4 de junho de 2026

Ministro da Justiça, o guardião do Poder, por André Araújo

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Por André Araújo

MINISTRO DA JUSTIÇA, O GUARDIÃO DO PODER – Primeiro ministério do Estado brasileiro, no dia da Independência, 7 de setembro de 1822,  já havia no cargo um Ministro em funções, Caetano Pinto, que já era Ministro de Dom João VI e continuou com Dom Pedro. O Ministério da Justiça sempre foi, no Estado brasileiro, o de maior importância institucional, guardião do Poder, fiel depositário das leis, árbitro dos atritos naturais com as outras forças políticas, “segurança” do Chefe de Estado, o Ministro mais próximo do Chefe e seu interlocutor perante os outros dois Poderes.

No Primeiro Império, um Estado ainda em formação, quando inimigos e conspirações internas e externas abundavam, nomes de peso guarneceram essa torre do Poder no centro do Estado, nomes posteriormente de ruas, avenidas, pontes e cidades. O Marquês de Caravelas (José Carneiro de Campos), o Marquês de Olinda (Pedro de Araújo Lima), o Marquês do Paraná (Honório Hermeto Carneiro Leão), o Visconde de Sepetiba (Aureliano Coutinho), o Visconde de  Macaé (José Almeida Torres), o Regente (Diogo Antonio Feijó),  no Segundo Império outras ilustres expressões políticas e jurídicas, o Visconde de Niterói (Francisco Lobato), Martim Francisco de Andrada, o escritor e senador José de Alencar, o Conselheiro Lafayette, o Conselheiro Nebias ( Joaquim Nebias), Manuel de Sousa Dantas e seu filho Rodolfo Dantas, José Thomaz Nabuco de Araújo Filho, cujo filho Joaquim Nabuco escreveu sua biografia famosa “Um Estadista do Império”.

Na Primeira República, Francisco Glicério, o Barão de Lucena que foi presidente da Câmara de Deputados, Fernando Lobo, que foi também Ministro das Relações Exteriores, Alberto Torres, grande pensador sobre o Brasil e também Governador do Rio de Janeiro, Bernardino de Campos, também Governador de São Paulo, Amaro Cavalcanti, também Ministro da Fazenda e juiz na Corte de Haia, Epitácio Pessoa, depois Presidente da República, Rivadávia Correa, também Ministro da Fazenda, o célebre jurista Carlos Maximiliano, depois ministro do Supremo, Afonso Pena Júnior. Em 1912, foi Ministro da Justiça J.J. Seabra, o mesmo que mandou bombardear Salvador, destruindo parte do centro inclusive o Palácio do Governo, para impor sua vontade sobre a politica rebelde da Bahia.

Durante a Primeira República, coube aos Ministros da Justiça inúmeros atos de força com o uso do Exército e Marinha, como a ocupação de Fortaleza, de São Luis, os grandes enfrentamentos de Canudos, na guerra do Contestado, na ocupação do Acre comprado da Bolívia, nas “depurações” em muitos Estados e capitais, no pacto que pôs fim aos 30 anos de guerra no Rio Grande do Sul (Pacto de Pedras Altas), na recolocação do Governador de São Paulo no Palácio, depois de fuga da Capital pela ocupação dos tenentes em 1924, no enfrentamento da Coluna Prestes de 24 a 28.

Na República de 1930, Afrânio de Melo Franco, Oswaldo Aranha, Mauricio Cardoso, Francisco Campos, que redigiu a Constituição do Estado Novo, a “Polaca” e depois redigiu a Constituição de 1967, Vicente Rao, Agamenon Magalhães, Bias Fortes,  já no governo democrático de Vargas, Negrão de Lima e Tancredo Neves, no governo JK Armando Falcão, que se repetiu no governo militar de 64, onde pontificaram como Ministros da Justiça Golbery, Gama e Silva, Juracy Magalhães.

Nos governos da Nova República, Fernando Lyra, Paulo Brossard, Saulo Ramos, Nelson Jobim.

No primeiro Governo Vargas coube ao Ministro da Justiça os ajustes que encerraram a Revolução paulista de 1932, tarefa nada simples. Também coube ao Ministro da Justiça a preparação jurídica do golpe de Estado de 1937, precedido pela Insurreição Comunista de 35, outro embate para o Ministro da Justiça. Nunca foi portanto um cargo “tranquilo”.

O Ministro da Justiça, protetor e segurança do Presidente, se expõe e enfrenta os outros dois poderes quando necessário, na poíitica não há santidade e nem lealdade ao Estado de Direito, a História do Brasil é uma história de disputas de poder, enfrentamentos, rasteiras, ambições desmedidas, lutas sangrentas no sentido físico e jurídico, no Ministério da Justiça não tem lugar a tibieza, o bom mocismo, a cegueira aos fatos, é cargo de ENFRENTAMENTO para que os demais poderes não esmaguem o Presidente. Juscelino contava com a cara bruta de Armando Falcão, que sendo JK ameaçado por Lacerda com um discurso de derrubar governo pela TV Tupi, foi à emissora pessoalmente, lacrou os transmissores e a tirou do ar por três dias, enfrentando a ira de Assis Chateaubriand, para ter certeza mandou arrancar partes da estação de transmissão.  Na História do Brasil, frequentemente o Ministro da Justiça tangencia a lei, na dúvida defende o Presidente, não tem medo do Supremo e nem do Congresso, sem precisar chegar à valentia de Floriano Peixoto, 2º Presidente do Brasil, que, ameaçado pelo Supremo disse ” E quem garante o Supremo?”.

Bom moços devem aceitar com prazer Ministérios amenos, como o da Cultura, onde elegância cai bem.

Andre Motta Araujo

Advogado, foi dirigente do Sindicato Nacional da Indústria Elétrica, presidente da Emplasa-Empresa de Planejamento Urbano do Estado de S. Paulo

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24 Comentários
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  1. Jose mestre Carpina

    29 de fevereiro de 2016 11:46 am

    Use o português claro:

    Cardoso, acadêmico e incompetente!!  Volte  a  ensinar teoria na USP  porque de prática, você não sabe de nada.  Inocente !!!

    E que o próximo, também não seja submisso aos golpistas midiáticos e  entreguistas da nação !!

    1. Gilberto Cruvinel

      29 de fevereiro de 2016 1:21 pm

      Você acha que ele é louco de enfrentar estudantes indignados?

      Você acha que ele é louco de enfrentar uma classe de alunos e ser diariamente questionado por estudantes, jovens no auge da energia e do inconformismo colocando o professor contra a parede: porque você foi frouxo com os vazamentos seletivos da PF, Cardoso?

      1. Paulo F.

        29 de fevereiro de 2016 2:08 pm

        O prefeito de SP

        enfrenta. Por que o Zé iria arregar? Vai deixa-los sem resposta, pendurados no vácuo! Fez isso com seus fiadores por anos.

        Não esqueça que há uma parcela consideravel daqueles que transitam a direita do espectro nas Arcadas. E boa parte dessa energia é canalizada pela busca pelo $$$$$!

        Dilma o escolheu pela sua capacidade de interlocução com a direita.  Como essa ganhou no grito, matando até as formigas que ficavam em seu caminho, ele é desnecessário, obsoleto.  Agora esperar algo extraordinário , só se for pela exacerbação da mediocridade. Estamos nas trevas!

    2. ruyacquaviva

      29 de fevereiro de 2016 2:00 pm

      Realização de lucro

      O Cardozo agora vai entrar no PSDB para realizar o lucro de todos esses anos de quinta-colunismo deixando que a PF se tornasse uma Gestapo anti-PT.

      Ele que vá para o raio que o parta, o diabo que lhe carregue e que a terra lhe seja pesada…

  2. JSFMarcelo

    29 de fevereiro de 2016 11:51 am

    Atualmente é o Ministro da

    Atualmente é o Ministro da Justiça é guardião do republicanismos desmedido.

  3. Jorge Rebolla

    29 de fevereiro de 2016 12:13 pm

    Uns dizem que o Zé Cardozo vai sair…

    … outros que a Dilma vai aproveitar o cargo vargo para demonstrar ainda mais o seu republicanismo, nada de intermediário ou estagiário, Miguel Reale, para mostrar que o cargo continua com o adversário…

  4. Francisco Ernesto Guerra

    29 de fevereiro de 2016 12:17 pm

    Nelson Jobin

    Mandou o terno na tinturaria para lavar e passar.

    Quer sair bonito na foto da posse.

     

  5. joel lima

    29 de fevereiro de 2016 12:18 pm

    Problema não é o Cardoso. O

    Problema não é o Cardoso. O problema é quem o colocou e demorou 5 anos pra ver que ele não tem competência para o cargo – aliás, acho que esse caso está parecido com a da Graça Foster quando presidente da petrobrás = não foi Dilma que a tirou, foi ela que se mandou sem avisar a Dilma (rs). Como Dilma tem um dedo podre, meu medo é termos saudades de Cardoso (rs)

  6. Cesar L

    29 de fevereiro de 2016 12:22 pm

    Parabéns

    Prezado Andre, parabéns por mais uma boa aula de história.

  7. Jossimar

    29 de fevereiro de 2016 1:13 pm

    Penso que agora não mais

    Penso que agora não mais jeito. Ele entregou o pacote.

    A DESÍDIA deste energúmeno permitiu que em pleno século XXI o Brasil sofresse um golpe tipo paraguaio/hondurenho.

    Vergonha internacional e genuflexão à casa grande.

  8. BRAGA-BH

    29 de fevereiro de 2016 1:40 pm

    Vamos deixar os Ministros

    Vamos deixar os Ministros anteriores para a História. Vamos no ater neste momemto ao atual mandatário do cargo. Segundo a colunista Monica Bergamo o Ministro José eduardo Cardoso prepara sua saída do governo porque se sente incomodado com as pressões vindas da direita e da esquerda. Se ele não agradou a ninguém, então porque mantê-lo no cargo? E outra pergunta: quem poderia ser o seu substituto? Jobim? Acredito que indiferente do nome, tem que ser alguém de pulso que coloque a PF nos trilhos e apague os holofotes que fazem as libélulas de preto tão a procura deles.

  9. Seu Madruga

    29 de fevereiro de 2016 1:43 pm

    A melhor ação do Cardozo foi

    A melhor ação do Cardozo foi sua renúncia

  10. Válber Almeida

    29 de fevereiro de 2016 6:15 pm

    Cardoso foi, no máximo,

    Cardoso foi, no máximo, Guardião do Golpe e do PSDB. 

  11. Raí

    29 de fevereiro de 2016 9:38 pm

    José Eduardo Martins Medroso

    Sempre fui um crítico da aspereza do André Araujo, neste blog, e já tivemos algumas discussões pouco ou nada amistosas, porém jamais deixei de admirar sua firmeza, na defesa de seus conceitos e crenças, e quando se trata de defender as instituições e a pr´pria Constituição, ele não deixa por menos, é radical e não teme ofender a quem quer que seja, que não  tenha argumentos consistentes para rebatê-lo, como ocorre nesta sua intervenção, à qual assino embaixo.

    Nem precisaria retroagir à proclamação da República, e passando por todos os tipos de governanças que tivemos, para sabermos que cabe ao Ministro da Justiça, ser o guardião do Poder Executivo e seu Chefe, mesmo quando a Casa Civil não pedir sua intervenção, e os 2 ministérios, tiverem que “peitar” os outros 2 Poderes, para preservar a ordem constituída e aprovada pelos eleitores nas urnas, e evitar que o Comandante em Chefe da nação, tenha suas prerrogativas prejudicadas por interesses políticos menores e por um excesso de liberdade(quase libertinagem)da imprensa.

    Todos os ex-ministros da Justiça, citados pelo André, sofreram críticas, por cometerem excessos no desempenho de suas funções constitucionais, mas jamais deixaram que que setores civís ou militares, colocassem a democracia em jôgo, por interesses excusos, e antes que qualquer golpe, fosse preparado, ele “cortava o mal pela raíz” independente de extrapolar de sua função, por excesso de zêlo.

    E lamentavelmente, temos que concordar, que o José Eduardo Martins Cardoso, deixou-se vencer pelo excesso de respeito a uma liturgia do cargo, coisa que nenhum outro que estivesse em seu lugar, deixaria acontecer, pois antes de dar autonomia e liberdade a ógãos como a Polícia Federal, ele tinha que mostrar quem manda e quem determina o rumo das coisas.

    “Habemus Ministro da Justiça” e certos deuses da justiça e da polícia federal, devem estar pensando em reavaliar seus valores.

    Mais uma vez, rendo-me às evidências, e parabenizo o A.A pela sabedoria destemor e clareza, no comentário.

  12. Nilva de Souza

    29 de fevereiro de 2016 9:48 pm

    Contra a perseguição da PF e

    Contra a perseguição da PF e do MPF, Dilma nomeou um procurador para o MJ. Só rindo mesmo.

  13. José Muladeiro

    29 de fevereiro de 2016 11:43 pm

    Péssimo ministro e péssimo conselheiro..

    Dilma continuará errando ao mantê-lo por perto, mesmo que fosse para fazer cafezinho.  Nomeá-lo para a AGU nem deveria passar pela sua cabeça.  Mas quem pode imaginar o que lhe passa pela cabeça dura e impenetrável?

  14. IA2

    1 de março de 2016 12:08 am

    Muito bom AA. Ministério da

    Muito bom AA. Ministério da Cultura onde elegância cai bem, gostei.

  15. Cláudio José

    1 de março de 2016 12:22 am

    Um bom nome seria o Walter

    Um bom nome seria o Walter Maierovitch

  16. MILTON MURILO 43

    1 de março de 2016 1:25 am

    Ministro da Justiça, o guardião do Poder

    Ditado tem para todo gosto mas lembro de um:

    – depois de mim virá quem bom me fará . . .

    É de doer !

    Mas sempre há espaço para piorar.

    Espero que Dilma seja feliz em sua escolha e nos apresente um MINISTRO DA JUSTIÇA e não um aAUSENTE DA JUSTIÇA.

    Concordo com o André; ministro da justiça é o zagueirão do governo federal. Se necessário entra de sola.

    Ainda mais nesses tempos turbulentos e cheios de fofocas judiciais e midiáticas. Alguem no governo tem que entrar espanando e sem muitas firulas.  Do gogó para baixo tudo é canela.

    “Meio” futebolístico . . .

     

  17. Cristiana Castro

    1 de março de 2016 1:50 am

    A. A., Vc é uma enciclopédia.

    A. A., Vc é uma enciclopédia. Para mim, uma surpresa a cada post.

    Saberia esclarecer pq Dilma teria escolhido um promotor para o cargo? Isso foi bom? É uma política de boa vizinhança com o MP que tem sido, junto com os grupos de mídia, os conspiradores da democracia? 

    Acredito, sinceramente que, Dilma olha o país, antes de olhar partido, militantes, simpatizantes ou ela mesma.  As bravatas militantes não combinam, com uma chefe de Estado; tenho a impressão que Dilma opta por desviar até que a sociedade, de um modo geral, mostre-se disposta ao confronto e suas consequências.

    Um comentarista aqui do blog comentou que ninguém mais estaria diposto a defender Dilma. Pois bem, eu estou e vou com ela até o fim. Não por qq coisa que não seja profundo respeito pela sua capacidade de resistência. Mais da metade dos militantes que eu conheço, não sguentaram a pressao e, em não aguentando, partiram para o ataque à ela. Como torcedores de futebol que, com raiva, qdo o time está perdendo, começam a torcer para que o adversário faça gol e simulam disfarçar a frustração, comemorando o gol adversário com aquela célebre frase: Quem não faz, toma!

    Tô com Dilma e, gostaria de ouvir sua opinião sobre o novo ministro da Justiça. Já entendi que o Wadih Damous não poderia ser por sua postura de enfrentamento à PF , mas um promotor…. Não entendi muito bem… Obrigada.

    1. jairo arco e flexa

      1 de março de 2016 5:07 am

      Meu caro André, leio sempre

      Meu caro André, leio sempre seus posts e se não é toda vez que os comento é porque não quero ser redundante, escrevendo algo que os outros freqüentadores do blog muitas vezes já abordaram.

      Mas não posso deixar sem comentar minhas observações sobre seu mais recente post.

      É impressionante como no Brasil atual as noções mais elementares sobre as atribuições e os limites de atuação dos poderes da República estejam sendo tão ignorados.

      Creio que conheço os fundamentos de sua postura ideológica, com os quais nem sempre concordo mas que você sabe como ninguém equacionar e defender. Não concordo com ela, o que não me impede de admirar a segurança e a elegância com que você postula suas posições.

      Pois o mais notável em seus posts é como você, em certos comentários, é capaz de deixar momentaneamente de lado suas posturas ideológicas para apontar problemas estruturais, concretos, que dizem respeito a essa entidade tão frequentemente desprezada, ignorada mesmo, que é nosso pais, o Brasil.

      Baixando o nível da linguagem, sejamos “coxinhas” ou “petralhas”, o fato inegável (por mais que isso desagrade a muitos) é que somos todos cidadãos dessa República Federativa.

      O que inevitavelmente nos leva, queiramos ou não, a que nos pautemos por certas normas que fazem parte constituinte de nosso status como cidadãos.

      O que fica evidenciado em seus comentários sempre lúcidos.

      Bertolt Brecht certa vez teria dito, comentando a frase “Infeliz o povo que não tem heróis”, que o mais correto seria dizer “Infeliz o povo que precisa de heróis”.

      Com relação aos seus posts, André, eles me parecem às vezes de tão cristalina obviedade (lamentavelmente) que sinto vontade de dizer “Infeliz o povo que precisa de comentários como este”.  

  18. Marc

    1 de março de 2016 10:56 am

    O novo ministro da justiça
    O novo ministro da justiça deve mostrar a que veio nos primeiros dias. Alguns fatos da vida: 1 – Ele vai apanhar da imprensa.2 – Se estiver fazendo a coisa certa vai apanhar muito mais.3 – Apesar das bravatas de policiais, procuradores, juizes, imprensa, etc. a verdade é que são um bando frouxos. Quando tem a proteção adequada ficam cheios de “audacia”, sem isso são uns gatinhos. (Isto faz parte da tradição da direita no mundo e mais ainda no Brasil, coragem de verdade só existe na esquerda que vai a luta contra adversários muito mais poderosos.)Para quem duvida, lembre-se do helicóptero do Perrela.4 – Se suportar a carga dos primeiros meses (e Dilma der respaldo) sabendo usar o vasto poder que dispõe, em pouco tempo as coisas entram no eixo.5 – Os delegados da PF meteram os pés pelas mãos e cometeram um monte de barbaridades, eles sabem disso e estão com medo, vão espernear e pedir ajuda para a imprensa.6 – A Globo não tem nem de longe o poder que ja teve. Em tempo: muitos comentáristas estão citando o “republicanismo ingenuo” do José Eduardo, francamente, ele não é e nunca foi republicano, ele foi um bunda mole sem noção que deixou a coisa correr solta.

  19. Maria Luisa

    1 de março de 2016 11:18 am

    O que podiamos ter transformado

    Esse retrospecto dos ministros da Justiça faz-nos pensar em como o Brasil foi governado como um lote privado, o toma-la-da-ca prevalendo sobre toda as outras coisas. Conhecendo um pouco do estilo Dilma Rousseff ocorre que ela é a primeira presidente a querer, exatamente, o contrario do que nos relata André Araujo. Infelizmente o Brasil ainda não esta maduro para essa mudança de paradigma de governança. Não foi a Dilma quem perdeu. Foi o Brasil que perdeu a chance de cruzar esse rio profundo. E la vamos nos de novo.

  20. Sidnei Brito

    1 de março de 2016 11:57 am

    Pô, Enciclopédia, esqueceu os dois maiores!

    Iris Rezende e Renan Calheiros, no governo FHC…

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