A lógica macroeconômica de Paulo Guedes, por Luis Nassif

Vamos a um pequeno balanço das primeiras medidas econômicas anunciadas pela equipe de Bolsonaro. Não devem ser interpretadas como definitivas, dado o grau de confusão inicial. Haverá ainda trombadas até que consolidem cargos, responsabilidades e decisões.

A junção de Agricultura e Meio Ambiente

Um desastre já alertado pelo próprio agronegócio. Qualquer evidência de desrespeito ao meio ambiente fechará os mercados europeus aos grãos brasileiros.

O superministério da Fazenda

Gestores experientes controlam estruturas gigantes descentralizando a gestão e reforçando a coordenação através de conselhos e follow up.

Gestores novatos pensam como burocratas de governo, que julgam que o tamanho de sua influência deve ser medido pela quantidade de setores que controlam diretamente.

Esperava-se que depois da revolução da Toyota, nos anos 90, a gestão pública brasileira tivesse se vacinado contra essas megalomanias.

Delfim Neto tinha controle absoluto sobre todas as áreas econômicas do governo Médici, sem precisar comandar cada Ministério. Fernando Collor montou dois Superministérios com esse mesmo desenho, entregando-os a pessoas totalmente despreparadas – a Ministra da Economia Zélia Cardoso de Melo e João Santana, sem nenhuma experiência nem de governo nem de gestão.

A lógica de Paulo Guedes

Duas observações preliminares:

  1. Uma boa gestão econômica depende não apenas de bons diagnósticos, mas da capacidade política e administrativa de gestão.
  2. Paulo Guedes não é Zélia. É muito mais preparado e muito mais temerário.
  3. A estratégia que está desenhando, pelas primeiras afirmações que fez, rompe com o tal tripé econômico – que vem amarrando a economia brasileira desde a gestão Marcílio Marques Moreira, no governo Collor, passando por FHC, Lula e Zëlia. O tripé consiste em juros altos, câmbio baixo e aperto fiscal, uma fórmula que ajudou na desindustrialização precoce da economia brasileira.

Guedes propõe uma revolução:

  1. Tira do Banco Central a responsabilidade única de combate à inflação. Com isso, reduz a influência das metas inflacionárias – o mais potente instrumento criado para sustentar taxas de juros estratosféricas. O único efeito inflacionário das metas fiscais consistia em atrair muitos dólares de fora, o que levava a uma apreciação do câmbio que segurava a inflação e matava a competitividade da economia.
  2. Além de tirar das metas inflacionárias a responsabilidade de único instrumento contra a inflação, Guedes acena com a volta da banca cambial suja – ou seja, com definição de tetos e pisos. Pelas primeiras declarações, aposta em um real desvalorizado, com o dólar bem acima dos R$ 4,00. O primeiro efeito do câmbio desvalorizado será devolver a competitividade à produção interna. Se houver uma boa resposta da economia, Guedes acena com a possibilidade de redução tributária nas empresas.
  3. O segundo efeito será valorizar as reservas em dólares do Banco Central, permitindo vender parte deles e reduzir a dívida bruta.
  4. A maneira de atuar seria conceder independência funcional ao Banco Central, mas a responsabilidade de cumprir as determinações emanadas da Fazenda em relação à banda cambial e à política monetária. Pode criar uma situação oposta à de hoje, na qual se tem um Banco Central juridicamente dependente, mas atuando como dono absoluto das políticas monetária e cambial.

Por aí se entende sua afirmação de pretender “salvar a indústria apesar dos industriais”.

São ideias iniciais, sujeitas a chuvas e trovoadas.

Mas tem lógica.

 

 

61 Comentários

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Clever Mendes de Oliveira

- 2018-11-09 15:49:00

Vim aqui mais para deixar um link para o blog Naked Keynesianism

 

Luis Nassif,

Avalio que é muito cedo para elaborarmos prognósticos mostrando exatamente o que vamos ter como política econômica. O Paulo Guedes deve ser suficientemente inteligente para conhecendo a nossa realidade avaliar o que é factível nas idéias dele e o que não é e, dentro deste contexto, ir criando planos alternativos para não sofrer nenhum baque mais profundo.

Penso que ele tem uma economia que se conseguir mais uns 20% de desvalorização do real permitiria um bom crescimento da nossa indústria na competição externa. O grande problema é que até 2020, o mundo vai conviver com a retomada da economia americana e com isso haverá aumento de juro do Fed e com isso haverá retorno de dólares para os Estados Unidos, o que significa desvalorização das moedas dos países de periferia.

Assim em 2020, todos os países de periferia estariam com a moeda desvalorizada e a desvalorização da moeda brasileira poderia não surtir os efeitos desejados. Então haverá dois anos pela frente em que não saberemos qual seria a medida mais correta para ser tomada. Se bem que o atual saldo na Balança Comercial é bastante alto e pode ser que a desvalorização de mais 20% do real nos dê uma margem de conforto suficiente para a economia se deslanchar.

Sobre a redução das reservas que sinalizam para uma desvalorização da moeda, lembro um slogan que eu parodiei de discurso de campanha do PSDB pelo parlamentarismo em que o PSDB dizia: “governo bom o povo põe governo ruim o povo tira”. Eu dizia “governo bom forma reserva, governo ruim a destrói”. E então resolvi acrescentar “no entanto, as reservas são para inglês ver”. É um tanto contraditório. Talvez o melhor a fazer com as reservas seria incentivar o investimento em infraestrutura em outros países com a contratação de empresas de engenharia nacional.

Hoje li o seu post “Xadrez da Armada Bolsoleone*, por Luis Nassif” de quinta-feira, 08/11/2018 às 23:59, aqui no seu blog e vi que ainda há muito pano para manga. Se não houver intriga contra os vermelhos, é possível que o Brasil aumente as exportações de manga para China e a China facilite a venda de tecidos de seda para o Brasil. O que fez lembrar que quando fiz o curso de Administração Pública surgiu a notícia que seríamos príncipes da república e um colega entusiasmado exclamava: “já nos pensou vestidos com camisas de seda e abotoadura de ouro”. Como a Rússia está formando reservas em ouro pode ser que ela seja chamada para dar uma formatação mais definitiva para esse imbróglio, ou para colocar tudo no vidrinho como dizia outro colega do curso, ou talvez em se tratando da Rússia se deva dizer tudo na matriosca.

O endereço do post “Xadrez da Armada Bolsoleone*, por Luis Nassif” é:

https://jornalggn.com.br/noticia/xadrez-da-armada-bolsoleone-por-luis-nassif

Bem, não quero me alongar. Vi ao post somente para indicar o link para o post “The End of Brazilian Democracy” de sexta-feira, 02/11/2018, de autoria de Matias Vernengo e que pode ser visto no blog dele Naked Keynesianism no seguinte endereço:

http://nakedkeynesianism.blogspot.com/2018/11/the-end-of-brazilian-democracy.html

Na frase transcrita a seguir ele diz ser mais céptico que você na crença da desvalorização como mecanismo de retomada do crescimento:

“I'm more skeptical than Luis Nassif about the the possibility of higher growth related to the competitiveness of a depreciated real.”

E junto ao seu nome ele colocou o link para este post “A lógica macroeconômica de Paulo Guedes, por Luis Nassif” de quinta-feira, 01/11/2018 às 09:49, de sua autoria e aqui no seu blog. Considerei que valia a pena fazer a remissão para o post dele, não só pela referência ao seu post como também porque trata-se de uma análise dos resultados da eleição e das perspectivas econômicas, sociais e políticas de quem conhece bem a economia brasileira.

Clever Mendes de Oliveira

BH, 09/11/2018

rdmaestri

- 2018-11-08 01:44:37

Os mortos não vão ressuscitar!

Fico verdadeiramente impressionado com os raciocínios dos economistas, eles falam nas reformas da previdência, da aposentadoria, das privatizações dos sistemas públicos e esquecem que a cada um destes passos pessoas que já estão na pobreza passam para a miséria. Certamente não serão as coorporações armadas que vão pagar a conta, mesmo que elas, junto com os rentistas sejam os mais responsáveis por toda a crise. Para que se possa pagar a dívida pública, que pelo que eu saiba nunca tirei um empréstimo, a miséria que será imposta cairá sobre os que já vivem em condições sub-humanas, mas as pessoas jamais são levadas em conta. 

Com todo este economês, toma-se como um dogma de fé os lucros financeiros que devem ser religiosamente respeitados em nome do deus Mercado, logo se aplica uma ortodoxia aqui, uma pequena pitada de heterodoxia ali, mas sempre respeitando os contratos.

Romper com as regras estabelecidas é impossível, mas transferir para os miseráveis a conta é possível. Se faz um ajuste, uma reforma, que poderão piorando as condições de vida da população levar a morte muitas pessoas, mas dois ou três anos a economia se recupera, porém, os mortos não vão ressuscitar!

 

Jofran Oliva

- 2018-11-07 20:45:12

Concordo com você Alexandre Weber,

Concordo com você Alexandre Weber, está na hora de fazermos alguma coisa diferente no tocante à industrialização brasileira, como "mini zonas francas", onde se fabricariam produtos que competiriam com os importados, mas  com pouca regulamentação e inclusive com liberdade salarial,

Poderiam ser instalados no nordeste, onde não se tem empregos e a média salarial é inferior a um salário mínim per capita.       

Morei três anos no nordeste em Campina Grande, na Paraíba, na década de 80 e conheci uma cidade em Pernambuco, Santa Cruz do Capiberibe, a "Capital da Sulanca", onde se produzem roupas copiadas do sul, com "etiqueta" e tudo, em fábricas de fundo de quintal, geralmente com mão de obra familiar. É uma cidade da região do semi-árido, com grande geração de emprego e de renda.

Um projeto desses causaria um enorme celeuma, com discussões até na OMC, mas acho que se quiserem salvar nossas indústrias tem que ser uma coisa desse tipo, se não  ficaremos só com as indústrias de álcool, de açúcar e de suco de laranja. E, se o Japão e a China fizeram isso, porque não podemos fazê-lo?

Daniel Amorim

- 2018-11-06 13:20:43

A taxa de juros é uma

A taxa de juros é uma resultante entre a oferta e a demanda por crédito. Nossa economia é baseada em consumo, logo a volume de poupança é baixo e consequetemente a oferta de crédito também. Em contrapartida o governo atual demanda muito crédito (mais de 70% do disponível). Pouca oferta de crédito e muita demanda por crédito é igual a juros alto (preço do crédito), e isso explica o pq de gastarmos tanto com juros da dívida (metade da arrecadação).

Mais keynesianismo agora só aumentaria a demanda por crédito pelo governo, logo o juros aumentaria (pra alegria do Itaú e todos os outros bancos). 

keynesianismo é a raiz da nossa crise atual, é hora de poupar, é hora de pagar dívidas.

A retomada econômica será lenta e contínua se não formos tolos de cair nos cantos das sereias populistas novamente.

Daniel Amorim

- 2018-11-06 12:18:38

Ok, você tem razão, peço

Ok, você tem razão, peço desculpas pela postura, então vamos lá:

"Nunca poderia dar certo, tanto que deu errado."

Seu erro é confundir política (e plano) monetária com política econômica.

O plano Real é puramente monetário. Dizer que ele deu errado quando ele é estável e funcional é um equívoco.

Exemplos de políticas econômicas são os famosos PNDs (mais antigos) e os PACs (mais recentes).

Alexandre Weber - Santos -SP

- 2018-11-06 01:48:59

Onde defendi o calote?

Defendo a preservação do empreendedor que dá empregos e salários. É preciso cuidado com conclusões superficiais e apressadas, elas é que levaram o Plano Real para o brejo.

Entre o certo e o errado, quão pequena são as diferenças e quão inúmeras são as discussões que se seguem.

O direito comercial é antes de tudo um direito consuetudinário e as regras não podem destruir a força produtiva da nação, nem o imposto ser confiscatório.

Está miopia de burocratas de salões de ar refrigerado, que nunca trabalharam dá nisto, estupidez e burrice no atacado.

André élebê

- 2018-11-05 21:01:04

  Caramba!   Martinez de Hoz

  Caramba!

  Martinez de Hoz é o nome que me vem à cabeça desde que passei a levar mais a sério a possibilidade desse Paulo Guedes no comando da área econômica. 

  Lembrando ser esse foi o sujeito que deu um dos últimos e mais fortes golpes na indústria argentina. Tanto o deles quanto o nosso pareciam/parecem acreditar que um país moderno pode surgir de uma plantation, como se quisessem reinventar os fisiocratas franceses de 300 anos atrás. 

Eduardo Monteiro

- 2018-11-04 23:31:22

Entendi. Entao o comentarista
Entendi. Entao o comentarista defendia o calote como estratégia de negócio? É cada uma que leio por aqui...

JC SOUZA

- 2018-11-04 13:01:20

Gostaria de enfatizar que o
Gostaria de enfatizar que o conflito geopolítico entre Rússia e China de um lado versus EUA do outro está no centro da queda da esquerda no Brasil. Foram vários agentes que contribuíram pra isso. A esquerda foi avisada desde os movimentos globais de 2013 e não deu importância. A esquerda sempre teve pouco controle sobre os serviços de inteligência . Além de dar pouca importância. Ao contrário de Rússia e China , onde consiste em planejamento estratégico de poder sempre.

Alexandre Weber - Santos -SP

- 2018-11-03 19:37:33

Olavo de Carvalho

Vamos enriquecer o debate, um pouco de filosofia.

Não existiria Bolsonaro presidente sem Olavo de Carvalho

Jair Messias Bolsonaro é eleito presidente do Brasil. Muitas hipóteses surgem para explicar como um candidato com pouco recurso, fora do establishment e com oposição de maior parte da imprensa foi capaz de ganhar a eleição. As explicações mais comuns são aquelas que colocam, na percepção do eleitor, Bolsonaro como um catalisador da valorização da segurança pública, do antipetismo, de valores conservadores e do anti-establishment. Verdade. Mas existe uma variável pouco explorada pelos analistas que foi fundamental para explicar "Bolsonaro presidente". Essa variável se chama "Olavo de Carvalho".

https://www.infomoney.com.br/blogs/economia-e-politica/economia-e-politica-direto-ao-ponto/post/7742179/nao-existiria-bolsonaro-presidente-sem-olavo-de-carvalho

....

Não é a toa que o livro do Olavo estava em cima da mesa do Bolsonaro. Será ele talvez o novo ministro da Cultura?

Frederico Firmo

- 2018-11-03 16:14:06

Foco apenas financeiro.

"A estratégia que está desenhando, pelas primeiras afirmações que fez, rompe com o tal tripé econômico – que vem amarrando a economia brasileira desde a gestão Marcílio Marques Moreira, no governo Collor, passando por FHC, Lula e Zëlia. O tripé consiste em juros altos, câmbio baixo e aperto fiscal, uma fórmula que ajudou na desindustrialização precoce da economia brasileira."

Não me parece que esta ortodoxia tenha sido o tripe economico do governo Lula. Pois em Lula não havia apenas uma tripe economico, mas existiam mais pés,  com as políticas sociais ( que criaram um mercado interno no pais, que alavancou toda a economia). Se baseava sim no incentivo ao crescimento de setores da indústria que desenvolvia tecnologia. A Oderbrecht não era apenas empreiteira, e tinha setores de desenvolvimento de tecnologia de ponta. A Embraer, a Petrobrás , al Embrapa e o agro negócio. Faz parte também de uma política economica a criação de centenas de Institutos Técnicos e dezenas de Universidades, e o Pronatec.   Faz parte da política economica criar condições para manter de forma sustentável este mercado interno. Aumentar o número de cérebros no país, aumentando o numero de estudantes nas Universidades. Fazia parte da economia contar com os nossos recursos como o pre-sal e com toda a tecnologia da petrobrás, desenvolvida em seus laboratórios de pesquisa para alavancar o crescimento de outros setores.  Mas para os inventores do tal tripe economico, a Petrobrás é apenas uma meio de fazer caixa através da privatização.

Em outras palavras de novo vamos ser jogados nas garras dos cabeças de planilha, com seu pensamento monotemático de ajuste fiscal e a mistificação a reforma da Previdência. Sabe-se que uma reforma da Previdência , seja qual for, só terá algum efeito financeiro num futuro longiquo.  A não ser que queiram tungar  uma parcela considerável da população, retirando direitos adquiridos. Só conseguirão isto  se tiverem o controle do judiciário, das forças repressivas  e agirem de forma absurdamente anti democrática. Sabe-se que eles tem estas armas na mão.  A reforma previdênciaria  assim como a trabalhista, tem significado apenas de tornar nossas bases economicas similares à que existe em paises como o estados Unidos. Talvez queiram preparar  leis trabalhistas que se adequem às exigências de indústrias estrangeiras, principalmente americanas, etc.... No momento vai  fortalecer o mercado com a criação de Fundos de Pensão, que terão açoes em Wall Street. A reforma trabalhista quer que os direitos trabalhistas sejam similares aos que existem em países como o Estados Unidos, onde com a recente onda de desemprego vê milhões de pessoas sem acesso a saude e educação. Trump se elegeu devido a este contingente esquecido, e que vai continuar sendo esquecido pelo proprio Trump A modernidade nos EUA não tem  férias, nem 13  tem relações trabalhistas assimétricas, não tem securidade social, nem SUS. 

Então me parece que sob este discurso pretensamente pensado e lógico do ponto de vista macroeconomico, o que se tem é um discurso meramente ideológico feito para esconder os reais objetivos. A pec do orçamento, jamais quis o ajuste fiscal, o que ela pretente é matar a possibilidade do estado brasileiro continuar fortalecendo o crescimento da competitividade tecnológica, que possa formar cada vez mais pessoas qualificadas  e que possa inclusive gerar ciência e tecnologia ao mesmo tempo que cuida do desenvolvimento social e humano do pais.

As junçoes ministeriais, junto com os discursos de ajuste fiscal, e controle de parametros macroeconomicos, criam apenas um véu ideológico,  comandado por um exército ideológico, formados por economistas que estão o tempo todo repetindo os clichês  do tal mercado.  Nós vimos de forma transparente o que é um economista de Mercado como Meirelles, que apesar de um expoente do mercado, demonstrou uma total ignorãncia sobre o país. Seu discurso eleitoral me fez duvidar de sua capacidade intelectual.  Fez uma campanha incompetente, baseado na reafirmação da sua propria competência. Não soube falar nada sobre a realidade social, educação ou saude. Estes temas parecem que não cabem numa planilha.

Aos que duvidam, reflitam sobre o fato de que a cartilha  imposta pelo FMI jamais trouxe nenhuma melhoria para os paises nem sul americanos nem mesmo no mediterraneo Europeu. Mas nossos economistas, sempre no  poder e com tantos fracassos nas costas,  continuam  criando as mesmas receitas recitando e criam seus alunos  que acreditam neste pensamente único. O debate econômico com estes me parece inútil, pois falar da realidade fora destes parâmetros com eles, é como falar grego.

Isto é similar ao discurso retórico de nossos industriais e empresários, que ao primeiro sinal de turbulência, desempregam, diminuem a produção e  recolhem seus lucros e os jogam em ações em algum mercado, se possivel fora do pais. Jamais investem em criar tecnologia ou inovações. Quando falências ocorrem culpam o estado e a economia.  E para investir, esperam ter garantias de lucro, e  que o estado os favoreçam. Mas para a mídica, não se cansam de falar da superioridade do pensamento empresarial.  Como não dão valor ao desenvolvimento de ciência e tecnologia e nem educação,  acreditam que nossa competitividade vai ser obtida com o jogo cambial. A tudo isto eles denominam de competência do empresário privado.

 

O jogo cambial é apenas uma presdigitação, um truque de ilusão, que como sabemos tem um impacto ilusório, visto que obviamente precisa combinar com os russos ( no caso com os americanos e chineses também).  Querem o país governado pelas oscilações da bolsa. Estaremos apenas mais sujeitos a ataques especulativos que drenam bilhões de uma economia e os jogam nos bolsos de alguém provavelmente em Nova York. Já vimos isto ocorrer, os outros mercados vão simplesmente sobretaxar. Aqui nossos empresários acham que competitividade é lucro com o cambio e não com o desenvolvimento tecnológico da indústria.  E desenvolvimento tecnológico é para eles comprar tecnologia de outros paises, o que paradoxalmente vai ficar muito mais caro  devido ao câmbio.

A competitividade  está em outro ministério, que infelizmente foi criado  apenas para diminuir  o investimento no ensino superior e será comandado por um astronauta. Com o jogo cambial, não serão mais competitivos, serão apenas mais subsidiados. E para iludir os tolos, vão dar força para    diminuir as verbas para a educação superior  e pasmem que eles serão os primeiros a defender a privatização das universidades. Empresários da educação como Paulo Guedes vão é claro agradecer o apoio.

Severino Januário

- 2018-11-03 09:28:37

Seu problema é acreditar

Seu problema é acreditar demais na Ciência Econômica. Saiba que a Coreia do Sul só se desenvolveu porque os Estados Unidos precisavam de um Japão continental, vizinho à Coreia do Norte.

Alexandre Weber - Santos -SP

- 2018-11-03 03:23:31

Bicicletas são um ótimo meio de locomoção e exercício

As elétricas são a democratização do uso para todos. Na medida que a eletricidade ganhar primazia nos meios de transportes elas se imporão por si só, eu penso.

Alexandre Weber - Santos -SP

- 2018-11-03 01:28:56

Plano Real

O sentimento que ele me causou quando foi lançado não era bom. 

Agora estou com mais tempo e posso acrescentar mais alguma coisa. Ressalto que sou advogado e não economista, assim o exemplo é na área judicial, mas põe a nu a falta de sensibilidade social e empresarial do plano com as práticas fiscais da época. Ou seja , o fiscal ficou devendo e no longo prazo, o tempo da justiça brasileira, cobrou o seu pedágio, com a obsoletização de toda  a política fiscal e tributária brasileira, sem se preocupar de colocar algo eficiênte no seu lugar.

Penso que, como se trata de números relativos, com uma inflação alta no período (hyperinflação) e uma política cambial errática, o problema ficou camuflado, mas para que vivia há época, como eu, enfronhado em pequenas e médias empresas, controlando pagamentos e capital de giro diariamente, deu para perceber na hora para onde corria o rio.

Um exemplo, para ficar claro o meu ponto de vista: Direito tributário > As empresas, muitas, pequenas, média e grandes, tinham um planejamento tributário, onde por muitos caminhos legais ou não, ficava muito mais barato a inadimplência , do que a adimplência, ou seja, valia a pena ser multado, esperar todos os recursos  serem julgados e ao final de alguns anos, optar pelos acordos que eram sempre uma fração do valor devido inicialmente, lembro sempre de uma autuação em que se fosse pago tudo o valor à época era de uma frota de Rolls Royce e quando o acordo foi homologado anos depois tinha o valor de um monza.

No dia em que passou a valer a URV , TODOS os industriais que citei estavam quebrados.

Não é assim que funciona.

Não se destroi os empreendedores de uma Nação, a não ser que voce siga o que se diz nos protocolos dos sábios do Sião, onde a idéia é destruir para conquistar. 

Muito pelo contrário, os empreendedores, no longo prazo são o que garante  o desenvolvimento, principalmente num estado preponderantemente Liberal, Capitalista e Democrático.

Austrália e Nova Zelândia são a inveja do planeta.

 

Maurício Shimabukuro

- 2018-11-02 16:37:03

A lógica de Paulo Guedes (texto de Nassif)

É óbvio que Paulo Guedes não é Zélia Cardoso de Mello.  Mas não é tão óbvio que ele pretenda mudar o estado da arte da macroeconomia, rompendo com o tripé de metas de inflação, metas de superávit primário e câmbio flutuante.  A crise financeira internacional de 2008 foi muito bem enfrentada com o nosso tripé macroeconômico!

Salvar a indústria brasileira, apesar dos nossos industriais, me pareceu uma provocação direta aos empresários cartoriais, que têm aversão congênita aos riscos e são schumpeterianos de araque, posto que adoram créditos direcionados, proteção e subsídios.

Creio que a agenda do presidente eleito Bolsonaro deve focar os esforços de consolidação fiscal simultaneamente com a implementação de uma ousada Reforma da Previdência e de uma adequada Reforma Tributária. Somente um programa de reformas estruturais e microeconômicas, num horizonte de longo prazo, oferecerá a perspectiva de redução efetiva dos juros reais e de elevação da taxa de crescimento do PIB potencial, levando o Brasil ao crescimento sustentável.

Urge um diagnóstico atualizado do Custo Brasil, de nossa inserção no comércio internacional, da praga do "rent-seeking", de nossa momentânea renúncia à corrida tecnológica, de nosso atraso relativo em face de importantes países emergentes, da baixa produtividade de nossa economia, da baixa poupança doméstica e da alta carga tributária.

Urge ter claro que qualquer indústria de ponta precisa criar um mínimo de competência tecnológica para assimilar tecnologia.  Compra tecnologia quem tem, ainda que parcialmente, sua própria tecnologia.  Para se criar e desenvolver tecnologia é preciso, antes, que se criem as condições de mercado concorrencial, abrindo-se a economia.  Sem concorrência, ninguém precisará avançar em qualidade e em custos!  O principal estímulo à criação de tecnologia é a necessidade de conquistar mercados, a exemplo dos casos emblemáticos da Embraer, do Proálcool, da Embrapa, da celulose de eucalipto, da construção pesada e da extração de petróleo em águas profundas.  O desenho de uma eventual política industrial tem de ser horizontal e republicano, concedendo incentivos fiscais de forma transparente e pública.

evandro condé de lima

- 2018-11-02 14:18:58

Me permita a brincadeira

Você irá se aventurar a convencer as prefeituras criarem ciclovias ou fazer com os motoristas tenham um pouco mais de respeito e cuidado?

Alexandre Weber - Santos -SP

- 2018-11-02 14:04:28

Exclente video do Waak com o Marcos Lisboa

Concordo com o Marcos nesta aqui, a situação é de chorar.

Talvez a melhor análise até agora na mídia sobre o que deveria ter sido discutido nas campanhas e não foi.

https://www.youtube.com/watch?v=H3e8WJVt5a8

[video:https://www.youtube.com/watch?v=H3e8WJVt5a8]

Alexandre Weber - Santos -SP

- 2018-11-02 13:58:50

Patrulha de opinião é asqueroso

Prezado, se não têm o que falar ou comentar, não patrulhe a opinião dos outros, perca seu tempo se instruindo e estudando, quem sabe, um dia, irás produzir algo de útil para si e para os outros.

Ademais, atacar pessoas que espressam suas opiniões não produz nunca o resultado esperado e sim mostra a fraqueza de seus conhecimentos e argumentos, se não consegues contribuir com nada, leia o que os outros aqui postam, com o tempo e dedicação irás apreender algo e ai sim, opinar.

Economia está longe de ser ciência exata, muito pelo contrário, repare que minhas pequenas intervenções muitas vezes falam de Tarot, repositório histórico da ciência sobre os humanos na face da Terra nesta civilização, ele tenta de forma organizada, metódita e hierárquica abarcar todas as possibilidades da vida humana, from cradle to death, como gostam de dizer os americanos.

Mas só o Tarot não abarca todos os pontos a serem observados e a economia é uma ciência que dentro do seu lado mais técnico, depende também da política e da ética, tanto quanto da cibernética e outras ciências.

Mas para gente simples as explicações têm de serem inteligíveis, assim, uso frequentemente simplificações e mantenho um viés ideológico neutro para não confundir ou embaralhar o pensamento dos que aleatoriamente venham ler o que escrevo.

Ofender as pessoas não lhe trará nunca o apoio que você parece necessitar, gentileza gera gentileza.

Jandui Tupinambás

- 2018-11-02 12:36:01

Cabeças de planilhas

Pô Nassif, achar que as coisas vão se encaixar e melhorar somente com uma boa gestão de grandes  indicadores econômicos?Os caras vão ter que ser gênios em planilha excel!!  

Nada é simples, mas a crise brasileira não será resolvida sem políticas integradas de desconcentração de riqueza. Juros, câmbio, aperto fiscal, autonomia banco central...Tudo isso é blá blá blá de planilheiros aventureiros. Se os bancos continuarem a concentrar renda, se os mega-salários de cios continuarem na estratosfera, se os grandes monopólios da indústria e da agroindústria continuarem a massacrar os pequenos, o trabalha que é o único gerador de riqueza, continuará a ser usurpado até a instalação completa da iniquidade e da barbárie.

Lula mostrou o caminho para o mundo sair deste estado que já se iguala ao inicio do século 20 em desigualdade. Não que tenha feito de  forma perfeita e  exemplar, mas sinalizou que a saída é distribuir e não marcar a coluna A, fazer uma macro, copiar, colar e salvar. Chega de planilhas.

 

cesarcardoso

- 2018-11-02 04:19:32

Tem essa questão também. Não

Tem essa questão também.

Não adianta "salvar a indústria apesar dos industriais" e, ao mesmo tempo, destruir o ÚNICO mercado externo em que esta indústria é competitiva.

A não ser, claro, que secretamente Paulo Guedes acredite na volta da substituição de importações - e, para isso, teria que jogar o dólar pra lá de 6 reais (e falir a CVC, a Gol e todo mundo que está apostando na ida de brasileiros em férias para Miami e Orlando).

Roberto São Paulo-SP 2016

- 2018-11-02 03:19:13

Comprado em dólar

Por aí se entende sua afirmação de pretender “salvar a indústria apesar dos industriais”.

Pode ser também que esteja comprado em dólar, provocar um ajuste na taxa de câmbio, proporcionará enormes lucros financeiros.

Depois se inverte a posição, e se aprecia a taxa de câmbio, mais lucro.

E que se dane o país.

É com esse tipo de gente que estamos lidando.

Daniel Amorim

- 2018-11-02 02:59:14

Faça um favor para você mesmo
Faça um favor para você mesmo e NUNCA mais comente sobre Economia...

Roberto São Paulo-SP 2016

- 2018-11-02 01:55:09

China e EUA

Um lembrete

A China é destino de quase um terço das exportações Brasileiras, soja, petróleo e minério de ferro, US$ 50 bilhões em 2017, com estimativa de US$ 67 bilhões para 2018.

Um rompimento poder provocar um grave desequilíbrio nas contas externas.

A China já tem importantes parceiros na Africa, o que possibilita uma rápida substituição das importações brasileiras por produtos africanos, principalmente soja e minério de ferro.

O Petróleo brasileiro pode ser substituído pelo petróleo iraniano, principalmente considerando o atual bloqueio americano.

No caso da soja, o aumento da produção na Africa pode afetar os preços internacionais, afetando duplamente as contas externas, com a queda de preços e dos volumes exportados.

No momento os EUA não tem interesse em aumentar as importações, muito pelo contrário, está buscando formas de aumentar a produção interna, diminuir as importações e aumentar as exportações.

Mas de louco você pode esperar tudo, principalmente um tiro no próprio pé.

 

Paulomelito

- 2018-11-02 01:11:55

Explica

Alexandre 

 

Explique melhor sua afirmações, por favor 

 

Saudações 

Edoar

- 2018-11-01 23:54:06

Segue um link que compara o

Segue um link que compara o desempenho da econmia durante anos, veja os numeros dos governos PT em comparação a FHC, Collor e Sarney e Milicos.....Só tem um projeto que deu certo e fez o Brasil realmente avançar.......Este Utra Liberal do Bolso é garantido fracassar........Quem não conhece sua história há de repeti-la! O bosonaro vai para o moedor in no time, fracasso total na recuperação economica.

 

https://data.worldbank.org/country/brazil?locale=pt

PA

- 2018-11-01 22:33:17

Bela análise. A questão de
Bela análise. A questão de Moro ser quem vai botar o congresso "na linha" para obedecer ao executivo é muito bem observado. Sobre o ponto da visão de Estado dos militares, compartilho completamente da sua visão. Só discordo do último parágrafo. Acho que o projeto de Brasil que a esquerda ofereceu era consistente. Acabou vítima da geopolítica que você bem descreve no início do comentário, e não por deixar de responder aos anseios da população.

Joao Carlos Campos

- 2018-11-01 22:27:17

Mas cadê?

Mas cadê as provas?

 

Tem audio gravado?

 

Tem camisa de time na adega?

 

Tem pedalinho?

 

Tem ex ministro dizendo que foi gasto 1.4 bi em campanha?

vera lucia venturini

- 2018-11-01 21:10:31

Humm... Na análise de ontem

Humm... Na análise de ontem tudo ia dar errado. Hoje mudou. Pode dar certo. 

Só sei uma coisa: eu já vi todo tipo de manipulação nos planos econômicos capitalistas/neoliberais mas até hoje não inventaram nenhuma fórmula mágica que permitisse a economia crescer sem consumo e poder aquisitivo.

Em que parte os novos donos do país vão resolver esse "probleminha". Coisa pequena que passa pela geração de emprego para 27 milhões de desempregados.

E humm de novo... Os clientes da minha pequena empresa já faz uns três meses estão reduzindo pela metade os pedidos. Pelo menos no meu meio está ruim pra todo mundo. Claro que isso não é aferido pela imprensa  porque é só a macro economia que importa no país. E o Paulo Guedes é posto ipiranga, não posto bandeira branca onde os "quebrados" abastecem mais barato.

Mas vamos esperar os novos donos consertar a economia do pais a partir dos bancos, juros e puta que pariu a quatro. Dei férias para um funcionário, se não melhorar até o mês que vem, é mais um para engrossar a fila dos desempregados. Mas não vai pesar na estatística, o desempregado magno malta arrumou emprego no ministério das famílias.

 

 

 

joel Lima

- 2018-11-01 20:37:38

Assim como não é, André,

Assim como não é, André, mudar a embaixada pra Jerusálem, imitando os EUA. Isso irá criar problemas com um mercado que tem uma ótima relação com o país, que são os países árabes - que tem raízes profundas na cultura brasileira, vide Jorge Amado, Raduan. Fazer tal mudança pra agradar neopetencostais de araque é duma jumentice que não tem tamanho. O Brasil querer imitar a política externa dos EUA é tão ridículo quando o técnico do Japão ver a França jogando e ter a ideia "jenial" de imitar o esquema tático dos franceses pra ganhar jogos - aí quando ele se dá conta, tá levando uma goleada. PRa começo de conversa, os EUA tem a quinta frota naval e nós temos o Alexandre Frota rs. 

Jorge Fernandes

- 2018-11-01 20:32:00

Certo.

mas como fica essa querra, se o coiso vai manter o dono do Itaú como presidente do BC ?

quem ganha essa queda de braço ?

Flics

- 2018-11-01 19:54:52

Grande Joãozinho...

... os 12 milhões dos chamados "empresários" gastos no WhatsApp foi dinheiro jogado fora. Jura?

Alexandre Weber - Santos -SP

- 2018-11-01 19:34:13

Reducionismo perverso e maligno

Um governo existe, na mente dos que o administram, conscientemente ou incoscientemente, num espaço compreendido por três eixos ortogonais, construindo um espaço de ação mental.

O eixos são : Democracia - Autoritarianismo; 

                       Capitalismo - Mercantilismo;

                       Liberalismo - Socialismo (Comunismo)

Todos os governos, eu disse TODOS existem neste espaço com preponderâncias destas forças que se apresentam num determinado lugar e tempo, de forma preponderante em um dos oito espaços de atuação.

Falar de mercadismo e não citar os outros cinco componentes ou é má-fé ou ignorância.

Alexandre Weber - Santos -SP

- 2018-11-01 19:27:21

O Plano Real sempre foi uma porcaria

Nunca poderia dar certo, tanto que deu errado.

Alexandre Weber - Santos -SP

- 2018-11-01 19:16:02

Nem tudo eu acho...

O Japão começou a industrialização copiando radinhos de pilha de terceira, a china gadgets de quinta, o Brasil pode começar com coisas simples também, onde está que vamos ser obrigados a competir no setor de foquetes.

Por mim, começa produzindo bicicletas elétricas, as mesmas que insisti tanto nos governos do PT, mas....

Aqui em Santos há mais de ano roda um ônibus elétrico autonomo chines na frota da prefeitura, é ótimo. A marca     BYD, que é do chinês que esnobou o Buffet, BYD = Build Your Dreams ( construa os seus sonhos).

Tá na hora de começarmos, nos os brasileiros que gostamos do Brasil, de comerçamos a sonhar juntos.

Sim, com um governo que tenha controle mágico sobre a administração pública, fazer carros elétricos competitivos são favas contadas, na minha humilde opinião é claro.

Lucinei

- 2018-11-01 18:54:30

O Plano Real tinha "logica",
O Plano Real tinha "logica", mas furou ali no cambio e nas tacadas dos cabeças de planilha. Ou como as reformas de Tahtcher e Reagan, que, ao final, deixou para o Estado dividas maiores do que as que encontraram ao assumir. Resta saber o que o chicago boy prometeu para o "mercado" alem de enttegar o que resta de parimonio publico. Como vai ser isso, troca simples por titulos da divida?

JCS (ex ML)

- 2018-11-01 18:44:03

A vitória do Bolsonaro é a pá

A vitória do Bolsonaro é a pá de cal na cova da nova república. Teremos um regime militar autoritário disfarçado de democracia. Isso condiz com os novos tempos, pois a ditadura militar clássica está superada historicamente, mesmo na América Latina. Aceita a hipótese de que vivemos um regime militar, cumpre entendê-lo, suas razões e seu devir.

Vejo o golpe como um período extremamente complexo, que envolveu interesses heterogêneos e por vezes conflitantes, e não propriamente como uma conspiração perfeitamente articulada de algum grupo político ou militar nacionais [1]. Recuso uma leitura linear – sempre sedutora – de tudo o que vivemos.

Mas, basicamente, temos o incontornável conflito geopolítico: Rússia e China versus a nova ordem liderada pelos EUA. Frente a esse desafio, Obama e o deep state implementam uma série de ações que visam reforçar a subordinação de diversos países à nova ordem global política e econômica – é claro que Trump diferencia-se apenas pela estratégia, não pelos propósitos.

No caso específico do Brasil, era imperioso retirar o B dos BRICS, o que significava afastar o PT, ou qualquer outra concepção de cunho nacionalista, do poder. O que se exige é adesão ou, se preferirmos, a servidão voluntária. Esse é o pano de fundo do golpe e sua razão, em última instância.

Penso que o conflito geopolítico explica a opção dos nossos militares. O grande projeto nacional da ditadura dos anos 60/70, herdeiro do tenentismo, é história. Geisel é história.

E aqui nos defrontamos com um dos principais equívocos do campo democrático. Nassif nos diz que a lógica militar é a da segurança nacional (https://jornalggn.com.br/noticia/as-primeiras-reacoes-institucionais-contra-o-arbitrio-de-bolsonaro-por-luis-nassif). O problema é entender o que os nossos militares compreendem por segurança “nacional”. Acho que, frente ao conflito geopolítico, prevaleceu a ideia de que a segurança não é propriamente “nacional”; tratava-se de escolher um lado... e isso foi feito. Foi uma renúncia ao projeto Grande Brasil, que não mais teria sentido no novo mundo.

O que esperar da nova era? No plano institucional, teremos um regime de força. Isso exigirá a subordinação do grupo do judiciário (MP, PF, stf, etc.) e do congresso. Por um lado, nenhum regime pode conviver com o voluntarismo e indisciplina das instâncias inferiores do poder público. Isso será resolvido rapidamente. Por outro lado, a nova república foi marcada pelo presidencialismo de coalizão e a corrupção inerente. Pensemos na nomeação do Moro. O que ela significa? Na visão da esquerda, é a consolidação da repressão, o que não deixa de ser verdade. Mas a esquerda é, na verdade, carta fora do baralho. Perdemos, e nossa importância será pequena... simples assim (a não ser que... ). Mas podemos olhar pela lógica do novo poder. Moro é uma ameaça permanente aos congressistas do “centrão”. Ao invés de comprá-los, basta ameaçá-los, e puni-los, se for necessário. Como nos velhos tempos da ARENA, pode-se impor obediência – e quem for prudente obedecerá.

No plano econômico a questão é terrivelmente complexa. É claro que Meirelles foi e é um idiota. Mas afastemos equívocos. Como nos diz Nassif, Paulo Guedes (e Armínio Fraga e outros) não é incompetente. Achar o adversário incompetente é incompetência característica da esquerda do século XXI [lembro-me aqui (e sem meias-palavras) das tolices de alguns colunistas do GGN (ver, p. ex. https://jornalggn.com.br/blog/fernando-horta/sobre-semelhancas-e-silencios) sobre a estatura intelectual de Hayek e outros pensadores de direita; é coisa de gente ignorante, infelizmente].

Não vou entrar em detalhes, mas ideias econômicas dos neoliberalistas brasileiros fazem sentido e são viáveis. A reforma da previdência proposta por Tafner é competente, dos pontos de vista econômico (neoliberal) e POLÍTICO. Garantir renda mínima para maiores de 65 anos, independentemente de contribuições passadas, é inteligente e absolutamente compatível com o ideário neoliberal (leiam com atenção os textos de Hayek [sim, o Caminho da Servidão, que a esquerda tanto desprezou... e os Friedman, etc.]. A subordinação do BC ao ministério da economia [é disso que se trata, afinal] é, obviamente, a medida correta. A salvação da indústria, a despeito dos industriais nativos, significa o fim da indústria nacional, mas não da indústria... e é lógica do ponto de vista de uma visão globalista segundo a qual pouco importa a propriedade do capital. É possível algum desenvolvimento econômico nesse quadro? É claro que sim; pode não ser o que aspiraríamos, mas é possível.

E se for assegurado uma renda mínima para os miseráveis desse nosso triste país, na próxima eleição teremos uma votação maciça (inclusive no nordeste) a favor do novo regime.

Nós, da esquerda, não conseguimos construir um projeto de desenvolvimento inclusivo, rumo a uma social-democracia. Tivemos apenas as políticas sociais... muito pouco para as exigências dos novos tempos.

[1] No fundo, continuo a pensar no golpe nas linhas básicas do meu texto que o GGN intitulou “O perfil ideológico dos grupos que fomentam o golpe no Brasil”.

Daniel Amorim

- 2018-11-01 18:37:14

"Ele quer voltar ao câmbio

"Ele quer voltar ao câmbio fixo só que em um patamar mais desvalorizado e interessante para a indústria nacional?" 

A resposta é com certeza não. Banda cambial não é o mesmo que câmbio fixo. A idéia da banda cambial é deixa o câmbio flutuar com estabilidade, ou seja, atuando contra oscilações especulativas...

 

Andre Araujo

- 2018-11-01 18:22:09

Há varios tipos e graduações

Há varios tipos e graduações para economistas de mercado, Guedes me parece um economista ideologico na linha de Martinez de Hoz na Argentina dos anos 70 e 80, agredir o Mercosul não parece algo explicavel a luz do bom senso, as importações de veiculos da Argentina são fundamentais para a industria automobilistica brasileira, não se agride gratuitamente um bom cliente.

Daniel Amorim

- 2018-11-01 18:21:52

Ciro Gomes defendia autonomia

Ciro Gomes defendia autonomia do Banco Central? Duvido!

Aliás, você não poderia estar mais errado ao comparar as propostas para o Banco Central e para política industrial de Ciro e Guedes.

A política fiscal tem impacto na inflação, que até então era controlada exclusivamente via juros e câmbio pelo BACEN. Ciro nunca teve a intenção de controlar a inflação via fiscal, nunca teve a intenção de dividir a responsabilidade sobre a inflação.

Em relação à política industrial, Ciro defende ampliar subsídio e vai nessa linha de estado investidor, enquanto Guedes subentende uma transição desse modelo subsidiário para um de ampla concorrência sobre o crédito via mercado, são duas linhas de pensamento antagônicas. 

Daniel Amorim

- 2018-11-01 17:38:01

keynesianismo agora só

keynesianismo agora só agravaria o déficit fiscal e possivelmente aumentaria a taxa de juros como resposta à essa política inflacionista. Paulo Guedes declarou guerra a nossa taxa de juros...

Allan Patrick

- 2018-11-01 16:41:26

Crescer pelas exportações brigando com todos nossos clientes

Ele quer crescer pelas exportações brigando com todos os nossos principais mercados? Tem tudo pra dar certo #SQN.

Carioca

- 2018-11-01 15:59:33

Mas, já tá tudo combinado com
Mas, já tá tudo combinado com a China?

Joao Carlos Campos

- 2018-11-01 15:56:42

Presunção

Esta presunção que as pessoas recebem mensagens e saem acreditando nelas indistintamente só pode ser levada a sério por quem assim age

 

ele propos uma gestão liberal republicana e ganhou 

 

logo so te restou apoiar pq parece que vai cumprir 

Andre Luiz RRR

- 2018-11-01 15:28:37

Paulo Guedes não é

Paulo Guedes não é mercadista? Não ia dar continuidade à politica econômica do Temer?

Aliás, essas propostas para o Banco Central e para política industrial são semelhantes às do Ciro Gomes.

Roberto Monteiro

- 2018-11-01 15:10:33

Peraí.

Não te faz de iludido. Tu sabes muito bem que a maioria dos eleitores do coiso não tem a menor ideia do que pensava e pensa a equipe do tal. Onde e quando foi apresentada essa proposta? Via whatsapp é que não foi, pois o aplicativo serviu tão somente para difundir mentiras.

Marco da Vila

- 2018-11-01 15:10:05

A Lógica de paulo Guedes

Duas observações preliminares:

1)

2)

3)???

Desculpa, Nassif, não deu para deixar passar.

Delphine

- 2018-11-01 15:01:54

No contexto internacional

No contexto internacional atual com protagonismo do protecionismo e com a estrutura normativa do comércio internacional, a tentativa de impulsionar exportações via intervenção no câmbio será prontamente confrontada com ações retaliatórias, seja no âmbito unilateral, seja na OMC.

O descrédito internacional do presidente eleito dará mais força a medidas retaliatórias contra medidas interventivas por parte do Brasil.

Talvez a China fique satisfeita em pagar menos por suas importações.

Elaine Soares

- 2018-11-01 14:52:59

Investimento público!

Política keynesiana na veia. No atual cenário, o mecanismo emergencial para tirar o país do atoleiro seria injetar dinheiro público para concluir as obras paradas, isso criaria geração de empregos e demanda interna. Não há riscos de inflação, pois há uma enorme capacidade ociosa na indústria.

Simples assim,

Leonel

- 2018-11-01 14:45:23

1) Bandas cambiais??? De

1) Bandas cambiais??? De novo???    E quando bater no teto novamente?? Meu Deus, voltaremos à era Gustavo Franco!!!  Nassif.... não acredito que você está indo nessa....

2) Se o câmbio só fez cair desde que Bolsonaro se consolidou em 1º lugar..   vamos ver o em que ponto estará o "core" dessa banca cambial....

3) Subsídios zero....      

 

Conclusão: lamento pelos industriais (se é que ainda temos algum de verdade) que caíram nessa. Ainda mais com Petrobrás completamente privatizada, será o fim do fim. Vai restar produção de suco de laranja e mais alguns alimentos processados, e talvez algo dos ramos calçadista, têxtil e metalúrgico. E mais nada. 

Conclusão 2: Nassif, haja otimismo...  o tal Guedes jamais se produziu nada, jamais representou indústria, jamais acenou para a indústria, e você acreditando que esse cara vai salvar alguma coisa???

bfcosta

- 2018-11-01 14:32:17

Ele quer voltar ao câmbio

Ele quer voltar ao câmbio fixo só que em um patamar mais desvalorizado e interessante para a indústria nacional ?

Eu achava que esse governos seria só de idiotas mas talvez não seja esse bem o caso. Só o câmbio favorável não é o suficiente para reanimar a economia brasileira. Ela necessita de um prgrama de investimentos públicos. Outro ponto a ser pensado é que essa volta ao câmbio fixo dura até a esquina. Estruturalmente, nossa inflação é superior a inflação em dólar e isso nos faz de tempos em tempos termos um câmbio valorizado com o passar do tempo. Queria saber também o que acontecerá com quem está endividado em dólar, basicamente as grandes empresas brasileiras.

joel Lima

- 2018-11-01 14:31:35

Parece um jogo de dominó em

Parece um jogo de dominó em que a gente vê que pode perder nas duas pontas. Se o Posto Ipiranga faz um plano econômico que dá emprego em massa, Bolsonaro aprova desde menoridade penal no berçario até porte e posse de armas tão facilitado que muitos americanos virão pro Brasil não só  pra fazer turismo sexual mas também pra comprar armas. Com o povo sentindo algum bem estar no bolso, bolsonaro faz dois mandatos e ainda passará a reeleição infinita (não serão republicanos como o PT por um motivo muito simples = quem se porta de maneira republicana tem grande chance de entrar em cana, né Lula ? ) Agora se o plano dá errado, dirão que isso é culpa das pessoas se manifestando nas ruas e aí acom  lei ditando que tudo que é contra o governo é terrorista, impõem um estado de exceção e nem precisa mandar um cabo pro STF - no primeiro bater de botas do recruta zero e do dentinho os 11 se borram na hora e haja desinfetante pra limpar. Enfim, é que nem num jogo de cara e coroa em que o carrasco diz pra vítima = se der cara, eu ganho; se der coroa, você perde (o pescoço ) 

Luís Henrique Donadio Baptista

- 2018-11-01 14:11:36

Lógica...

Mas tem lógica.

Ter, tem.

Só que a lógica é a seguinte:

Se eu posso puxar o carrinho de brinquedo pelo barbante (isto é, manter a economia estagnada via juro alto), segue-se que eu posso fazer o contrário e empurrar o carrinho com o barbante (isto é, estimular o crescimento da economia via juro baixo).

Como todo mundo que já teve cinco anos de idade e um carrinho de brinquedo sabe, não é assim que funciona.

(Como aliás mostra a trajetória recente dos juros no governo Temer: caindo, mas sem revitalizar a economia. O que só não faz explodir a inflação devido ao câmbio sobrevalorizado e à existência de reservas consideráveis. Com uma política de câmbio baixo, as importações encarecem, o que teoricamente permite a revitalização da economia. Mas aí o fator limitante é a capacidade instalada: até colocar os fatores de produção em pleno emprego, a coisa pode funcionar, mas a partir daí é necessário investimento real, e esse será limitado pelas importações mais caras - as máquinas necessárias para e expansão da economia, num país precariamente industrializado como o nosso, também têm de ser importadas - e lá se vai a "lógica" guedesiana...)

André Oliveira

- 2018-11-01 13:53:08

Criação de superministerios é
Criação de superministerios é indício forte de governante fraco.

Joao Carlos Campos

- 2018-11-01 13:49:36

Bem..

Me parece que foi esta a plataforma que o elegeu, e é isto que a maioria da população brasileira espera que seja feito.

 

A proposta anterior foi derrotado pelo povo brasileiro 

Rei

- 2018-11-01 13:45:48

Indicadores de Inflação estão manipulados desde o gov. Temer

A imprensa ficou caladinha quando Temer resolveu implantar a "nova metodologia" para medir a inflação. Nem o PT nem a esquerda deu muita importância para o assunto. Apareceu apenas na Carta Capital mas com pouca consequência.

Ali o recado foi dado: PODE MANIPULAR À VONTADE... NINGUÉM LIGA...

O que se viu foi algo inédito: EXPLOSÃO NO PREÇO DA GASOLINA SEM IMPACTAR A INFLAÇÃO

NENHUM ANALISTA ECONÔMICO DEU UM PIO SOBRE ESSA ABERRAÇÃO.

Agora não me venham com "Plano de Combate a Inflação" ou "Meta inflacionária"... Vocês estão enganado quem???

A imprensa que está fazendo "oposição" a Bolsonaro vai acusar a manipulação??? DUVIDO! Preferem atacar onde sabe que não machuca... 

PAULO GUEDES PODE IMPLANTAR QUALQUER PLANO QUE O RESULTADO VAI SER O MESMO: INFLAÇÃO BAIXA!

Se nem a gasolina a R$10,00 impactou a inflação o que mais poderia imactar???

 

Essa "Nova Metodologia do IBGE" foi o melhor plano de combate a inflação colocado em prática no Brasil. 

Rodrigo L

- 2018-11-01 13:40:01

Câmbio x juros
Desse engodo que já foi praticado antes, não entendi como será sustentada uma política de câmbio desvalorizado e juros competitivos...não tem como. Já sabemos que a plítica de juros de um câmbio "acima do ponto de equilíbrio" não é compatível com uma indústria competitiva...a "magia" do posto ipiringa não vai se sustentar e como consequência teremos mais um período de desindustrialização e queda da arrecadação.

Alexandre Weber - Santos -SP

- 2018-11-01 13:39:25

Uma meditação filosófica sobre a lógica macroeconômica

Uma expiração ... uma inspiração. Vamos lá:

a) O Romanelli, inteligênte como é percebe o nó górdio que há de ser desatado, assim escreve: "O segredo estará em como ele vai conseguir, com o discurso de ódio de BOZO, fazer as massas aderirem ao projeto  ..a acreditarem num futuro melhor  ..e claro, como ele usará os botões do BB, Caixa e BNDEs por exemplo"

Ou seja, se têm segredo é quase mágica, negociação complexa, onde depois de meditar chego a conclusão que o sucesso estará no controle da velocidade dos desembolsos, das atitudes frente a desonerações e subsídios e principalmente ao grau de controle que o Bolsonaro terá sobre todas estas variáveis.

Simplificando, sem comprometer o que digo, tudo está diretamente ligado à estrutura ministerial, que dará  tal controle sobre TUDO E TODOS, ou não. Aqui vale o ditado > Pau que nasce torto, morre torto. 

Ou desenrola a burocracia e extirpa dela omissões, brechas, furos, pegadinhas, maldades, etc... ou fica-se a mercê, como antes do segundo, terceiro, quarto escalão, que num Brasil gigante são legião.

b) Segundo, uma vêz que se percebe que o governo têm controle eficaz sobre a administração pública, a população, as massas na linguagem revolucionária do Romanelli, naturalmente se deixa seduzir pela eficácia branda que ela produz.

c) Como se trata de mágica, o segredo é a alma do negócio, mas se fosse eu usava Astrologia - Tarot e Geometria nesta aqui.

Mário Mendonça

- 2018-11-01 13:00:34

Prezado MouroBom dia Juros

Prezado Mouro

Bom dia 

Juros estratosfericos é igual a menos investimentos em produção!!!

Redução tributária,(de ricos), falência do país!!!

Caos!!!

Alex Konnev

- 2018-11-01 12:45:16

Rascunho do mapa do inferno

Certas ilusões e meias verdades permeiam nosso jornalismo econômico a décadas. Uma delas é que taxa de juros alta é para enriquecer rentistas e combater inflação e escondem o gato debaixo do sofá. Mas não seu rabo. O país sofre da cronica falta de poupança interna. Somada a eterna fuga de dólares, o binômio se impõe ao idealismo de tsares da economia que, cedo ou tarde, para evitar a fuga de capitais e a quebra do país, apelam para o malfadado, mas inevitável, aumento das taxas de juros. Vejam o caso da Argentina. Inflação de 40% ao ano e juros de 60%. Macri com certeza aplaudiria a discurseira de Paulo Guedes, mas ele sabe que a realidade é bem outra. Além disso, temos os efeitos perversos da ausência de crédito do BNDES a industria, ausência de política industrial, ameaça de desregulamentação, do fim do planejamento setorial industrial que, somadas as ameaças ao regime fiscal e tributário do Mercosul, com acordos bilaterais mal explicados e queda generalizada das tarifas de exportação poderão provocar o efeito manada nos setores produtivos, o salva-se quem puder, com maior desindustrialização, desemprego e queda da atividade econômica. Voltando ao caso argentino, o mau desempenho da economia faz com que a moeda enfraquecida sofra ataques especulativos, é uma receita conhecida: com inflação ascendente o empresário prefere aplicar seus parcos ganhos inflacionários na especulação financeira , via compra de dólares, o que equivale a saída do capital do país, mesmo que ele, por essa artimanha, permaneça mãos argentinas. A autoridade monetária se obriga a criar a certeza da rentabilidade garantida via aumento da taxa de juros para impedir que esse movimento anterior se faça e ... bingo, temos a receita do caos econômico de Macri. É essa logica perversa que se imporá com Paulo Guedes. Se for mesmo lógica a formulação é uma lógica perversa: o rascunho do mapa do inferno!

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Romanelli

- 2018-11-01 12:26:19

Cambio é como remédio  ..se

Cambio é como remédio  ..se de mais, ou de menos, é VENENO

As reservas precisam realmente desempenhar um papel mais pró ativo na economia  ..ter US$ 400 bi delas e não usar num quadro de desalento e desemprego só não é pior do que não as te-las

Exorcizar a IGNORÂNCIA do JUROS como remédio pra tudo, que vem desde Collor (assim como erroneamente alguns acreditem quando propagam o corte de investimentos e gastos públicos) terá sido um progresso

O segredo estará em como ele vai conseguir, com o discurso de ódio de BOZO, fazer as massas aderirem ao projeto  ..a acreditarem num futuro melhor  ..e claro, como ele usará os botões do BB, Caixa e BNDEs por exemplo

agora  ..com certeza, se ele apostar na desestatização de empresas maduras, gigantes reguladoras, conorrentes de oligopólios e/ou monopolistas em importantes setores CONTEMPORÂNEOS  (como os correios o é pro comércio virtual  ..ou Petrobrás e eletrobrás), propulsoras de importantes setores econômicos, aí TODOS NÒS ESTAREMOS PERDIDOS e metidos em mais um laboratório acadêmico

GEORGE Vidipo

- 2018-11-01 12:18:49

Revolução!!!

Com o real desvalorizado aumenta a exportação e estimulo a produção interna, como consequência o emprego (sub-emprego) mas é trabalho. Isso permite o governo seguir o caminho pelo autoritarismo e a eliminação de toda oposição. 

Um governo autoritário tem que ter uma base que o sustentação - povo, militares, empresários - isso não aconteceria com 12 milhões de desempregados, ou 27 milhões, dependendo de como se analisa,

Entretanto essa figura temerária "Moro", que tem luz própria e objetivo definito, leva o presidente a ser golpeado pelas costas em algum momento. 

Muitas possibilidades, muitos caminhos. 

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