5 de junho de 2026

Barbosa rechaça usar reservas cambiais em infraestrutura

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Jornal GGN – De acordo com o Painel da Folha de S. Paulo, o novo ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, rechaçou “em conversas reservadas” a proposta de usar reservas cambiais para bancar projetos de infraestrutura.

Auxiliares da pasta dizem que a medida é um “papo de boteco”. Para ser viável, o Banco Central teria que reduzir as operações compromissadas e perderia poder como autoridade monetária.

Barbosa classificou a ideia como “primária”. As reservas do país em moeda estrangeira chegaram a US$ 386,6 bilhões.

Do Painel da Folha

Nelson Barbosa rechaça proposta de usar reservas cambiais para financiar projetos de infraestrutura

Por Natuza Nery

Nem pensar Em conversas reservadas, o ministro Nelson Barbosa (Fazenda) rechaçou a proposta de usar as reservas cambiais para bancar projetos de infraestrutura. A medida, uma bandeira do PT, é “papo de boteco”, dizem auxiliares da pasta. Para viabilizá-la, o BC teria de reduzir as operações compromissadas (ações para calibrar a oferta de dinheiro na economia) e perderia poder de fogo como autoridade monetária. Barbosa, segundo relatos, classificou a ideia como “primária”.

Colchão As reservas do país em moeda estrangeira chegaram a US$ 368,6 bilhões na sexta (18). A situação ainda é muito confortável. Mas, desde o início do ano, o saldo já caiu mais de US$ 4,8 bilhões.

 

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18 Comentários
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  1. servidor publico

    22 de dezembro de 2015 10:56 am

    operações compromissadas X reservas
    “Para viabilizá-la, o BC teria de reduzir as operações compromissadas (ações para calibrar a oferta de dinheiro na economia) e perderia poder de fogo como autoridade monetária”

    Não é para usar em infraestrutura, é justamente para fazer o enxugamento do mercado sem pagar juros (pagos nas compromissadas), aproveitando-se do dólar alto, com lucro.

    O que o Banco Central está fazendo é comprar títulos e ato contínuo usa-los como garantia em compromissadas, retirando do mercado o dinheiro que acabou de colocar, o que gera ainda mais encargos ao País.

  2. Andre Araujo

    22 de dezembro de 2015 11:06 am

    A idéia é realmente primaria,

    A idéia é realmente primaria, “papo de boteco”. As reservas cambiais não pertencem ao Tesouro e sim ao Banco Central e tem contrapartida no passivo do banco na forma de depositos compulsorios dos bancos, é com Reais dos depositos que o BC compra os dolares dos exportadores e investidores, portanto as reservas tem do outro lado do balanço credores.

    Como ativo finalistico, as reservas são uma linha de defesa da moeda nacional e são essenciais para garantir as importações e a solvencia do Pais no exterior. Sem reservas a economia do Pais para, nem os aviões da compnhias aereas brasileiras voam.

    Pelo tamanho da economia brasileira as reservas são até menores do que deveriam ser, as da Russia, cujo economia é menor do que a do Brasil, são de 600 bilhões de dolares.

    O Miniastro Barbosa acertou na mosca, reserva cambial tem função de reserva cambial e não pode ser usada para outra coisa.

    1. servidor publico

      22 de dezembro de 2015 11:38 am

      equívoco seu

      “e tem contrapartida no passivo do banco na forma de depositos compulsorios dos bancos”

      Você se equivoca completamente. A contrapartida do compulsório dos bancos é formado por títulos do Tesouro. As reservas cambiais são ativo próprio do Banco Central (e por extensão, do Tesouro).

      Não sei se as compromissadas do Bacen estão sendo realizadas com títulos recem adquiridos no mercado ou com títulos depositados no compulsório (carteira de terceiros). De um jeito ou de outro, o Bacen viola claramente o art. 34 da Lei de Responsabilidade Fiscal.

      1. Andre Araujo

        23 de dezembro de 2015 12:00 am

        No balanço do BC estão no

        No balanço do BC estão no passivo depositos compulsorios e no ativo titulos publicos e reservas cambiais. Ao fim e ao cabo

        o BC pertence à União MAS as contas são ABSOLUTAMENTE SEPARADAS e assim determinam os acordos internacionais conhecidos como Acordos de Basileia. É essa separação absoluta que permite a existencia de operações de SWAPS DE RESERVAS largamente praticadas entre bancos centrais, quando os BC “trocam” reservas que serão destrocados em 2 ou 3 anos após. São sempre operaçõs contabilizados nos respectivos BC sem contaminar o Tesouro.

        A valorização em contrapartida de moeda local das reservas cambiais é RESULTADO POSITIVO do BC assim como as perdas com swaps cambiais são conta de RESULTADO NEGATIVO do BC. O lucro ou prejuizo de balanço do BC são do Tesouro MAS

        não há comunicação automatica desse RESULTADO  ao Tesouro, pode ser diferido ou reconhecido no exercicio seguinte, depende de decisão do Ministro da Fazenda.

        No ATIVO e PASSIVO do BC há muitos outros itens como participações em bancos multilaterais, ativos e passivos de bancos liquidados, passivos e ativos das transações cambiais do comercio exterior, nem paises muito mais desorganizados que o Brasil misturam contas do Banco Central e do Tesouro, são universos contabeis COMPLETAMENTE SEPARADOS;

    2. servidor publico

      22 de dezembro de 2015 11:38 am

      equívoco seu

      “e tem contrapartida no passivo do banco na forma de depositos compulsorios dos bancos”

      Você se equivoca completamente. A contrapartida do compulsório dos bancos é formado por títulos do Tesouro. As reservas cambiais são ativo próprio do Banco Central (e por extensão, do Tesouro).

      Não sei se as compromissadas do Bacen estão sendo realizadas com títulos recem adquiridos no mercado ou com títulos depositados no compulsório (carteira de terceiros). De um jeito ou de outro, o Bacen viola claramente o art. 34 da Lei de Responsabilidade Fiscal.

      1. Andre Araujo

        23 de dezembro de 2015 12:05 am

        O compulsorio é PASSIVO do

        O compulsorio é PASSIVO do BC. Ponto. A contrapartida está em todos os ATIVOS do BC, tanto titulos da divida interna como reservas cambiais. O compulsorio não tem CONTRAPARTIDA vinculada, é apenas uma conta do passivo, o balanceamento está dentro do ativo do BC sem especificação de uma contrapartida especifica, é TODO O PASSIVO tendo como contapartida fungivel TODO O ATIVO, como ocorre em qualquer banco.

      2. Andre Araujo

        23 de dezembro de 2015 12:33 am

        A contrapartida dos depositos

        A contrapartida dos depositos compulsorios é todo o ativo do BC, como acontece em qualquer banco do mundo, compulsorios é parte do PASSIVO e titulos publicos são parte do ATIVO. Não há. por  principios basicos de contabilidade nenhuma vinculação direta de uma conta do passivo com outra conta do ativo.

  3. Edemar Motta

    22 de dezembro de 2015 11:28 am

    Queimar reservas em obras de

    Queimar reservas em obras de infra-estrutura, geralmente superfaturadas e, depois, “concedidas”, não me parece inteligente, mas nada me convencerá da inteligência de pagar juros de cheque especial para manter “reservas” em conta de poupança. Creio desnecessário  explicar minha analogia.

  4. Jorge Vieira

    22 de dezembro de 2015 11:40 am

    Me engana que eu gosto.
    Ao

    Me engana que eu gosto.

    Ao depositar meu dinheiro no banco, eu passo a ser credor do banco. Isto não significa que o banco não possa usar o meu dinheiro para emprestar a terceiros.

    Aliás, esta é a verdadeira função do banco: captar R$ 1.000,00 para emprestar R$ 10.000,00

    Quanto a finalidade das reservas de defesa da moeda nacional, garantir as importações e a solvência do país no exterior, isto está correto, porém é preciso calcular o nível de reservas ideal para realizar adequadamente estas funções.

    Se está sobrando reservas, por que não aplicá-las em projetos de infraestrutura que alavancam o PIB, geram empregos e renda, oferecem retorno e repõem as reservas ao longo do tempo.

    Só mentalidades ortodoxas não se dão tempo para refletir sobre o assunto.

    Está me parecendo que primário é o Ministro (se é fato que ele colocou uma pedra sobre o assunto).

  5. solle

    22 de dezembro de 2015 12:07 pm

    tanto o ministro Barbosa está

    tanto o ministro Barbosa está correto que o dólar hoje recua…..

     

  6. Bonna

    22 de dezembro de 2015 12:49 pm

    O maior problema de Barbosa

    Segurar a porralouquice petista.

    Só um porrralouca pode propor torrar as reservas cambiais do país expor a moeda.

  7. Armando Falo

    22 de dezembro de 2015 1:10 pm

    Nem com essas reservas essas
    Nem com essas reservas essas agências achacadores e esses bandidos do mercado financeiro deixam o Brasil em paz. Rebaixam nota de grau de investimento, fazem terrorismo econômico todos os dias na mídia bandida, tudo porque querem o ganho fácil às custas do povo brasileiro.
    Em geral essa elite do Brasil, aquela que não trabalha é a pior do mundo.

  8. solle

    22 de dezembro de 2015 1:17 pm

    o lado nefasto nessas

    o lado nefasto nessas reservas é que apenas substituimos  nossa dívida externa pela interna.

    Com os juros elevados como estão é uma bomba relógio……nessa lógica a inflação alta  faz até bem

    pras contas do governo. Não resta outra alternativa senão deixar o dólar subir mais, mesmo que a inflação suba mais um pouco.

    No médio prazo a produção interna começa a se recuperar e talvez um novo ciclo de crescimento. O mais preocupante agora é o desemprego galopante. Se isso não for estancado vai ser difícil evitar o golpe, porque um povo sem emprego topa qualquer coisa.

     

  9. drigoeira

    22 de dezembro de 2015 1:21 pm

    Isto é um factóide.

    O PT nunca propôs isto aí.

  10. José Almir

    22 de dezembro de 2015 1:28 pm

    Tai Nassif um bom assunto

    Tai Nassif um bom assunto para um grande dabate. Eu confesso que tenho dúvidas quanto a lançar mão ou não de um poco desse dinhiera para aliviar a crise. Claro que com responsabilidade 

  11. servidor publico

    22 de dezembro de 2015 1:46 pm

    conta única e política monetária

    Acho que descobri como a carteira de títulos federais do Bacen vem aumentando sem a correspondente majoração do M1

    O Tesouro está capitalizando disfarçadamente o BACEN, emitindo títulos acima da previsão de gasto e depositando na conta única junto àquela Autarquia, que adquire títulos no mercado aberto e recoloca parte deles via compromissadas. Basta ver o Balanço do BACEN, que indica um crescente débito daquela Autarquia junto ao Tesouro.

     

    1. servidor publico

      22 de dezembro de 2015 2:41 pm

      correção

      CORREÇÃO:

      O aumento da conta única se dá provavelmente pela valorização das reservas, creditadas no passivo como obrigação do BACEN junto ao Tesouro (o que prova, justamente, que as reservas são do Tesouro, não dos bancos).

      Os títulos que o BACEN está usando vem, em sua maioria, provavelmente de compras no mercado secundário e recolocação em compromissadas. 

  12. Márcio de Carvalho

    22 de dezembro de 2015 3:17 pm

    Para enriquecer o debate e o

    Para enriquecer o debate e o nível de informações sobre nossas reservas cambiais e sua evolução nos últimos anos:

     

    https://brasilfatosedados.wordpress.com/2014/08/22/divida-externa-total-reservas-creditos-internacionais-em-valores-nominais-u-bilhoes-brasil-evolucao-1995-2013-devedor-internacional/

     

     

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