Estudo defende importância da energia nuclear

Jornal GGN – A Fundação Getúlio Vargas (FGV) realizou um estudo que mostra a necessidade de mais usinas nucleares na matriz brasileira. Agora, o trabalho será entregue pela Associação Brasileira para o Desenvolvimento das Atividades Nucleares (Abdan) para os candidatos à presidência da República.

A entidade espera que ainda em 2015 o governo tome decisões para que as primeiras plantas nucleares entrem em operação a partir de 2024. A presidente Dilma e o candidato Aécio Neves já receberam o relatório, que deve ser entregue ainda hoje a Marina Silva.

O presidente da Abdan, Antônio Muller, entende que é importante tomar uma decisão em 2015 para que haja tempo de realizar estudos nas localizações das usinas e sobre as tecnologias incorporadas.

Na previsão mais conservadora, seriam construídas oito novas usinas nucleares até 2040, com capacidade para 8 mil MW. No cenário realista seriam 18 e no otimista 23 usinas (com capacidades de 18 e 23 mil MW, respectivamente).

Antônio Muller acredita que a falta de popularidade da fonte nuclear faz com que os candidatos não se manifestem favoravelmente durante a campanha, mas espera que depois de eleitos eles consigam avaliar a questão. “Ninguém quer ser culpado por faltar energia no futuro e se não fizerem alguma coisa, vai faltar”, disse.

Hoje, somente a Eletronuclear pode implantar e operar usinas nucleares. No entanto, há uma Proposta de Emenda Constitucional no Senado que quebra o monopólio do governo e permite a participação no mercado de empresas privadas.

Com informações do Canal Energia

27 comentários

  1. A matriz energética

    A matriz energética brasileira precisa mesmo ser melhorada e nada melhor do que usinas nucleares (seguras) para compor este portfólio. O que não me agrada é esta proposta de abertura para empresas privadas. Sabemos de antemão que o que interessa realemnte para empresários é unica e exclusivamente o lucro. A segurança operacional fica em segundo plano. Sei que novos reatores instalados no Brasil não teriam a necessidade de operar como os de Fukushima já que não temos problemas com terremotos mas é aí mesmo que mora o perigo. Se lá já houve negligência na operação do reator na hora H, imaginem aqui, com nosso modelo de gestão e com o pessoal da eletronuclear sem capacidade de supervisão?

  2. Estudo fora de época.

    Agora que a geração eólica explode, vai a 20000 Mw em 2017, quase equivalente a duas Itaipus, não é hora de falar em energia nuclear. Estes economistas estão sempre falando bobagens.

     

    • Não são bobagens.
      O assunto é
      Não são bobagens.
      O assunto é sério e multiplique seu número por 0.4 para saber a energia eólica firme no(importante que vc tenha em mente) decorrer do ano.

      Sabe quanto destes 20.000 funcionam ao MEIO DIA?
      ZERO!
      Pense sobre as implicações deste FATO.

      • Tecnologia nuclear e soberania

        Caro Dr. Ivo:

         

        O fator de capacidade (FC) das eólicas ( 0,4 ;elevado, por sinal ) não é um impeditivo para a competitividade das mesmas. Pelo contrário. Sua argumentação é falaciosa porque considera fontes de energia isoladas entre si, quando, na realidade, a rede elétrica funciona como um sistema interligado de usinas, linhas de transmissão e subestações de distribuição. No limite, até as nucleares são intermitentes, porque  a despeito de um FC maior que 0,8 em operação normal, elas precisam ser interrompidas pelo menos a cada ano e meio para manutenção de rotina e troca de combustível; isso se não ocorrer uma pane inesperada, que tira de linha centenas de MW em questão de segundos. Entretanto, a rede elétrica não cai por conta disso porque há redundância de geradores. 

        A integração entre hidrelétricas com fontes renováveis e variáveis (ex., eólica e fotovoltáica)  é muito mais simples do que com fontes térmicas como o carvão e as nucleares, porque não há estresse térmico a se considerar. Quando venta muito e faz muito sol, é possível fechar as válvulas adutoras das turbinas hidroelétricas e deixar a água se acumular atrás dos reservatórios. Quando não venta e está escuro, as hidroelétricas assumem a função. Outra coisa: sempre venta em algum lugar. E para quando a hidrologia não for favorável ou para quando se precisar adicionar capacidade rapidamente à rede, umas poucas usinas térmicas a biomassa e a gás natural (tanto em ciclo aberto, como em ciclo combinado) dão plenamente conta do recado de modo eficaz, seguro, ambientalmente limpo e a custos competitivos. Com mais uma vantagem adicional: não demoram tanto como as nucleares para serem colocadas a funcionar na rede.

        Agora, se o Brasil quiser desenvolver tecnologia nuclear para fins estratégicos, deve fazê-lo sem ter que se explicar para quem quer que seja. Aliás, Israel, dispondo de um único reator de pesquisa de uns 70 MW (potência térmica apenas, não gera nenhum kwh de eletricidade comercial) foi capaz, ao longo de mais de meio século construir, “na moita”, um arsenal nuclear comparável aos da Grã-Bretanha, França e China. O Brasil, da mesma maneira que a Índia há 40 anos atrás, também poderia explodir seu artefato termonuclear (já provou que sabe fazê-lo numericamente) pacífico, para mostrar ao mundo muito claramente que jamais se prestará a ser quintal de ninguém. Não é preciso se enfiar na barafunda de dispender recursos escassos para construir usinas nucleares por todo canto e desprezar suas outras vantagens energéticas altamente competitivas e abundantes.

         

        • Vc se engana quando compara a

          Vc se engana quando compara a gereção nuclear com fontes alternativas. Nuclear concorre com Hídricas(virtualmente esgotadas no Brasil) e térmicas a combustível fóssil.

          Nuclear não é backup, é base!

          Comparar a fonte nuclear com estas alternativas nada mais é do que desinformação.

          Apesar disso, ainda vou lhe ajudar.

           

          O melhor da gereçao eólica no Brasil é justamente esta que vc citou, poder(em tese) armazenar o que é gerado em potencial hídrico.

          Mas a coisa ainda fica melhor se vc agregar gereção solar à fórmula de backup eólico porque, como eu disse anteriormente, ao meio dia a gereção eólica tende a zero e a solar está em seu pico. Então, a fonte solar seria o complemento ideal para um backup eólico.

          O PROBLEMA É  que todas as eólicas, térmicas, nucleares e hídricas estão despachando o máximo que podem. Não existe contingenciamento!!! Não existe mais backup.

          A conta desta emergencia serão dezenas de bilhões de reais gastos a toa por nossa sociedade.

          Numa situação como esta, não me parece correto vc querer aumentar o backup quando claramente NAO EXISTE BACKUP. Tudo virou BASE  devido a baixa capacidade de geração firme.

           

          Graças a Deus nosso crescimento foi ridiculamente ínfimo. Dilma rezou para isso!

          • Caro Dr. Ivo:
            Até agora vc

            Caro Dr. Ivo:

            Até agora vc não foi capaz de apresentar nenhuma prova substantiva que corrobore suas afirmações. Para mim vc não tem domínio sobre questões de energia e nem sabe do que está falando. Além disso, seu viés anti-crescimento e sua postura contra o atual governo são bastante reveladores sobre suas convicções políticas anti-populares.

            O Brasil ainda não investiu tudo o que poderia em geração eólica e mal considerou a utilização da solar fotovoltáica em seu planejamento energético. Entretanto, a barreira dos custos das renováveis variáveis vem caindo:http://www.greentechmedia.com/articles/read/citigroup-says-the-age-of-renewables-has-begun e com isso espera-se que a adoção das mesmas nas matrizes energéticas dos vários países cresça substancialmente. Outro ponto: a revolução energética trazida pelas renováveis variáveis tornou o conceito de geração de base, no mínimo, questionável, enquanto imperativo técnico: http://www.greentechmedia.com/articles/read/nations-largest-grid-operator-huge-renewables-expansion-wont-be-a-problem

            Portanto, antes de vomitar tanto contrasenso, trate de se informar melhor. E, faça-nos o favor de substanciar suas alegações se quiser compartilhar suas opiniões.

             

      • A dissertação dela foi

        A dissertação dela foi relevante 10 anos atrás. EA situação atual é outra e não se aplica mais por um motivo bem simples: Não existe amis backup!

         

        Ambas despacham 100% na base. Não há backup devido a nossa incapacidade de gerar energia suficiente para suprir nossa demanda.As térmicas estão despachando direto 24/7.

        Não há backup, por favor, estamos falando sobre a expanção de nosso parque gerador para um patamar em que seja possível colocar em prática o que diz a dissertação.

        Hoje, não existe backup porque está TUDO LIGADO!

        Acorda!!!

         

        • A dissertação dela é de

          A dissertação dela é de 2011.

          Mais uma vez, demonstre suas afirmações sobre a insuficiência absoluta, que vc alega, do sistema de geração de base hidrelétrica, se for capaz.

          Seu problema parece ser a adesão teimosa ao modelo baseload como a única alternativa à produção estável, segura e ambientalmente aceitável de qualquer quantidade de eletricidade. Quanto a investimentos, as renováveis variáveis parecem ter uma sensiblidade financeira muito maior que as geradoras de base tradicionais (grandes hidrelétricas, termelétricas a carvão e a óleo e nucleares), uma vez que os prazos de construção e entrada em operação daquelas se dão muito mais rapidamente e em pacotes menores, o que possibilita uma correção de rumos mais apurada do planejamento energético. 

  3. O Ministro de Minas e Energia
    O Ministro de Minas e Energia chegou a ANUNCIAR a construção de 22 usinas nucleares.

    O PT amarelou!

    Não existe outra solução. Temos projetos eólicos para talvez mais 20 anos. Depois acabou porque há um limite para a inserção desta fonte em nossa matriz.
    Solar idem. Ótimo que se inicie mas isso não vai agregar muita coisa e a um custo SEMPRE muito mais alto.

    Sobre os contras, espero que tenham a dignidade para diferenciar energia renovável da limpa.
    Porque se não souber ou quiser, crianças pobres morrerao nas periferias de grandes centros.
    Eu disse pobres e só as pobres!

    • Vc é que deveria ter mais

      Vc é que deveria ter mais vergonha na cara e mostrar quem vc realmente é, ao invés de se esconder atrás de uma foto de personagem de comédia cinematográfica, a proferir disparates sem qualquer comprovação, não é mesmo, Dr. Ivo?

        • E vc, além de não ter foto,

          E vc, além de não ter foto, também esconde o próprio nome.

          O personagem de sua foto chama-se Dr. Evil, vivido pelo ator Mike Myers, na série cinematográfica Austin Powers. Eu resolvi chamá-lo Dr. Ivo em alusão à mesma. A menos que vc deixe de se comportar como um poltrão e nos diga quem realmente é.

  4. Energia Nuclear

    Temos necessidade de discutir sobre esta matriz energética e chegou a hora. Hoje temos disponibilidade de tecnologia e matéria prima para a energia nuclear. A energia nuclear torna-se um meio adequado para aumentarmos a nossa capacidade de geração de energia, sem necessidade de alagamentos, distruição de florestas e ecossistemas. Usinas nucleares podem ser construídas em locais onde não tenha água doce disponível, portanto junto ao mar, sendo a região nordeste adequada aos projetos. Temos um grande litoral, com regiões em que o solo é muito mais estável que Angra dos Reis, mas mesmo assim nunca houve qualquer problema, sendo lá nossas usinas em operação. Precisamos discutir também a geração eólica e solar.

  5. Energia nuclear: um mal necessário.

    O investimento adicional em mais algumas usinas nucleares não se justifica pelas razões(?) acima expostas. O texto acima é de um primarismo gritante, que agride a inteligência dos leitores, por se valer de chantagem pura e simples, sem maiores argumentações a respeito do porquê faltaria eletricidade no futuro. Por exemplo, Juliana Ricosti, em sua dissertação de mestrado (http://www.provedor.nuca.ie.ufrj.br/eletrobras/estudos/chade1.pdf) nos mostra claramente como a combinação de hidrelétricas com usinas eólicas poderia suprir qualquer quantidade desejável de energia, sem a necessidade de se recorrer às nucleares, para uma população brasileira cujo crescimento demográfico provavelmente se estabilizará em 215 Mhab por volta de 2040.

    Por outro lado, se não é para suprir eletricidade, o investimento em energia nuclear possui uma dimensão estratégica que não se pode perder de vista: a manutenção de uma capacidade científico-tecnológica e industrial que possibilite sua rápida mobilização em caso de ameaça à segurança da nação. Da mesma maneira que um ambicioso programa espacial autóctone. 

    Deste modo, a energia nuclear não precisa ser apresentada como condição sine qua non para o futuro energético do país, por que isso ela não é. É um mal necessário para justificar economicamente a existência de um ciclo nuclear completo no país, cujo principal objetivo é estratégico. E já que somos signatários do TNP, nada mais conveniente do que nos aproveitarmos da hipocrisia e contradições internas deste último para atender nossos próprios interesses e não aqueles ditados pelos detentores de armas nucleares. Nunca se esquecer do desastre das Malvinas em 1982. 

    • Caro Jose, tudo o dito por vc

      Caro Jose, tudo o dito por vc parte de uma afirmação de que eólicas e Hídricas supririam nossas necessidades.

      Então eu te pergunto, seu eu provar que isso não é verdade, passaria vc a apoiar a Geração Nuclear?

      Mas… vc também teme que isto seja um engodo para o Brasil produzir combustível para bombas nucleares.

      Já ouviu falar de Fast Reators? Geração elétrica + Bombas nucleares não são o único fim possível para o decaimento do combustível nuclear. Poderia ser Geração elétrica + geração eletrica

      Fast reators são reatores nucleares que utilizam lixo dos reatores nucleares tradicionais.

      Mas obviamente o Brasil deveria estar pesquisando o assunto juntamente com outras formas de geração nuclear FORA do CICLO bélico.

      Não pesquisa porque não há profissionais, dinheiro, vontade e foco suficientes porque não há uma indústria nuclear no Brasil porque estamos suprindo nossas necessidades imediatas com algumas ´termicas a carvão e outros derivados de petróleo. São muitos porques… e não param por aí.

      Eu acredito que o Brasil deveria ser o país que mais pesquisa o assunto no mundo simplesmente porque possui uma grande reserva Uranio que nada mais é do que energia em estado sólido.

      Mas e Vc, é a favor destas pesquisas no Brasil? Temos sua autorização para pesquisar?

       

      O texto, a reportagem, não é o estudo. É um artigo que divulga a informação que um estudo foi realizado.

      É obvo que o estudo da FGV é irrelevante e que isto só serve para, em período eleitoral, chamar a atenção ao assunto.

      Calma, tem mais, de acordo com o último censo, o Brasil já tem população estável. Estamos negativos no momento.

      O que isso quer dizer? Nada. Continuamos precisando de MAIS energia.

       

      ” nos mostra claramente como a combinação de hidrelétricas com usinas eólicas poderia suprir qualquer quantidade desejável de energia”…

      Eu acho que tem um probleminha neste estudo SE ele conclúi isso. Acredito que a conclusão não seja esta.

      Não lerei o estudo, da mesma forma que não lerei o estudo da FGV, mas se quiser reler e compartilhar as conclusões, sou só ouvidos.

       

      Desculpe, me perdi na parte das malvinas…

       

       

      • Caro Athos:
        Não vejo por que

        Caro Athos:

        Não vejo por que escamotear a questão estratégica da tecnologia nuclear tentando justificar o injustificável, a saber, que a geração de eletricidade em larga escala por meio de usinas nucleares seria economicamente competitiva em relação às alternativas hoje existentes. Em escala reduzida sim, aí trata-se de legitimar e justificar economicamente a internalização de um ciclo tecnlógico de alcance estratégico para o país. Não para se armar imediatamente com artefatos nucleares, mas para ter a necessária competência e os meios de o fazer rapidamente, caso um episódio como o das Malvinas em 1982 eventualmente bata em nossas portas. A Argentina ficou sozinha no episódio, apesar de todo o comportamento lacaio da junta militar que a governava aos cânones imperiais de então.

        Outra coisa, se vc  quiser provar seu ponto de vista, fique à vontade para fazê-lo quando quiser.

         

         

      • “Não lerei o estudo, da mesma

        “Não lerei o estudo, da mesma forma que não lerei o estudo da FGV, mas se quiser reler e compartilhar as conclusões, sou só ouvidos”

        Mas quem vc está se achando que é, Dr. Ivo?

  6. Energia Elétrica…
    Em 1973/1974 a França decide em Plebiscito Nacional optar pelo “Le tout nuclear”, pois as possibilidades de aproveitamentos hidrelétricos estavam se esgotando, não restavam mais que pequenas “mine” e “micro” centrais hidrelétricas como opção na direção desta “fillière”. A opção pelo uso da fissão nuclear era (e foi até o momento) a salvação energética para uma nação que se encontrava com a “corda no pescoço”. No Brasil passávamos pela época do “Acordo Nuclear Brasil-Alemanha”, com uma dezena de Centrais Nucleares programadas para serem construídas. Participei, com outros colegas no país de inúmeras manifestações e reuniões de debates contra aquele acordo, por todas as razões que ainda hoje tornam a energia nuclear uma opção complicada. Porém, temos agora uma situação diferente se apresentando, que como planejadores já havíamos imaginado. Este planejamento deve estar sempre “olhando” 30 ou 50 anos à frente, em prospecção imposta pelas necessidades energéticas do país, estudando os cenários e alternativas mais prováveis. Neste aspecto é ferramenta essencial e de natureza fundamental. Dentro deste contexto está claro que o Brasil se aproxima cada vez mais do esgotamento das suas alternativas por grandes fontes de energia hidrelétrica. Estamos nos encontrando próximos da situação da França de 1973. Ou seja, logo estaremos também com a “corda no pescoço”. Não sendo a nuclear, qual é a alternativa para o suprimento energético que será necessário para atender a demanda por energia elétrica no país? Existe alguma opção viável para que se escape de um colapso no atendimento da demanda de energia elétrica lá por 2030 ou no máximo 2040? Note-se que para o limiar de 2030 faltam apenas 16 anos, o que exigiria que já estivéssemos com a “alternativa B” adotada e decidida, pronta para ser agora executada. Note-se, ainda, que se trata do uso de todas as fontes alternativas possíveis (hidrelétricas, solares e eólicas, por exemplo) como tendo sido igualmente exploradas, considerando-se ainda seus problemas de custos de regulação (não tem sol durante a noite, existem períodos conhecidos e outros imprevisíveis sem ventos, existem os períodos críticos de baixas afluências aos reservatórios), mesmo que estes possam ser resolvidos em parte pela ligação das usinas ao sistema interligado nacional (SIN). É importante colocar isso em perspectiva sem cogitar do que vai resultar das eleições, pois a resposta à questão energética é estratégica e deve transcender às outras questões importantes, mas que são pendentes do seu equacionamento, por ser ela, acredito, uma das mais decisivas das questões a serem enfrentadas pelo nosso país. Qual poderá ser nossa saída para evitar o elevado risco de convivência com as nucleares? Será que não teremos que fazer como os franceses para garantirmos o nosso futuro?

  7. Fontes renováveis e ciclos da natureza

    A geração de energia a partir de fontes renováveis está sujeita a sazonalidades devido aos ciclos da natureza (períodos sem chuva, sem vento, variação da produção de biomassa, variação na insolação, etc.)

    Essa sazonalidade na produção tem que ser compensada/regulada com geração térmica (combustível fóssil e nuclear). Administrar o consumo de energia sem compensar a sazonalidade na geração chama-se “racionamento”.

    A segurança das usinas nucleares e do armazenamento de resíduos evoluiu muito. Considerando o problema de poluição e emissão de gases do efeito estufa, a energia nuclear é a tecnologia mais adequada para geração térmica.

    Acidentes, como o de Fukushima, acontecem devido a uma combinação de eventos com baixa probabilidade de ocorrer individualmente (e com probabilidade ainda mais baixa de ocorrer de forma combinada). Uma questão que não tem solução é que essa probabilidade é sempre maior que zero.

    • Ótimo comentário e sua

      Ótimo comentário e sua piadinha no fim foi ótima.

      E o risco de Itaipu ruir destruindo Buenos Aires e matando milhões de pessoas é maior ou menor que Zero?

      🙂

      O ponto não é este. Seu ponto é relativizar riscos.

      Minha abordagem em apoio a geração nuclear é completamente diferente e bem mais pragmática.

      O fato é que se não fizermos nucleares, faremos o que?

      Já estamos fazendo… térmicas movidas a combustível fóssil. A maiores são a carvão.

      3 plantas de carvão aprovadas nos últimos tempos são equivalentes a milhares de projetos de biomassa somados.

      E usinas térmicas fósseis não precisam de acidentes para MATAR GENTE. Elas matam gente funcionando a contento. Quem não acredita entre no site da OMS!!!

       

      Esta é a abordagem correta. 

      Vc esta salvando vidas!

  8. Eis, em essência, o texto

    Eis, em essência, o texto aludido no artigo acima: http://fgvprojetos.fgv.br/sites/fgvprojetos.fgv.br/files/miolo_futuro_energetico_web.pdf 

    Velho ouro de tolo. Extremamente otimista quanto à economicidade do nuclear e extremamente silencioso sobre a crescente economicidade da eólica e da solar.

    A proposta do Greenpeace de 2010/2011, em comparação, parece ser mais ambiciosa e mais realista: http://www.greenpeace.org/brasil/Global/brasil/report/2010/11/revolucaoenergeticadeslimpo.PDF

    Existem outras maneiras de se pensar o planejamento energético para além do cercadinho imposto pelos interesses econômicos, políticos e militares predominantes até então: http://www.ted.com/talks/amory_lovins_a_50_year_plan_for_energy

    E, last but not least, sou plenamente favorável que tudo o que envolve o nuclear seja discutido pela sociedade à exaustão: http://www.sortirdunucleaire.org/IMG/pdf/double-jeu-2.pdf

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