A transmissão por corrente contínua é mais barata do que a transmissão por corrente alternada, enquanto a transmissão por meia-onda ainda enfrenta desafios. [Imagem: Cortesia CUNY]
no blog de Stanilaw Calandreli
do Inovação Tecnológica
Brasil começa a adotar corrente contínua na transmissão de energia
Transmissão por corrente contínua
Estudo feito por engenheiros da Escola Politécnica (Poli) da USP comprovou que a corrente contínua é a alternativa economicamente mais viável para a transmissão de energia elétrica a longas distâncias.
As conclusões corroboram análise publicada recentemente por pesquisadores dos EUA, que defenderam a migração do sistema elétrico para corrente contínua no tocante às transmissões de longas distâncias, os chamados linhões.
No estudo brasileiro, a equipe da professora Milana Lima dos Santos analisou também a viabilidade da transmissão por meia-onda, que não exige a conversão da corrente para consumo, mas esta apresentou maior custo de implantação, além de desafios técnicos que precisam ser superados para o seu uso.
“Durante o projeto, foram avaliadas as opções para transmissão a longa distância, comparando a corrente continua, já usada em parte do sistema de Itaipu, com a transmissão por meia-onda, fenômeno adotado em todo o mundo na construção de antenas de telecomunicações e que, apesar de ser estudada desde o início do século XX, e recomendada para distâncias superiores a 2.500 quilômetros (km), não é utilizada comercialmente na transmissão de energia elétrica em nenhum país do mundo,” contou Milana.
Os dados mostraram que a corrente contínua é mais vantajosa do que a corrente alternada em distâncias acima de 1.500 km.
Já a implantação da transmissão por meia-onda teria um custo 27% maior do que a transmissão por meio de corrente contínua. A linha de meia-onda só seria aplicável em distâncias de aproximadamente 2.500 km, assumindo a frequência de 60 hertz (Hz) usada no Brasil.
Madeira e Belo Monte
Na prática, o uso da corrente contínua para transmissões de longa distância já está sendo implantada no Brasil.
No Complexo Hidrelétrico do Rio Madeira, por exemplo, uma das duas linhas de transmissão já está concluída e em funcionamento, enquanto a outra está na fase de testes. As duas linhas ligam Porto Velho a Araraquara (São Paulo), com 2.375 km de extensão.
Na Usina Hidrelétrica de Belo Monte, em construção, também foram projetadas duas linhas de transmissão por corrente contínua. Uma delas ligará a subestação Xingu, no Pará, à subestação Estreito, em Minas Gerais, percorrendo 2.092 km. A segunda linha irá interligar a subestação Xingu, no Pará, e a subestação Rio, em Nova Iguaçu (Rio de Janeiro), percorrendo 2.518 km.
“Em todas essas linhas, optou-se pela corrente contínua”, aponta a professora da Poli. “Os resultados obtidos pelos pesquisadores confirmaram a escolha da EPE e da Aneel. No entanto, caso o projeto apontasse outra alternativa mais viável em termos econômicos, haveria tempo de se fazer alterações no projeto de transmissão”.
Menos cabos e torres menores
A corrente alternada é a mais utilizada para transmissão de energia no Brasil. Porém a partir de algumas centenas de quilômetros, é preciso construir subestações intermediárias para realizar uma compensação reativa, de modo a manter um perfil de tensão que torne a transmissão estável.
“Apesar das subestações terem um custo maior, elas disponibilizam energia para as regiões próximas da linha”, afirma a professora. “No caso das grandes usinas da região Norte, a vocação das linhas de transmissão é serem ponto a ponto, pois o centro de consumo do Brasil está na região Sudeste e as cidades no caminho não são grandes o suficiente para absorver a energia oferecida. Por isso, a corrente contínua e a transmissão por meia onda são mais adequadas”.
Enquanto a corrente contínua (alternada)*, com suas três fases, exige um cabo específico para cada uma, a corrente contínua requer apenas dois cabos, uma para cada pólo, reduzindo o custo não apenas dos cabos e da instalação, mas também das torres, que poderão ser projetadas para sustentar um peso menor.
“Entretanto, como a geração e o consumo de energia é feita por meio de corrente alternada, é preciso implantar ao longo do percurso estações conversoras, que são equipamentos de alto custo. No caso da meia-onda, por ser um sistema do tipo ponto a ponto, as estações conversoras só são implantadas no início e no fim do percurso,” acrescentou Milana.
Ricardo Cesar
13 de maio de 2015 8:41 pmO Brasil já usa corrente
O Brasil já usa corrente contínua desde a concepçao de Itaipu, foi a maneira encontrada de comprar a energia do Paraguai que usa frequência de 50Hz.
mauro silva 1
13 de maio de 2015 9:14 pmricardo
também porque é mais econômica pois acaba com as perdas reativas, consideráveis de itaipu à s.roque.
o problema sempre esteve nos conversores mas houveram otimizações nas últimas décadas.
Hcc
13 de maio de 2015 9:17 pmArtigo defasado sobre inovação
Um artigo de quem nada sabe sobre o assunto, ou um aluno de colégio fazendo seu trabalho técnico.
Completamente fora da relaidade. !0 anos de atraso. Zero de inovação.
Lamentável sua inclusão no blog. Está a altura dos comentários dos especialistas que falam em crise no setor elétrico.étrico que saiu incólume de uma das maiores secas e implanta ao mesmo tempo três das maiores usinas hidraulicas do mundo e que em 2017 terá mais que uma itaipu sendo gerada pelos ventos.
Hcc
13 de maio de 2015 9:18 pmNormal
Ficou comum neste blog falar bobagens sobre o setor elétrico.
Ivan de Union
13 de maio de 2015 10:37 pm(Eu nao entendi nadinha.
(Eu nao entendi nadinha. Achei que Tesla tinha ganhado essa discussao com Edison ha mais de 100 anos atraz e vou precisar de definicoes e definicinhas um pouco mais detalhadas.)
João de Paiva
14 de maio de 2015 3:40 amIvan, na Física e na
Ivan, na Física e na Engenharia as verdades e certezas são mais relativas do que absolutas. Eistein nos mostrou isso há quase um século; e observe que mesmo com a revolucionária teoria da relatividade (confirmada décadas depois de sua formulação), a mecânica newtoniana continua válida e aplicável na grande maioria dos fenômenos corriqueiros que envolvam massa, velocidade e tempo. Análise similar se aplica ao caso da transmissão de energia elétrica e à conversão eletromecânica de energia. Thomas Edson e Nikola Tesla foram engenheiros e inventores geniais. A “vitória” de Tesla foi, também, relativa. Para transmissão de grande quantidade de energia a grandes distâncias (ponto a ponto), a corrente contínua se mostra técnica e economicamente mais vantajosa. Uma informação adicional: em sistemas de tração (trens e metrôs) por quase 80 anos os motores de corrente contínua reinaram absolutos (por permitirem fino controle de velocidade); há cerca de duas décadas, entretanto, os motores/inversores de corrente alternada se tornaram tècnica e economicamente vantajosos e hoje equipam modernos trens. (Em São Paulo, os trens da série 3000, da CPTM – fabricados pela Siemens – usam esse tipo de motor/inversor).
Vixe
15 de maio de 2015 5:13 pmOs trens novos e reformados
Os trens novos e reformados do Metrô de São Paulo também utilizam motores de corrente alternada e controle por inversores a base de IGBT´s.
Só os trens velhos continuam com motores de corrente contínua e controle por chopper, a base de tiristores.
A tecnologia de IGBT’s barateou o custo dos inversores, além de torna-los mais eficientes.
João Luis
13 de maio de 2015 10:40 pmComo notado pelos colegas
Como notado pelos colegas abaixo, o artigo está errado. Isso não surpreende, vindo do Inovação tecnológica.
Jamais republiquem artigos do Inovação Tecnológica. É um blog sensacionalista e de baixíssima qualidade.
basílio
13 de maio de 2015 10:47 pmCaraca, que grande
Caraca, que grande inovação. ….que belo artigo…….
Furnas opera duas linhas de transmissão de corrente contínua em 600KV, para transporte da energia adquirida do Paraguai, proveniente da Usina de Itaipu, entre Foz do Iguaçú(PR) e Ibiuna (SP), trajeto de mais de 800km, há pelo menos 30 anos.
Isso sem entrar no mérito que linhas de corrente continua exigem caras e complexas substações conversoras, não mencionadas, em ambas as pontas
Mais uma inovação desse calibre e estaremos salvos!
mauro silva 1
14 de maio de 2015 3:36 amcaro basílio
em verdade, 1.1 mv, se não me engano. ultra-alta tensão.
600 kv nem está no padrão abnt de transmissão que é de 375kv ou 750 kv se não me engano … extra-alta tensão.
uma única exceção é de uma linha sp-rio em 240 kv dos anos 50 e que manteve-se operante por conta da sua importância. até a estrutura metálica das torres é diferente. basta observa-las na dutra.
há outros casos: várias linhas em 88 kv totalmente fora das normas mas operantes pelo mm motivo.
todavia, posso estar enganado pois estou há algumas décadas fora da área.
basílio
15 de maio de 2015 2:11 amCaro Mauro
Em verdade engano seu:
http://www.itaipu.gov.br/energia/integracao-ao-sistema-brasileiro
NNN
13 de maio de 2015 11:02 pmQue novidade…
Putz! Descobriram a pólvora!
Com o linhão de Itaipu funcionando a décadas o texto fala que o sistema “começa a ser implantado no Brasil”.
Deve ter baixado o espírito de Rubinho Barrichelo nos politécnicos…
stanilaw Calandreli II
13 de maio de 2015 11:13 pmAdotar a CC!
O Brasil já tem linhas de transmissão em corrente contínua devido às necessidades específicas. Agora passou a adotar por escolha técnica e financeira.
Vixe
13 de maio de 2015 11:28 pmXL=2πFL
Ou seja: “XL” é a
XL=2πFL
Ou seja: “XL” é a reatância indutiva ou a oposição à passagem de corrente.
“F” é a frequância dessa corrente e “L” é o valor da indutância da linha de transmissão.
“π” é o número “pi”, ou seja, 3,1416.
Trocando em miúdos, a frequência da corrente contínua (F) é ZERO, portanto, multiplicando pela indutência “L” e por 2π, a reatância indutiva será igual à ZERO e teríamos somente a resitividade natural da linha de transmissão.
Quanto maior a linha, maior a indutância e consequentemente a reatância indutiva para frequências maiores que ZERO.
Quanto maior a freqência, maiores as perdas, “capicci”?
Itaipú já se utiliza deste expediente a anos, para trazer energia para o Sudeste.
Hoje, com as novas tecnologias de inversores estáticos a base de IGBT’s, ficou muito mais fácil converter Corrente Contínua em Corrente Alternada.
oneide
14 de maio de 2015 3:01 amQue bom pode ser que agora
Que bom pode ser que agora seja padrão técnico, será que vai ser necessário trocar todo o sistema.
A Siemens,odebrecht, alstom vão ganhar as licitações.
Tem propina boa chegando ai gente.
João de Paiva
14 de maio de 2015 3:24 amQuanta idiotice e ignorância,
Quanta idiotice e ignorância, hein! Mas desse comentarista só leio asneiras. Se não entende do assunto, não opine. Não diga bobagens. E falo isso com conhecimento de causa: sou engenheiro eletricista. A matéria trata de aspectos técnicos. Estude e entenda, antes de dar pitaco!
rdmaestri
14 de maio de 2015 4:44 pmDiria que é mais de asneiras, é não ter o que falar!
Caro João, a intervenção de nosso amigo é de uma tamanha impropriedade e dizendo claramente, uma estupidez, que demostra o desejo de alguém com o que se chama “incontinência verbal”.
Transmissão em corrente contínua versus corrente alternada são coisas que começa no início dos primeiros sistemas de distribuição e mostra o maucaratismo de Thomas Edison que até inventou a cadeira elétrica para provar que a corrente alternada era perigosa.
Vixe
14 de maio de 2015 10:58 pm(Sem título)