Dois ativistas brasileiros que participaram da missão da Flotilha Global Sumud retornaram ao Brasil nesta segunda-feira (4) denunciando a interceptação da embarcação em águas internacionais e a detenção de participantes por forças do Israel. A ação ocorreu nas proximidades da Grécia e envolveu 185 ativistas de diferentes países.
Mandi Coelho e Leandro Lanfredi desembarcaram no Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos durante a madrugada, onde foram recebidos por apoiadores e organizações sociais. A missão tinha caráter humanitário, com o objetivo de levar medicamentos e alimentos à população palestina, em meio ao agravamento da crise na Faixa de Gaza e na Cisjordânia.
Durante o ato de recepção, Mandi Coelho afirmou que o retorno ao país ocorre em meio à continuidade da violência na região. Segundo ela, operações militares recentes resultaram em mortes tanto nos territórios palestinos quanto no Líbano, reforçando a percepção de escalada do conflito no Oriente Médio.
A ativista também criticou a interceptação da flotilha, destacando o contraste entre o bloqueio a missões humanitárias e a circulação de embarcações militares na região. Para ela, a ação evidencia restrições à ajuda internacional destinada à população palestina.
Detenções e pressão internacional
Apesar da liberação da maior parte dos participantes, dois integrantes da missão seguem detidos: o brasileiro Thiago Ávila e o palestino Saif Abukeshek. Segundo relatos dos ativistas, ambos foram levados para áreas sob controle israelense após a interceptação.
A situação gerou mobilização entre apoiadores no Brasil, que passaram a cobrar ações diplomáticas do governo brasileiro. Durante a recepção, também foram feitas críticas à condução das relações internacionais com Israel e pedidos por medidas mais firmes diante do episódio.
Os participantes da missão afirmam que o retorno ao Brasil marca o início de uma nova etapa de articulação política. A proposta é ampliar a campanha internacional de solidariedade ao povo palestino e denunciar o bloqueio imposto à Faixa de Gaza.
Organizadores da Flotilha Global Sumud indicam que novas ações devem ser planejadas, mantendo o caráter simultaneamente humanitário e político da iniciativa.
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