10 de junho de 2026

Elias Jabbour: Ataque ao Irã e morte de Ali Khamenei configuram ditadura militar global dos EUA

Ofensivas ao Irã e Gaza fazem parte de plano maior, a fim de destruir adversários e reconfigurar a influência regional norte-americana no Oriente Médio
Reprodução

Ataques no Oriente Médio visam enfraquecer o poder militar do Irã, segundo economista Elias Jabbour.
Estados Unidos e Israel lideram plano estratégico para desmantelar capacidades militares e reconfigurar a região.
Brasil pode enfrentar pressões geopolíticas e interferência externa nas próximas eleições, alerta Jabbour.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

Em meio à confirmação da morte do líder supremo iraniano Ali Khamenei, o professor e economista Elias Jabbour afirmou que os recentes ataques no Oriente Médio refletem um cálculo estratégico que vai além da expulsão ou repressão de grupos armados, como os confrontos na Faixa de Gaza.

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Para Jabbour, o objetivo maior teria sido enfraquecer o poder militar do Irã por meio da eliminação de suas lideranças, uma ação que classificou como “selvagem” e que, segundo sua avaliação, segue um roteiro definido de intervenção militar.

O economista ressaltou que os eventos em Gaza e as ofensivas contra o Irã não ocorreriam de forma isolada, mas como parte de um plano que envolve os Estados Unidos e aliados estratégicos, como Israel, para desmantelar capacidades militares adversárias e reconfigurar a influência regional.

“O Oriente Médio está sendo moldado à imagem e semelhança de Israel”, disse, citando inclusive questões controversas ligadas ao Serviço de Inteligência israelense, o Mossad, em um contexto maior de relações internacionais.

Ele também criticou o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmando que a política externa norte-americana tem se distanciado das promessas feitas antes da eleição e se caracterizado por uma série de intervenções militares.

Elias Jabbour ressaltou ainda que, desde a ascensão de Trump ao governo, os Estados Unidos teriam lançado centenas de ataques e promovido ações que, segundo ele, transformaram a posição global do país, criando um modelo de intervenção em várias regiões, incluindo América do Sul e África.

Para o comentarista, essas ações marcam a consolidação de uma espécie de “ditadura militar global” por parte dos Estados Unidos, que, em sua visão, se apresentam como a única potência capaz de intervir em conflitos pelo mundo. Ele também declarou que a tentativa de desestabilizar o Irã teria como objetivo enfraquecer iniciativas de cooperação internacional, como as propostas pelos países do grupo BRICS, e desarticular rotas estratégicas de influência global.

O analista destacou ainda a necessidade de repensar o conceito de multipolaridade no atual cenário internacional, em que, segundo ele, os Estados Unidos demonstram grande capacidade militar e disposição de ação além de suas fronteiras.

Ao comentar as possíveis implicações para o Brasil, ele afirmou que o país poderá enfrentar pressões políticas e geopolíticas decorrentes dessa movimentação internacional, inclusive antecipando que as próximas eleições brasileiras poderiam ocorrer sob forte influência externa, em especial dos Estados Unidos, com intervenções não militares buscando “colocar fim à experiência de governos populares” no país.

“Aqui [no Brasil] somos um alvo estratégico”, concluiu, reforçando sua solidariedade ao povo e à governança iranianos neste momento de crise.

Confira a análise na íntegra neste link.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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