5 de junho de 2026

Irã acusa EUA de genocídio na ONU após ataque a escola deixar 175 mortos

Chanceler afirma que bombardeio em Minab foi deliberado; investigação preliminar de Washington aponta erro técnico com míssil Tomahawk
Foto da ONU/Eskinder Debebe - Diplomatas se reúnem no Conselho de Segurança da ONU para discutir a crise em rápida evolução no Irã e em toda a região do Oriente Médio.

▸ Irã acusa EUA e Israel de genocídio após ataque a escola em Minab que matou 175 pessoas no início do conflito.

▸ EUA admitem erro em ataque com míssil Tomahawk, mas negam intenção; ONU e Brasil pedem transparência e condenam o ataque.

▸ Apesar de negociações e trégua anunciada, Irã denuncia ataques americanos e israelenses a instalações de gás após acordo.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

O governo do Irã subiu o tom contra Washington e Tel Aviv nesta sexta-feira (27), durante sessão de emergência no Conselho de Direitos Humanos da ONU. O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, acusou formalmente os Estados Unidos e Israel de cometerem genocídio e crimes contra a humanidade, centrando sua ofensiva diplomática no bombardeio à escola Shajareh Tayyebeh, em Minab, que vitimou cerca de 175 estudantes e professores no primeiro dia do conflito.

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Em discurso por vídeo, Araqchi rejeitou a tese de “erro de cálculo” levantada por investigações preliminares do Exército americano. Para o chanceler, o nível tecnológico das potências envolvidas descarta a possibilidade de acidente.

Esse ataque brutal é apenas a ponta visível de um iceberg muito maior. (…) O padrão de alvos dos agressores, juntamente com sua retórica, deixa pouca dúvida de que sua intenção clara é cometer genocídio“, afirmou o ministro.

Contradições e pressão internacional

O incidente em Minab, ocorrido em 28 de fevereiro, tornou-se o ponto central de desgaste para a administração de Donald Trump. Embora o presidente dos EUA tenha sugerido inicialmente que o próprio Irã poderia ser o responsável, análises técnicas indicam que o prédio foi atingido por um míssil de cruzeiro Tomahawk — armamento que não compõe o arsenal de Teerã.

Uma investigação militar dos EUA admitiu, em caráter preliminar, que o alvo original seria uma base iraniana adjacente, mas dados de localização desatualizados teriam desviado o projétil para a instituição de ensino. O alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, classificou o episódio como um “horror profundo” e exigiu que Washington publique os resultados finais da apuração com rapidez e transparência.

O Brasil, representado pelo ministro André Simas Magalhães, também condenou o ataque, classificando-o como uma “grave violação da carta da ONU”.

Diplomacia sob fogo cruzado

A escalada retórica em Genebra ocorre em um momento ambíguo do conflito. Enquanto Araqchi denunciava a destruição de mais de 600 escolas, o governo iraniano confirmou ter recebido “pontos de negociação” enviados por mediadores americanos. Na última segunda-feira (23), Trump chegou a sinalizar otimismo, mencionando “conversas produtivas” e um possível acordo em 15 pontos fundamentais.

Entretanto, a trégua de cinco dias nos ataques à infraestrutura energética, anunciada pelo republicano, foi colocada em xeque. Teerã acusa forças dos EUA e de Israel de terem atingido instalações de gás em Isfahan e Khorramshahr poucas horas após o anúncio do adiamento das ofensivas.

Até o momento, os Estados Unidos não enviaram oradores ao Conselho de Direitos Humanos para rebater as acusações de Araqchi, mantendo a posição oficial de que não têm civis como alvo e que o Irã é o verdadeiro responsável pela instabilidade regional.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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  1. Rui Ribeiro

    27 de março de 2026 12:06 pm

    “Afunda barcos cheios de crianças
    E dormem tranqüilos
    (…)
    A burguesia não repara na dor
    Da vendedora de chicletes
    A burguesia só olha pra si
    A burguesia é a direita, é a guerra”

    Cazuza, Burguesia

    Trump bombardeia uma escola cheia de crianças e dorme tranquilo. Não é à toa que ele é amigo do Netanyahu e era amigo do Epstein.

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