6 de junho de 2026

Caos e Teoria Social: a história do Instituto Tavistock, por Rogério Mattos

Sede do Instituto Tavistock, no condado de Sussex, Londres – Reprodução
 
Por Rogério Mattos
 
 
Texto disponível na Academia.edu
 
Breve história do instituto de engenharia social do condado de Sussex, Inglaterra, responsável pela elaboração de determinantes padrões de manipulação social através da mídia, desde o Radio Research Project, liderado por Theodor Adorno e a Escola de Frankfurt, até a criação do conceito de Contracultura, em pleno festival de Woodstock, com a distribuição massiva, protegida por agentes de Estado, de pílulas de LSD. A famosa música Lucy in the Sky with Diamonds (LSD), foi um dos subprodutos desse projeto. Conhecer Tavistock é conhecer as mais intimas formatações dos programas televisivos e midiáticos atuais, a partir de seus padrões de atuação mais amplos, que dinamita boa parte das comparações “mídia brasileira versus mídia estrangeira”. A engenharia social é anterior ao conchavo civil-midiático com o grupo Time-Life, no Brasil, e passa pela criação de figuras como a do Mickey Mouse, até a de mitos sacrossantos (hoje nem tanto mais) como Bill Gates. 
 

Acredito que para a maioria das pessoas que pelo menos aprenderam a tarefa básica de checar suas fontes de informação, problematizando sua origem, seu conteúdo e os objetivos das mensagens delegadas ao nosso entendimento, não será tarefa difícil interpretar as palavras que seguem nesse texto. A nossa vida física é corolário de nossa atitude mental, portanto o cidadão médio, muitas vezes embrutecido não tanto pela diversidade de fontes de conhecimento, mas pela multiplicidade de informações não explicadas satisfatoriamente, pereça ante posturas inadequadas frente à vida, gerando se não a infantilidade em corpos adultos, sem dúvida as tristes cenas de depressão, niilismo e descaso perante a existência. Tal montante de desinformação é diretamente proporcional às altas taxas de suicídio nas metrópoles dos países considerados mais desenvolvidos e à imbecilidade e ao escapismo das massas.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Nos anos oitenta veio a baila um livro chamado A Conspiração Aquariana (FERGUSON, 2006), com um título em inglês sugestivamente diferente, The Changing Images of Man. A autora, procurando movimentos inovadores de transformação da sociedade humana, acabou percebendo um vínculo invisível entre os mais diferentes estratos sociais, os quais às vezes acabavam se comunicando apenas por sinais sutis, sem ao menos perceber que estavam interconectados. “Sim, essa é uma conspiração!”, clamou a jovem escritora. Seria uma conspiração do bem, holística, impregnada em cada ângulo, o mais estreito, de uma nova sociedade que surgia. Apolítico seria também esse movimento, podendo influenciar nos EUA tanto a republicanos como a democratas.

Tal revolução silenciosa começou a ser feita pelos jovens da New Age, os “filhos da flor” e toda denominação a mais que pode ser dada a geração que vivenciou a contracultura. Os baluartes dessa época, assim como seus filhos, trazendo em si todo o desejo de transformação da geração que lutou contra a guerra do Vietnã, pelo amor livre, etc., são hoje os que compõem os quadros dos partidos verdes espalhados pelo mundo, das organizações filantrópicas para o bem estar da humanidade. Dos globalistas, enfim.

Com certeza, na América Latina tivemos tentativas de nos fazermos “filhos da flor”. Mas tentativas apenas. Fora o contingente que simplesmente por serem drogados se denominavam hippies, os anos de chumbo das ditaduras militares espalhadas pelo continente dispersaram a unidade requerida para se criar um movimento como esses. Não usamos, aqui, como armas principais, charutos feitos com erva, ou mecanicamente promovemos o “desbunde”. Isso foi tarefa para nosso pequeno clube de intelectuais “iluminados” de classe-média, na esteira dos hippies, a partir dos anos oitenta e com a redemocratização do país. Durante os duros anos que sucederam ao golpe de Estado militar, a briga no Brasil foi feia, sem dar margem a devaneios.

As drogas sintéticas e a contra-revolução da CIA

Daniel Estulin demonstrou à exaustão, com argumentos e provas abundantes, os vínculos entre a CIA, Instituo Tavistock e a Escola de Frankfurt, na criação do conceito de contracultura.

Robert Santelli, em seu libro, Aquarius Rising, escreveu: “O LSD circulava em abundância em Monterey. Davam-se tabletes de “Púrpura de Monterey” (uma substância similar ao LSD chamada também Bruma Púrpura) literalmente a qualquer um que quisesse experimentar um pouco”. Os dois personagens responsáveis pela distribuição em Coco Beach, Florida, se chamavam Peter Goodrich, e o legendario agente a soldo da CIA cujo nome chave era Coiote. (ESTULIN, 2001: 140)

Mais adiante lembra o autor de um aviso dado por um dos organizadores de Woodstock, Wavy Gravy (agente da conhecida operação MK-ULTRA), e noticiado pelo New York Times em 17 de agosto daquele ano de 1969: “Esta noite, um empregado do festival fez uma advertência no palco que se estava distribuindo ‘ácido mal fabricado’. Disse: ‘Vocês não estão tomando ácido mal fabricado. Vocês não vão morrer. […] Se vocês estão pensando que estão tomando veneno, não é verdade. Mas se estão preocupados, tomem só meia pastilha’”.

A fórmula que explica tamanha flexibilização nos costumes é a seguinte. Em Woodstock, por exemplo, quem fazia a segurança do festival era uma comuna de nome Hog Farm, conhecida pelo envolvimento com tráfico de entorpecentes. Essa comuna, como não poderia deixar de ser, era vigiada por agentes encobertos da CIA e FBI. No entanto, a infiltração de agentes como Peter Goodrich, o Coiote, permitia a entrada massiva das drogas produzidas nos laboratórios subordinados aos grandes institutos de engenharia social, como Tavistock – apoiado por antropólogos, psicólogos e cientistas sociais. De fato, o Festival de Woodstock foi o primeiro experimento massivo de lavagem cerebral através de alucinógenos clinicamente fabricados.

Mais tarde, se deu a criação da rede televisiva MTV, também baseada nos estudos da Escola de Frankfurt e Tavistock com o fim de promover uma guerra silenciosa, matando não os corpos, mas a própria personalidade das pessoas. Qual é a lógica e em que se baseia o estudo que inspirou a criação da MTV? Estudos psiquiátricos comprovavam que determinadas imagens, mas principalmente sons, ficavam impregnados na psique de jovens entre 15 e 25 anos, repercutindo vida a fora. Quando os baby boomers da contracultura ouviam, já na fase adulta, as músicas de sua adolescência, eram levados imediatamente às mesma sensações daqueles dias nos quais experimentaram a mistura de drogas e músicas estridentes. Essa modalidade de catarse espontânea, detectada pelos cientistas de Tavistock e provocada pelas rádios de músicas “clássicas” e pela programação televisiva, levava as cobaias do experimento massivo de LSD à mesma faixa mental de alienação provocada quando de sua juventude.

As “imagens cambiantes do homem” (do livro acima citado), LSD e baby boom (contingente de jovens com a programação mental adulterada através da cultura de massas do pós-guerra) guardam a mesma relação com a formatação da programação televisiva, alienação e controle mental. Quando se formata um programa jornalístico na TV, por exemplo, o princípio que se leva a cabo é o da euforia provocada por psicotrópicos, “the changing images of man”. Com notícias curtas e impactantes, geralmente com duração de trinta segundos a um minuto (um minuto e meio se a notícia é realmente importante), trazendo flashes de entrevistas (entrevistas que duram por vezes trinta minutos, uma hora ou mais) e depoimentos que, sob o manto da imparcialidade, confundem o espectador muito mais do que informam (pelo tempo curto e a fragmentação do conteúdo, com falas que acabam se chocando em vez de se contraporem), provocam uma euforia passageira em quem assiste e uma depressão que a sucede, dada a impossibilidade de o homem mais firme intelectualmente conseguir firmar uma opinião que seja em relação ao conteúdo assistido.

Nos EUA, diz o autor que trouxe à luz os métodos utilizados pelo instituto localizado no condado de Sussex, Inglaterra, geralmente as imagens terrificantes expostas pela mídia é contrabalanceada com a imagem do “super-presidente” que irá salvar a nação do caos. No Brasil, como não temos mais figuras como a do “caçador de marajás” ou a do “pai do Real”, a roupa de super-homem geralmente é vestida por analistas financeiros e demais agentes do mercado, assim como, atualmente, pela oposição janista cujo lema é a vassoura anti-corrupção, a qual no passado nos levou ao golpe de 64. Tal esvaziamento da política associando-a a tudo o que há de mal e perverso no mundo tem um só objetivo: enfraquecer a democracia corrente, dos políticos escolhidos pela população e da dialética desta com aqueles, e legitimar por outro lado o discurso produzido pelo “deus mercado” (produtor da crise financeira internacional) e seus analistas e especialistas, como também fortalecer os homens públicos porta-vozes da mesma ideologia, mas cujo poder está em franco declínio no país.

Walt Disney e a publicidade

Falo sobre drogas e corrupção, mas, sobretudo, de tirania e limitação das liberdades democráticas. De nada inútil se falamos de Wall Disney e de publicidade. E assim veremos aonde se encontra o êxtase produzido pelas “imagens cambiantes”, pelo LSD virtual produzido pela programação televisiva.

Os anúncios publicitários carregados de imagens repletas de valores que não guardam relação com o produto podem nos afastar dos mesmos valores que estão explorando, nos confundindo acerca de como haveremos de alcançar tais calores, e abrir a porta à desesperança, ao ressentimento e a apatia.

Como os produtos não proporcionam a recompensa psíquica que prometiam as imagens do anúncio, ficamos em dúvida se haverá algo que a proporcione. Se continuarmos com essa dúvida, terminaremos nos deprimindo e vendo quase todos os produtos rodeados por um fundo negro, o negativo fotográfico de seu antigo resplendor, o fundo negro das promessas não cumpridas. (ESTULIN, 2011: 217)

Depois de sermos tragados para um mundo onde subjaz soberano o reino da degradação humana, repleto de guerras, corrupção, intrigas e mentiras invencíveis, somos levados ao mundo mítico dos sonhos, das imagens arquetípicas baseadas no estudo do inconsciente coletivo. Mergulhamos em tal universo, sem darmos conta da estupefação causada pela miséria da condição humana, delegada pelas mensagens anteriores dos jornalões, firmemente controlados pelas elites financeiras e intelectuais de nossos países. Automaticamente – sem nunca ter uma pausa para procurar nos darmos conta do que está acontecendo nesse mundo paralelo no qual ora viajamos – passamos a associar como a única saída à nossa derrocada final enquanto seres humanos as telas repletas de fantasias dos anúncios publicitários. Semelhante lógica também se aplica quando assistimos ao outro pilar do embrutecimento cultural das massas: as novelas televisivas e suas tramas de perfídia, assassinato e luxúria.

Porém, “o fundo negro das promessas não cumpridas” não se estabelece simplesmente levando em conta o contraste que até aqui analisamos. Numa análise invertida (pois não devemos levar em conta apenas as classes ou as pessoas que chegam a aspirar realizar sua encarnação como pessoas em algum ideal publicitário), os próprios anúncios se tornam a fonte de angústia. Ao irmos tomar uma água ou fazer outra tarefa qualquer durante o intervalo, e subitamente nos darmos conta da realidade em que vivemos, financeira e ontologicamente (nesse sentido, naquelas pessoas que cumprem o ideal propagado e olham ao redor e se sentem profundamente insatisfeitas ou vazias). Daí aparece o jornalão ou a novela aguada como fonte de fuga da realidade. Os amantes das novelas encarnam nos personagens de sua admiração e passam a viver uma vida paralela; os interessados no noticiário encarnam a sabedoria dos apresentadores e repórteres, tão desprovida de conteúdo significativo quanto a densidade psicológica de um protagonista de novela.

Na verdade, há um processo dialético onde as pessoas criam correspondências entre seus ideais de produtos a serem consumidos e os ideais sócio-políticos ou afetivos a que aspiram, seja no jornal ou nas novelas. Nesse sentido, a programação “editada” – os programas que ora analisamos – se complementam com os anúncios publicitários, tornando-os todos, no fim, mera publicidade, ou seja, promessas. Tudo isso sob um pano de fundo tenebroso onde figura a degradação do ser humano no palco do mundo e a degradação do ser enquanto pessoa, ao simplesmente reagir com dor ou indiferença à frustrada realização dos desejos mercadológicos. 

Mickey e o Adolf Hitler 


Caos e Engenharia Social


O gênio hereditário nas crianças, de Francis Galton


A pessoa bonita comum de acordo com pesquisas modernas

As crianças saudáveis do Clube do Mickey são órfãs de Francis Galton? No alto, três tempos de uma mesma história.

Aqui entra Mickey Mouse e a substituição da suástica pelas orelhas de rato. Mas, como assim? Como ligar um personagem tão simpático a um símbolo extremamente repugnante? Simples, com uma palavra bem pouco complexa: paperclip. Ou seja, a Operação Paperclip, de cooptação de elementos nazistas pelo governo-norte americano durante o pós-guerra.

Tal operação não é somente aquela que ficou conhecida pela contratação de nazistas para ajudar no programa atômico norte-americano. Sabedores dos conflitos que naquele contexto geopolítico iria se travar entre EUA e URSS, os artífices da política em Washington contrataram desde especialistas em tecnologia de armas nucleares a médicos, especialistas em guerras psicológicas nazistas (junto com a organização Gehlen), espias, assassinos e sabotadores.

Segundo Estulin, as provas são fundamentalmente circunstanciais, mas podem ser encontradas na seção Captured German Documents dos Arquivos Nacionais norte-americanos e serem comparadas com memórias e biografias dos anos da guerra e do pós-guerra. As memórias de Wulff, astrólogo de Himmler, diz ter os nazistas o desejo de criar um programa dentro do Reich que reproduzisse o estado mental de um soldado japonês, “um ser humano ávido e desejoso de arriscar a vida por seu país sem fazer perguntas” (ESTULIN, 2011: 67), e do soldado comunista chinês, “capaz de lançar-se sem pensar rumo a uma morte segura” (ESTULIN, 2011: 67). Os cientistas nazis, entre eles Friedrich Hoffmann, um químico nazista que assessorou a CIA no uso de substâncias psicotrópicas de lavagem de cérebro, estiveram trabalhando em programas de controle mental com militares e a CIA.

Hitler e Mickey Mouse: nada poderia ser mais coincidente. Assim conta Lonnie Wolfe, em artigo para a revista New Federalist, falando sobre o Mickey Mouse Club:

Cada criança, em sua casa, era “doutrinado” com um ritual de iniciação na televisão, e instado a cantarolar ao mesmo tempo canções cuja letra ia aparecendo na  tela e a repetir coisas que ia indicando o chefe do grupo na televisão. Tudo fazia com suas “orelhas de rato” postas, que estavam desenhadas para serem identificadas com a figura animal de Mickey Mouse. Ao final do programa, o líder do grupo, um macho adulto jovem, pronunciava um sermão que era reforçado pelos Mouseketeers presentes no palco. Fazia-se tudo isso enquanto as crianças do estúdio e as que estavam em casa colocavam as orelhas e faziam a “saudação ao clube”. Quantas pessoas são conscientes de que cada vez que diziam a saudação estavam aceitando uma nova religião, semi-pagã, e um deus novo, o rato? […]

[Em outra época e em outro país europeu] outra geração de crianças recebeu uma série de valores de forma organizada de pessoas que não eram seus pais. A Juventude Hitlerista da Alemanha nazi. Eles também lhes diziam para não ouvir seus pais e que fossem Bons patriotas, que fossem educados e que se comportassem bem (WOLF, 2007).

Continua Estulin: “o truque radicava em fazer desaparecer os nazis, mas não seus ideais. O Estado e os valores nazis, mas sem a bagagem nazi. Mickey Mouse e Hiltler. Compreende o paralelismo?”(ESTULIN, 2011: 168).

A lógica que permeia os desenhos da Disney são os mesmos de nossa tradição televisiva. Geralmente personagens muito bons ao lado de outros muito maus (ou seja, a caracterização das “peças” televisivas se faz através dos contrastes mais óbvios) em meio a um conflito que nunca irá se resolver pela “fagulha divina da razão humana”. Em todos os desenhos da Disney sempre aparece uma espécie de deus ex maquina, geralmente uma entidade sobrenatural (uma fada gorda ou um monstro simpático, por exemplo) para resolver os conflitos sem qualquer intervenção humana. Tal subordinação da razão humana e sua capacidade para resolver conflitos a entidades sobrenaturais, vinculada a uma profunda carga emotiva exposta nesses desenhos, faz o intelecto das crianças permanecerem intactos naquela idade, sem ao menos começarem a desenvolver seu raciocínio lógico – o mais elementar que seja. Já a carga emotiva, principalmente, envolve os adultos naquelas tramas, fazendo-os também regressarem sua memória, porém sem o trabalho da razão. Nesse caso, toda a carga emotiva de nossos conteúdos mnemônicos jaz soberana em nosso intelecto, transformando-nos também em crianças – só que não fascinadas pelas resoluções mirabolantes dos dramas, como ficam os pequenos. Tornamo-nos simplesmente adultos chorões, infantilizados.

Porém, as novelas, com seus finais felizes, servem exatamente para isso: nos deixar mais e mais abobalhados. A questão atual dos autores de colocarem um contexto social em seus enredos deturpa ainda mais a finalidade de seu produto, a qual poderia ser verdadeiramente a educação das massas. Ambientado nos contrastes simplórios: os ricos de um lado e toda uma vida de sonho; os pobres do lado, às vezes injustiçados como cinderelas, nivela por baixo a capacidade intelectiva da população. A evasão dos problemas fundamentais de nossa existência enquanto cidadãos brasileiros, a da ascensão da pobreza por meio de oportunidades reais de trabalho, a subordinação de nosso país a interesses outros, como o das finanças internacionais, os objetivos do ensino escolar e superior, etc., são literalmente olvidados em favor de questões tais como “intrigas palacianas”, ou seja, ricos dando golpes em ricos ou pobres geralmente sofrendo com problemas no amor ou de injustiças realizadas por alguma “tia má”.

Os meios de desinformação, através do oligopólio de nossa mídia dominada pelo baronato ao estilo imperial, são abundantes. Como Alexander Hamilton tremeria ao ver a farra do sistema financeiro num país como os EUA o qual não possui nem ao menos um banco nacional e público, com certeza Dias Gomes tremeria ao ver seu teatro, o qual também transformou em novela, num meio claro de idiotização das massas.

Os heróis da mídia também são mutáveis como as “imagens cambiantes do homem”. Ora, numa campanha eleitoral, vemos as propostas ou (caso não as tenha) promessas dos candidatos. O cidadão identificado com um político ou partido se sentirá num mundo de sonho que pode até ser realizado, como nas campanhas publicitárias. Caso o cidadão seja de todo alienado do debate político, torcerá veementemente para voltar logo a programação habitual. O herói passa a ser o apresentador do telejornal, o moralista de plantão, mostrando as “verdades” sobre a política nacional ou internacional. Na verdade, é uma questão de troca de “reis taumaturgos”, como no livro homônimo de Marc Bloch. De fato, tal livro foi concebido bem na época da Escola de Frankfurt e no estudo sobre indústria e a psicologia das massas. Os “reis taumaturgos” são os reis (leia-se políticos) cuja coroação se deu com as bênçãos da Igreja (leia-se mídia, ou seja, o poder do conhecimento e do domínio da informação) e tinham poderes sagrados, como o de curar as escrófulas – doença, associada à tuberculose, comum na época.

Beatles e Tavistock

As ligações da assim conhecida Escola de Frankfurt com o Instituto Tavistock podem ser melhor compreendidas a partir da criação do fenômeno radiofônico dos Beatles. Daniel Estulin, através do acesso à correspondência privada entre EMI (Eletronic and Music Industries Ltd) e Theodor Adorno (ESTULIN, 2006), recontou a história da banda de música “limpa” que subitamente dominou o Ocidente depois de gloriosos anos tocando em prostíbulos impulsionados por drogas variadas. Adorno, levando a cabo experiências sociais cujos objetivos seria o controle das massas, escreveu a maioria das letras da banda inglesa. Adorno seria o cientista sem escrúpulos levando a efeito seus experimentos; Tavistock a organização responsável por reproduzi-los em grande escala no intuito de criar um novo paradigma a ser seguido pela sociedade.

No mesmo ano, 1937, a Fundação Rockeffeler fundou um projeto para estudar os efeitos do Dário na população. Recrutado para o que ficou conhecido como “Radio Research Project”, aquartelado na Universidade de Princeton, estavam seções da Escola de Frankfurt, agora transplantada da Alemanha para a América, assim como indivíduos como Hadley Cantril e Gordon Allport, que se tornaram componentes chave das operações americanas de Tavistock. Encabeçando o projeto estava  Paul Lazerfeld, da Escola de Frankfurt; seus diretores assistentes eram Cantril e Allport, junto a Frank Staton, que era o cabeça da divisão da CBS News, depois se tornando seu presidente, assim como chairman do conselho da RAND Corporation.

O projeto foi prefaciado pelo trabalho teórico feito anteriormente nos estudos de propaganda de guerra e psicose, e no trabalho dos operadores da Escola de Frankfurt, Walter Benjamin e Theodor Adorno. Esse trabalho anterior se converteu na tese de que a mídia de massa pode ser usada para induzir estados mentais regressivos, atomizando indivíduos e produzindo crescente sujeição. (Esse condições mentais induzidas foram depois chamadas dentro do próprio Tavistock de estados de “cérebro lavado”, e o processo de o induzir chamado “lavagem cerebral”) (WOLF, 1997).

Se o objetivo da clínica (e depois instituto) era mudar as imagens dos homens, suas letras relatando a experiência do consumo de drogas, principalmente o LSD (Lucy in the Skies with Diamonds), faziam servir a banda inglesa como imã para os festivais regados a alucinógenos tavistockianos e servidos por agentes dos serviços de espionagem. Os Beatles como um fenômeno musical são um marco em nossa cultura. Quão contrastante se dá a comparação caso os coloquemos lado a lado com outras bandas que fizeram parte da mesma “contracultura”. São também cambiantes esses heróis, ao lado de uma pequena elite de “iluminados” rigidamente escolhida pela mídia de plantão e pelos mais variados “especialistas”. Foram tantos os “heróis” mortos por causa de drogas ou que tiveram sua carreira arruinada pela vida desregrada ou que simplesmente desapareceram que fica difícil falar num fenômeno como a contracultura, aparentemente tão abrangente, sem colocar no centro do discurso – sempre – dois ou três nomes preferidos por uma espécie de intelectualidade que os tornou vocabulário fácil de qualquer amante de rock. Podemos entender as mainstream bandas da contracultura como representação dos mesmos grupos de elite que as criaram. O que significa, sempre, poucas referências. Pode ser que nas palavras de um especialista relativamente erudito possam aparecer milhares de bandas completamente desconhecidas dos amantes ou amadores em rock’n roll. Mas serão no máximo cometas, órbitas errantes ao redor dos astros escolhidos por uma cultura que se auto-afirma através de um consenso ignorante e bestial.

As “damas” da TV e os atores “consagrados” atendem a mesma lógica. Depois de velhos – e devidamente batizados –, são colocados em papéis protocolares, exercendo o papel de grandes damas também nas ficções nas quais atuam. No máximo, caso seja uma dama não tão “auto-suficiente” podem se expor mais: papéis relativamente cômicos (não tanto para a “dama” não cair no ridículo) é que lhes basta. De resto, uma manada de atores que se revezam num sucesso completamente alucinante, como numa roda gigante sem controlador. Alguns poucos ganham notoriedade acima da comum (não são esquecidos tão facilmente); são o estoque, a reserva de atores caso haja algum contratempo na execução das peças ficcionais. São também os candidatos que se acotovelam para depois se encontrarem entre os diminutos “atores consagrados”. Mas consagrados por quem?

A lógica da contracultura, das imagens cambiantes, da subversão das imagens que os homens possuem como referência não pode estar fora do mundo político. Mas quem são os políticos respeitados, os verdadeiros chefes-de-Estado? Contracultura talvez possa ser traduzido como o oposto da cultura, ou seja, dos bens imateriais produzidos por uma civilização ao longo do tempo. Bens que só se tornaram imateriais, patrimônio comum de um povo, por sedimentado em sua mais profunda subjetividade. Daí entra a contracultura, ou a contra-insurgência, para transformar as referências nacionais remetendo-as a uma elite iluminada, representação da elite que cria essas imagens.

As elites, é claro, sempre existiram. Não houve o comunismo ou o tribalismo mais subdesenvolvido que não as tenha possuído. No primeiro caso, inclusive, se criou uma “ultra-elite”, talvez bem próxima da que averiguamos aqui quando falamos de TV. Quando se criam tais sistemas primários de comando-subordinação – artificialmente, é lógico, pois baseada numa sociedade inteiramente mais complexa –, se cria um vácuo tremendo entre a elite diminuta e a massa completamente carente de referências com as quais possam estabelecer parâmetros de comparação e posterior superação ou auto-afirmação de si próprios. Os heróis cívicos do nazismo, os oficiais da SS, seus cientistas ilustres e todo contingente de grupamentos cambiáveis na estrutura de poder da Alemanha hitlerista são os precursores de nossos heróis midiáticos. Uma hora oficial nazi; noutra traidor do regime ou simples refugo humano, pronto para ser eliminado. Assim o regime devorava a si próprio, mantendo sua elite como um grande cérebro num corpo propositalmente subnutrido. Assim o regime adicionava novos contingentes à sua horda revolucionária e entorpecia as massas criando oportunidades fictícias de ingresso no status quo. O fenômeno mais recente de criação de “heróis cambiáveis” é sem dúvida a criação do “Grande Olho”, o também nosso Big Brother.

Daí, podemos concluir, que entre os modelos de plantão das ficções televisivas noturnas e os bandos de especialistas nos telejornais diários não há diferença de natureza. Ambos se esforçam por aparentar a virtude que nunca terão. A verdadeira virtude, nas novelas, subjaz principalmente nas damas e nos venerados atores de cabelos grisalhos; no telejornal, no apresentador onipresente, mimeses perfeita da direção jornalística da emissora, de seu “grande olho”, de sua inteligência implacável, como a dos revolucionários do Terror. Entre a base e o topo, somente podemos enxergar as “imagens cambiáveis” propostas pela TV. Mais claramente: a base é o chão de estrelas permutáveis; o topo, o sol imorredouro, intocável.

Qual sistema se encaixa perfeitamente em tal configuração de poder? Somente o sinarquismo ou o nazi-comunismo. Sua elite geneticamente superior (pois não sabemos o que fez esse ou aquele para mereceram alcançar alguma espécie de topo na grade do poder a não ser um talento inato, próprio a uma raça superior) e a base dos servos da gleba, intercambiáveis e partilhando entre si as migalhas vindas do alto. O mesmo sinarquismo ou nazi-comunismo que querem nos impor através dos “organismos globais”, tais como ONU, OTAN, FMI ou ONGs internacionais. A política de crescimento zero dos ambientalistas e dos economistas lacaios do Banco Mundial. A política de desenvolvimento intelectual nulo de nossa imprensa e academia, profundamente comprometidos com os cânones mais retrógrados e perversos. A mesma inteligência “globalista” fundou nosso sistema televisivo e impôs um governo militarista, como o de Stálin, para usar a força, quando necessário. E depois abriram os mercados e desmilitarizaram o poder. Hoje, com a crise internacional, podemos enxergar com mais clareza no que consistiu a “liberdade de mercado” e a “liberdade de imprensa”. Esta justifica as guerras e a opressão criadas por aquela, numa operação dupla, tal como os banqueiros que financiavam os dois lados da guerra mundial e os empresários que em plena Guerra Fria saiam de Wall Street para construir fábricas na URSS (SUTTON, 1976). Quantos soldados americanos morreram por tanques americanos construídos em solo inimigo? Nossos estatísticos talvez ainda não tenham tempo para fazer esse tipo de conta.

Um caso de estudo: Gates e Hitler

Bill Gates interessa ao nosso relato sob dois aspectos. O primeiro é o do sinarquismo, como acima destacado. A fundação de Bill e Melinda Gates, junto a Fundação Rockfeller e outras organizações supostamente filantrópicas, trabalham junto a Monsanto e o agro-cartel internacional para desenvolver sementes geneticamente modificadas. Suas pesquisas com as sementes de arroz, batata, trigo, e outras, visam, aparentemente, desenvolver meios de melhorar a produção agrícola, principalmente africana. Por outro lado, injetam milhões em pesquisas que mantém a propriedade intelectual das mutações produzidas com as próprias firmas que as realizam. Fora o fato de produtos naturais não terem direito à patente na maioria dos países do mundo, o fruto das pesquisas depois é vendido aos agricultores dos países pobres, gerando um ciclo de dependência irreversível para com os produtos das multinacionais.

Não podemos pormenorizar aqui todos os malefícios trazidos pelos transgênicos. Apenas aludimos ao controle internacional exercida por pouquíssimas empresas nesse mercado, tendo a Monsanto como a maior líder: líder nas políticas de fome em qualquer lugar onde se faça presente. Genocídio poderia ser o codinome da Global Food and Agriculture Initiative, administrada pelo Banco Mundial: a política da redução populacional para um mundo sem recursos naturais.

O segundo aspecto, não menos evidente, é o da construção de uma imagem pública que em absoluto corresponde à realidade. Penso não serem desconhecida as histórias de Bill Gates antes da fama, principalmente seus atritos com Steve Jobs e a criação do Windows. Porém, tamanha contenda entre dois “gênios” só seria verdadeira caso se tratassem de seres excepcionais. No caso de Gates existe de tudo, menos honestidade, como tampouco originalidade criativa. A jornalista norte-americana Wendy Goldman Rohm descreve com detalhes escabrosos (na verdade, escabroso não é o relato, bastante refinado, mas o próprio protagonista) as jogadas de mercado do “gênio” do software para alcançar a hegemonia com sua empresa (ROHM, 2001).

Já de posse do sistema de janelas criado pela Apple, Gates prometia mundos e fundos à IBM quanto à conclusão do sistema operacional que estava sendo desenvolvido pela empresa para fazer frente ao DOS. Assim como não ajudou a IBM em seu projeto, se aproveitou das informações privilegiadas da empresa para, junto com seus próprios dados, construir o MS-DOS. Realizado seu intento, saiu da empresa e começou a busca que iria levá-lo ao topo do mercado. Com uma plataforma bastante similar ao do concorrente, o DR-DOS, o empresário iniciou suas práticas de venda predatórias ao associar seu DOS ao Windows. Obrigava aos vendedores a fazer pacotes onde o Windows deveria estar acompanhado do DOS da Microsoft. Caso contrário, aumentaria seus preços (os quais propositadamente eram colocados bem abaixo dos preços de mercado) tornando o produto praticamente inegociável. Mas esta foi apenas a tática inicial.

Querendo ampliar ainda mais sua parcela nas vendas depois da frustrada tentativa de compra do DR-DOS, com o lançamento do Windows 3.0 introduz capciosamente mensagens de erro quando o sistema operacional não funciona com o MS-DOS. Era como que, tal como hoje em determinados produtos, caso não tivéssemos Windows, eles não funcionariam corretamente. Mas a jogada de gênio se deu com o lançamento do Windows 95 e a possibilidade de domínio do sistema de redes. A internet oferecia um amplo mercado nunca antes vislumbrado pelo empresário. Segue daí a derrota incontornável da justiça norte-americana e a estabilização de Bill Gates como “gênio” da informática. O Internet Explorer assumiu a hegemonia nos CPUs, a qual foi duramente contestada nos anos subseqüentes. Ao atrelar o software ao sistema operacional, continuando com as práticas predatórias de vendas de produtos – sob concessões – em preços muito abaixo dos de mercado, legitimou finalmente a Microsoft como gigante do mercado e fez lançar sua imagem pública tal como ainda é vista nos dias de hoje.

É sintomática a afirmativa da autora quando da passagem crucial operada pelo lançamento do Windows 95:

Fazia apenas alguns dias desde que o gigante do software tinha iniciado a fabricação do Windows 95 e Gates assemelhava-se a um misto de entusiasmo e coragem.

– Talvez tenham reparado que fizemos uma boa divulgação do Windows 95 – afirmou. Seria a declaração mais atenuada até então, desde que um procurador da Microsoft havia admitido a um juiz federal, no final do ano anterior: “O Windows é um sucesso”.

No mundo inteiro, jornais apresentaram o produto como matéria de primeira página. Quando o produto de uma empresa – talvez um avanço científico, que não era o caso do Windows 95 – merecia tal destaque nos jornais?

Bem antes de sua disponibilidade no mercado, O Windows 95 parecia receber mais atenção, por parte da imprensa, do que a campanha presidencial de Clinton. E ainda não estava nítido a Joel Klein, que iniciara uma nova sindicância sobre a empresa, se o Windows 95 e o Network da Microsoft seriam uma enterrada na cesta para Bill Gates, com ou sem Shaquille (ROHM, 2001: 257).

O funeral da Netscape estava preparado. Infringindo todas as normas anti-truste, Bill Gates “acoplou” o Internet Explorer ao Windows, minando definitivamente com a concorrência. Foi a cartada final do “gigante” do software.

CONCLUSÃO

Procuramos mostrar nesse texto, da forma mais sucinta possível, as ligações da CIA, Escola de Frankfurt e o Instituto Tavistock na fabricação nos modelos de manipulação de massas, principalmente através de estudos de engenharia social. É claro que o tema é controverso. Na opinião de quem agora vos escreve, por vezes o autor do livro que usamos como base de análise, é algo unilateral em algumas de suas observações, principalmente no que diz respeito a certos autores em particular. Caso pesquisarmos o histórico dos estudos já feitos sobre esse Instituto, veremos não só Walter Benjamin, Adorno e Freud sendo duramente criticados. Jung, Georg Wells, Huxley, entre outros, igualmente aparecem nesse cenário.

Acredito que para dar conta da responsabilidade individual de cada um desses autores, precisamos de um estudo mais aprofundado. Não resta dúvida que participaram de todos esses projetos que depois se tornaram os modelos de manipulação midiática. O que, por vezes, fica difícil de apreciar, é o nível de consciência desses personagens durante a criação daquela monstruosidade. Para não reduzir nossa análise a termos “tavistokianos”, penso que maiores nuances podem ser traçadas nesse estudo, aqui e acolá.

Acima de tudo, a importância do livro de Daniel Estulin (que talvez seja o mais sintético e abrangente, porém só pioneiro na medida em que aporta nova documentação) é a de se identificar uma origem histórica determinada para a elaboração de conceitos a muito estudados pelas ciências sociais, e também identificar toda a “teoria social” que a partir de então se desenvolveu. Nesse sentido, a delimitação sobre o que é o Instituto Tavistock é extremamente precisa – e preciosa.

 

ROGÉRIO REIS CARVALHO MATTOS | professor e tradutor da revista Executive Intelligence Review. Formado em História, mestre em Letras pela UERJ e doutorando em Filosofia pela mesma faculdade. Mantém o site http://www.oabertinho.com.br, onde publica alguns de seus escritos.

 

BIBLIOGRAFIA

ESTULIN, Daniel. El Instituo Tavistock. Barcelona: Ediciones B, Barcelona, 2011.
ESTULIN, Daniel. Los secretos del Club Bilderberg.  Barcelona: Editorial Planeta, 2006.
FERGUSON, Marilyn. A Conspiração Aquariana. Rio de Janeiro: Editora Nova Era, 2006.
ROHM, Wendy Goldman. “O caso Microsoft: a história secreta de como Bill Gates construiu seu império”. São Paulo: Geração Editorial, 2001.
SUTTON, Anthony. “Wall Street and the rise of Hitler”. Nova Iorque: Buccaneer Books, 1976.
WOLFE, Lonnie. “Brainwashing: How The British Use The Media for Mass Psychological Warfare”. The American Almanac, 5 de maio de 1997.
WOLFE, Lonnie. “Turn off your TV”. New Federalist, 28 de agosto de 2007.

 

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

16 Comentários
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. Paulo Dantas

    25 de março de 2018 11:56 am

    Me senti …

    Me senti um cachorro que caiu do caminhão da mudança , perdido ao ler este artigo.

    Preciso ler esta biografia.

     

    1. Doris Giesse

      23 de setembro de 2024 11:59 am

      Pra quem já viu como são “editados” os programas jornalísticos e “engavetadas” outras notícias importantes para o desenvolvimento da sociedade , bem como a contratação específica de pessoas moldadas para convencer telespectadores a elegerem o candidato do dono da plataforma de mídia , por sua vez preferido pelos patrocinadores, não há necessidade alguma de saber quem são os donos do mundo. Utilizam elementos hipnóticos que distraem da realidade do entorno dos seus retângulos perfeitos e luminosos para estabelecer uma hiper realidade prá convencer a manada acéfala desprovida propositalmente de educação, poder de dedução e mesmo condições nutricionais e de moradia, transporte, etc para terem algum julgamento sobre o que assistem… diga-se de passagem de forma viciada.
      **Se houver erro ortográfico é atribuído a dificuldade de revisão nessa caixa de mensagens**

  2. Rui Ribeiro

    25 de março de 2018 12:42 pm

    O que você acha desse texto, Anarquista Lúcida?

    Have a Cigar and Welcome to the Machine

     

    Welcome, my son, welcome to the machine

    Where have you been?
    It’s alright, we know where you’ve been
    You’ve been in the pipeline, filling in time
    Provided with toys and ‘scouting for boys’
    You brought a guitar to punish your ma
    And you didn’t like school, and you
    Know you’re nobody’s fool
    So welcome to the machineWelcome, my son, welcome to the machine
    What did you dream?
    It’s alright, we told you what to dream
    You dreamed of a big star
    He played a mean guitar
    He always ate in the Steak Bar
    He loved to drive in his Jaguar
    So welcome to the machine Pink Floyd

    Welcome my son, welcome to the machine
    Where have you been?
    It’s alright we know where you’ve been
    You’ve been in the pipeline, filling in time
    Provided with toys and ‘scouting for boys’
    You brought a guitar to punish your ma
    And you didn’t like school, and you
    Know you’re nobody’s fool
    So welcome to the machineWelcome my son, welcome to the machine
    What did you dream?
    It’s alright we told you what to dream
    You dreamed of a big star
    He played a mean guitar
    He always ate in the Steak Bar
    He loved to drive in his Jaguar
    So welcome to the machine

  3. Rui Ribeiro

    25 de março de 2018 12:46 pm

    Adorno escreveu Working Class Hero?

    Adorno escreveu Revolution?

    1. Antônio Uchoa Neto

      25 de março de 2018 8:21 pm

      Lennon & McCartney
      Lennon &
      Lennon & McCartney
      Lennon & Adorno
      Kkkkkkk
      Nenhuma dúvida quanto a cooptação,ou mesmo direcionamento,da Cultura popular, para fins específicos e inconfessáveis.
      Mas o que me causa espanto é que ninguém, entre os eruditos e bem-pensantes, consegue ver diferença entre Lennon e Beyoncé.
      Ou Bob Dylan e Engelbert Humperdinck.
      É dose.

  4. Rui Ribeiro

    25 de março de 2018 2:17 pm

    Porque a CIA e o FBI eliminaram o John Lennon?

    Teria ele saído da linha traçada pelo Adorno e pelo Instituto de Engenharia Social?

    Ou o assassino agiu por conta sua própria conta e risco?

    Lucy in the Hell with Pearls

  5. Não é o Kelsen

    25 de março de 2018 3:14 pm

    Textinho ruim, hein?

    Existem fontes boas, com interpretações e ligações péssimas. Pela quantidade de referências sem expressar diretamente e claramente as ligações, o texto se parece com um emaranhado de fios sem ligações entre si. E o pior é que algumas referências são reais, no mínimo, parcialmente. Por exemplo, Gordon Allport trabalhou na área de inteligência de guerra justamente sobre a psicologia do rumor e do boato; que a CIA esteve envolvida (e está até hoje) envolvida com questões relativas às drogas (não ligadas ao combate, mas ao seu uso e produção, sobretudo drogas sintéticas). Agora, dizer que o Adorno está envolvido em coisas desta espécie é de um amadorismo atroz para quem acompanhou seus artigos. Os estudos sobre psiquiatria que envolveram sobretudo a esquizofrenia como resultado de um padrão patológico de comunicação entre membros familiares datam de 1950-1960 e foram uma pequena revolução no tratamento de uma doença, na época, tão desconhecida e tratada de maneira tão genérica quanto à atual “hiperatividade” ou mesmo a “bipolaridade”… também em estudo colaborativo na Tavistock Institute. 

    Por piores que estejam as coisas, mantenhamos um pouco os pés no chão…

    1. Ivanhoé Knight

      5 de dezembro de 2019 11:35 am

      Meu caro, você lê umas porcarias subversivas de Adorno, um habilidoso e intelectual neo-marxista subversivo, se encanta por suas teorias, e critica equivocadamente quem corretamente liga Adorno sombriamente ao Instituto Tavistock – claramente um antro de estudos de lavagem cerebral e engenharia social, que também foi o cerne de técnicas de manipulação de massas na Escola de Frankfurt (que fomentou Woodstock, sexo e drogas livres, anarquismo desenfreado, livre arbítrio sem responsabilidade) – deve estar ludibriado, não é mesmo? Provavelmente vejo em você um destes jovens ideologizados por estudos implementados por décadas no Brasil e Ocidente pelo marxismo cultural e suas vertentes. Tanto Lukács, quanto Adorno, seu continuados, são perigos e insidiosos. Lukács, quanto Adorno não são referências sérias em patologias cognitivas. As consequências vemos atualmente: sequelados e deformados cognitivos. E acho que você é a prova viva disto.

  6. Rodrigo Roal

    25 de março de 2018 3:39 pm

    Executive Intelligence Review?

    Afinal de contas, o que é, exatamente, a revista “Executive Intelligence Review”? 

     

     

  7. Maria Celeste

    4 de dezembro de 2018 7:51 pm

    Sim, o texto é mal escrito e

    Sim, o texto é mal escrito e não deixa claro onde começa ou termina uma citação. Mas pior que isso é o delírio alucinado do autor, gente, ele tomou LSD e entrou numa bad trip e o resultado foi essa avalanche de associações e conexões absurdas, no pior estilo de teorias conspiratórias? Que cérebro detonado por drogas poderia engendrar esse emaranhado de conexões inventadas, confusas, absurdas? O povo tá pirando!

    Amigo, confere as fontes, lê, se informa e volta pra realidade, benzinho, estamos aqui, tá tudo bem, as alucinações vão passar já já….

  8. Ivanhoé Knight

    5 de dezembro de 2019 11:17 am

    Maria Celeste, eu acho que quem toma drogas e se alienou foi você, rss… Aliás, teorias conspiratórias idiotas existem, assim como as próprias conspirações declaradas! Saber separar o joio do trigo é para quem consegue fazer uma boa leitura da realidade. Coisa que deficitários cognitivos, sequelados ideologizados, alienados, desinformados, ignorantes e deformados e modelados pelo sistema não fazem.

    Há sim grande uma relação entre Woodstock e Tavistock, ainda mais porque Tavistock é um experimento baseado no anarquismo discutido em Thoreau (Desobidiência Civil, bom livro, mas é uma grande faca de dois gumes!) e Skinner (vide Walden II, experimento de uma sociedade controlada), também em sociedades livres, mundo sem fronteiras, consumo livre e “responsável” de drogas, enfim… só não consegue concatenar os dados e ligar os pontinhos quem dorme acordado. A mídia mainstream NUNCA fala sobre isso.. por quê será, não é mesmo? Conspiração?? Kkk

    Resumindo… cara Maria Celeste, não é porque você não acredite, não veja, não conheça bem ou não saiba nada sobre alguma coisa que signifique que ela não exista. Abraço!!

  9. Ivanhoé Knight

    5 de dezembro de 2019 11:18 am

    Sobre Tavistock talvez isso lhes possa lhe ajudar:

    https://www.alertatotal.net/2009/11/governo-mundial-e-dissonancia-cognitiva.html

    https://agendaglobal21.wordpress.com/2012/04/02/instituto-tavistock-de-relacoes-humanas-controle-mental/

    https://www.youtube.com/watch?v=V9RI-c5S9t0 (Mônada Brasil – Engenharia Social e História [001] – Instituto Tavistock e Engenharia Social)

    https://www.amazon.com.br/Tavistock-Institute-Social-Engineering-Masses/dp/163424043X Livro Tavistock Institute: “Social Engineering the Masses”, por Daniel Estulin

    Sinopse:
    “O Instituto Tavistock, em Sussex, Inglaterra, descreve-se como uma instituição de caridade sem fins lucrativos que aplica as ciências sociais a questões e problemas contemporâneos. Mas este livro postula que é o centro mundial de lavagem cerebral em massa e atividades de engenharia social. Ele cresceu de um começo um tanto grosseiro na Wellington House para uma organização sofisticada que moldaria o destino de todo o planeta e, nesse processo, mudaria o paradigma da sociedade moderna. Neste trabalho revelador, são descobertas a rede Tavistock e os métodos de lavagem cerebral e guerra psicológica. Com conexões com institutos de pesquisa, think tanks e indústria farmacêutica dos EUA, o Tavistock tem um grande alcance, e o Tavistock Institute tenta mostrar que a conspiração é real, quem está por trás disso, quais são seus objetivos finais de longo prazo e como nós as pessoas podem detê-los.”

  10. Ivanhoé Knight

    5 de dezembro de 2019 1:43 pm

    Já que comentaram sobre teorias de conspirações vamos esclarecer sua origem. Termo que se tornou tão popular e usual na boca dos que não possuem argumentos para contestar estudos que não conhecem, e que replicam a seu bel prazer e de acordo com sua necessidade. Este termo foi justamente cunhado e criado desde Instituto Tavistock, desenvolvendo experimentos cognitivos por engenheiros sociais que de lá partiram com esta missão: implementar este conceito na cultura, na mídia e na educação. Foi feito Justamente para desafiar, confrontar e principalmente ridicularizar qualquer indivíduo, tese, boato ou versão que seja contrária ao que o sistema alienador prega. Agora pensem duas vezes antes de usar o termo Teoria da Conspiração. Vocês com certeza estarão trabalhando para o sistema emburrecedor e alienador sem saber disso. Engenharia social é a arma mais poderosa e silenciosa já criada, para manipular mentes. George Orwell e Aldus Huxley já demostravam isso em suas obras distópicas.

  11. Robson Aparecido dos Santos carvalho

    13 de janeiro de 2020 4:51 pm

    Puxa vida! Estão deixando um discípulo de Olavo escrever aqui? Primeiro, que texto embaraçado do car**ho! Continuando… Espalhar teorias sem provas contundentes e uma análise rígida transforma toda sua intelectualidade numa fábrica de chorume densa.

  12. Robson Carvalho

    13 de janeiro de 2020 4:52 pm

    Puxa vida! Estão deixando um discípulo de Olavo escrever aqui? Primeiro, que texto embaraçado do car**ho! Continuando… Espalhar teorias sem provas contundentes e uma análise rígida transforma toda sua intelectualidade numa fábrica de chorume densa.

  13. Carlos Beyersdorff

    1 de maio de 2024 8:03 pm

    Idem ao Paulo Dantas. Acredito haver muita teoria e suposições. Certo é o momento de repensar o entorno, manter-se antenado e buscar a paz interior.

Recomendados para você

Recomendados