Conversas sobre cessar-fogo em Gaza serão retomadas no Egito

Tatiane Correia
Repórter do GGN desde 2019. Graduada em Comunicação Social - Habilitação em Jornalismo pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo.
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Retomada ocorre após mais de 32 mil palestinos serem mortos em quase seis meses de ataques pelo exército de Benjamin Netanyahu

Foto de Mohammed Abubakr via pexels.com

Uma delegação israelense estava programada para chegar à capital do Egito neste domingo para retomar conversas sobre um cessar-fogo na guerra em andamento na Faixa de Gaza, além da libertação de reféns.

Como lembra o jornal The New York Times, uma retomada das conversações acontece em meio ao final do sexto mês da guerra travada entre Israel e o Hamas, onde mais de 32 mil palestinos foram mortos e as negociações para libertar os reféns foram paralisadas.

Neste sábado, o diretor da OMS Tedros Adhanom Ghebreyesus destacou que apenas 10 hospitais estão “minimamente funcionais” em toda a região de Gaza, enquanto cerca de 9 mil pessoas precisam ser retiradas da região para receberem tratamento médico.

Na última segunda-feira, o Hamas afirmou que rejeitou uma contraproposta israelense. As negociações estão em meio a um impasse quanto ao retorno daqueles que foram obrigados a fugir de Gaza, a permanência de qualquer cessar-fogo e a retirada israelita, entre outros pontos.

Um alto funcionário do Hamas chegou a afirmar em entrevista que Israel se recusava a permitir que os palestinos voltassem para a região norte, e que essa volta só poderia ser feita sob “condições estritas e alguns de cada vez”.

Atualmente, muitos palestinos estão em campos de refugiados e abrigos nas regiões sul e central de Gaza, e aguardam para voltar às suas casas, mas os soldados israelenses barram esse regresso.

Egito, Catar e Estados Unidos exerceram o papel de mediação em outras rodadas de negociações, com os países árabes atuando como intermediários entre os líderes do Hamas. Contudo, até agora não se chegou a um acordo viável.

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Tatiane Correia

Repórter do GGN desde 2019. Graduada em Comunicação Social - Habilitação em Jornalismo pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo.

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