27 de julho de 2026

Trump volta a colocar acordo com UE sob pressão um ano após assinatura

Novas ameaças de Trump após multa aplicada pela União Europeia ao Google, colocam em dúvida a estabilidade do chamado Acordo de Turnberry
Donald Trump, presidente dos EUA, e Ursula Von der Leyen, presidente da Comissão Europeia. Foto: European Communities via Wikipedia

A um ano do Acordo de Turnberry, UE e EUA enfrentam incertezas após multas da Comissão Europeia ao Google.
Trump ameaça investigar práticas comerciais da UE e sinaliza retaliações, aumentando tensões no acordo.
O acordo prevê tarifas e salvaguardas para reintrodução de tarifas caso compromissos não sejam cumpridos.

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Um ano após a assinatura do chamado Acordo de Turnberry, firmado entre a União Europeia e os Estados Unidos para encerrar uma disputa tarifária, o entendimento voltou a enfrentar incertezas.

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Novas ameaças do presidente Donald Trump colocaram em dúvida a continuidade do acordo, após a Comissão Europeia aplicar uma multa de 890 milhões de euros ao Google por práticas anticompetitivas.

Em resposta à punição, Trump afirmou que seu governo poderá investigar supostas práticas comerciais desleais da União Europeia e sinalizou a possibilidade de adotar medidas de retaliação, o que aumentou as tensões em meio ao aniversário de um dos principais acordos comerciais firmados entre os dois lados do Atlântico.

O Acordo de Turnberry, fechado em julho de 2025 entre Trump e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, estabeleceu tarifas de 15% dos Estados Unidos sobre produtos europeus e previu a eliminação de tarifas europeias sobre a maior parte dos bens industriais americanos, além de compromissos em investimentos e compras de energia.

Entretanto, a União Europeia incluiu ao longo dos últimos meses diversos mecanismos de proteção que permitem reintroduzir tarifas sobre produtos americanos caso Washington deixe de cumprir os compromissos assumidos.

Essas salvaguardas foram incorporadas diante das repetidas ameaças de novas tarifas feitas pelo governo Trump e da incerteza jurídica envolvendo parte das medidas comerciais adotadas pelos Estados Unidos.

De acordo com a Euronews, o episódio envolvendo o Google representa o primeiro grande teste para o acordo desde sua entrada em vigor. Caso a disputa se intensifique, Bruxelas poderá recorrer aos mecanismos de defesa previstos no tratado.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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