4 de junho de 2026

A história da Companhia Paulista de Estradas de Ferro

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Jornal GGN – A Editora Memória do Trem lançou recentemente o livro livro História da Companhia Paulista de Estradas de Ferro, resultado de um projeto com pesquisa de mais de 15 anos.

Ricamente ilustrado, o livro dá detalhes de como a CPEF foi formada, fala sobre o ambiente político da época, o material de tração rodante utilizado pela ferrovia. Aborda também todos os detalhes que levaram a CPEF a ser considerada a mais bem organizada e eficiente ferrovia do Brasil. Um patrimônio nacional idealizado e administrado por capitais brasileiros.

Fonte: Companhia Paulista de Estradas de Ferro

Enviado pelos Ferroviários Sorocabana, via Facebook

Da Veja São Paulo

Livro traça a história da Companhia Paulista de Estrada de Ferro

Por Maurício Xavier e Adriana Farias

Pesquisador relata o auge e a queda do negócio

As ferrovias apareceram no século XIX durante a Revolução Industrial. Uma das pioneiras por aqui foi a Companhia Paulista de Estradas de Ferro. Ela surgiu em 1868, e virou tema de livro homônimo recém-lançado (Editora Memória do Trem; 240 páginas; 78 reais). Em seu trabalho, o pesquisador Rafael Prudente Corrêa Tassi detalha o esplendor e a derrocada do negócio.

A empresa tornou-se a primeira no Brasil a usar, em 1921, energia elétrica para movimentar seus comboios (antes, a tração era a vapor). Ao se conectar com a São Paulo Railway, rebatizada de Estrada de Ferro Santos-Jundiaí, ela estabeleceu importante ligação entre o interior, a capital paulista e o litoral. No auge, somou cerca de 2 150 quilômetros. 

Uma de suas locomotivas mais curiosas era conhecida como V-8. Em 1989, a máquina bateu o recorde brasileiro de velocidade sobre trilhos com a marca de 164 quilômetros por hora. No governo de Juscelino Kubitschek (1956-1961), que privilegiou o setor rodoviário e a indústria automotiva, a companhia entrou em decadência. Hoje, tem apenas cerca de 500 quilômetros. Os trechos em funcionamento são para transporte de carga, passando pelas cidades de Jundiaí, Itirapina, Pradópolis e Bauru.

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8 Comentários
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  1. altamiro souza

    25 de dezembro de 2015 12:33 pm

    a evolução das ferrovias

    a evolução das ferrovias norte-americanas trouxe um desenvolvimento

    tão avassalador que marcouu profundamente até a indústria cinematográgica de lá.

    a gente ve nos filmes o cavalo de ferro impondo , de

    forma aparentemente oindireta, a derrocada dos indios,

    mudanças estruturais em amplas regiões do país.

    e aqui, como e  contada essa história?

  2. altamiro souza

    25 de dezembro de 2015 1:54 pm

    um dos exemplos da

    um dos exemplos da avassaladora dominação da ferrovia no país

    foi a construção da ferrovia são paulo rio grande, que prarticamente provocou

    a guerra do contestado, entre paraná e santa catarina (1912-1916)

    uma espécie de canudos sul do país,guerra que revelou ao brasil

    um dos maiores corruptos de sua históriai, o famigerado magnata norte-americano

    pecival farquhar,

    que era tão diabólico que chegou a manchar a bela reputação do honrado

    ruy barbosa – dizem as más línguas que o magnata subornou-o….

    concluída a  parte catarinense da obra,a brasil railway compasny,

    comandada pelo corrupto,  recebeu do governo –

    meio de mão beijada? – 15 quilometros de cada lado da ferrovia.

    desapropriou 6.696 quilometros de terra, equivalentes a 276.584

    alqueires de terras ocupadas há anos pelos possseiros de ambos os estados.

    de repente, tudo virou terra de ninguém – devoluta…

    o vice´presidente do estado do paraná, affonso camargo,

    inacreditável, virou advogado do magnata, reconhecendo a

    mumunha. (depois teve de fugir)….

    madeireiros entraram na jogada….

    o rolo começou.

    coronéis locais perdiam terras..

    .associaram-se aos demitidos da railway e aos posseiros

    e -dizem – acabaram fazendo a história, demarcando na verdade

    a propriedade atiual dos dois estados,,,

    o escritor amazonense ´márcio souza acabou fazendo o

    melhor perfil do corrupto farquhat em seu belo romance madmaria,

    que fala da construção da mamoré-madeira, série passada na globo.

    da forma de sempre,claro….

    o  que eles não contavam era que surgisse o messianico

    pastor josé maria, que uniu os posseitos etc e tal, que

    criaram redutos de resistencia, em várias cidades.

    aí o exército interveio, massacrando esses redutos…

    a devastação desses estados começou por aí….

    99 por cento devastados.

    só por causa da ferocidade do cavalo de ferro?

    (pesquisar “guerra do contestado”,

    pode ser até no google mesmo.

    e tb. lá “estrada de ferro são paulo-rio grande”

     

     

     

     

     

    1. Andre Araujo

      25 de dezembro de 2015 6:01 pm

      http://statics.livrariacultur

      http://statics.livrariacultura.net.br/products/capas_lg/978/3199978.jpg

      Percival Farqhuar não foi apenas um “corruptor”, foi um dos construtores do Brasil moderno. Para fazer um balanço de sua vida e obra no Brasil é preciso fazer uma analise de prós e contras, o que ele fez de bom e de ruim, assim como ocorreu com TODOS os construtores de ferrovias pelo mundo. Os “robber barons”, barões ladrões americanos foram todos corruptores em larga escala, incluse Leland Stanford, que fez uma das ferrovias da costa Leste até a California e fundou

      a Universidade de Stanford, alma mataer do Vale do Silicio e de toda a industria de alta tecnologia.

      Farqhuar não fez apenas ferrovias, controlava a duas LIGHT de SP e Rio, a Companhia Telefonica Brasileira, o gás de São Paulo e Rio, os bondes de Pernambuco, SP, Rio e Santos, o Porto do Pará, criou a Itabira Iron que depois virou Cia.Vale do Rio Doce e a siderurugica Acesita, ainda hoje a principal fabricante de aços especiais do Brasil e cujo fundo de pensão leva seu nome, tambeu desenvolveu a estancia balnearia do Guarujpa, onde construiu o Grande Hotel e Casino La Plage.

      Morreu em 1953 e morava em um apartamento de 1.200 metros quadrados no Flamengo. Apesar de americano e protestante gostava de amantes brasileiras, conheceu todos os Presidentes brasileiros desde Prudente de Morais a Getulio Vargas.

  3. Homero Pavan Filho

    25 de dezembro de 2015 1:58 pm

    Meu avô materno era engenheiro…

    …da Sorocabana. Nascido em Portugal, veio ao Brasil em 1900.

  4. Tom

    25 de dezembro de 2015 3:22 pm

    Trens

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=V9vQ_y9JJ1E align:left]

    1. MANREL

      25 de dezembro de 2015 3:42 pm

      TREM

      Este video, essa música é maravilhosa.

      1. GalileoGalilei

        25 de dezembro de 2015 6:14 pm

        Mais Pat Metheny (com Naná Vasconcelos)

        [video:https://www.youtube.com/watch?v=OXz_0EYUlF8 align:center]

        Aliás, o álbum inteiro, “Offramp; Turn Left”, é muito bom.

         

  5. SILVIA REGINA MONICE GARCIA

    24 de agosto de 2019 12:10 pm

    Minha bisavó era indigena, de uma tribo que tinha terras de Santo André até Paranapiacaba, perderam tudo, na época a terra foi declarada devoluta!
    Os índios foram mortos ou dispersos em diasporas urbanas e terminaram na miséria, pedindo esmolas e alcoolizados…tristes historias do progresso!

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