Jornal GGN – O ministro da Economia, Paulo Guedes, retirou nesta quinta (15) o salário extra de R$ 21 mil por mês que recebia o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho. A medida ocorreu um dia após reportagem da Folha de S.Paulo divulgar que Marinho acumulava outro cargo e inflava as suas remunerações mensais.
O ministro assumiu ainda em fevereiro do ano passado um posto no Conselho Fiscal do Sesc (Serviço Social do Comércio), enquanto era secretário especial de Previdência e Trabalho na pasta de Guedes. Em fevereiro deste ano, ele foi nomeado ao Desenvolvimento Regional, mas continuou a receber a quantia do Sesc, além do seu salário de R$ 30,9 mil como ministro, o que furava o teto do funcionalismo, que é de R$ 39,3 mil.
Contraditoriamente, reportagem da Folha revelou que Marinho foi um dos principais articuladores da aprovação da reforma da aposentadoria, no ano passado, com o objetivo de cortar gastos (nos aposentados) do governo federal.
O corte no adicional de seu salário foi solicitado por Guedes e autorizado por Jair Bolsonaro, justamente em uma fase de embates de Marinho com o governo. Ele criou discórdias com Guedes em reuniões do governo. Guedes escalou o ministro Luiz Eduardo Ramos, da Secretaria de Governo, para participar do Conselho Fiscal do Sesc e receber as gratificações extras.
Leia mais: Integrantes da Economia recebem acima do teto do funcionalismo
will
15 de outubro de 2020 3:33 pmE não é para devolver o excedente que recebeu? O teto foi furado nos meses que ele recebeu o salário de forma ilícita. E fiquei admirado, bandido bom não deveria estar preso? Quadrilha organizada nos distúrbios orçamentário não deveriam estar preso?