10 de junho de 2026

Argentina queima reservas para preservar peso

Governo Milei vê planos em risco enquanto insatisfação da população cresce; cerca de US$ 400 bi já foram usados para manter moeda local
Foto de Angelica Reyes na Unsplash

Atualização: a Argentina usou US$ 400 milhões de suas reservas, e não bilhões como escrito anteriormente. O texto segue ajustado

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Os investidores elogiaram a forte guinada liberal adotada pelo presidente da Argentina Javier Milei no que tange ao andamento da economia, mas os sucessivos reveses políticos afetaram a promoção da sua agenda libertária, o que puxou a desvalorização de títulos, ações e moeda do país.

Reportagem da Bloomberg destaca a luta do governo para manter o peso dentro da banda estabelecida como condição de um empréstimo de US$ 20 bilhões obtido junto ao Fundo Monetário Internacional (FMI) neste ano.

A cotação do peso atingiu o limite superior da banda — em torno de 1.475 por dólar — e chegou a ultrapassá-lo nesta semana, gerando o temor sobre um novo ciclo de desvalorização da moeda.

Os sucessivos registros de queda levaram o governo Milei a gastar mais de US$ 400 milhões das reservas para manter os preços estáveis, além de adotar controles comerciais mais rígidos para garantir que o peso não voltará a cair, o que poderia impulsionar uma nova espiral inflacionária.

Ao mesmo tempo, a população argentina está especialmente irritada com o governo federal por conta dos cortes de investimentos em saúde e educação e com o escândalo de corrupção envolvendo o círculo íntimo de Milei.

A vitória da oposição peronista nas eleições da província de Buenos Aires foi vista como um sinal de que a agenda não deve ser cumprida integralmente, e as derrotas no Congresso reforçaram tal percepção.

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Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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4 Comentários
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  1. Marcos roberto

    19 de setembro de 2025 7:36 pm

    Já era esperado, mais um maldito da extrema direita…

  2. Laerciocn

    19 de setembro de 2025 7:56 pm

    Acho que houve um equívoco nos valores citados. Por que como a Argentina torrou US$400 bilhões, se o país só possui US$39 bilhões de reservas cambiais?

  3. Milton

    20 de setembro de 2025 8:20 am

    Na realidade o que é a compra de dolar feitas para “segurar” a cotação ?
    A realização de lucros pelos donos do mercado e seus operadores .
    Como de hábito os BCs da vida usam recursos advindos do povo para enriquecer a diminuta classe de bilionários.
    Mas a “operação” é vendida como contenção “da disparada do dolar”.
    Outras medidas há para conter os excessos das variações mas o BC, sob controle, não atua. A desculpa, claramente esfarrapada, é a tradicional pré-elaboração de dificuldades. Óbvio que existem mas podem ser enfrentadas. É o uso do sapato entortando o pé.
    Mais uma da série “me engana que eu gosto” . . .

  4. NELSON VIANA DOS SANTOS

    20 de setembro de 2025 11:44 am

    Esse número está correto?
    Quatrocentos bilhões de dólares em reservas? Salvo engano, no início do governo atual, a Argentina estava com reservas muito baixas.

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