Sugerido por Gão
Do Terra
Sistema pioneiro é considerado rápido, seguro, econômico e sustentável; movimento do veículo é gerado através do vento, sem prejuízo ao ambiente
10 de Agosto de 2013 • 12h09 • atualizado em 06 de Dezembro de 2013 às 17h33
A presidente Dilma Rousseff participou da inauguração do primeiro aeromóvel do Brasil na manhã deste sábado em Porto Alegre. Ela defendeu o veículo como alternativa de transporte público e condenou o uso de veículos pessoais diante de alternativas coletivas. “Sem o transporte público eficiente, nós não teremos algo que não seja a crise nas cidades urbanas”, afirmou durante a cerimônia, que contou com a presença de outras autoridades e do criador do aeromóvel.
Dilma falou sobre as mobilizações que tomaram as ruas do País em junho e mencionou o sistema inaugurado hoje como referência. A presidente citou o atraso na inauguração do veículo de tecnologia brasileira – que estreia 31 anos depois de o projeto original ter sido abandonado – e mencionou o período em que viveu na capital do Rio Grande do Sul.
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“Para mim, tem um significado especial participar dessa cerimônia porque, como alguém que morou por mais de 30 anos em Porto Alegre, não podia deixar de perceber que o aeromóvel compõe o horizonte da minha cidade e que ele sempre me intrigou, sempre acendeu as esperanças de ver um empreendimento não usual, revolucionário, funcionando” disse, destacando que a tecnologia é 100% nacional. Ela teceu diversos elogios ao inventor, Oskar Coester, a quem chamou de herói, “porque nossos heróis modernos mostram essa crença muito forte no País”.
As obras do aeromóvel foram iniciadas em agosto de 2011, e o sistema deveria ter sido inaugurado no primeiro semestre de 2013, mas ocorreram diversos atrasos na implantação da tecnologia. Segundo os engenheiros responsáveis pelo empreendimento, isso ocorreu em virtude do caráter inovador da ideia, que demandou adaptações e passou por melhorias com ajuda de estudos realizados por universidades.
O sistema vai ligar o aeroporto Salgado Filho a estação de trem da Trensurb (responsável pelo projeto, cuja tecnologia foi comprada da Aeromovel Brasil S.A.), em um trajeto de aproximadamente 800 metros, com o custo de R$ 37,8 milhões. O projeto é encarado como um laboratório para a Trensurb, que estuda utilizá-lo em outros pontos da cidade, como na Arena do Grêmio ou na interligação com universidades. Na unidade inaugurada hoje, serão utilizados dois veículos com capacidade para transportar 150 e 300 pessoas.
O aeromóvel passa a funcionar a partir deste mês, sem a cobrança de tarifa, entre 10h e 16h, período no qual serão feitos ajustes e calibragens pela empresa detentora da tecnologia. A partir de novembro, passará a ser cobrada a tarifa de R$ 1,70 – custo do bilhete do trensurb.
O sistema foi idealizado por Oskar Coester que, inspirado em conceitos de aviação, criou o veículos sobre trilhos impulsionado por vento, como uma alternativa para o transporte público utilizando uma tecnologia simples e 100% brasileira. “O aeromóvel é um avanço nesse sentido, principalmente na questão de movimentar pessoas e não peso morto”, diz o pai da ideia, afirmando que essa não é a solução para o transporte público, mas sim mais uma alternativa, “solução não existe para nada, o que nós temos é opção”, afirma.
Em 1989, o aeromóvel passou a ser utilizado na cidade de Jacarta, na Indonésia em um trajeto de aproximadamente 3 quilômetros, mas há 30 anos já existe uma estrutura de testes montada no Centro da cidade de Porto Alegre. Segundo estudos, o custo é menos da metade de outros sistemas semelhantes, mas, por se tratar de uma tecnologia nova, sua aplicação depende de adaptação na aplicabilidade.
“O aeromóvel é um conceito novo, é a mesma diferença entre um motor gasolina e diesel, mas a maneira de fazer isso é diferente, e se revelou um sistema extremamente consistente. Qualquer conceito tem que vencer por ele mesmo”, afirma Coester.
Projeto é concluído 31 anos após idealização
Os recursos necessários para implementar o projeto (R$ 37,8 milhões) foram investidos pelo governo federal. O projeto do aeromóvel vai possibilitar maior integração para o transporte público da região metropolitana de Porto Alegre e será oferecido como um serviço gratuito aos usuários da Trensurb. A ligação direta deve beneficiar também funcionários da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) que percorrem o caminho até o aeroporto diariamente. Quanto ao número de passageiros, a Trensurb estima que aproximadamente 8 mil pessoas por dia devem fazer o caminho até o aeroporto pelo aeromóvel.
“Essa tecnologia foi duramente criticada no Rio Grande do Sul, mas verificamos que o questionamento é um grande equívoco. A vantagem energética é tremenda: vale muito a pena transformar a energia elétrica em vento para empurrar (o aeromóvel)”, afirmou Ernani da Silva Fagundes, superintendente de Desenvolvimento e Expansão da Trensurb, após uma viagem de testes conferida pelo Terra.
Trinta e um anos se passaram desde que a execução do projeto foi interrompida. Questões políticas, acredita o idealizador do aeromóvel; o preço do pioneirismo, acreditam os responsáveis pela implementação atual, justificando a defasagem. “Isso que a gente chama de atraso é o custo de uma inovação”, defende o gestor do projeto do aeromóvel, Sidemar Francisco da Silva. “Era impossível fazer esse veículo no prazo que estava nos contratos, ele tinha que ser adaptado dentro de novos padrões e seguir todo um conjunto de regras de segurança até então não definidas”, afirma o gerente de Desenvolvimento de Engenharia da Trensurb.
O antigo protótipo ainda permanece parado nos trilhos elevados da linha original, em frente à Usina do Gasômetro: um símbolo do abandono. Apesar de a obra ter cessado na década de 1980, o projeto continuou tomando forma. E muito mudou desde o primeiro modelo, criado em 1977. A ideia conceitual, no entanto, permanece a mesma.
O aeromóvel se movimenta com a energia gerada por um ventilador movido por um motor elétrico. Anda sobre trilhos, em rodas de aço, mas não queima combustível. Seu inventor, o gaúcho Oskar Coester, compara o funcionamento do aeromóvel ao de um barco à vela ─ só que invertido. Em ambos os casos, é o fluxo de ar que promove a impulsão; no aeromóvel, um duto localizado dentro da via elevada empurra a “vela”, fixada sob o veículo por meio de uma haste. A estrutura é leve: com capacidade para carregar 150 passageiros, pesa apenas 10 toneladas, enquanto um carro popular costuma ter cerca de uma tonelada.
“É um novo conceito de transporte. (O aeromóvel) tem custo bem menor porque movimenta menos peso”, disse Coester. Sua ideia foi adotada apenas em um local até hoje: em Jacarta, capital da Indonésia, onde funciona dentro de um parque ao longo de uma linha de 3,5 quilômetros. “Esse sistema funciona desde 1989 em operação comercial na Indonésia e não registrou nenhum acidente”, garante. Além do aspecto ambiental, ele destaca a segurança e economia do veículo não motorizado.
Todas as peças utilizadas na constituição do aeromóvel são de fabricação nacional. Os motores propulsores foram fabricados por uma empresa do Rio de Janeiro, e o motor elétrico foi desenvolvido em Caxias do Sul (RS). O projeto foi criado “do zero”: toda a tecnologia e a estrutura necessárias são feitas no Brasil. O sistema é totalmente automatizado, e assim não exige condutores a bordo. Todo o controle é feito a partir de estações remotas, localizadas em cada ponto final da rota.
VEÍCULO MOVIDO A AR TERÁ SUA ESTREIA EM PORTO ALEGRE. CONFIRA PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS:
Inauguração: 10 de agosto de 2013
Trajeto: 814 metros em via elevada entre o aeroporto Salgado Filho e a estação da Trensurb
Tarifa: a passagem é gratuita para usuários do trensurb, que pagam R$ 1,70 pelo bilhete
Horário: das 10h às 16h, durante 90 dias após a inauguração
Capacidade: 150 passageiros no primeiro veículo. O segundo aeromóvel, com o dobro da capacidade, deve chegar em setembro e começar a operar em 2014
Custo total: R$ 37,8 milhões (recursos do governo federal)
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Do site PINI web
Veículo, que dispensa rodas, percorrerá um trajeto de 200 metros e deverá entrar em operação em 2014, antes da Copa do Mundo
Rodrigo Louzas
30/Abril/2013
Começou em abril a obra da estação de embarque do “Maglev-Cobra”, o trem de levitação magnética que ligará os dois centros de tecnologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ): o CT1 e o CT2, no Rio de Janeiro. A implantação do sistema é fruto de convênios firmados com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ), nos valores de R$ 5,8 milhões e R$ 4,7 milhões, respectivamente.
O projeto, desenvolvido no Laboratório de Aplicações de Supercondutores (LASUP) do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe), terá capacidade para transportar até 30 passageiros em quatro módulos que estão sendo construídos na Cidade Universitária pela empresa Holos.
A técnica de levitação utiliza supercondutores e imãs de terras raras. Os supercondutores são refrigerados com nitrogênio líquido a uma temperatura de -196ºC. Um protótipo funcional utilizado no laboratório de testes desliza por um trilho de 12 metros, com 8 passageiros. Movido a energia elétrica, o Maglev possui baixo consumo de energia, cerca de 25 kJ/pkm (unidade que mede a quantidade de energia gasta para transportar cada passageiro por um quilômetro). Para se ter ideia da vantagem da tecnologia em termos de eficiência energética, o consumo de um ônibus comum é de 400 kJ/pkm e o de um avião é de 1.200 kJ/pkm.
O veículo, que dispensa rodas, também não emite ruído e nem gases de efeito estufa, entrará em operação em 2014, antes da Copa do Mundo, percorrendo um trajeto inicial de 200 metros.
Segundo a UFRJ, as obras de infraestrutura do Maglev-Cobra chegam a ser 70% mais baratas do que as obras do metrô subterrâneo. O trem de levitação poderá ser implantado por cerca de R$ 33 milhões por quilômetro, segundo os pesquisadores.
“Na área de transporte público, podemos dizer que o Maglev é um dos veículos mais limpos do mundo, em termos de emissões. Trata-se de uma solução para o transporte urbano, perfeitamente adaptável a qualquer tipo de topografia”, ressalta o coordenador do projeto Richard Stephan.
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Do site Maglev Cobra
• Protótipo funcional em escala real na UFRJ.
Ao ser implantado numa linha experimental de 223 metros, o MagLev Cobra nos permitirá dominar os elementos chaves do processo de produção e operação do sistema, proporcionando agilidade para a segunda etapa do projeto.
• Expansão da linha de testes.
Após testado com sucesso e aperfeiçoado na etapa 1, o MagLev Cobra será implantado numa linha operacional efetiva, de 4,5 km, ligando importantes pontos da Cidade Universitária. Esta linha fornecerá os elementos essenciais para a operação comercial do sistema MagLev Cobra.
• Expansão da linha universitária para conexão dos aeroportos.
Expansão da linha de 4,5 km para conexão dos aeroportos Tom Jobim e Santos Dumont, com extensão prevista para conexão com o Metrô da Cinelândia. Esta será uma obra de 25km que pode ser concluída em curto prazo, solucionando problemas de infra-estrutura da Cidade do Rio durante eventos de grande porte, como Copa do Mundo e Jogos Olímpicos.
• Difusão.
Difusão e aproveitamento da tecnologia de transporte por levitação supercondutora na solução do transporte urbano. Mais de 200 linhas potenciais poderão ser criadas na região metropolitana da cidade do Rio de Janeiro, oferecendo mais um sistema de escoamento de fluxo e reduzindo dramaticamente os problemas de falta de conexão entre os diferentes modais atualmente disponíveis. O Sistema MagLev Cobra permitirá integrar as Barcas com a Rodoviária, o Metrô com os aeroportos, a conexão do Metrô de São Gonçalo com o Metrô do Rio através da Ponte Rio-Niterói, entre outras conexões fundamentais para o crescimento econômico e aumento da qualidade de vida na região.
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Fonte das imagens: http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?p=109000837
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Da Agência Brasil
23/10/2013 – 14h48
Camila Maciel
Repórter da Agência Brasil
São Paulo – Decolou no início da tarde de hoje (23) do Aeroporto de Congonhas, na capital paulista, para o Aeroporto Presidente Juscelino Kubitschek, no Distrito Federal, o primeiro voo comercial brasileiro com bioquerosene. A operação com combustível renovável, feita pela companhia Gol Linhas Aéreas, pode reduzir em até 80% a emissão de gases de efeito estufa. A empresa espera disponibilizar cerca de 200 rotas com essa tecnologia durante a Copa do Mundo de 2014. O evento marca o Dia do Aviador, celebrado na data em que Santos Dumont fez o primeiro voo em um avião.
De acordo com a Associação Brasileira de Empresas Aéreas (Abear), o combustível de aviação representa, atualmente, cerca de 43% do custo das passagens aéreas. A curto prazo, no entanto, essa mudança não deve repercutir no valor da tarifa. “Com maior adesão a esse tipo de programa, acompanhado de políticas públicas, a tendência é que haja um ganho de escala a ponto de fazer com que esse combustível tenha um custo equivalente ao de origem fóssil. Para nós, já seria uma grande conquista. Essa é a meta do primeiro momento”, explicou Paulo Kakinoff, presidente da Gol.
O ministro-chefe da Secretaria de Aviação Civil, Moreira Franco, considera que ainda é cedo para definir uma política pública de incentivo à utilização de biocombustível na aviação. “A consequência que queremos é que essas melhorias signifiquem custos menores, mas é cedo para definir como vamos operar para que essa experiência, que já é viável, seja coletivamente utilizável. Esse é o objetivo da política que vai ser formulada a partir de agora”, declarou. Ele esclareceu que, inicialmente, a proposta foi garantir um padrão de sustentabilidade que melhore a vida no planeta.
A tecnologia do biocombustível utilizada para esse voo foi desenvolvida pela empresa norte-americana Amyris, com filial no Brasil, e não necessita de nenhum ajuste do maquinário do avião. “O bioquerosene é uma mudança de paradigma. Você passa a ter, a exemplo do carro a álcool e veículos de biodiesel, também os aviões com essa possibilidade”, avaliou Donato Aranda, professor do curso de engenharia química da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O processamento do combustível do voo de hoje utilizou uma mistura de óleos vegetais, incluindo o de milho e o de cozinha já usado.
O primeiro voo com a tecnologia desenvolvida pela Amyris foi feito em caráter experimental no ano passado, durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20. “De todos os biocombustíveis, esse é o mais novo. E para a adoção de um parâmetro novo na aviação, a segurança exigida é quatro vezes maior do que qualquer outro veículo. É uma tecnologia mais sofisticada”, justificou Aranda. Foram pelo menos cinco anos de estudos até que fossem concluídas as validações de especificações técnicas pela indústria aeronáutica e órgãos como a ASTM Internacional (um órgão norte-americano de normalização, originalmente conhecido como American Society for Testing and Materials) e a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Edição: Davi Oliveira // Alterada às 18h para melhorar informação do último parágrafo
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Do iG
HíbridoBR traz tecnologia 100% nacional e promete redução de um quinto no consumo de combustível
Marc Frey | 28/6/2013 09:30
A Mercedes-Benz já iniciou as vendas do HíbridoBR, ônibus híbrido desenvolvido com tecnologia totalmente brasileira. O veículo é tracionado por um motor elétrico que trabalha em parceria com geradores ou com um motor a diesel e será a grande atração do estante da marca alemã no Transpúblico 2013, feira de produtos e serviços para transporte coletivo urbano que acontece de 3 a 5 de julho em São Paulo.
O projeto foi desenvolvido pela Mercedes-Benz em parceria com a empresa brasileira Eletra, especializada em veículos de transporte urbano com tração elétrica e já recebeu encomendas para as primeiras unidades. A cliente é a Metra, empresa de transporte urbano de passageiros que atua no ABC paulista.
O funcionamento do HíbridoBR é complexo. São dois geradores a diesel, biodiesel ou diesel de cana, um desenvolvido pela Mercedes-Benz e outro pela brasileira empresa brasileira WEC, que alimentam o motor elétrico. Desta forma, os propulsores a combustão trabalham em rotação constante enquanto a tração do ônibus é realizada pelo motor elétrico.
As vantagens do sistema são inúmeras. Além da redução de consumo de combustível, que é de cerca de 20%, o ruído também é reduzido, assim como os trancos no veículo. A emissão de poluentes diminui em até 95%, segundo a companhia alemã.
O sistema conta com a função regenerativa de frenagens, absorvendo parte da energia gasta nos freios e armazenando-a nas baterias. Essas são compostas por chumbo ácido e, além de serem 100% recicladas, são fabricadas no Brasil . O HíbridoBR ainda vêm com suspensão pneumática integral e, curiosamente, não tem câmbio, a frenagem é elétrica e o motor opera em condição ideal, com aceleração controlada. Em tempos de queixas sobre a qualidade do transporte público, o HíbridoBR não deixa de ser uma boa notícia.
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Do jornal O Estado de Minas
Ônibus são equipados com motores a diesel e elétrico, que consomem e poluem menos. Preço, por outro lado, ainda é impasse para a tecnologia, sem previsão de testes para BH
Bruno Freitas – Estado de Minas
Foz do Iguaçu (PR) – Um dos mais belos (e preservados) cenários da mata atlântica brasileira, o Parque Nacional do Iguaçu e seu apelo ecológico saem na frente ao aplicar uma tecnologia simples e viável para a redução de emissão de poluentes nos grandes centros: o ônibus híbrido. As três primeiras unidades de um total de cinco, equipadas com motores a diesel e elétrico, foram entregues à Cataratas do Iguaçu S.A – empresa que administra o parque – e já se sobressaem entre os turistas pelo baixo ruído de funcionamento: no modo elétrico, até 20 km/h, só se ouve a rolagem dos pneus.
Dentro do conceito de ônibus sightseeing sem janelas, para proporcionar o máximo contato com o meio ambiente, a frota é composta do novo modelo Marcopolo Viale DD Sunny montado sobre o chassi Volvo B-215 RH híbrido produzido em Curitiba. O interior foi preparado de forma a não sofrer o impacto do grande volume de água das cataratas: o assoalho é revestido de poliureia e as laterais, de alumínio corrugado.
A grande sacada do ônibus híbrido, além da percepção inicial, está na redução de poluentes (material particulado e óxidos de nitrogênio em até 90%) e consumo (35%, em média). Sem incentivos do governo brasileiro, por outro lado, seu custo ainda é alto. Enquanto um chassi híbrido sai por R$ 450 mil cada, um ônibus convencional a diesel é vendido pela metade do preço.
O motor do B-215 RH é um quatro cilindros de 215 cavalos acoplado a um câmbio automatizado de 12 marchas. Para o percurso sinuoso e quase plano da estrada do parque, onde a velocidade não passa dos 30 km/h, é o mais adequado. Tanto é que a Cataratas pretende substituir gradualmente toda a frota de 18 veículos pela tecnologia. A energia do motor elétrico, utilizado para movê-lo da inércia aos 20 km/h, é gerada pela frenagem regenerativa.
Desenvolvido a pedido da Cataratas, que queria um ônibus exclusivo diferente do Viale DD Sunny anterior – já utilizado em Salvador e Campo Grande –, o novo DD é inspirado no design da linha Viale BRT, com dianteira e traseira inclinadas, faróis e lanternas em LEDs (diodos emissores de luz). Cada veículo, com 12,5 metros de comprimento, tem capacidade para transportar 62 passageiros sentados, sendo 45 no piso superior e 17 no piso inferior.
Pelo menos por ora, não há previsão de testes do híbrido em Belo Horizonte, nem mesmo no Move, o transporte rápido por ônibus (BRT).
O repórter viajou a convite da Volvo
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Do site TecMundo
Duas estações com teto espelhado e telas sensíveis ao toque já estão prontas, mas os passageiros só poderão fazer uso dos pontos em fevereiro
Dois pontos de ônibus modernos foram instalados na Avenida Paulista, em São Paulo. As estações tecnológicas contam com estrutura de metal, teto espelhado e telas sensíveis ao toque. Apesar de prontas, contudo, as instalações não podem ser ainda usadas por passageiros.
Acontece que a concessionária Ótima, companhia responsável pela empreitada, deverá finalizar a substituição de 12 pontos na avenida – somente assim as estações poderão ser experimentadas por quem anda de ônibus.
O projeto tem sido chamado de “High Tech” e é fruto do trabalho do designer de mobiliário urbano Guto Indio da Costa – o modelo recebeu, inclusive, o prêmio Idea Brasil 2013 na categoria Design de Impacto Social. Conforme informa Folha de S. Paulo, modelos mais comuns dos pontos têm recebido críticas por parte de usuários. Em dias de sol, a estrutura metálica parece esquentar demais; se chove, as pessoas acabam sendo acometidas por goteiras.
Frente a isso, a Fundação Carlos Alberto Vanzolini foi contratada em julho deste ano pelo valor de R$ 56 mil para avaliar os novos abrigos das paradas. De acordo com a SP Obras, a ferrugem, outro dos problemas apontados por passageiros, faz parte na verdade de uma opção estética das estações.
Fonte: Folha de S. Paulo
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Do Estadão
Paradas terão telas sensíveis ao toque, estrutura única e mais publicidade
03 de dezembro de 2013 | 2h 08
Caio do Valle – O Estado de S.Paulo
A exemplo do que vem ocorrendo em outras vias da cidade, os abrigos de ônibus da Avenida Paulista começaram a ser trocados. O passageiro encontrará estruturas mais modernas, hi-tech, com iluminação noturna e até telas sensíveis ao toque, mas terá de conviver com diversos painéis publicitários. As duas primeiras paradas reformadas – uma na frente do Parque Trianon, outra diante do Hospital Santa Catarina – serão entregues antes do Natal, segundo a São Paulo Obras (SPObras).
Até o fim de fevereiro, todos os 14 pontos da avenida serão renovados, conforme a empresa da Prefeitura responsável por gerenciar o contrato com a concessionária Otima, que monta e mantém os abrigos, podendo explorá-los comercialmente. O modelo adotado na Paulista, porém, é diferente da maioria dos pontos da capital.
Batizado de “minimalista com ginga” tem, além de bancos, apoio para os braços. Nele, os usuários também poderão usar telas touchscreen – cuja função não foi revelada pela empresa. A tecnologia será instalada “nos próximos meses, após definição de alguns detalhes do serviço”, informou a Otima.
A concessionária e a SPObras garantem que o teto de vidro das estruturas vai proteger os usuários do sol forte. Esse foi o principal alvo de queixas nos primeiros abrigos alterados, que começaram a ser instalados no primeiro semestre. Inicialmente, vinham com uma cobertura transparente, que permitia que a luz entrasse direto no ponto. Depois, o problema foi corrigido com uma camada fosca.
No croqui divulgado para o abrigo do Parque Trianon contam-se oito espaços dedicados para a publicidade. É que, como os pontos da Paulista geralmente têm mais do que uma cobertura, multiplicam-se as oportunidades de exploração comercial do espaço. Hoje, cada abrigo isolado tem direito a duas propagandas.
Até agora, 1.219 abrigos já foram trocados na cidade, de um total de 6,5 mil. A meta da concessionária é substituir todos até 2015. Antes do fim da concessão de 25 anos, a empresa também terá de instalar mais mil abrigos e 2,3 mil totens na capital.
Wi-Fi. Por dois meses, os usuários de alguns pontos de ônibus da zona sul terão internet sem fio gratuita à disposição. Por enquanto, estão em três abrigos novos. Um deles fica na Avenida Ibirapuera, na frente do Hospital do Servidor. Os outros estão na esquina das Avenidas Juscelino Kubitschek e Faria Lima e na Avenida Doutor Chucri Zaidan, na frente do número 860. Trata-se de uma campanha publicitária da Mozilla Firefox e da Vivo.
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C. Acácio
30 de dezembro de 2013 1:38 pmPara que essas maravilhas
Para que essas maravilhas tecnológicas façam parte do quotidiano das grandes cidades , será preciso que tenhamos governantes que não estejam comprometidos com empresários de ônibus ou com suas entidades de classe …
Durvalino
30 de dezembro de 2013 6:01 pm……………. se o
……………. se o AEROMOVEL eh uma soluçao inteligente, porque a presidente liberou dinheiro do PAC para fazer um VLT congestionante .. em Santos .
na decada de 70 os bondes foram desativados porque nao serviam, eram coisa do passado. agora o Veiculo Leve sobre Trilhos eh o MOUST (maximo).