O governo dos Estados Unidos elevou o tom da retórica contra Teerã nesta sexta-feira (13). Em coletiva de imprensa no Pentágono, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, afirmou que o novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, foi atingido em operações recentes. Segundo o secretário, a cúpula do regime persa abandonou postos oficiais e se refugiou em bunkers subterrâneos localizados em áreas civis.
“A liderança do Irã não está em melhor situação — desesperada e escondida, refugiou-se na clandestinidade, acovardada, é o que ratos fazem“, declarou Hegseth. O secretário enfatizou que o sucessor de Ali Khamenei estaria fisicamente incapacitado: “Sabemos que o novo, o chamado não tão supremo líder, está ferido e provavelmente desfigurado“.
Dúvidas sobre a legitimidade do comando
A inteligência norte-americana questiona a autenticidade do primeiro pronunciamento de Mojtaba à nação, transmitido pela TV estatal na última quinta-feira. O texto, que pedia unidade e prometia a continuidade de ataques a bases dos EUA, não foi acompanhado de áudio ou vídeo, o que alimentou as suspeitas de Washington sobre o estado de saúde do líder.
“O Irã tem muitas câmeras e gravadores de voz, por que uma declaração escrita? Acho que vocês sabem o porquê. O pai dele está morto. Ele está com medo, ferido, foragido e sem legitimidade. É uma situação caótica para eles“, afirmou o secretário, questionando quem, de fato, detém o comando em Teerã no momento.
Degradação das capacidades bélicas
No campo militar, o Pentágono apresentou números que indicam um enfraquecimento drástico das defesas iranianas após sucessivas ondas de bombardeios. De acordo com Hegseth, o volume de mísseis disparados pelo Irã caiu 90%, enquanto o uso de drones de ataque recuou 95% em comparação ao início das hostilidades.
Para o secretário, o país hoje carece de uma força aérea funcional e sua Marinha estaria “no fundo do Golfo Pérsico“. Hegseth prometeu intensificar os ataques aéreos para impedir que a indústria de defesa iraniana consiga se reconstruir. “Em breve, todas as empresas do setor de Defesa do Irã estarão destruídas”, garantiu.
Impasse no Estreito de Ormuz
Apesar do otimismo de Hegseth, que classificou as ameaças de Teerã no Estreito de Ormuz como “desespero puro”, o comando militar mantém uma postura mais cautelosa. O general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto, ponderou que, embora a Marinha iraniana esteja inoperante, o país ainda mantém capacidade residual para ameaçar navios comerciais e forças aliadas.
Enquanto o Irã sinaliza que pode permitir a passagem seletiva de navios de determinados países pelo estreito, o governo Donald Trump estuda mobilizar escoltas militares para petroleiros. A operação, no entanto, ainda não tem data para ser iniciada devido a desafios logísticos de mobilização, que podem se estender até o final do mês.
Rui Ribeiro
13 de março de 2026 12:50 pmApesar da elite sanguessuga ser contrária ao fim da Escala de Trabalho 6X1, o Bertrand Russell escreveu há muito tempo:
“A técnica moderna tornou possível a drástica redução da quantidade de trabalho necessária para garantir a todos a satisfação de suas necessidades básicas. Isto ficou claro durante a Primeira Guerra Mundial. Todos os membros das forças armadas, todos os homens e mulheres engajados na produção de munições, na espionagem, na propaganda de guerra e nas funções de governo ligadas à guerra foram sacados das ocupações produtivas. Apesar disso, o nível geral de bem-estar físico entre os assalariados não-qualificados do lado dos aliados era mais alto do que antes e até do que depois da guerra. A guerra demonstrou claramente que, por meio da organização científica da produção, uma pequena parte da capacidade de trabalho do mundo moderno é suficiente para que a população desfrute um nível de conforto satisfatório. E se, ao final da guerra, tivesse sido preservada a organização científica criada para liberar os homens para a tarefa de lutar e municiar, e se a jornada de trabalho tivesse sido reduzida a quatro horas, estaria tudo certo. Em vez disso, foi restaurado o antigo caos — aqueles cujo trabalho era necessário voltaram às suas longas horas de trabalho, os demais foram deixados à míngua como desempregados. Por quê? Porque o trabalho é um dever, as pessoas não devem receber salários proporcionais à sua produção, mas à virtude demonstrada em seu esforço. Esta é a moral do Estado escravista, aplicada a circunstâncias totalmente diferentes daquelas em que ele existiu. Não admira que o resultado seja desastroso. Vejamos um exemplo. Suponhamos que, num dado momento, uma certa quantidade de pessoas está empregada na fabricação de alfinetes. Elas produzem todos os alfinetes de que o mundo necessita, trabalhando, digamos, oito horas por dia. Então surge um invento com o qual as mesmas pessoas podem produzir o dobro da quantidade de alfinetes que produziam antes. Mas o mundo não precisa de duas vezes mais alfinetes: eles já são tão baratos que dificilmente se comprarão mais alfinetes por causa da baixa dos preços. Num mundo sensato, todas as pessoas envolvidas na produção de alfinetes passariam a trabalhar quatro horas por dia, em vez de oito, e tudo mais continuaria como antes. Mas, no mundo em que vivemos, isto seria considerado uma desmoralização. Permanece a jornada de oito horas, sobram alfinetes, alguns empregadores vão à falência e metade dos homens antes alocados na fabricação de alfinetes perde seu emprego. No final, a quantidade de lazer é a mesma de antes, porém, enquanto metade das pessoas está totalmente ociosa, a outra metade é submetida ao sobretrabalho. Dessa forma, assegura-se a crença de que o inevitável lazer causará a miséria por toda parte, em vez de ser uma fonte universal de felicidade. Pode-se imaginar coisa mais insana?”
jossimar
13 de março de 2026 1:50 pmQuanta mentira hein! Trump, por causa do vexame dessa guerra, você perderá as eleições de novembro, será impichado, processado e preso. anotem aí, haverá mudança de regime, nos EUA e em Israel. O satanyahu está sumido há uns dias, será que está morto ou escondido em algum buraco como rato vil e covarde que é?