT?

    “seguindo o manual de republicanismo ingênuo do próprio Lula e de Dilma”.

    Por falar em ingenuidade isso parece uma doença dos democratas e progressistas brasileiros.

    Um dia eles até acreditaram no choque de gestão do governo mineiro. Na eficiência das ferramentas gerenciais implementadas pelo governo Anastasia.

    Acreditaram que Zé Dirceu não poderia ser condenado na AP 470 por absoluta falta de provas.

    Acreditaram que as manifestações de julho de 2013 eram por mais democracia e participação popular.

    A Dilma não seria impichada. O lula não seria condenado, depois, não seria preso. Os golpistas não teriam coragem. Tiveram coragem para por uma bomba no Rio Centro e para prender, torturar e matar um monte de gente, e não teriam coragem para prender o Lula. Com todo apoio da mídia, judiciário, exército, forças policiais, empresários, e a maioria da classe média (no dia que não aceitaram o habeas corpus  no avião que eu viajava foi uma euforia só, aterrisamos sob intensos aplausos da maioria). Por que não teriam coragem?

    A última é que os golpes militares estão fora de moda no mundo. Logo, não haverá golpe militar no Brasil. O mundo não aceitaria.

    Outro que eu me divirto com sua ingenuidade é o Ciro Gomes. Primeiro, disse que não haveria golpe por ele não deixaria, impediria nas ruas. Depois, que o Lula não seria preso porque estava disposto a sequestra-lo e leva-lo para uma embaixada. Quando Lula foi preso, disse que não era um preso político. Mas qual a razão de sequestrar e levar para uma embaixada um preso comum? Vai saber!?

    Por fim, o mais engraçao é quando Ciro diz que é muito difícil ele ser derrubado do poder porque “é do ramo”. O Getúlio se matou para escapar de um golpe. O Brizola e o Jango tiveram que se exilar. O JK, muito provavelmente, foi morto pelos golpistas. O Lula com todo apoio popular está preso. E o super Ciro não seria derrubado porque, diferentemente da Dilma, “é do ramo”. Será que o Getúlio também não era?

    A luta pelo poder no Brasil só será vencida pelos democratas e progressistas quando milhões de pobres de todas as cores colocarem abaixo todo poder econômico, político, judiciário, militar e policial.

    Talvez isso nunca ocorra. Mas somente ocorrerá quando o gigante pobre e mestiço acordar e derrubar todas as estruturas de poder.

    Acreditar em outra coisa é esperar que o velhinho venha presentar no dia 25 de dezembro, seja rico ou seja pobre….

     

    1. Ciro, com ele não haveria golpe?

      Provavelmente, se todos os deputados do seu partido (PDT) e os tres senadores tivessem, desta vez, votado contra o golpe.

      Mas, ocorre que o PDT foi em maioria golpista contra Dilma. 

    2. é verdade.. e é preciso que

      é verdade.. e é preciso que se diga, o gargalo está no PT..

      .. eu sei que meus companheiros petistas odeiam quando falo isso, mas é necessário..

      .. o PT é o maior e melhor articulado partido “de esquerda” do Brasil, o PT tem (ainda) potencial para despertar os pardos pobres que assistem esse jogo..

      .. mas acontece que o PT não quer sair da (suposta) zona de conforto..

      .. se atrair o povo, vai ter que abrir espaço, compartilhar poder..

      .. a pelegada instalada nas lideranças não quer nem pensar nisso..

      .. então fica assim..

      .. até nascer e se estruturar um novo partido de esquerda que tenha o alcance e capilaridade do PT.

      1. Não confunda

        Quando um partido nasce para lutar ele o faz com convicção, mas com pouca responsabilidade perante a real perspectiva de chegar ao Governo, onde as coisas mudam e há que governar para valer, e para todos, inclusive para quem foi contra. O PT passou por isso nos seus começos e cometeu muito erros, indo contra a própria democracia do momento.

        Quando o PT foi Governo adquiriu uma nova perspectiva e reponsabilidade e hoje, com clara perspectiva de ser novamente Governo, o PT tem a obrigação de ser republicano, coerente e sério, pois será cobrado por isso. Partidos nanicos passam a ideia de lutadores e etc., mas isso não contribui mesmo para solucionar os problemas. O que resolve é chegar lá, como o pT fez, e ainda fazer bonito. 

        1. num país onde morrem 70 mil

          num país onde morrem 70 mil pessoas assassinadas por ano, me envergonha ver um – suposto – petista dizer que o “PT fez bonito”.. não vou nem entrar no mérito da questão porque vejo ser um caso perdido..

      2. Pois é Ruiz, é isso mesmo, as

        Pois é Ruiz, é isso mesmo, as direções do PT não são dignas da militância petista que, na sua maioria, é coerente e combativa, embora com pouca formação política! Triste sina, se as direções não “mudarem de vida” o PT vai realmente perecer! :(((

    3. Inocência

      Paradoxo daqueles que julgamos “estadistas” (ou forçamos a barra a dizer que são por falta de outras opções), mas que ainda vestem calças curtas.

  5. PT e o Pimentel precisam agir

    PT e o Pimentel precisam agir rápido com a população.

    Apenas a população pode pressionar os deputados estaduais – creio que uma boa seria associar os golpistas da Alemg com os golpistas federais do PMDB, mostrando para a população como a vida piorou após o golpe de 2016 e como pode piorar ainda mais com mais este golpe.

    Que falem à população mineira, o mineiro não é bobo.

  6. Ingenuidade ou honestidade?

    Haverá um tempo em que respeito à ordem não será mais tomado como ingenuidade e sim como honestidade. A América, o continente dos colonizados de norte a sul, é, afinal a terra das oportunidades ou a terra de desonestos oportunistas?

    Interessante que até algumas culturas estrangeiras a nós, povos que já haviam superado essa questão – de quem gostávamos de zoar taxando suas honestidades como ingenuidade – perderam algo nessa dolarização bancária do mundo ‘ocidental’, nessa crise criada pelos emissores e controladores do dólar para nos empobrecer e, relativamente, eles enriquecerem.

    Momentos de medo, terror e insegurança esses que estamos vivendo… Mas se fôssemos nós, 99%, menos aterrorizados não tinha como eles, 1%, concentrarem tanto poder em si mesmos, né? Momentos de retrocesso civilizatório nesse nosso golpe do ‘ocidente’… Bem faz a milenar China em não se envolver.

  7. Será que vale pensar como diz

    Será que vale pensar como diz o Ciro que nele eles não dariam o golpe! ? É preciso reagir e ir pro ataque.! Mostrar quem são os golpistas, chamar o povo e explicar 9 que está ocorrendo. Pra cima deles.!

  8. Coligação quer dizer
    Coligação quer dizer di-nhei-ro.

    Claro, alguns cientistas e analistas politicos levam à serio a conversa de “tempo de TV” (que ninguem vê).

    Enfim, cada um vai correr com seu proprio fundo, afinal, “o mercado está nervoooso”.

    … E toma-lhe fake news!

  9. Será ficção ?

    E, provavelmente, Carmencita apoiou esse novo golpe contra Pimentel.

    Assim como Joaquim que pavimentou sua carreira política com a “fake accusation” contra Pizzolato na AP 470, Carmencita alavancou a sua carreira política apoiando o golpe de 2016 e todas as demais ações posteriores dos golpistas, em especial a perseguição e caçada judicial ao ex-Presidente Lula, sonhando em ser Governadora de MG, como prêmio, assim como Joaquim sonhou em ser Presidente da República.

    Não seria surpresa se, em seguida à MG, “Impeachments” começassem a surgir no Maranhão, Piauí, Ceará, Bahia e Acre e, talvez, na Paraíba, Alagoas, Pernambuco e Sergipe, esses 4 últimos Estados governados por um aliado ex- petista, pelo filho de Renan Calheiros (que conta com o apoio de Lula para ser reeleito ao Senado), por um aliado de Eduardo Campos e por um aliado do falecido Governador do Estado (petista), respectivamente. A vice-governadora do RN é do PcdoB e , por isto, o Estado poderia ser poupado do impeachment, além disto, o atual governador é aliado do Palácio do Planalto.

    Com o desenrolar da guerra civil já em seu estado embrionário, após a execução de Marielle Franco e a prisão política de Lula, as forças golpistas anteviram uma aliança  dos Estados do Nordeste, Acre e Minas Gerais para resistir ao golpe.

    Esses Estados formariam  um  “território de resistência ao golpe”, similar ao que ocorre no leste da Ucrânia, e comporiam uma força armada com os recursos  dos Estados e marchariam para o Sul, com o apoio das forças democráticas e progressistas de todo o país, em direção à República de Curitiba – que a essa altura já teria destituído o governo golpista de Brasília e constituído o verdadeiro e definitivo governo golpista sob o comando do alienígina Sérgio Moro – para libertar Lula, 

    Lula já não seria um preso político e sim um cidadão brasileiro nascido no “território de resistência ao golpe” e capturado pelas forças golpistas alieníginas, encarcerado em território nacional ocupado pelos títeres de Washington.

    Lula, entretanto, seria assassinado na prisão de Curitiba e  a profecia da ex-Presidente Dilma Rousseff se realizaria: “não vai ficar pedra sobre pedra”

    E, realmente, pela primeira vez na História do Brasil, assim como na Revolução Francesa, aqueles que comem brioches e habitam os morros e as periferias das grandes e médias cidades do país se levantariam e com foices e martelos nas mãos calejadas pelo sofrimento do trabalho escravo diário  não deixariam ficar pedra sobre pedra dos podres poderes que exalam o terrível mau cheiro da desigualdade nesse país.

    PS: esse é um trecho de um livro de ficção que o autor amigo meu está escrevendo sobre esses tempos sombrios que estamos vivendo.

    Só aceitou que eu publicasse o trecho acima se ele permanecesse no anonimato.

    O autor acha que o livro não terá sucesso, pois não haverá público suficiente para compra-lo.

     

  10. Lição inesquecível

    Senhor eleitor, se vai votar pelo PT e/ou esquerda para cargo executivo, então vota também num deputado do PT e/ou esquerda, porra!

    Em Minas Gerais se repete o quadro da burrice e o eleitor, se achando esperto, coloca um candidato progressista no cargo e um coxinha na assembleia. A campanha desta próxima eleição deve ser focada no legislativo.

    1. Em nosso país coisas tão

      Em nosso país coisas tão simples, como o que você acaba de citar, infelizemnte não entra na cabeça do brasileiro.

      É assustador.

  11. Nova lei do impeachment

    A unica maneira de torna-lo justo é que caiam tambem os deputados caso aprovem o impedimento do mandatario. Aprovou, novas eleicoes em 90 dias e nenhum deputado em mandato pode se candidatar nelas. Assim so farao impedimento com responsabilidade.

  12. Chorei de rir com o
    Chorei de rir com o texto”seguindo o manual de republicanismo ingênuo do próprio Lula e de Dilma.” Realmente essa trinca, é formada de Santos ingênuos kkkkkk

    1. E os espertos que tudo sabem?

      Deviam concorrer a cargos eletivos no Executivo.

      Caso eleitos, diante de um contexto em que todos os demais poderes, com apoio logistico dos “irmãos” do Norte, conspirassem para tirá-los do cargo, no tal “regime change”, enfrentava a tudo e a todos, com sagacidade, sabedoria, esperteza, vencendo com facilidade uma batalha que no passado vitimou outros ingênuos.

      É mesmo uma pena que só existam gênios fora do governo.

       

    2. Diógenes encontrou

      Um prêmio dos marinho a um(a) nada e nunca ingênuo. 

      Esperto, perspicaz, mas egoísta, não compartilhou com a plebe aqui.

  13. Pimentel tentou sim

    Assim que assumiu o governo, Pimentel montou um grupo que fez um raio x da situação escabrosa deixada pelo psdb. Botou a boca no trombone. O que aconteceu? Com o apoio das quadrilhas da mídia, judiciário e polícia, começou logo o bombardeio de denúncias contra ele a mulher. Ninguém lembra? Qualquer um teria recuado, principalmente porque no plano federal as quadrilhas mostravam que iam derrubar Dilma e todas as cabeças pensantes do PT. Foi pego num momento de total fragilidade para conseguir reagir com a verdade e a lei. 

  14. A ditadura de 1964 acabou com

    A ditadura de 1964 acabou com a eleição direta para governos estaduais e capitais para que as forças políticas que lhe davam sustentação controlassem o poder local. Um jogo de toma-lá-dá-cá, de é-dando-que-se-recebe, é verdade. Com os mini golpes que devem ocorrer em estados governados por não-golpistas, a ditadura de 2016 está tratando de fazer o mesmo, mas dentro desta nova proposta de manter uma democracia de fachada. O autor anônimo daquele livro de ficção sobre a ucranização do brazil que um dos comentaristas citou deve ter percebido isso.

  15. dái a Cesar o que é de

    dái a Cesar o que é de Cesar

    SEM o apoio DOS MILITARES – esta corja armada de golpistas e GORILAS – NADA disso seria possível

    Afinal, que missão mais nobre estes azeitonas tem do que defender a NOSSA democracia  ..esta que esta sendo destuída com o aval e instrumental dos EUA ??!!

    é impressionante a transparência que hoje TODOS os meios dão – sem o menor pudor – a esta bagunça, sem que qq força INSTITUCIONAL se levante em prol da constituição em vigor  ..principalmente a ala vinda do Poder Judiciário, formado por NABABOS malandros e ordinários (vide seus proventos IMORAIS e eilegais)

    PQP !!! ..enquanto isso, do povo só se escurta  ..vai_curintiâ  

    1. ..se pararmos pra pensar que

      ..se pararmos pra pensar que hoje estes sub cidadãos (militares) estão se deixando “comandar” por um Temer  ..um TRAIDOR rastejante ..um micróbio moral ..que forjou um impeach  ..que foi pego e contra si tem um conjunto de provas insofismáveis de suas maracutaias e ASSALTO aos bens de todos os brasileiros (como com os portos)  ..FRANCAMENTE  ..o que de diferente há pra se concluir além do fato de que a caserna È e esta tão enlameada e imbricada com esta camarilha

    2. Fracas Armadas de joelho para o EUA

      podemos desistir do Brasil, só sinto que deixamos Lula se sacrificar no altar do psicopata Moro por nada.

  16. Mais uma vez a farsa

    Se deram a partida para o golpe em cima de Pimentel, com o judiciario, com tudo, em Minas, é porque eles têm a certitude de que vão obter mais uma vez o que desejam. O impeachment-golpe em cima de Dilma por razões levianas abriu precedente ou como pode preferir o Supremo fez jurisprudência para que se possa, em qualquer governo estadual hoje, por qualquer razão fraudulenta mas com apoio de deputados (quase sempre sem moral) e com as forças locais do judiciario, MP e imprensa, derrubar um governo eleito.

    Se o Pimental não partiu para cima até aqui de gente como Anastacia e Aécio eu imagino que seja porque ele sabe quais os perigos que ele corre e sua familia. Não esqueçamos que em Minas Gerais no pos-mensalão do PSDB houve assissanatos e suicidios suspeitos. Mas o certo é que agora ou Pimental vai pra cima e abre a caixa de Pandora do governo das ultimas décadas para o povo mineiro e busque apoio nas redes socais ou ele vai cair.

    1. Isto já havia sido feito

      Isto já havia sido feito antes com o Jackson Lago no Maranhão.

      Fica assim: quando o povo eleger qulquer um que não seja do agrado da casa grande ele poderá ser golpeado com o aval da justissa.

      Assim não tem país que progrida.

      A não ser que o povo acorde e exija respeito as suas decisões.

  17. Fico só observando… quem

    Fico só observando… quem nasceu para ser Brasil, essa estrovenga aqui…. sempre será Brasil, mais um impedimento fabricado, são milhões de razões para nos fazer alienados completos, daqules que impotentes diante de qualquer sonho coletivo se tornam individualistas profissionais, imersos na sua mais pura rotina… é isto.

  18. conversas na calada da noite

    por aí é que cislumbramos as conversas do jaburu com carmem gilmar dodge e até aesshim.

    precisamos guilhotinar eles todos com votos em politicos novos reformando os legislativos.

  19. Geddel e Pimentel

    Provavelmente a teoria acima possa fazer sentido em partes ou na totalidade.

     

    Mas não podemos esquecer que o Flat do Pimentel é o precursor do apartamento do Geddel

  20. Contemporizou?

    Dançou. Em vez de pregar Anestesia na parede e escancarar o rombo, passou o pano? Dançou!

    Vai ganhar um cópia autografada por Putin do Príncipe de Maquiavel para decorar a lição

    Republicanismo destruiu a governabilidade do Brasil!

  21. Golpe como expediente eleitoral

    As táticas são as mesmas de 2016, mas os objetivos não. O Golpe de Estado de 2016 é talvez uma das situações mais graves que ocorreram na história do país, pior até que a série de golpes anteriores, porque o objetivo foi rifar o estado brasileiro para inviabilizá-lo por décadas, ajoelhando-o diante dos interesses das oligarquias internas e ao poderio externo, ao recolocar o país como periferia dentro do contexto geo-político global. No caso de Minas é interesse eleitoreiro dos mais mesquinhos, apesar da articulação do Aécio em Minas ter iniciado igualmente logo após a retirada de Dilma. Não faz o menor sentido e praticamente não existe nem tempo hábil para consolidar formalmente o impedimento. Na verdade estão desesperados, visto que, por mais cambaleante, Fernando Pimentel provavelmente vence as próximas eleições – apesar de estar brincando com fogo até com as esquerdas. Anastasia também é uma aposta arriscada, com grande chance de perder. O PMDB igualmente deve ter um baque nas eleições, mas deve arrumar alguma aliança para ficar com Minas. Querem se apossar da máquina do Estado nestes meses para facilitar as negociatas e, de quebra, inviabilizar a reeleição do Pimentel. Perder Minas Gerais foi uma das principais derrotas da ala golpista. A negativa da aliança do PT com o PMDB, no caso Dilma concorrer para Deputada, arrastando a bancada, também foi o estopim. É urgente a mudança da lei do impeachment, porque estão perdendo qualquer pudor. E tudo com o aval do STF, que se nega a agir como poder de Estado, com a alegação que não se trata de questão jurídica, mas política. Não existe um governo sequer, em qualquer esfera, que não tenha ao menos uma desculpa esfarrapada para ser enquadrado nas regras vagas dos crimes de responsabilidade. Isso pode se tornar um expediente cada vez mais corriqueiro no Brasil pós-golpe.

     

  22. Em algum lugar o Brasil real

    Em algum lugar o Brasil real deve existir…

    Por que a canalhice se tornou lugar comum…

    Nem as “pessoas de bem” devem ser levadas mais a sério…

    Por que se tais “pessoas de bem” existissem um impeachment sem crime de responsabilidade não aconteceria, nem condenações sem provas haveriam…

    A inteligência premiada com Nobel de física, química na maioria das vezes, em 90% dos casos, levou o prêmio o pesquisador que fez “Engenharia reversa da natureza”!

    Países se tornam poderosos com armas termo-nucleares, coisa que acontece “espontaneamente no Sol”, aqui produz morte, lá nos permite a vida!

    Se há necessidade da inteligência para compreender, houve inteligência para criar – inteligência é sub-produto de inteligência!

    A natureza tem inteligência.

    Poderia a inteligência da natureza prescindir da verdade, como haveria de ligar uma coisa com outra coisa se houvesse a possibilidade da mentira no nível natural?

    Infelizmente não…

    O olhar que não enxerga o que é real, é um olhar falso, assim como o ouvido que não escutasse a realidade dos sons naquele lugar!

    O ser humano aprendeu que pode enganar e continuar vivendo…

    Matar e achar que não haverá consequências…

    No Brasil se tornou regra, mentir para poder vencer!

    Ao prescindir da inteligência, o Brasil se ferra como nação e como país!

    A inteligência da natureza, a consciência da realidade que liga as coisas vai cobrar pelos erros cometidos…

  23. Lupanar Municipal de Belo Horizonte

    O Nassif traz a apoplética informação de que cada gabinete do Lupanar (Câmara) Municipal de BH custa R$ 5,5 milhões anuais. Não se sabe se são valores da época (anos atrás) ou atualizados. Ou precisamente R$ 458.333,33/mensais cada Excelência consome. O Lupanar de BH abriga 41 gabinetes de Suas Excelências, entre elas Bim da Ambulância, Catatau, Dimas da Ambulância (como mineiro gosta de ambulância, sô!), Eduardo da Ambulância (outro!), Hélio da Farmácia, Juninho Los Hermanos, Pedrão do Depósito, e Wesley Autoescola. 41 x R$ 458.333,33 = R$ 18.791.666,67 mensais, ou R$ 225.500.000,00 anuais, 1/4 de bilhão. 

    O que explica esse descalabro? O custo do pão de queijo? Não dói na consciência? 

  24. É Minas, uai.

    Se SP ganha mole o apelido de vampiro econômico brasileiro, parasitando as desigualdades regionais (o que os paulistas auto-elogiam como “mérito” e capacidade produtiva) em proveito próprio, deve caber a Minas Gerais, por reconhecimento e justiça, o título de necrotério da democracia (se é que tivemos algum tipo de democracia em algum tempo de nossa História).

    Veio de lá magalhães pinto e os gorilas de olímpio mourão, que marcharam pelo golpe civil-militar de 64.

    Em Minas tem conspiração até para perguntar as horas ou dar bom dia.

    Quem sabe agora a gente aprenda algo?

    Pois não era em passado recente que cardeais do PT e da esquerda viam na aproximação PT, psdb e alguns setores do mdb a chance de aparar as afiadas arestas do que chamam de “radicalização bipolar da política brasileira”?

    Se SP é a violência do poder, se o nordeste é a violência do coronelato, e o RJ a violência travestida da malandragem e da carioquice hipócrita, Minas é a violência insidiosa, do ardil, daquela que lhe come o fígado enquanto lhe sorri com esmero.

     

     

    1. Xadrez do golpe do impeachment em Minas Gerais

      -> Minas é a violência insidiosa, do ardil, daquela que lhe come o fígado enquanto lhe sorri com esmero.

      mas acabei de conversar sobre isto! com uma carioca e um mineiro, os dois com grande experiência com o “jeito mineiro de ser”.

      de fato, são exatamente assim! só que não!

      ou seja: a “elite” é assim! mas o povão não!

      a elite é falsa, intrigueira, reacionária, discriminatória, racista, homofóbica, misógina, elitista, individualista, autoritários, arrogantes, vaidosos, incompetentes, preguiçosos, burros, depressivos, xenófobos – mas ao mesmo tempo idolatram os de “fora” que julgam ser superiores, como complexados que são.

      enquanto isto, o povão é: meigo, simpático, trabalhador, inteligente, francos, honestos, simples, alegres, criativos, acolhedores…

      -> Pois não era em passado recente que cardeais do PT e da esquerda viam na aproximação PT, psdb e alguns setores do mdb a chance de aparar as afiadas arestas do que chamam de “radicalização bipolar da política brasileira”?

      e o Pimentécio é um desastre para a Esquerda brasileira, em qualquer sentido e perspectiva que se aborde.

      é um espécime altamente representativo desta elite mineira: esse “necrotério da Democracia”.

      “o cara” foi eleito em primeiro turno e não fez nada! a não ser trair seus eleitores, provando que este tipo de Esquerda é uma das causas principais do atual estado de decomposição do Brasil.

      após 12 anos convivendo com as Minas Gerais, estou convicto que seu povo tem uma imensa e insubstituível contribuição para o Brasil: o povo cujos antepassados protagonizaram a Revolta de Escravos de Carrancas e a Confederação de Quilombos do Campo Grande – quando negros e brancos compartilharam o sonho e a luta por emancipação.

      .

  25. Podemos conccluir que o psdb

    Podemos conccluir que o psdb é um partido golpista e antidemocrático.

    Suas digitais no golpe de 2016 estão cravadas em bronze e agora preparam o mesmo golpe contra um estado.

    Qual a garantia que qualquer político poderia ter contra a coalizão do psdb(partido vagabundo), judiciário e mídia?

    Será que o psdb(cheio de ladrões comprovados), o judiciário(cheio de penduricalhos salariais e que salva qualquer tucano de qualquer situação constrangedora) e a mídia(sustentada por verbas publicitárias milionárias pelos tucanos) é a maior quadrilha do brasil?

  26. Ultima hora

    A F de SP noticiou agora que Dilma estaria dessistindo da candidatura ao Senado por MG, acalmando com isso o MDB e dando sossego ao Pimentel. Ou seja, chantagem mesmo

    Agora dá para entender como é que chega essa quantidade de coroneis golpistas ao Senado, via conchavo. O Senado é hoje o cargo mais cobiçado para a classe política. Embora ser Juiz ou promotor é melhor, com aposentadoria garantida mesmo cometendo crime.

  27. Os militares só não agiram
    Os militares só não agiram ainda pq com certeza tem algo a temer,só isso explica tanta inércia,sei do passado deles(militares)foram até contra a extinção da escravidão em favor dos fazendeiros (muitos o eram,e donos de escravos)devem ser os militares mais medíocres do mundo! Não vejo mais solução a não ser pelo povo mesmo,o terreno já está preparado,o mundo saberá quem está certo se o povo reagir,neste sentido a prisão do Lula cumpriu uma função bastante “pedagógica”à outros países,ficarão mais espertos quanto à esse modus operandi,estava escrito, não tinha jeito mesmo,Lula iria ser preso e o propósito disso já se efetivou,agora é saber o momento e como agir,povããão!

  28. Nossos militares são leais a

    Nossos militares são leais a Pátria !!!

    O problema é que a pátria a qual eles são leais não é o Brasil.

  29. É, o xadrez é mesmo muito

    É, o xadrez é mesmo muito parecido com o da Dilma, inclusive com a PM reprimindo manifestações com violência estúpida…

  30. Espantoso…….

    o nivel de boçalidade da media de nossos politicos……..acham que impichi é uma “arma” politica como outra qualquer, quando é um procedimento para casos bem precisos e extremos……banalisar impichi é abrir a porta a todo tipo de golpe  contra eleitos para cargos executivos…de prefeito de Serra da Sudade(825 habitantes….) à presidente da republica…….

    basta o gajo não ter maioria absoluta no legislativo ou o judiciario “não ir com a cara dele” e pimba……impichi…….tiro de bazuca no proprio pé e na democracia….pra que concorrer a uma eleição se pode ser impichado 6 meses depois?

  31. Golpe mineiro.
    O mais triste mesmo é saber que persistem alianças oficiais PT PMDB em algum lugar desse país meio ao golpe. Posturas de contemporização nada tem de republicanismo inocente mas de ilusões convenientes…

  32. SOS

    “A bomba ficou para seu sucessor. Em vez de denunciar o estado de calamidade fiscal recebido, Pimentel preferiu contemporizar, seguindo o manual de republicanismo ingênuo do próprio Lula e de Dilma. Agora, a bomba explodiu.”

    Todo mundo em terras mineiras sabe que o Pimentel é Pimentécio!! Não à toa foi vaiado quando Lula passou por BH!!

    Ele decidiu não botar a boca no trombone pelo acordo que ELE realizou com o PSDB mineiro viabilizando o câncer chamado Márcio Lacerda que em 8 anos quase destruiu BH:

     – Tentando privatizar a divida pública da cidade com a BH Ativos;

     – Transferindo o fundo de compensação do transporte público para as empresas de ônibus;

     – Trabalhando diuturnamente contra o metrô-bh;

     – Tentou varias reformas urbanas para beneficiar empreiteiras;

     – Gastou 10 anos para terminar a reforma da Av. antônio carlos que havia sido iniciada com o Pimentécio;

     – Construiu viadutos a torto e a direito com um deles caindo durante a copa do mundo. Adivinha onde ?! Na Av. Antônio Carlos; 

     – Disse que não era babá da cidade com BH totalmente alagada;

     – Trabalhou incansavelmente contra os movimentos sociais, etc etc etc  !

    Em 4 anos de governo, o Pimentel não desenvolveu 1 política estadual de alta relevância, entregou a CEMIG para o Temer (podia ter feito como o Itamar, mas preferiu não fazer), está tentando privatizar a CODEMIG, coleciona abusos das policias militares contra manifestantes, entre outras peripécias… 

    O que aconteceu é a mesma coisa que ocorreu com o aécio a nível nacional. Vai ser comido quando não tiver mais importância. O PT-MG pisou no calo do PMDB-MG e do PSDB-MG com a Dilma-Senadora e o Pimentel tá pagando a conta. 

    E Agora ?! Quem Poderá lhe Defender ?!

    A militância petista em MG cansou de ser palhaça e não vai bancar o chapolim…  

    1. É mesmo???

      Acho que você está equivocado. Não foi isto que aconteceu quando Lula esteve em março, em Belo Horizonte, no Expominas… Amigos meus, militantes que foram ao evento, não comentaram sobre vaias… Pelo contrário, Pimentel falou junto ao Lula pela defesa da democracia e foi aplaudido pela tal militância que você diz estar sendo “palhaça”… A propósito, eles disseram que o Expominas estava lotado e que toda a nata petista nacional e estadual estava lá, além dos representantes de partidos coligados e de movimentos sociais e sindicalistas. Então, não entendi o seu comentário…

      1. Que engraçado ! 

        Que engraçado ! 

        Eu estava na Praça da Estação em BH no final da Caravana do Lula por Minas Gerais e o que eu vi e ouvi foram vaias generalizadas para o Pimentel.

        Se você estava lá, também se lembra….

  33. Renascer todos os dias
    DO EL PAÍS BRASIL


    CULTURA
    Giorgio Agamben: “O estado de exceção se tornou norma”
    O pensador italiano, que publica no Brasil ‘O Fogo e o Relato’, fala de filosofia, de arte, de poesia e da tendência política do mundo atual

    FRANCESC ARROYO
    30 ABR 2018 – 01:31 BRT
    Se há um filósofo característico do presente é Giorgio Agamben. Nasceu em Roma em 1942, mas sua obra globalizada não pode desligar-se de suas atividades na França, Inglaterra e Alemanha, entre outros países em que trabalhou. É fácil detectar nela a influência de Martin Heidegger, Walter Benjamin e Michel Foucault, mas também as de Kafka e do situacionista Guy Debord. Agamben chegou à universidade para estudar Direito, mas se inclinou pela filosofia depois de assistir entre 1966 e 1968 a alguns seminários com Martin Heidegger. Foi o mesmo período, recorda, em que descobriu Benjamin: “Dois autores muito diferentes. Um era o contraveneno do outro”.

    Sua obra, que nunca perde de vista a relação do homem com a linguagem, não se esgota na filosofia, mas se estende por todos os campos do saber: da literatura às artes plásticas, da filologia à antropologia, passando pela teologia e, claro, pela política. Entre as pessoas com quem estabelece estreita relação há filósofos: Gilles Deleuze, Jacques Derrida, Jean-François Lyotard, Pierre Klossowski; mas também cineastas como Pier Paolo Pasolini, ou escritores: Elsa Morante, Ingeborg Bachmann, Italo Calvino. Ensina Filosofia em Veneza e dirigiu a edição italiana das obras de Benjamin. A editora Boitempo acaba de lançar no Brasil sua obra O Fogo e o Relato, com o subtítulo Ensaios sobre Criação, Escrita, Arte e Livros.

    Mesmo nos textos mais filosóficos, em Agamben se entrecruzam outros discursos. Em uma de suas obras mais lidas, Homo Sacer – O Poder Soberano e a Vida Nua (Editora UFMG), parte de Hannah Arendt e Foucault, mas não se esquece da contribuição de Kafka para definir a situação do homem contemporâneo. “A literatura e a poesia foram sempre muito importantes para mim. Não acredito que possam ser separadas da filosofia. Não são campos incomunicáveis. Eu diria que são duas intensidades que atravessam o campo da linguagem humana”, explicava Agamben em uma entrevista em 2016 a o EL PAÍS, quando foi publicado em espanhol o mesmo livro que agora sai no Brasil. Na realidade, seriam atividades destinadas a se cruzarem. “Aquilo que a poesia realiza com o poder de dizer, a política e a filosofia devem realizar com o poder de agir”, sustenta em O Fogo e o Relato. Já em Hölderlin a poesia “marca o ponto em que o poeta, que vive como uma catástrofe a ausência do povo –e de Deus–, busca refúgio na filosofia, deve se tornar filósofo”. Mas “a filosofia moderna fracassou em sua tarefa política porque traiu sua tarefa poética, não quis ou não soube arriscar-se na poesia”. Heiddeger tentou, mas “não conseguiu se tornar um poeta”.

    Homo Sacer, uma de suas obras mais difundidas, prossegue os trabalhos sobre biopolítica dos últimos textos de Foucault: a vida como objeto político. “Não acho que na filosofia se possa distinguir, como se faz na universidade, entre filosofia da política, da moral, da linguagem. A filosofia é única. A filosofia é sempre política”, disse o filósofo naquela conversa com o EL PAÍS. E há um aspecto da história recente que acaba mostrando-se como o paradigma da sociedade moderna: os campos de concentração, um espaço onde a lei fica em suspenso, um perpétuo estado de exceção onde, diz com Hannah Arendt, “tudo é possível”. O homem enclausurado neles é marginalizado da sociedade pelo próprio Estado: é o homo sacer, sagrado. Não pode ser sacrificado, mas sua morte não constitui homicídio e pode ser assassinado impunemente.

    “O estado de exceção era um dispositivo provisório para situações de perigo. Hoje se tornou um instrumento normal de governo. Com a desculpa da segurança diante do terrorismo, se generalizou. A exceção, por isso se chamava estado de exceção, é norma. O terrorismo é inseparável do Estado porque define o sistema de governo. Sem o terrorismo, o sistema atual de governo não poderia funcionar. Há dispositivos como o controle das impressões digitais, ou o escaneamento que te fazem nos aeroportos, que foram adotados para controlar os criminosos e agora são aplicados a todos. Da perspectiva do Estado, o cidadão se transformou em um terrorista virtual. Do contrário, não se explica o acúmulo de câmeras que nos vigiam em todas as partes. Somos tratados como criminosos virtuais. O cidadão é um suspeito, numerado, como em Auschwitz, onde cada deportado tinha seu número”. Com algo a não perder de vista: o estado de exceção dos campos é o mesmo que impera nos organizados para os refugiados.

    Tudo isso conduz a uma quebra da legitimidade do poder. “Isso se dá em muitos Estados: há legalidade, porque as leis são cumpridas, mas não há legitimidade. Como consequência os cidadãos confiam menos nas urnas, e a abstenção cresce. Um fenômeno que não havia ocorrido antes e que está relacionado com o fato de as pessoas terem se dado conta de que os Governos não são verdadeiramente legítimos. Legais, sim; mas não legítimos.”

    Dessa perspectiva, Agamben considera a relação entre ética e política. “A ética moderna, desde Kant, se constitui como uma ética do dever, dominada pelo imperativo. Tentei criticar a ética do dever e substituí-la por uma doutrina, procedente do mundo clássico, que valorize a ideia de felicidade, a vida boa. Em um sentido político. O dever é uma ideia de origem cristã. O homem é um ser em dívida. Isso significa dever: estar em dívida.”

    A ideia do dever não só regula a ética kantiana, também se estende ao mundo da economia. “A economia de hoje está baseada na ideia da fé e do dever, do crédito e do débito. São dois conceitos que provêm do mundo da fé. ‘Fé’, em grego, se chama ‘pistis’. Há uma história muito bonita. Um historiador da religião, professor em Jerusalém, estava trabalhando sobre o conceito de f é (’pistis’). Pretendia entender o que é. Um dia estava em Atenas, levantou os olhos e viu escritas as palavras: ‘Banco de pisteos’. Banco da Fé, leu, mas na realidade o que estava escrito era Banco de Crédito. Foi sua iluminação: fé significa crédito. É o crédito que se outorga à palavra de Deus. E, para nós, é o débito para com Deus. É muito esclarecedor: a economia e a ética estão baseadas nos mesmos conceitos: débito e crédito. Porque, o que é o dinheiro senão um crédito? Sobretudo depois que Richard Nixon separou o dólar do padrão ouro. O que resta nas notas é um puro crédito sem conteúdo. Temos crédito em um débito que não está garantido por nada.”

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    MAIS INFORMAÇÕES:
    Auschwitz: a luta para preservar a memória do horror
    “O espírito humano das pessoas em Guantánamo se apagou”

    © EDICIONES EL PAÍS S.L.”

    https://brasil.elpais.com/brasil/2016/04/19/cultura/1461061660_628743.html

    Que o Estado de Minas Gerais, origem de grandes personagens da poesia e da política, encontre um caminho para livrar o país da deterioração cultural e política de que a elite parasita se alimenta.

    Trecho do Romanceiro da Inconfidência, de Cecília Meireles

    [video:https://m.youtube.com/watch?v=_GumazlbaKU%5D

    https://m.youtube.com/watch?v=_GumazlbaKU

    P.S. pelo futuro de crianças como a linda bebê de nome Cecília, a quem segurei no colo no dia do meu aniversário, como um recado da Vida: mistério, beleza, fragilidade e desamparo nos acompanham do nascimento à morte, nossa aventura neste intervalo é não vivê-los desacompanhados.

    Sampa/SP, 30/04/2018 – 13:06

  34. Bate na trave o impeachment

    Bate na trave o impeachment do governador de Minas

    2 de Maio de 2018 por esmael | 0 Comen

    Não prosperou o pedido de impeachment do governador de Minas Gerais, Fernando Pimental (PT), que foi suspenso a pedido do líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado Durval Ângelo (PT).

     

    O líder governista apontou ilegalidade no trâmite do processo e viu vícios insanáveis no pedido de impedimento de Pimentel.

    A mesa diretora da Assembleia suspendeu a tramitação até se pronunciar sobre a anulação do processo de impeachment, que foi apresentado no último dia 26 de abril.

     

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