A China oficializou nesta terça-feira (19/12) a suspensão do financiamento de US$ 6,5 bilhões em linha de swap cambial fechado com a Argentina.
O acordo tinha sido fechado entre o presidente anterior, Alberto Fernández, e o mandatário chinês, Xi Jinping, antes das eleições que acabaram levando o ultraliberal Javier Milei à vitória.
Os recursos foram usados para pagar parte da dívida que o país possui junto ao Fundo Monetário Internacional (FMI), que chega a US$ 44 bilhões.
Tal decisão coincide com o início do governo Milei, que ao longo de sua campanha afirmou que romperia relações com países comunistas – entre eles a China. Porém, Milei voltou atrás e chegou a enviar uma carta à Pequim pedindo a renovação do swap cambial.
Segundo o site argentino Infobae, a manobra chinesa é “mais política do que econômica” uma vez que, além das declarações feitas pelo agora presidente durante a campanha, os chineses não viram com bons olhos o anúncio do Ministério da Defesa argentino para a compra de caças F-16 fabricados pelos Estados Unidos e detidos pela Dinamarca.
Tal operação foi aprovada pelos Estados Unidos em outubro, quando o Pentágono também se comprometeu a fornecer armas, treino, apoio logístico e peças sobressalentes para as aeronaves.
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