Jornal GGN – Gilberto Carvalho, ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, promoveu um encontro na manhã desta quarta (21), em Brasília, com blogueiros, midialivristas, jornalistas e representantes de organizações da sociedade civil para debater a participação popular como método de governo. A reunião antecede o Arena da Participação Social, que acontece entre 21 e 23 de maio, evento que será finalizado com a assinatura de um decreto pela presidente Dilma Rousseff.
Segundo Carvalho, esse decreto é resultado das iniciativas introduzidas pelo governo federal garantir maior participação da sociedade na gestão do país, a partir do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2003. Entre as ferramentas utilizadas desde então estão conferências nacionais sobre diversos temas, audiências públicas, encontro entre categorias de profissionais e até mesmo a abertura do gabinete do Executivo para receber os pleitos de diversos segmentos.
O ministro ponderou sobre o uso desses instrumentos e a pressão que a sociedade tem exercido por políticas públicas de qualidade e emergenciais. Ele avaliou que nem todas as conferências e debates promovidos, por exemplo, deram os resultados esperados ao longo dos últimos, mas ressaltou que, por outro lado, esses mecanismos funcionaram como uma terra fértil para a gestação de ideias importantes.
Ele citou que a criação do SUS, do Mais Médicos, da Lei Maria da Penha, políticas de promoção de igualdade social – como, por exemplo, a aprovação de 20% de cotas para negros em cargos públicos, ainda essa semana – são alguns dos frutos de debates com a sociedade. Para Carvalho, essa abertura de diálogo se solidifica na Polícia Nacional de Participação Social, cuja essência está concentrada no portal interativo Participa BR, mas só uma reforma política e maior fiscalização por parte da população vão consolidar o plano. “É fundamental que os Estados e municípios assinem o decreto e aumentem essa participação.”
A força da internet
Na presença de jornalistas e ativistas da rede, Gilberto Carvalho falou sobre como a força que a internet ganhou nos últimos anos tem mudado o leque de instrumentos que os governos dispõem para estabelecer contato direto com a sociedade.
As redes sociais viraram uma alternativa primorosa. Portais jornalísticos e opinativos, do governo ou independentes, podem ser lançados para contornar o monopólio da informação nos veículos tradicionais. Tudo isso acompanha, em consequência, a mudança de conduta e ideologia dos jovens e da sociedade no geral – o que explica, em parte, as manifestações de junho de 2013.
“Nós estavamos acostumados, na década de 1970, 1980, a fazer protestos, convocar assembleias de outra forma, no boca a boca. Hoje existem outros perfis protagonistas na sociedade. Um jovem de 15 anos é capaz de ter milhares de seguidores nas redes sociais. A comunicação é feita de outra forma, não é mais no panfleto”, comentou.
Carvalho acrescentou que foi justamente por entender a importância das plataformas online que o governo federal se empenhou em concretizar o Marco Civil da Internet. Além de garantir um canal interativo com a sociedade, o governo vê na internet uma possibilidade de driblar a concentração dos meios de comunicação nas mãos de poucos donos, o que tem gerado parcialidade em diversas cobertura – o que, para o ministro, é prejudicial não só a quem está no poder, mas à democracia brasileira.
“Veja como exemplo as obras da Copa. Tudo bem questionarem o atraso e os valores gastos em estádios. Mas faltou cumprir com a obrigação de informar sobre o andamento dos outros projetos, sobre o que vai ficar para a sociedaade depois da Copa”, disse. “A mídia é partidária, mas o problema mesmo é que há sonegação de informação.”
https://www.youtube.com/watch?v=IUQ1relIyYU]
O ministro alertou ainda para o cuidado redobrado e necessário em meio a “crises”, como as manifestações do ano passado. “O lado bom das manifestaçõe é que se elas configuraram essa explosão [da sociedade em busca de melhorias, daqui para frente não será possivel governar mais como antigamente. Isso faz pressão sobre o Estado. Mas ao mesmo tempo, devemos ficar atentos para que esse movimento que nasce com toda a força não perca o senso de coletividade”, disse.
E completou: “Eu me lembro de ver nas manifestações uma jovem segurando um cartaz que dizia: ‘Manifestação de elite? Não, seu ignorante. Manifestação de quem paga sua bolsa esmola’. Temos desafios e riscos importantes quando o assunto é comunicação”.
Alexandre Weber - Santos -SP
21 de maio de 2014 9:11 pmHipocrisia
Por que fazer uma eleição em 2014 se TODOS concordam que o resultado, seja qual for, será uma porcaria que não vai resolver nada?
Gunter Zibell - SP
21 de maio de 2014 9:36 pmEu não acho assim.
Ainda tenho esperanças com o sistema político.
Apoio para legislativo partidos que se mostram mais secularistas, como PPS, PV e PSoL.
E para executivo o PSB, que é mais conciliador e reconhece as heranças positivas tanto do PSDB como do PT.
Se eu sou minoria nessa posição, paciência.
Mas me sinto bem com minhas escolhas.
Pois Zé
21 de maio de 2014 10:48 pmPaa frente não mesmo mais
Paa frente não mesmo mais nada de melhor. O justo seria deixar Collor cumprir o dobro do tempo do que um bando de safadódes lhe tiraram, pois até Lula já reconhecue que se não fosse isso o Brasil seria milhões de vezes melhor.
Alexandre Weber - Santos -SP
21 de maio de 2014 9:12 pmReforma política já!
Sistema politico atual torna o Brasil ingovernável, afirma conselheiro da Fiesp em reunião
Conselho Superior de Estudos Avançados (Consea) da instituição se reuniu na manhã desta segunda-feira (19/05) para debater a necessidade da reforma política no Brasil
Ives Gandra Martins, na reunião do Consea: “Vivemos sob um sistema ineficaz”. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp
Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp
O atual sistema político torna o Brasil ingovernável. A opinião é do jurista Ives Gandra da Silva Martins, membro do Conselho Superior de Estudos Avançados (Consea) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).
Durante encontro do conselho, na manhã desta segunda-feira (19/05), foi discutida a necessidade de uma profunda reforma política no Brasil.
“Vivemos sob um sistema ineficaz”, disse Ives Gandra ao afirmar que o sistema vigente nos país não funciona, garantindo apenas a permanência dos detentores do poder no comando da nação.
Segundo análise do jurista, não existem partidos de verdade no país, com ideologias definidas e comprometimento com o processo político. “Desde 1985 tivemos mais de uma centena de partidos políticos. Hoje temos 32, como se tivéssemos 32 ideologias distintas”.
O conselheiro acredita que sem redução de partidos o Brasil continuará a ter um sistema político ineficaz. “Com essa quantidade de grupos, as negociações tornam-se impossíveis. Partidos hoje são empresas políticas, legendas de aluguel”, opinou. “Temos democracia de pessoas e não de ideias, de donos de poder, e não de grupos políticos”, completou.
Para Gandra da Silva Martins, a reforma política brasileira é urgente, não apenas para otimizar o setor, mas também para criar um ambiente propício para outras reformas importantes. “Sem a reforma política, as reformas tributárias, administrativas, trabalhistas e previdenciárias jamais sairão do papel”.
A reforma política, segundo Gandra, passa por quatro medidas: redução do quadro de partidos políticos, adoção do voto distrital misto, criação de um ambiente de fidelidade partidária e controle do financiamento público e privado para campanhas.
A reunião foi conduzida por Ruy Martins Altenfelder Silva, presidente do Consea. Participaram também a vice-presidente do conselho, Ivette Senise Ferreira; o embaixador e coordenador das atividades dos conselhos superiores da Fiesp, Adhemar Bahadian; e Celso Monteiro de Carvalho, vice-presidente do Conselho Superior de Meio Ambiente (Cosema) da Fiesp.
Ao final da reunião, Altenfelder comentou que, ao repensar a reforma política, ficou evidente a necessidade de que o legislador se utilize, de imediato, das estratégias infraconstitucionais, pois há pressa em oferecer o que a cidadania está exigindo: ética na política.
gentilhomme
21 de maio de 2014 9:24 pmparecia interessante
e insisti mesmo deposi de ver o nome do Ives Gandra. Ao fim e ao cabo, apenas um amontoado de idéias superficiais não muito melhores que a do motorista de taxi de ontem. É impressionante a quantidade de gente com milhares de páginas escritas, fluente em línguas mortas e candidato a imortal da academia que acreditam que há uma “mãe de todas soluções” em um país da complexidade do Brasil.
Alexandre Weber - Santos -SP
21 de maio de 2014 10:27 pmSoluções, onde as há?
A Dilma prega a reforma política.
O Gandras também.
Quem não prega, o Ghunter p. ex., é cético de sua decisão.
Ai vem você e reclama do Gandras?!?
Têm é de arriscar uma opinião e não se conformar com o que está ai e não funciona.
É a hipocrisia que denunciei quando coloquei o artigo.
Mogisenio
22 de maio de 2014 1:37 pmReformas
Olá,
já comentei várias vezes aqui no Nassif sobre as tais “reformas”.
E aproveitando agora o seu comentário, mais uma vez, com o devido e necessário respeito, deve-se comentar que essas reformas pregadas aos 4 cantos do país, não passam de falácias recorrentes. Argumentos para agradar alguma platéia num determinado contexto.
Isto porque tais reformas, que visam apenas redução do 1º setor em prol do aumento do 2º setor, ainda que mascarado pela falácia( 3º setor), buscam, como sempre, um resultado de “longo prazo” que nunca chega. E pior. Ao arrepio de normas fundamentais legitimamente pactuadas.
Vamos ser categóricos para deixar bem claro:
Não teremos as tais reformas tributária, trabalhista, previdenciária, política, exceto, num revolucionário ambiente original em busca de um novo pacto.
O resto é papo furado para “inglês” ver. ( Se preferir, um simulacro tatcherismo).
Mas se esse papo furado mostrar sua cara e sua habitual fúria, aí sim, cairemos de novo nas recorrentes inconstitucionalidades, fragilizando-se, temerosa e perigosamente, ainda mais, nossas instituições.
Saudações
Alexandre Weber - Santos -SP
22 de maio de 2014 4:38 pmEntão já está tudo resolvido?
Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come.
Eu sou otimista.
Se o Brasil pactuar um Rumo, um Norte e uma Estrela, corações e mentes se aglutinarão em uma corrente prá frente.
josé adailton
21 de maio de 2014 9:58 pmO tempo
Os ajustes acontecem com os fatos e com o tempo.Antes a “grande imprensa” era denunciada como “golpista”.Hoje é apenas “partidária”. Esperemos que algum dia a chamaremos de “imprensa patriota”.Mas que nunca sejam cometidas patriotadas.
Chris
22 de maio de 2014 12:18 pmA comunicação e a participação são vitais
Para qualquer governo daqui em diante… Parece que, enfim, a ficha caiu. Demorou, né? Agora estamos vivendo uma guerra que poderia ter sido pelo menos minimizada, se não contornada. Mas ousadia e realpolitik não combinam… Toda escolha tem seu preço e a conta chegou
Carlos Lima
22 de maio de 2014 12:33 pmA MÍDIA DO BRASIL ESTA PROMOVENDO UM GOLPE DE ESTADO
Caro Nassif, ontem quarta feira 21/05/2014 terminei de assistir o jogo Fluminense e São Paulo, e peguei o controle remoto dando uma olhada nos canais aberto. Na Globo tinha um cidadão vestido de DILMA avacalhando com a presidente vendendo um DVD. Na Bandeirantes tinha um programa no mesmo intante também avacalhando com a DILMA, no SBT a mesma coisa. Eu nunca tinha visto isso, essa união tão articulada de golpistas e usando uma concessão pública para de TV para praticar GOLPE e agindo como partidos políticos nas barbas do TSE e o Ministro da comunicação, não comunica nada e o pior a VERDADE TEM QUE SER DITA, o governo DILMA é um governo MASOQUISTA, derrama o dinheiro dos nossos impostos nessas por assim dizer “porcarias que são as TVs abertas no Brasil. E o Pior pelo que eu vi ontem e os acontecimento noticiados ESTA SIM TENDO UMA TENTATIVA DE GOLPE NO BRASIL, esta muito orquestrado os acontecimentos e as atitudes da mídia. A justiça lavou as mãos, o congresso brasileiro deixou que a Mídia o transformasse numa especie de PATO MANCO, e o PT, vou usar a gíria popular “GALINHOU PARA A GLOBO” e agora os canais inexpressíveis como a BAND e o SBT seguiram imitando a GLOBO como sempres fizeram. E tem mais no caso do SBT houve um rombo violento do PAN-AMERICANO e o PT tampou o buraco do SÍLVIO SANTOS na sua aventura no mercado financeiro. Parece que o POVO do Brasil é um monte de tolos vendo o GOVERNO FEDERAL empaturrar os barões da mídia com dinheiro dos nossos impostos, que falta faz um Requião. Não sei se essa covardia midiática continuar na orquestração que todos estão notando se a DILMA vai permanecer em pé. HÁ SIM UM GOLPE DE ESTADO ORQUESTRADO E ACONTECENDO NO BRASIL. Os blogs Progs estão comendo barriga. O PT AMARELOU DE VEZ, só se defende, não ATACA MAIS NADA. Hoje ouvi na Rádio Inconfidência de BH um POLICIAL FEDERAL que estava manifestando que vai sim buscar autenativa para avacalhar na COPA DO MUNDO poqrque segundo ele o Governo havia conseguido uma liminar na justiça para impedir a GREVE da PF que aconteceria durante a copa do mundo, mas que eles iriam buscar outras alternativas para fazer cumprir o seu direito de GREVE. O que estamos vendo é que parece que esta faltando vergonha em muita gente. OPORTUNISMO é coisa de FRACO. As nossas instituições não evoluiram, usar da força e do oportunismo, parecem mais ariranhas esfomedas. Há algo muito podre no ar. Enquanto isso o HELIPÓPTERO da esperrella, ops…esparrella de COCA DO MUNDO continua no nada, todo mundo solto, exceto JOAQUIM BITUCA que esta preso a mais de 3 anos porque estava fumando um cigarrro proibido. JUSTIÇA, que justiça? Polícia, que POLÍCIA? A ordem é avacalhar com tudo. Estão sitiando o BRASIL para algo tirar proveito, ainda não imagino o que esta por tras, mas não é difícil imiginar, tem famílias de midiáticos com mais de 64 bilhões, quase tudo orindo dos impostos que pagamos e o governo distribui para essa turma da monarquia brasiliera OS BARÕES DA MÍDIA.