4 de junho de 2026

Cientistas descobrem como ebola afeta sistema imunológico

Cientistas descobriram como vírus ebola afeta sistema de imunológico. EFE/Arquivo

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Cientistas descobriram como vírus ebola afeta sistema de imunológico. EFE/Arquivo
 
Enviado por rmoraes
 
Da Agência EFE
 

Washington

Uma proteína do vírus ebola afeta o sistema natural de defesa das células e abre a caminho para a infecção da doença mortal, informou nesta quarta-feira a revista “Cell Host & Microbe” com base em um estudo científico.

“Durante muito tempo soubemos que a infecção com o vírus ebola obstrui uma importante molécula de imunidade chamada interferona”, assinalou Gaya Amarasinghe, da Escola de Medicina da Universidade Washington.

“Agora que conhecemos como o vírus de ebola impede a resposta imunológica, podemos orientar o desenvolvimento de novos tratamentos”, acrescentou a cientista sobre a pesquisa, realizada em uma parceria entre a Escola Icahn de Medicina em Mount Sinai, em Nova York, e o Centro Médico Sudoeste da Universidade do Texas.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), até a última segunda-feira, o surto de ebola que afeta Guiné, Libéria, Nigéria e Serra Leoa, havia gerado 1.848 casos e 1.013 mortes.

A doença, antes conhecida como febre hemorrágica ebola, é um mal grave, com uma taxa de mortalidade de 90 %. A infecção é transmitida através do contato direto com o sangue, fluidos corporais e tecidos de animais ou pessoas infectadas.

Os pesquisadores identificaram a proteína citada como VP24 e assinalaram que a mesma opera impedindo que a transcrição do fator STAT1, o portador da mensagem antiviral da interferona, chegue ao núcleo da célula e inicie a resposta de imunidade.

Essa transcrição ocorre por via de um subconjunto de transportadores nucleares conhecidos como carioferinas alfa (KPNA, na sigla em inglês).

Como parte de uma resposta rápida, a célula normalmente permite uma “via de acesso de emergência” do STAT1 ao núcleo celular.

“Normalmente a interferona faz com que o STT1 entre no núcleo da célula, onde ativa os genes para centenas de proteínas que se somam à resposta contra o vírus”, apontou Daisy Leung, da Escola de Medicina da Universidade Washington.

“Mas, quando a VP24 está junto ao STAT1, não consegue ingressar no núcleo”, acrescentou.

De acordo com os cientistas, a proteína VP24, em vez de bloquear todas as transferências nucleares, se regula para obstruir a via de acesso de emergência do STAT1.

“Este estudo, junto com observações prévias, indica que os diferentes vírus podem explorar regiões críticas dos transportadores KPNA para realçar a replicação viral”, apontou o artigo.

“Ao atacar o lugar de enlace das KPNA, que é crucial para o reconhecimento do STAT1 e a transferência ao núcleo, o vírus do ebola desabilita o sinal antiviral celular intrínseco e, com isso, facilita a replicação viral sem impacto no transporte normal de carga celular”, acrescentou.

Esta compreensão do método que o vírus do ebola utiliza para paralisar o mecanismo de defesa celular serve de referência para compostos farmacêuticos que “reaplica o vírus de ebola à interferona”, concluiu.

 

Redação

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3 Comentários
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  1. jns

    15 de agosto de 2014 3:05 pm

    o vírus

    O vírus Ebola tem cinco estirpes e, entre elas, a cepa Zaire é a mais mortal.

    A taxa de mortalidade da doença pode atingir até 90% e criar o terror nas áreas afetadas. 

    Não existe vacina contra a doença e o surto ocorreu pela primeira vez em Nzara, no Sudão e na República Democrática do Congo em 1976.

    O vírus foi batizado com o nome do rio Ebola do Congo, onde o surto ocorreu primeiro. 

    Vírus de Marburg ou simplesmente Marburg é o nome comum para o gênero de vírus Marburgvirus, que contém a espécie, Lake Victoria marburgvirus.

    O vírus provoca a Febre Hemorrágica de Marburg (MHF), também conhecida como ‘Doença de Vírus de Marburg’.

    Marburg, com origem na África Central e Oriental, infecta primatas humanos e não humanos.

    O vírus de Marburg é da mesma família taxonômica do Ebola e ambos são idênticos estruturalmente embora provoquem anticorpos diferentes.

    Os gêneros ‘Marburgvirus’ e ‘Ebolavirus’ foram originalmente classificados como as espécies do gênero ‘Filovirus’, agora inexistente. Em Março de 1998, o International Committee on Taxonomy of Viruses (ICTV) propos alterar o gênero ‘Filovirus’ para ‘ família ‘Filovirus’, com dois gêneros específicos: ‘vírus de Ebola’ e ‘vírus de Marburg’.

    Esta proposta foi implementada em Washington DC, em abril de 2001 e em Paris a partir de julho de 2002.

    Em 2000, uma outra proposta foi feita em Washington, DC para alterar as definições “-como o vírus” para “-vírus” (por exemplo, ‘ Ebolavirus ‘, ‘ Marburgvirus ‘), além de renomear a única espécie do gênero ‘ Marburgvirus ‘ de ‘vírus de Marburg ‘ para ‘Lake Victoria Marburgvirus’.

    A nomenclatura “Marburg” foi adotada após a localização do primeiro foco  em Marburg em 1967.

    As cinco espécies mais importantes do Ebola são:

    Zaire ebola virus

    Sudan ebola virus

    Reston ebolavirus

    Cote d’lvoire ebolavirus

    Bundibugyo ebolavirus

  2. jns

    15 de agosto de 2014 3:28 pm

    Rio Ebola

    No ano de 1976, quando houve um surto de um vírus mortal na República Democrática do Congo, o vírus desconhecido foi nomeado com o mesmo nome do rio Ebola. 

    Congo River

    No ano de 1976, houve um total de 117 mortes registradas no Sudão. O Rio Zaire ou Rio Congo, que agora é conhecido como o Rio Ebola, está localizado no Centro-Oeste da África e é o maior rio da África Ocidental e Central. Este rio era anteriormente chamado de Rio Zaire entre os anos de 1971 a 1997 com base no país que o governo chamava de Zaire.

    O seu comprimento total é 4.380 quilômetros, o que o torna o segundo mais longo da África logo após o Nilo. O rio e seus afluentes atravessam a floresta tropical, que também é a segunda maior do mundo.

    
Jangada de madeira e seu remador no Rio Congo em direção a Brazzaville, República do Congo
Foto: Yann Arthus-Bertrand

    Jangada de madeira navegando em diração a Brazzaville

    Existem vários afluentes deste rio, como Inkisi, Zadi, Cuango, Sankuru, Bomu, Aruwimi etc, e este rio forma a fronteira entre a República Democrática do Congo e a República do Congo. Embora ele seja formalmente conhecido como Ebola, ele também continua sendo conhecido como o Rio Congo ou do Rio Zaire. Quase ninguém o chama pelo seu nome oficial; Rio Ebola.

    Una canoa surca las aguas del río Congo. (Foto: El Mundo)

    O Rio Ebola está localizado na parte norte da República Democrática do Congo. Ele era anteriormente conhecido como Rio Zaire. O vírus Ebola é nomeado após por ter sido descoberto, se espalhou para cerca de 55 aldeias situadas ao redor das suas margens.

    Estuário do Rio Ebola

  3. Frederico69

    16 de agosto de 2014 1:26 am

    que bom que diante da mais nova epidemia

    os laboratórios possam lucrar mais um pouco, afinal nos últimos tempos já nos salvaram de diversas epidemias milhares de vezes mais mortais que a espanhola. resta saber quanto tempo demorarão para iniciar a comercialização da nova panacéia universal.

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