5 de junho de 2026

Ataque ao Hezbollah por Israel é jogada de alto risco, diz CNN

Estratégia de escalar ataque para intimidar pode não dar o resultado esperado, principalmente se conflito terrestre ganhar corpo
Israel ataca com mísseis bases do Hezbollah no Líbano , mais de 500 pessoas morreram. Foto: IRNA - via fotospublicas.com

A escalada nos ataques de Israel contra o grupo libanês Hezbollah pode não obter os resultados esperados: no caso, intimidar o adversário para que uma solução diplomática seja negociada.

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Na visão da CNN norte-americana, o sucesso israelense no curto prazo parece ter mais chance de sucesso quanto maior o dano infligido ao Hezbollah recentemente – porém, “uma guerra terrestre em larga escala entre um exército israelense cansado e dividido e um Hezbollah experiente e furioso dentro do sul do Líbano provavelmente seria desastrosa para Israel”.

E o Hezbollah é muito eficiente em confrontos terrestres, e aguarda os próximos passos para um possível contra-ataque e, segundo a CNN, um confronto dessa escala não seria necessário para Israel por enquanto.

As explosões de pagers e walkie-talkies libaneses foram uma ação brutalmente calculada, que acabaram por matar figuras importantes do Hezbollah, como o comandante sênior Ibrahim Aqil.

“E durante tudo isso, posições do Hezbollah foram atingidas no sul do Líbano por repetidos ataques aéreos. Houve danos significativos ao comando, controle, moral e equipamento, tudo sem uma única bota israelense no chão”, ressalta a CNN norte-americana.

Contudo, a publicação afirma que a esperança de Israel é “que o Hezbollah se sinta tão danificado, e tema tanto mais danos aos civis do Líbano, que concorde em se retirar para o norte do Rio Litani, e se curve às exigências do adversário de tal forma que os civis israelenses sejam autorizados a retornar para casa no norte de seu país”.

A ação de Israel em Gaza confirma “seu desrespeito aos danos colaterais civis” e os bombardeios em andamento podem fazer com que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu pense que possa bombardear o Hezbollah até a irrelevância. Porém, as guerras nunca param por aí.

“Pode importar menos para o gabinete de guerra de Netanyahu se o Hezbollah escolher recuar ou for bombardeado para dentro dele. Mas a lição da violência nesta região é que ela tem o hábito de ecoar, muitas vezes de maneiras inesperadas e mais selvagens, de volta para seus perpetradores nas próximas décadas”, finaliza a publicação norte-americana.

Segundo o site Al Arabiya, 558 pessoas foram mortas desde o início dos ataques de Israel no Líbano, enquanto dezenas de milhares foram feridas e outras milhares de pessoas estão fugindo das regiões em que os ataques estão se concentrando.

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Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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  1. Rui Ribeiro

    25 de setembro de 2024 11:02 am

    Usrael executa toda essa carnificina no Oriente Médio porque tem o apoio da América do Norte e da Europa.
    Já imagina se os bombardeios da Rússia matassem o tanto de crianças que os bombardeios Usraelenses já mataram em Gaza e no Líbano? Mas o Netanyahu não é o Putin

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