5 de junho de 2026

Criador de grupo para “caçar” gays na Rússia é preso em Cuba

Sugerido por Gunter Zibell – SP
Do Opera Mundi
 
Pedido de prisão foi feito pela Interpol; Maksim “Tesak” Martsinkevich é acusado de incitar ódio e foi condenado à revelia em Moscou
 

Maksim “Tesak” Martsinkevich, que se diz ex-skinhead, foi preso neste sábado (18/01) em Havana após um pedido da Interpol. Ele é o fundador do grupo “Ocuppy Pedofilia”, que tem como objetivo “caçar” gays na Rússia.

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Segundo a agência de notícias Itar-Tass, ele foi condenado em Moscou, à revelia, por “incitar o ódio ou a hostilidade e humilhação da dignidade humana com violência ou ameaça de violência”.

De acordo com a agência, Martsinkevich se encontrava na Bielorrússia antes de ir para Cuba e não foi divulgado o motivo da viagem. Ele já havia cumprido, anteriormente, três anos de pena por incitação a crimes de ódio étnico.

Reprodução

Martsinkevich (no centro da foto, de camiseta preta com detalhes verdes e short) e membros do Ocuppy Pedofilia

O objetivo do movimento “Occupy Pedofilia” é “criar um banco de dados de pedófilos” (que, para os membros, equivale a ser homossexual) para que “qualquer um possa conferir se tem algum colega, professor ou médico” que se encaixe no perfil-alvo do Occupy. Em uma das páginas do grupo, há mais de 160 mil seguidores.

Os membros do grupo Occupy dedicam tempo a encontrar homossexuais ou supostos pedófilos através da Internet e tudo acontece como nos habituais flertes virtuais: frases elogiando a foto do perfil, estabelecimento de uma amizade, troca de telefones e finalmente o encontro real.

A vítima do trote é, então, forçada a confessar para as câmeras que é um pedófilo ou um homossexual e logo em seguida passam por diversos tipos de humilhação, como ter que tirar a roupa, falar para os “entrevistadores” segurando uma banana, passar maquiagem e até mesmo beber urina. Em muitos dos casos, há também agressões.

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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7 Comentários
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  1. Zanchetta

    19 de janeiro de 2014 12:10 pm

    Fugiu de uma meia ditadura e

    Fugiu de uma meia ditadura e foi se refugiar em uma ditadura total…

    1. alexis

      19 de janeiro de 2014 8:01 pm

      Justamente

      As únicas que agiram corretamente em relação à justiça.

  2. Helio J. Rocha-Pinto

    19 de janeiro de 2014 2:06 pm

    Um bando de homens vestidos

    Um bando de homens vestidos de forma a exibir os músculos, que se comprazem em entrar em batepapo para procurar por homossexuais e atraí-los a um encontro… Se se aceitassem, se soubessem lidar com seus desejos, fariam uma orgia daquelas de derrubar todas as colunas de Roma. Mas não se aceitam, então precisam humilhar coletivamente aqueles em quem projetam esse lado, perseguem-nos com a ilusão de estarem exorcizando a si mesmo, de se afirmarem como másculos porque são aqueles que caçam gays, espancam-nos justamente porque é a única forma sob a qual aceitam terem contato físico com outro corpo masculino.

    Depois vem o nosso homofóbico de plantão — aquele sujeitinho que figura assiduamente em todo tópico no qual a palavra gay aparece — e não entende por que ele mesmo tem de ir com urgência procurar um analista.

    1. alexis

      19 de janeiro de 2014 3:07 pm

      Boa tentativa

      Mas não me intimida.

      Você continua achando que todo é fogo amigo. Com os seus óculos Rainbow apenas enxerga Gay detrás de qualquer músculo masculino. Até os caçadores de Gay são Gay. Eu sou homofóbico e, por tanto, um Gay enrustido, etc. Parece que gosta de historinhas musculosas onde Batman é Gay, assim como os outros super-heróis. Vai procurar um pediatra, é ele que atende crianças. O próprio Governo Russo o condenou e, com isso, desmente a sua outra bandeira, de que na Rússia perseguem os Gays, em circunstância que são os Gays que querem uma Rússia própria e arco-íris, passando por cima da imensa maioria da população.

      1. Helio J. Rocha-Pinto

        19 de janeiro de 2014 4:03 pm

        Carapuça

        A carapuça lhe serviu, né?

        Eu não preciso te intimidar. A incoerência de quem se declara hétero e não perde uma postagem sobre gay não é minha.

        Por sinal, não gosto de super-herois. São coisa pra gente com problema de auto-afirmação.

        1. Obelix

          19 de janeiro de 2014 7:55 pm

          Torquemada arco-íris.

          Prezados,

          Desculpem a intromissão em assunto particular, mas me assusta duas coisas em sua fala, Senbor Hélio:

          Apontar como “incoerência” o fato de héteros se interessarem pelo debate dos temas gays. Uai, é território apenas para “entendidos”?

          E pior ainda, colocar como quase uma acusação (você é gay e é hipócrita), sugerindo uma opção sexual que envergonhe o interlocutor.

          Ué, no mundo gay esta questão da “incoerência” também não é vista como resultado da extrema violência simbólica a que estão submetidos?

          Então é uma questão de julgamento?

          Bem que já percebi que alguns setores da luta pela causa LGBT são tão ou mais autoritários daqueles que os perseguem.

           

          Um cordial abraço.

          PS: Ah, e não tente fazer perfis sobre minha sexualidade, porque imagino que isto seja problema meu, não?

          1. Helio J. Rocha-Pinto

            20 de janeiro de 2014 2:20 am

            De modo algum o tema

            De modo algum o tema sexualidade, incluindo a homossexualidade, é assunto apenas para entendidos. Ler e comentar sobre sexualidade humana, compreender suas nuanças é parte da nossa experiência nesse mundo. Isso é uma atividade sadia, motivada pela curiosidade natural que todos temos. Ler, comentar, aprender sobre sexualidades diferentes da que temos é algo bem diferente de homofobia, da aversão a tudo que diz respeito a gays e transexuais externada em inúmeras ocasiões pelo comentarista a que me referi. Que homofóbicos tenham desejos homossexuais latentes não é invenção minha. Está aí na literatura científica em psicologia para qualquer um ver.

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