Boris Johnson anunciou que está deixando o cargo de líder do partido conservador, mas que planeja permanecer como primeiro-ministro enquanto o partido escolhe seu sucessor.
A declaração põe fim a um impasse entre Johnson e ministros do gabinete, que o exortava a renunciar em meio às contrariedades pelo caso Chris Pincher e outros escândalos.
Johnson culpou o partido conservado por tirá-lo do cargo, o que considerava o ‘melhor emprego do mundo’.
O primeiro-ministro disse que nomeou um novo gabinete que o sirva enquanto não é nomeado novo líder para o cargo. Mas parlamentares conservadores não concordam com a ideia de que ele permaneça no cargo por mais tempo e querem um interino no lugar, como Dominic Raab.
Johnson perdeu o apoio quando mais de 50 ministros e assessores do governo renunciaram aos cargos, enquanto uma série de deputados, antes apoiadores, declararam não confiar em sua liderança.
Jornal GGN produzirá documentário sobre esquemas da ultradireita mundial e ameaça eleitoral. Saiba aqui como apoiar
O problema se agravou na noite de terça-feira com as renúncias de Sajid Javid e Rishi Sunak como secretário de saúde e chanceler, respectivamente.
Sua saída é consequência de 3 anos de escândalos, incluindo as alegações de assédio contra Pincher, multa da polícia por festas no momento de bloqueio pela pandemia, tentativa de mudar o sistema de padrões e acusações de violação da lei internacional.
Boris Johnson tornou-se primeiro-ministro em 2019, substituindo Theresa May com a promessa de ‘concluir o Brexit’.
Segundo o The Guardian, sua liderança foi derrubada por uma onda de ‘alegações desprezíveis e falha em dizer a verdade’, contribuindo para a renúncia de dois de seus conselheiros de ética, Sir Alex Allan e Lord Geidt.
Com informações do The Guardian.
Leia também:
“Profundamente preocupado”: Boris Johnson sobre desaparecimento de Dom Phillips
Paulo Dantas
7 de julho de 2022 5:10 pmA ironia é por mais lambança que façam os “tories” os trabalhistas não vencem eleições.