Denúncias resultaram em teste de azeite positivo

Imagem: Reprodução/Proteste

Jornal GGN – No final do ano passado, a Proteste – Associação de Consumidores reuniu 30 marcas de azeites para um teste de qualidade. A pesquisa, que é realizada desde 2002, apresentou resultados positivos quando comparada às anteriores. Segundo a instituição, após as denúncias de seus testes, as vitórias em torno dos casos que envolvem o produto tem aumentado.

Na pesquisa de dezembro, duas marcas foram consideradas como  “o melhor do teste”, são elas: o azeite chileno O-Live e o italiano Filippo Berio. Estes produtos receberam 96 pontos de 100. Agora, quando o assunto é preço, a Associação garante que possível comprar azeites tão bons quanto os citados acima. Por exemplo, o azeite argentino Cocinero, com 95 pontos, custa, em média, R$ 16,30, enquanto O-Live custa R$ 20,37.

O estudo também revelou outras seis indicações com notas acima de 91 pontos. Resultado um tanto positivo para o consumidor, já que o resultado comprava que gama de produtos com qualidade tem aumentado no mercado.

Outras conquistas

O objetivo da Proteste com os testes de azeites é denunciar os produtos que tenham alguma inconformidade, seja na composição do produto ou até no rótulo de embalagem. Em 2017, a associação conquistou importantes vitórias em torno do tema, confira:  

– Em um dos testes da Proteste, seis marcas não foram recomendadas para a compra. Três meses após a divulgação, a Anvisa publicou uma resolução proibindo a distribuição e a comercialização de um lote de uma das marcas reprovadas;

– Uma das marcas reprovadas havia conseguido proibir judicialmente a divulgação dos resultados do teste. Com a campanha “Consumidor Contra Censura”, mobilizada pela Associação, que contou com o apoio de mais de 3.600 pessoas, os resultados foram novamente liberados;

– A Proteste solicitou ao Conar a alteração da rotulagem do produto Essência Portuguesa, que se tratava de um tempero, mas poderia confundir o consumidor, passando-se por azeite.  O Conar acatou a solicitação e o fabricante teve que mudar o rótulo;

– No final de novembro, o Ministério Público Federal abriu uma ação civil pública para que o Ministério da Agricultura e a Anvisa apurem as fraudes encontradas em teste realizado pela Proteste em 2013.

Para saber mais sobre os testes de azeite clique (aqui).

 

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.

Apoie e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Apoie agora