“Quem detém a vacina, tem hoje muito poder”, analisa Jamil Chade à TV GGN

"A vacina é um elemento de geopolítica hoje. Isso não resta nenhuma dúvida. Quem detém a vacina, detém hoje muito poder e muita capacidade de influência"

Imagem: Reprodução

Jornal GGN – “A vacina é um elemento de geopolítica hoje. Quem detém a vacina, detém hoje muito poder”, analisou o correspondente internacional Jamil Chade, em entrevista à TV GGN.

“A vacina é um elemento de geopolítica hoje. Isso não resta nenhuma dúvida. Quem detém a vacina, detém hoje muito poder e muita capacidade de influência. E quem não detém e que não se preparou para isso, para ter um abastecimento amplo, hoje está na mão de outros interesses.”

Chade citou como exemplo que a Comissão Europeia e os Estados Unidos fecharam acordos com 6 farmacêuticas diferentes, para garantir o abastecimento, “caso um falhe”. A mesma estratégia foi adotada pela Coreia do Sul, que fez negociações com três laboratórios estrangeiros, além de ter iniciado o procedimento para a produção das vacinas em 15 laboratórios locais. “Obviamente, se prepararam para não ficar na mão de ninguém.”

O analista defende que “não é interesse” de nenhum país negar ou atrasar a exportação das vacinas ao Brasil. “Não é interesse de ninguém um país de 200 milhões de habitantes ficar sem vacina, é uma ameaça o Brasil ficar sem vacina.”

Mas o que está em jogo, explicou, é uma agenda de negociações bilaterais, dos quais o governo brasileiro está fracassando. Entre elas, no caso da China, a contratação e a implementação do 5G no Brasil. “Sim, a China vai colocar isso [a negociação do 5G], eu não diria como uma condicionalidade [em troca da vacina], mas como uma expectativa de que esse diálogo seja reaberto.”

Assista à entrevista completa:

 

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