6 de junho de 2026

EUA e China trocam acusações e ampliam disputa por influência na América Latina

Troca de declarações envolve pressão sobre o governo peruano, e expõe disputa por influência econômica e militar na região
Arte de kjpargeter via Freepik

Embaixador dos EUA no Peru comparou atuação chinesa ao “Lobo Mau” em disputa por influência na América Latina.
Embaixador chinês na Colômbia rebateu, sugerindo que metáfora se aplica aos EUA por sanções e pressão diplomática.
China investe em infraestrutura no Peru, enquanto EUA fortalecem acordos militares na região, ampliando rivalidade.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

Uma troca de declarações entre representantes diplomáticos de Estados Unidos e China elevou o tom da disputa por influência na América Latina, com o embaixador norte-americano no Peru, Bernie Navarro, comparando a atuação chinesa à figura do “Lobo Mau”, personagem do conto Chapeuzinho Vermelho.

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A declaração provocou resposta direta do embaixador chinês na Colômbia, Zhu Jingyang, que rebateu sugerindo que a metáfora se aplicaria aos próprios Estados Unidos, em referência ao uso de sanções e pressão diplomática por parte de Washington.

O episódio é mais um capítulo de uma crescente tensão entre as duas potências na região, marcada por disputas comerciais, investimentos em infraestrutura e acordos militares.

Segundo o site chinês Global Times, o embaixador norte-americano teria alertado o governo peruano sobre possíveis consequências caso o país não avance na compra de caças F-16, o que foi interpretado por representantes chineses como tentativa de coerção.

O tema da soberania nacional passou a ocupar o centro do debate. Enquanto Washington reforça sua presença estratégica por meio de acordos militares — incluindo a designação do Peru como aliado preferencial fora da OTAN —, Pequim aposta em investimentos econômicos e infraestrutura.

Infraestrutura e influência econômica

A presença chinesa na América Latina tem se expandido nos últimos anos, especialmente por meio de projetos logísticos e comerciais. Um dos principais exemplos é o porto de Chancay, construído com investimento chinês e localizado próximo à capital peruana, Lima.

O empreendimento vem sendo apontado como um novo hub logístico regional, com potencial para integrar cadeias comerciais em toda a América do Sul. Analistas avaliam que esse tipo de investimento tem ampliado o peso econômico da China na região.

Atualmente, a China é o principal parceiro comercial do Peru, consolidando uma relação que combina exportações de commodities com financiamento de infraestrutura.

A troca de acusações expõe mais do que um atrito diplomático pontual: revela a disputa entre dois modelos de inserção internacional.

De um lado, os Estados Unidos reforçam sua atuação com instrumentos políticos e militares; de outro, a China amplia sua presença por meio de comércio e investimentos.

Especialistas apontam que países latino-americanos têm buscado equilibrar essas relações, adotando estratégias pragmáticas voltadas a seus próprios interesses econômicos e geopolíticos.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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1 Comentário
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  1. Fábio de Oliveira Ribeiro

    6 de maio de 2026 4:16 pm

    Nem a China nem os EUA tem realmente legitimidade para decidir o que é melhor para cada país da América Latina. O melhor colonialismo é aquele que deixou de existir.

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