A última Pesquisa Mensal da Indústria (PMI), do IBGE, mostra os efeitos diretor da taxa selic e da escassez de crédito sobre o setor: uma queda de 0,27% em fevereiro (em relação a abril), uma alta de apenas 1,31% em 12 meses e uma queda de 14,64% em 10 anos.
Os dados abaixo são da PMI, trabalhados pelo GGN.
Na subdivisão Seções e Atividades Industriais, houve preponderância das ações em alta.
No levantamento por estado (que sai sempre com um mês de atraso), em janeiro houve alta em 8 estados e queda em 6.
Nas Grandes Categorias Econômicas, no mês houve um bom desempenho de Bens de Capital (4,6%) e Bens de Consumo Duráveis (8,66%). Em 10 anos, é o rascunho do mapa do inferno.
Tomando-se 120 meses atrás como base 100, percebe-se a enorme perda da indústria, especialmente do setor de Bens de Capital.
O dado otimista é que, por grupos e classes selecionadas, houve alta em 56 e queda em 26.
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José Carvalho
3 de abril de 2024 1:23 pmO setor industrial tem que fazer por onde, ter resultados melhores. Esses 12 meses com número grande dos setores em alta, mostra a vontade da Indústria reconquistar espaço. Esse resultado correspondente a 10 anos é o reflexo da subordinação indiferente adotada pelo setor. Lutar pelo próprio desenvolvimento e pelo desenvolvimento do País garante a sustentabilidade de ambos. Ficar alheio achando que as soluções apareçam do nada é perder mais dez anos. Não se muda tudo de uma vez, é de passo em passo.
Roberto Soares
3 de abril de 2024 11:03 pmO projeto de destruição foi muito bem executado. Nenhuma surpresa nesse mapa do inferno dos últimos dez anos.
ignacio
4 de abril de 2024 8:58 amParabéns, Nassif. Sempre em cima do lance, inclusive nas matérias que nao costumam aparece inda que urgentes. Abraço. Ignacio