14 de julho de 2026

A criação do Departamento de Defesa dos EUA

Por Motta Araujo

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A CRIAÇÃO DO DEPARTAMENTO DE DEFESA – Ao findar a Segunda Guerra Mundial, o Secretário de Estado George Marshall, principal estrategista das forças armadas americanas no conflito e também do pós-guerra, criador do Plano de Recuperação Europeia (o Plano Marshall), tinha convicção pela sua experiência numa visão de conjunto do conflito que muitos erros, ineficiências e perdas foram causados por descoordenação entre o Exército, a Marinha e a Força Aérea, causando dispersão de recursos, conflitos de comando, dificuldades de abastecimento.

Dele surgiu a ideia de criar uma estrutura unificada para operar em conjunto todas as forças armadas e não de forma separada como era desde sempre, com a Secretaria do Exercito, criada em 1789 e a da Marinha, criada em 1798.

Esses dois Ministérios estavam alojados no antigo prédio ao lado da Casa Branca, onde hoje funciona o Conselho Nacional de Segurança, conhecido como OLD NAVY AND ARMY BUILDING, uma velha estrutura de 1875,  prédiode dois andares, solene e vetusto, com imensos corredores, com aparência de museu histórico.

O Departamento de Defesa foi criado por lei em 26 de julho de 1947 e foi a primeira experiência de unificação de pastas militares, que em todo os países eram organizadas por forças e com um Ministro para cada arma. O primeiro Secretário de Defesa foi James Forrestal. Foram mantidas as Secretarias de Exército, Marinha e Força Aérea, agora subsordinadas política e funcionalmente a um só chefe, com necessidade de confirmação de todos pelo Senado.

 

Todos podem ser civis mas o centro de comando operacional das forças é o Estado Maior Conjunto (Joint Chiefs of Staff).   O total de pessoal na folha do Departamento de Defesa, englobando civis e fardados, é de 3.200.000 pessoas, o Banco dos Funcionários do Pentágono tem um milhão de clientes e US$15 bilhões de ativos, com agências por todo o mundo. Além das três Secretarias e do Estado Maior Conjunto o Departamento tem oito agências de inteligência diretamente subordinadas ao Secretário, inclusive a NSA. A CIA todavia não faz parte do Departamento.

No Estado Maior Conjunto (Joint Chiefs of Staff)  só trabalham fardados. O JCS divide o mundo em em cinco áreas geográficas, cada uma com seu Quartel-General, ao qual estão subordinadas todas as forças naval, aérea e terrestre.

O que cuida da América Central e do Sul é o USSOUTHCOM, com sede em Doral, Flórida (área da grande Miami), um Quartel General onde trabalham 1.200 oficiais. Esse QG por sua vez é dividido em nove áreas e a ele se subordina a 4ª Frota Naval e as bases aéreas e militares na região, inclusive a de Guatánamo, Honduras e Colômbia.

Outros comandos são o USAFRICOM, da África, com sede em Stuttgart, na Alemanha,  USEUCOM, da Europa, USCENTCOM do Oriente Médio e Ásia Central e USPACOM, do Extremo Oriente e Oceano Pacifico.

O Departamento de Defesa transformou sua área em uma cidade independente com prefeitura, shopping centers, ótimos hotéis (o Ritz Carlton é bem em frente ao prédio do Pentágono e está ligado a um shopping center), estações de metrô, muitas lojas especializadas, escritórios de firmas de defesa, consultórios, bons restaurantes.

O modelo do General Marshall foi em quase todos os países copiado com a unificação das forças armadas sob um só guarda-chuva, terminando a era dos ministérios militares por arma no clássico modelo anglo-francês anterior à Segunda Guerra. O Brasil foi um dos últimos países a seguir essa tendência, embora já existisse um embrião dessa estrutura no antigo EMFA -Estado Maior das Forças Armadas, que era bem mais antigo e funcionava bem.

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Mapa da divisão dos Comandos por área geográfica.

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11 Comentários
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  1. Ivan de Union

    16 de abril de 2014 2:48 pm

    De todos os assuntos

    De todos os assuntos repulsivos que voce ja postou aqui, Andre, esse deve ser o mais repulsivo.

    1. Flics

      16 de abril de 2014 8:01 pm

      Po!…
      … o homem não pode puxar o saco dos patrões?… deixa o homem em paz ara!

      1. Motta Araujo

        16 de abril de 2014 10:02 pm

        Esta é uma descrição de um

        Esta é uma descrição de um fato institucional. Ninguem esta defendendo nada. Se eu fizer uma narrativa sobre a historia da KGB não significa que eu sou comunista. Não entender isso é passar atestado de baixo nivel de compreensão.

        Eu não sou comunista e tenho 52 biografias de Stalin, das 330 que já foram publicadas. Já publiquei aqui varios posts sobre Stalin, sobre os excelentes chanceleres sovieticos, Chicherin, Maiky, Molotov, Gromyko, sobre generais sovieticos.

  2. olinto a. f. de godoy

    16 de abril de 2014 4:10 pm

    Mais um ótimo post AA.

    Mais um ótimo post AA.

  3. Waldyr Kopezky

    16 de abril de 2014 4:11 pm

    Uma retificação…

    A data correta da criação do DoD é 18/09/1947.

    Neste post (https://jornalggn.com.br/blog/luisnassif/as-transformacoes-nas-forcas-armadas-dos-eua) eu falei dessa história, que cito trecho abaixo:

    “…No entanto, a 18 de setembro de 1947 é aprovado um  Ato de Segurança Nacional (National Security Act) que passava a instituir uma nova força armada e e criava TODA a estrutura moderna de inteligência dos EUA – assim nasceu a United States Air Force (USAF) como terceiro braço das Armas do país, com o objetivo especifico de “…desenvolver sistemas, estratégias e doutrina que garantam o domínio e controle pleno do espaço aéreo nacional…” (tradução minha do texto original da lei).

    Uma comunidade de Inteligência inédita – Na mesma ordem foram criados ainda o Departamento de Defesa (DoD, com um Secretário de Defesa separado do Departamento de Estado), o Conselho de Segurança Nacional (National Security Council – NSC), uma National Security Council Intelligence Directive(NSCID, em substituição à JANIS), o permanente Joint Chiefs Staff (Estado-Maior das FAs, antes previsto para existir somente em tempos de guerra), uma Comissão de Energia Nuclear, o Intelligence Advisory Committee(IAC, depois convertido para Departamento de Inteligência e Defesa – DIA), bem como a infame Agência Central de Inteligência (CIA)…”

  4. Flavio Martinho

    16 de abril de 2014 4:50 pm

    É de lascar. O Brasil, para o

    É de lascar. O Brasil, para o bem ou para o mal, é sempre o último a adotar qualquer medida. Vide: trafico negreiro, libertação dos escravos, escola em tempo integral, democracia, comissão da verdade, punição de torturadores, et, etc. etc. êta paisinho pesado!

  5. sandro cc

    16 de abril de 2014 6:13 pm

    Criminosos de Guerra

    Que semana gratificante. A Petrobrás é vítima de um assassinato de reputação e aqui somos brindados com loas aos mestres da Werhmatch comandada pelo cabo austríaco, e agora, com uma ode aos burocratas que patrocinaram inúmeras guerras de agressão no pós 2ª GM. Os países da velha Indochina, são testemunhas da máquina de aniquilar pessoas do Departamento de Estado e seus congêneres. Uma leitura dos textos de Chomsky sobre os “Pentagon Papers”, desmitifica este glamour postiço dos fomentadores dos interesses imperiais dos EUA pela Terra. Na verdade, não passam de criminosos de guerra, em vestes de seda e sapatos italianos, mas no fundo, em nada se diferenciando de Pol Pot… 

  6. sandro cc

    16 de abril de 2014 6:13 pm

    Criminosos de Guerra

    Que semana gratificante. A Petrobrás é vítima de um assassinato de reputação e aqui somos brindados com loas aos mestres da Werhmatch comandada pelo cabo austríaco, e agora, com uma ode aos burocratas que patrocinaram inúmeras guerras de agressão no pós 2ª GM. Os países da velha Indochina, são testemunhas da máquina de aniquilar pessoas do Departamento de Estado e seus congêneres. Uma leitura dos textos de Chomsky sobre os “Pentagon Papers”, desmitifica este glamour postiço dos fomentadores dos interesses imperiais dos EUA pela Terra. Na verdade, não passam de criminosos de guerra, em vestes de seda e sapatos italianos, mas no fundo, em nada se diferenciando de Pol Pot… 

  7. Favero

    16 de abril de 2014 7:04 pm

    O pior é que até isso eu já

    O pior é que até isso eu já vi oficiais reclamando. Que quando era três ministérios é que era bom…

    1. Motta Araujo

      16 de abril de 2014 9:56 pm

      Só podem reclamar, o cocneito

      Só podem reclamar, o cocneito de Ministerio da Defesa É ANTI-MILITARISTA, é para que civis controlem militares e ninguem gosta de ser controlado, especialmente quando o titular da pasta expressa uma corrente politica que é frontalmente contra

      a Instituição Militar, o que ocorre quase sempre em governos de esquerda.

      1. junior50

        16 de abril de 2014 11:43 pm

        Quase sempre

         A criação do MinDef, foi de um subministério, FHC o relegou a um “nada”, Lula tb. no inicio de seu mandato com o Emb. José Viegas Filho, mas percebeu a importancia do MinDef após a catastrofica nomeação de Waldir Pires, nomeando Zé Alencar ( Vice-PR), Nelson Jobim ( ex-MinSTF e amigo dos militares), e depois – e ainda – nosso caro “santista” Celso Amorim – que alem de possuir transito na instituição militar é muito bem assessorado.

          É um erro comum, atavico, confundir a nova estrutura militar brasileira, com os ranços ainda preementes de um passado recente, obices a crescente profissionalização ainda existem, mas é inegavel que os governos ditos de “esquerda” ( Lula/Dilma), não apenas prestigiaram as FFAA, mas tambem – algo que não ocorria desde Geisel – o auxilio e protagonismo do GovFed, em relação a reconstrução básica, de um Complexo Industrial de Defesa Brasileiro.

           Todos que perseguem a midia tupiniquim, acreditam que o infimo ( mero capitão, sem ECEME) J. Bolsonaro, é o porta-voz dos militares, NÃO É – existem os verdadeiros deputados que se preocupam com a Defsa nacional, e são de “esquerda”, pouco comentados na midia, mas expoentes nos circulos decisórios que interessam: Socorro Gomes (PCdoB) e Zarattinni (PT) – infelizmente perdemos, a Industria de defesa e as instituições militares, um ex-inimigo respeitado, que realizou muito quando no MinDef e na Camara Federal: José Genoino Neto.

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